Rosa dos Ventos – Draco & Hermione

13 Capitulo 13: Espero que ele, consiga entrar no seu mundo


Notas iniciais
Ola pessoa lindas *--* Vamos a mais um capitulo e espero muito que gostem (=

POV DRACO

— Mããe, por favor, me ajudaa – Cheguei em casa gritando, nem me importava se minha mãe já estivesse dormindo

— Pelo amor de Merlin Draco, que gritaria é essa? – Minha mãe parou em choque no final da escada quando reparou no meu estado e em quem eu tinha em meus braços – O que aconteceu, meu filho?

— Aconteceu mãe, aconteceu o que eu mais temia, acabei de resgatar a Hermione, eu te explico com mais calma, mas me ajuda, ela esta muito mal.

— Tudo bem, leve ela para cima, vou preparar as poções e pegar uma roupa limpa para ela. – segui correndo para o quarto de hospedes, fui ao primeiro que vi. Assim que entrei no banheiro, liguei o chuveiro e sentei no chão com ela ainda nos meus braços, enquanto a agua cai sobre nos. Ela estava ardendo em febre. Eu só conseguia pedi a Merlin ou quem seja, para que tudo ficasse bem.

— Vamos Hermione, abra os olhos, esta tudo bem agora – Disse quase sussurrando em seu ouvido, mas ela não abriu. Um milhão de coisas passava pela minha cabeça. Lamentava, por não ter matado aquele desgraçado do Lestrange.

— Trouxe tudo, as poções para abaixar a febre e diminuir as dores que ela pode estar sentindo. Pedi para Dobby preparar alguma coisa para ela comer assim que acordar. Deixa que eu cuido dela, vai se arrumar, você também esta um caos. – assenti, levantando do chão, deixando com cuidado a Hermione com a minha mãe.

Assim que pus os pés no meu quarto, fui arrancando toda aquela roupa molhada, eu estava exausto. Finalmente reparei no meu colar, ele ainda brilhava, mas fraco. A mesma intensidade que ele brilhava, antes da Hermione partir. Por um lado, respirei aliviado, mas por outro, continuava aflito, o que mais poderia acontecer?

Fiquei debaixo do chuveiro, sei la quanto tempo, não me importava, so queria deixar que a agua quente caísse sobre mim, como se ela pudesse lavar a minha alma. Ao terminar de me arrumar, voltei para o quarto onde estava Hermione com a minha mãe, ela já estava vestida com as roupas limpas e dormia tranquilamente.

— Podemos conversas? Vamos até o escritório. – assenti e saímos juntos dos quarto, deixando Hermione descansar. – Eu não sei o que aconteceu, exatamente meu filho, mas Hermione não esta nada bem, ela vai precisar de todo o apoio possível de todos, é difícil dizer, porque também sou mulher, mas... – ela suspirou com certa dificuldade – mas acredito que ela tenha sido violentada.

— COMO É QUE É? – senti meu sangue esquentar diante daquela informação – peguei a primeira coisa que vi e ataquei na parede. Era o vaso preferido da minha mãe.

— SE ACALME DRACO, eu apenas suspeito pelas marcas que ela tem no corpo. Amanha precisamos leva-la ao hospital. Conte-me tudo o que aconteceu.

— Sabe mãe... eu posso ter sido um covarde durante muitos anos, posso ter a odiado, humilhado e tudo mais, mas nunca eu desejaria esse tipo de coisa. Quando a encontrei naquele casebre, o meu lado comensal despertou, eu juro que queria mata-lo, mas não consegui, eu estou com tanto ódio dentro de mim, pelo que fizeram com ela.

— Eles quem Draco?

— Rodolfo Lestrange e Scabior, eles estava vivos todo esse tempo.

— Como assim??? – Minha mãe colocou a mão na boca chocada.

— Não sei exatamente como, acho que vamos descobrir essa semana, mas eles estavam vivendo no mundo trouxa, na casa dos tios da Hermione, usaram eles para se manter longe daqui para não correrem o risco de serem pego pelo Ministério. Esta explicada a paz que estávamos vivendo até então. Eles planejaram tudo, para se vingar da Hermione.

— Mas como isso é possível? Como eles descobriram?

— Eu não sei, gostaria muito de saber. – Abaixei a cabeça pensativo

— Como a encontrou filho?

— Lembra dos pesadelos que vinha te contando com ela? Então... descobri que a Rosa dos Ventos estava me guiando por meio deles. Tudo foi exatamente como estava sonhando. A floresta escura, chuva, a casa, o colar, os gritos e o homem... tudo foi exatamente como nos pesadelos, so ainda não entendi do porque ser a Hermione e porque o colar ainda continua brilhando. O que tudo isso tem a ver com o desejo mais profundo do meu coração? Como você disse.

— Não faço a menor ideia, meu filho. Acredito que so o tempo ira dizer. Vem vamos dormir, já esta tarde e o dia foi exaustivo. – saímos juntos e cada um foi para o seu quarto.

