Rosalie... Sweet Rosalie
5 IV. Sonhos Furados e Conchas Quebradas (parte 2)
Rosalie, Emmet e os outros rapazes e raparigas acabaram indo comer a um restaurante. Tinha um estilo engraçado e pitoresco. Chamava — se "O Filho Da Escola". Emmet não gostou assim tanto mas Rosalie deliciou — se com os camarões, os búzios e os pãezinhos torrados.
Depois disso acabou adormecendo na toalha. Um sonho solto mas sem sonhos. Teria dormido por horas, não fosse Emmet ter ido nadar e divertir — se sacudindo a água do cabelo e corpo em cima de Rosalie.
– Estás parvo! — Ela disse irritada! — Eu estava a dormir.
– Eu vi. — Respondeu rindo da cara da loira. Ela também ficava linda quando irritada!
– Ai viste? — Disse aproximando — se dele e repreendendo — o num tom acusador, virando o jogo. — Ultimamente não andas vendo muitas coisas!
– Que queres dizer com isso? — Perguntou irritando — se e aproximando — se ainda mais dela.
Eles estavam praticamente berrando com os rostos colados.
– Eu...eu... — ela começou dizendo ofegante — É melhor parares.
– Parar com o quê? — Ele perguntou também ofegante, afastando — lhe uma mecha do cabelo e acabando de vez com o espaço entre os corpos. Um beijo rápido e não correspondido. Rosalie separou — se, esbofeteando — o e correndo para longe do seu alcance chateada.
Ela é muito inteligente; inteligente demais, para uma mulher. Falta-lhe o vago encanto da fraqueza. São os pés de barro que dão valor ao ouro da estátua. E os pés dela...pés mimosos...não são de argila. Passaram pelo fogo, e o fogo enrijece o que não consome.
***
Ao entrarem em casa Emmet desapareceu pela casa dentro. Tinham passado o dia inteiro na praia e a noite inteira numa discoteca. No meio de toda aquela confusão tinham bebido de mais novamente e haviam curtido. Rosalie achou melhor procurá — lo e esclarecer tudo, também eram seis da manhã e eles já estavam metidos num sarilho de qualquer das formas.
– Emmet? Emmet responde. Onde raio te metes — te?
Ela olhou para baixo e pôde ver Emmet deitado no sofá a encarar o tecto. Ela desceu as escadas a correr. Ele pôs — se de pé imediatamente.
– Porque me beijaste?
– Não foi nada. Não teve nenhum significado especial para mim.
Como raios ela não tinha pensado nisso antes? Esse era o momento perfeito.
– Ai não? – Disse Rosalie com a voz mais sensual que conseguiu fazer.
– Não. – Respondeu de forma seca fazendo a garota perder o sorriso, mas não se iria deixar vencer.
– Então... – Começou Rosalie, aproveitando — se da aproximação de seus corpos. Retirou as suas mãos dos ombros de Emmet, pousando-as na sua cintura e puxando o rapaz para si, colando assim os seus corpos. Aproximava seus lábios dos tentadores lábios dele. Quando faltavam apenas poucos centímetros para se encontrarem desviou — os e sussurrou no ouvido de Emmet – Com que então não significou nada?
Ela apertou mais ainda o seu corpo contra o deles.
– Rosie, o que estás fazendo? – Disse tentando em vão parecer calmo. Mas tinha a certeza que ela sabia que não estava.
– Responde. Não significou?
– N-não. – Negou mesmo sabendo que era mentira. Mesmo sabendo que ela sabia que era mentira.
– E se eu te provar o contrário?
– C-como? – Ele nem sabia porque tinha perguntado isso, mas assim que escapou da sua boca, teve a certeza de que não devia ter dito. Estava a dar — lhe o que ela queria.
– Assim. – No momento em que os seus lábios se tocaram ambos esqueceram o que é que realmente estavam fazendo.
Emmet nem tentou resistir. Aprofundou de imediato o beijo e penetrou com a sua língua a boca dela.
– Rosalie... – Emmet gemia o nome dela entre o beijo.
– Hmm? – Ela murmurou interrompendo o beijo e olhou para o volume que agora era bem nítido nas suas calças.
– O... q-que estamos f-fazendo?
– Shiu... apenas...aproveita.
Ela retornou a beijar os lábios de Emmet, descendo depois até ao pescoço dele e afundando lá a sua cara. Ela sugou um pouco a pele dele e isso fez com que ele soltasse um gemido alto. Ela não fazia ideia se havia mais alguém em casa. Apertou ainda mais os seus corpos. Emmet desceu uma mão até ao rabo dela e apertou com alguma força, acabando de vez com o espaço entre eles.
"Nunca resulta fugir de. Só ir para."
Okay! Isto tinha ido definitivamente longe de mais!
Ela tinha de lhe mostrar quem controlava aquilo. Ou parava agora ou nunca mais seria capaz. Juntou toda a sanidade e forças que lhe retavam e empurrou — o.
– Acho que já chega.
– O quê? — Emmet olhou para ela tentando perceber porque havia sido rejeitado. Normalmente era o contrário que costumava acontecer...
– Eu disse que já chega. É melhor ficarmos por aqui.
– Melhor para quem? Só se for para ti.
– Não vais amuar ou vais?
Rosalie reparou agora no volume nas calças de Emmet! Ela tinha — o deixado excitado! Não era apenas ela que se sentia atraída por ele. O rapaz corou um pouco e foi para o quarto, embaraçado com o que tinha acontecido. Não era suposto ela tê — lo deixado assim.
Que tipo de castigo é que Carlisle lhes iria dar? Primeiro, eles tinham sido apanhados a dormir nus e bêbedos depois de uma noite de sexo. Depois, tiveram o descuido de deixar um sutiã preso num candelabro à vista de toda a gente e foram apanhados durante uma festa. E agora haviam ido para a praia com o nascer do sol, escondidos de todos e sem autorização, tinham ido para uma discoteca onde tinham bebido e dados uns amassos, e chagavam a casa às seis da manhã, quase fazendo sexo novamente. Ah e claro, provavelmente estariam ambos de ressaca amanhã!
Seria loucura não achar que pelo menos ficariam proibidos de sair até ao fim das férias e perderiam as grandes festas do final do Verão.
Mas Carlisle tinha preparado algo bem pior para eles. Ele não iria apenas ferir os seus orgulhos... ah não... ele iria pisá — los até desfazê — los.
Notas finais
beijos ♥
Ah, e o Carlisle não vai ser mauzinho... SQN! Mas tipo, eu acho que eles exageraram. =)
Fale com o autor