Notas iniciais
Demorei de novo, perdão, mas aqui estou com um capitulo meloso. Um aviso interessante é que é provável que esse seja o penúltimo capitulo da fanfic. Depende de algumas coisas, mas os aviso que apesar de ser o fim, o fim não sera rsrsrs Vou explicar, haverá spin off, um ou dois, não sei. E vcs querem o spin off? Se for, vão ser duas ones-shots. É só isso, essa foto é o desenho do Thomas ♥ e minha fã arte favorita.

Capitulo Oito.

Tudo devia estar perfeito. Por isso Thomas esfregara o chão com todas as forças para retirar todo o resido. Lucille sempre gostou de tudo organizado, não iria gostar de ver aquela desordem, por isso ele devia limpar até que tudo estivesse excepcional. Suas unhas estavam avermelhadas e sujas, mas valeria a pena. Era o dia, o dia em que ele sonhou desde aquela noite. À noite em Lucille foi enfiada em um carro e mandada para longe, desde então Thomas sonhara com ela todas as noites. Até que um dia seu rosto começou a desaparecer de sua mente, até não que não soubesse quase mais nada. Então em desespero foi para o espelho, procurou a no reflexo dele. Eles eram imensamente parecidos, mas ele não foi saciado. Queria a delicadeza de seus traços e o seu sorriso largo de volta. Desesperado recorreu a uma foto velha que estava quase derretendo e se tornando pó. Tratou de desenhar cada traço da perfeição divina que via. Os olhos grandes e azuis, seu sorriso largo e lábios exuberantemente belos. Aquela boca era única, tinha um formato diferente de todas as bocas que vira. Então se pegou enciumado pensando se alguém além dele havia beijado, mas tinha certeza que não. Aqueles belos lábios são exclusivamente dele. Desenhou o formato de seu rosto, tudo perecia simétrico. No seu queixo havia um furinho que a caracterizava mais do que tudo, fechando o ciclo de perfeição que a rodeava.

Guardou o desenho com a própria vida para que o pai não tomasse. Já que o velho tomou tudo àquilo que pertencia a irmã.

— Vou lhe fazer virar homem Thomas! — Exclamou o pai quando o carro onde se encontrava a irmã virou a esquina.

Desde então sua vida se tornou um inferno. Ele queria se livrar do maldito porão, mas não sabia que quando estaria liberto seria tão ruim. O pai era extremamente rude com ele, lhe disse coisas horríveis sobre ele ter se aproveitado de Luci. O único lado bom era todo o aprendizado sobre engenharia. Parte dele odiava o pai por ter mandado Luci o internato, a outra parte admirava seu trabalho. Ao passar dos anos ele se tornou tão bom quanto o pai. Ele pela primeira vez sentiu que talvez tivesse o respeito dele, mas isso não mudaria o fato de que ele faria de tudo para retornar aos braços de sua amada.

Estava tudo suficientemente limpo, mesmo que a vermelhidão ainda habitasse suas unhas. Cuidou de tudo, dessa vez não haveria falhas. Ele era um homem feito aos seus dezoito anos, tinha tudo sobre o controle, o pai podia engolir a língua por chamá-lo de franguinho ou lhe dizer que vivia na barra da saia da irmã. Agora tudo seria completamente diferente. Ele tinha vários planos, e dessa Lucille não riria deles como se ele fosse um tolo.

Certa noite, ele deitado na cama se lembrou de quando fazia planos sobre se casar com Luci e de que ela rui dele, mas era incapaz de ouvir sua voz. Deparou-se com o fato de que havia se esquecido da voz da irmã e nada além de reencontra-la mudaria isso. Tentou projetar sua voz em seus sonhos, mas já havia perdido a certeza de tudo. Dormia noite e dia para tentar sonhar com sua voz de novo, mas só ouvia ruídos e o barulho de mariposas voando. Começou a ter esse sonho todas as noites. Mariposas, muitas delas, até surgirem às borboletas amarelas. Alegres e delicadas, ao contrario das mariposas que eram tristes e hostis. Encantou-se com as borboletas, até conseguiu prender uma delas. Fascinou-se por seu movimento e cores inebriantes. Mas quando ele olhou em volta, todas as mariposas caiam lentamente no cão, a caminho de uma morte desonrosa e cruel. Entristeceu-se com sua morte, parte dele morreu com as ásperas criaturas. Atentou-se para o pote onde estava sua borboleta, mas de algum modo ela fugiu, voou para bem longe. Porque nunca fora realmente dele.

Não sabia oque significava, mas este sonho o atormentou durante muito tempo. Será que quando ele estivesse de novo nos braços de Lucille seus pesadelos desapareceriam como quando era criança? Esperava que sim.

Havia chegado a hora. Thomas tratou de carregar aquele peso para o banco de traz do carro, com cuidado para não se sujar. Logo estava a caminho, neste tempo o nervoso o corroía. Será que Luci ainda era Luci? Quem ela havia se transformado? Oque a ala psiquiatra havia feito com sua amada? Como estaria sua aparência? Seria tão linda quando fora de ultima vez que a vira? Ele tinha certeza que sim, mas o problema era, será que ela ainda teria a mesma opinião sobre a relação deles?

Comeu parte dos próprios dedos pensando nisso, mas era ela mesmo que lhe falava que o amor deles era indestrutível e que só acabaria se um dia algum deles tivesse duvidas. Bom, ele não tinha. Só a queria ter nos braços de novo, queria tomar o controle, queria se corpo e seu cheiro novamente.

Pensou que podia morrer quando a viu. Será que era ela mesma? Estava de costas com os cabelos longos e negros soltos ao vento. Estava claramente mais alta e seu corpo tomara um corpo mais de mulher. Não era mais claramente uma garotinha, estava para quase fazer vinte anos.

— Lucille? — Chamou desesperado pelo som de sua voz.

Ela se virou. Seus olhos grandes e azuis o encararam então todas as inseguranças que ele tinha desaparecessem. Suas feições estavam um tanto mais maduras e talvez mais sombrias. Aquele era a Lucille dele, mas algo faltava. O brilho, seu brilho de menina havia se apagado. Oque haveria acontecido com ele? Quem fora o maldito que tirará as alegrias de minha amada? Pensou ele. Oque fizeram ao meu amor para esteja tão vazia? Ele não sabia, mas pretendia preenche-la de todas as maneiras possíveis. Até que a felicidade transbordasse de seus olhos em forma de lagrimas. Ele tinha certeza que dessa vez eles seriam felizes, poderiam ter tudo que quisessem. Nada nunca estregaria isso, pois a felicidade deles, mesmo que momentâneas sempre foram eternas.

Ela se aproximou sorridente e insegura. Será que tinha as mesmas duvidas que ele? Se sim ele arrancaria dela com um beijo. Ela entrou no carro, seus olhos se encontraram e era como se nunca tivesse se desencontrado. Aquele olhar era eterno e belo, mesmo com a frieza atrás dos olhos de Lucille.

A irmã agarrou-lhe o pescoço, o abraçou com todas suas forças. Escorregam-lhe lagrimas dos olhos, ele estava de novo nos braços de Lucille, de onde nunca se ausentaria. Quando se soltaram ele avançou para um beijo, mas ela recuou.

— Cadê o Charles? — Ela ainda não havia percebido?

Ele apontou o cadáver do pai no banco do carro, todo enrolado por um lençol. Os olhos dela se arregalaram, então ela avançou e o beijou, com a mesma voracidade que sempre teve.

Notas finais
Tinha muitos erros? Escrevi sozinha, sem beta ;-; pois ela esta a viajar. Desculpa.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!