Cheguei no meu quarto e me joguei na cama, estava muito cansado, mas o sono não vinha. Virei para o lado e fiquei encarando o colar em cima do criado mudo, brilhando, apenas desejei não ter mais nenhum pesadelo depois de tanto tempo.

~*~

— NÃOOOO, POR FAVOR, ME SOLTAAA. AAAAAAH

Acordei num pulo, completamente desnorteado, sai correndo em direção aos gritos, era Hermione. Assim que abri a porta do quarto, a encontrei se debatendo na cama, chorando. O desespero me consumiu, nem pensei direito, so consegui correr em direção a ela e a abracei.

— Hermione, por favor, acorda, acabou. HERMIONE ACORDA! – Praticamente gritei então ela abriu os olhos, mas ainda chorava. Não consegui entender a sua reação, mas assim que me viu, me empurrou, não com violência, mas assustada, havia pânico em seus olhos. Ela se encolheu o máximo que conseguia o mais longe de mim e balançava a cabeça em negação. – Sou eu Hermione, esta tudo bem. Foi so um pesadelo, ninguém vai mais te machucar. – Ela continuou do mesmo jeito, balançando a cabeça freneticamente, toda encolhida, parecia que nem escutava o que eu estava dizendo.

— Draco... – escutei a minha mãe. Assim que virei a vi no parada no batente da porta – Trouxe mais um poção para o sono, ela não terá mais pesadelos, pelo menos por essa noite. – Peguei a poção e entreguei a ela, ela esta a desconfiada.

— Toma, não precisa ter medo, é so uma poção para você dormir – Ela pegou ainda me encarando, estava com as mãos tremulas, mas tomou a poção devagar e deitou na cama para cair no sono novamente. Fiquei a olhando por alguns minutos, antes de fichar a porta e voltar para o meu quarto.

~*~

Uma semana se passou desde que a resgatamos. No dia seguinte, a levamos para o St. Mungus para receber todas as poções necessárias. As marcas em seu corpo já não eram tão aparentes, não tinha mais febre, pelo menos não teve até então, os pesadelos diminuíram, mas ainda tinha uma ou dias vezes na semana. Ela ainda permanecia distante, não falava e não deixava ninguém se aproximar. Harry e Ronald vieram aqui em casa para visita-la, tentaram falar com ela, queriam até leva-la para passar uns tempos na Toca, mas ela não quis, nem os deixou a abraçarem. Passava a maior parte do tempo encolhida na cama, só levantava para tomar banho ou comer.

Descobrimos que Rodolfo tinha roubado os registros no Ministério no dia da invasão, como todos estavam suspeitando desde o principio. Ele esta preso para futuros interrogatórios. Confessou tudo o que causou aos tios de Hermione, e que queria se vingar dela por terem perdido a guerra, já que ela era a cabeça da Ordem.

Estou sentando no meu quarto encarando a janela, pensando no que posso escrever para a Minerva. Estive pensando a semana inteira em ir para Hogwarts procurar uma coisa. Mantinha as esperanças de encontrar, talvez assim pudesse trazer um pouco de alegria para a Hermione. Depois de muito pensar, finalmente terminei a carta...

“ Prezada Mcgonagall

Acredito que já esteja ciente de tudo o que aconteceu com a Hermione, seu desaparecimento, seu resgate e seu estado até o momento. Ela não fala, mau sai da cama. Harry e Ronald já vieram aqui, tentar conversar com ela, mas nada adiantou, ela não quer ninguém por perto. Gostaria de ir até Hogwarts para procurar uma coisas. Sei já que já faz muito tempo, mas acredito que no momento ela possa ajuda-la. Espero que não haja problemas.

Atenciosamente

Draco Malfoy”

Passado uns 10 minutos, vejo a coruja me encarando na janela, ela trouxe a minha resposta, depressa tirei o pergaminho de sua pata e me comecei e ler...

“ Caro Sr° Malfoy

Estou ciente sim de todo o ocorrido e estou em choque até o momento. Nem consigo imaginar o que ela deve esta sentindo. Ela estava tão contente em finalmente reencontrar os pais. Pobrezinha. Espero que ela fique bem, ela sempre foi uma garota forte, apenas precisamos ter paciência, ela ficara bem. Acredito que sei o que queira procurar, pode ficar tranquilo que esta aqui, estava desaparecido desde a guerra, mas Hagrid encontrou. Estarei o esperando.

Atenciosamente

Minerva Mcgonagall

Diretora da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts”

Liberei a coruja e desci para avisar a minha mãe que estaria indo para Hogwarts para falar com a Minerva. Antes de sair, fui até o quarto da Hermione para ver como estava. A encontrei sentada na poltrona, olhando para a janela, com as pernas abraçadas. Como estava de costas nem viu que eu estava ali, sem falar nada fechei a porta do quarto torcendo que aquela ideia, pudesse tira-la um pouco do seu mundo obscuro.

POV HERMIONE

Eu não conseguia, não conseguia encara-los, todos eles. Eu sei que eles so querem me ajudar de alguma forma, mas eu sinto que não mereço, não sou digna de afeto. Sinto raiva, sinto nojo de mim mesma. Todos os dias choro durante o banho, enquanto esfrego com toda a força a minha pele, como se eu de alguma forma pudesse me livrar da sensação daqueles malditos toques. Eles conseguiram o que tinham planejado durante todos aqueles anos, conseguiram se vingar de mim. Não me mataram, mas me tiraram tudo, minha família, meu sonhos, minhas esperanças e principalmente a minha dignidade. A morte parece tão pequena perto daquilo tudo. As vezes durante a noite, quando não conseguia dormir, pensava na possibilidade de tirar a minha própria vida, mas no fundo eu não tinha coragem. O mais irônico é que sou da casa dos corajosos, dos guerreiros, mas eu não tinha coragem. Alguma coisa me impedia, mas não sei o que.

Narcisa as vezes vinha conversas comigo, mas quase nem dava atenção, ela falava que de certa forma me entendia, entendia do porque eu procurava me fechar no meu próprio mundo. Ela também era uma mulher. Nunca a olhei nos olhos desde que cheguei aqui, mas sentia a ternura e a compaixão em sua voz. Draco não consumava falar, mas sentia seus olhos cinzas sobre mim, eu sentia que de alguma maneira ele queria entrar na minha bolha, mas eu não iria permitir. Não posso.

É tão irônico como o destinos podem se cruzar, quem diria que eu estaria sendo hospedada na casa de Draco e Narcisa, recebendo todo o conforto e ajuda que eles poderia me fornecer? E era isso que mais doía. Julgamos tantos as pessoas, que nem paramos para pensar que um dia podemos precisar delas. A família que um dia foi a mais preconceituosa do mundo bruxo estava abrindo os braços e acolhendo quem eles nasceram para odiar. A heroína de guerra. A sangue-ruim. Diferente deles, eu não era mais digna daquela bondade, eu não merecia aquele cuidado. Agora mais do que nunca eu merecia todo o ódio que eles alimentavam dentro deles. Eu merecia. Sai dos meus pensamentos, quando ouvi uma batida na porta...

— Hermione – Era Draco – Posso entrar? – mas nada disse – Olha eu sei que esta sendo difícil para você, sei que não esta querendo ninguém por perto e respeito isso, mas preciso que me escute. – não olhei em seu rosto uma vez se quer, era tão vergonhoso – Essa semana estive pensando em uma coisa, se poderia existir alguma maneira de se sentir melhor. Não sei como vai reagir, mas só queria que soubesse que quero que fique bem. – Por favor Draco não continue, pensei – Estive em Hogwarts, cheguei agora pouco e trouxe isso, Hagrid o encontrou, espero que pelo menos ele consiga entrar no seu mundo.

Senti algo no meu colo, não conseguia acreditar, depois de tanto tempo. Bichento olhava tão profundamente nos meus olhos, como se quisesse tirar toda a angustia que estava sentindo. A principio pensei em rejeita-lo, ele era tão inocente, tão bom para ter por perto alguém como eu, mas so o que consegui fazer foi abraça-lo. O abracei tão forte que não consegui segurar as minha lagrimas. Era tanta dor e tanta saudade dentro de mim.

— Me perdoa Hermione – prendi a minha respiração ao ouvir aquilo – me perdoa por não ter chegado a tempo, me perdoa por ter demorado. Apesar de tudo de ruim que fiz, saiba que eu nunca admitiria que fizessem o que fizeram com você. Não faz ideia do quando me sento culpado. Olha pra mim, por favor. – com muita dificuldade, quase travando uma batalha dentro de mim, pela primeira vez o olhei nos olhos. Eles estavam marejados, vermelhos, dava para ver a angustia que ele estava sentindo. Agachou para fica na minha altura – Me perdoa por ter demorado e de certa forma, por permitido que tudo isso acontecesse, não fui esperto o bastante para compreender o que os pesadelos queriam me dizer. – Mesmo em silencio, eu tinha o perdoado e agradecido por tudo o que ele estava fazendo por mim.

— Não precisa se desculpa, eu é que tenho que te pedir desculpas – estava chorando, minha voz saia com dificuldade, quase num sussurro – Eu é que tenho que te pedir desculpas por não ter te escutado. Você não tem culpa de nada do que aconteceu. Não faz ideia do quando na verdade estou grata por tudo o que tem feito por mim, eu... – suspirei – eu não mereço, não mereço nada de bom. Na verdade eu merecia todo o ódio que sempre sentiu de mim...

— não... não diga uma coisa dessas, você é a pessoas mais forte que já conheci, a pessoas mais corajosa, inteligente que já conheci. Nunca mais diga uma coisa dessas... nunca mais... Rodolfo vai ser condenado a morte, por tudo o que fez durante a guerra e por que fez a você e sua família. Não sabemos quando será a execução, mas já acabou Hermione. Ninguém mais vai te machucar. – Me deu um beijo na testa e saiu em direção a porta, me deixando no quarto pensativa com o bichento no meu colo.

Notas finais
Não esqueçam de comentar... amo ver (= Beijão