Rosa dos Ventos – Draco & Hermione

11 Capitulo 11: Ela sabia demais Sangue-Ruim


Notas iniciais
Ola gentee, como estão?? segue mais uma capitulo, depois de bastante tempos... espero que goste (=

Capitulo 11: Ela sabia demais sangue ruim

POV HERMIONE

Nenhum ar entrava pelos meus pulmões por mais esforço que eu fizesse, não conseguia me mexer, apenas encarava aquele homem ou a minha tia que estava em prantos. Mas como? Não era possível, ninguém tinha mais noticias de comensais da morte, ou estavam em Azkaban ou foram mortos, como Rodolfo poderia estar bem na minha frente?

— Surpresa Sangue – Ruim? Eu imaginava. Todos ficam surpresos mesmo em me ver – sorriu de deboche.

— Mas... como? – perguntei tentando me recuperar do choque.

— Como estou vivo? Ou como fui esperto o suficiente para não estar preso em Azkaban todos esse anos? Qual das perguntas quer que eu responda primeiro?

Refleti por alguns minutos... não podia ser.

— Não... não pode ser... os registros... – Minha cabeça rodava. Não era possível que ele tinha conseguido se esconder por tanto tempo no mundo trouxa.

— PONTOS PARA A GRIFINÓRIA. – Ele gritou — Olha eu sabia que era esperta, mas estou impressionado. Quando invadimos o Ministério para roubar a profecia, sabia que os registros poderiam ser uteis algum dia e não é que eu estava certo?... Aqui estamos. Sua tia foi muito gentil, durante todo esse tempo – disse indo em direção a ela – Acho que agora não preciso mais dela – disse apontando a varinha para ela.

— NÃO FAÇA ISSOOO!!! – Gritei sacando a varinha, deixando a minha tia ainda mais apavorada.

— Jura sangue – ruim?, quer mesmo fazer isso? ... Não estou vendo os seus amiguinhos, se eu fosse você, nem tentaria. Abaixa essa varinha, você esta em desvantagem aqui. – o olhei sem entender.

— Por favor, Hermione, faça o que ele diz. – Pediu minha tia com a voz tremula de nervoso.

— Viu imunda, até a sua tia é mais esperta do que você. Abaixa essa varinha. – ordenou com uma voz arrastada.

Mesmo com relutância, abaixei e tudo aconteceu muito rápido. Fui desarmada e agarrada por alguém que até então não sabia quem era. Tentava lutar com todas as forças, mas não conseguia, so vi minha tia sendo jogada no chão por Rodolfo enquanto ele dizia àquela palavra que eu tanto conhecia.

— OBLIVIATE

— NÃÃÃÃOOOOO

— Ela sabia demais, sangue ruim. Agradeça por não ter a matado. Vamos Scabior, já perdemos tempo demais aqui.

— Mas e os outros Rodolfo? Eles ainda estão la em cima.

— Não se preocupe, já cuidei deles enquanto acontecia uma conversa em família aqui. – disse olhando para a minha tia e depois pra mim. – Vamos!

Ao aparatarmos a ultima coisas que vi, foi a minha tia ainda desacordada. Era tudo culpa minha. Só voltei a realidade quando ouvi a voz de Rodolfo próximo a mim.

— Seja bem vinda ao novo lar princesa – disse me jogando naquele quarto frio onde a minha única companhia era aquela imensa escuridão.

~*~

— AAAAAAAAAAH PARA, ME MATA DE UMA VEZ POR FAVOR (o choro era desesperador)

— E acabar com a minha graça Sangue – ruim? Não, não mesmo. CRUCIUS!!!

A tempestade caia tão violenta, que nem dava para ver o que acontecia pela janela. Draco ouvia seus gritos dentro daquela casa, quase caindo aos pedaços, mas não era capaz de se aproximar. Não conseguia. A rosa dos ventos brilhava por dentro de sua camisa encharcada. Precisava tirar Hermione de la, mas como?

— A noite so esta começando sua vadia!!!! (escutava a voz de homem, mas não sabia quem era). Então despertou.

~*~

POV DRACO

Mas que merda... acordei mais uma vez suando frio, exausto. Não aguentava mais aquilo e já fazia um mês. Nos pesadelos, de um mês para ca eu escutava a voz de um homem, mas nunca dava para ver o rosto e sua voz era sempre distante e o mais desesperador é que fazia também um mês que Hermione não dava noticias. As cartas que ela tinha prometido para Molly no dia de sua despedida, nunca chegaram.

Tinha noites que evitava dormir, não queria mais sonhar com nada daquilo, num ato de desespero, peguei aquele maldito colar e atirei com tudo na parede. Precisava acabar com aquilo de algum jeito, mas nada aconteceu, nada mudou. A rosa dos ventos continuou intacta, sem nenhum arranhão se quer, continuava la no chão linda e brilhante. Maldita hora que a minha mãe foi me dar essa merda de presente.

Depois de lavar o rosto, é que me encarei no espelho e percebi as olheiras abaixo dos meus olhos. Eu estava mesmo muito cansado, eu precisava descansar para o trabalho no Ministério no dia seguinte, precisávamos continuar com as investigações dos registros e principalmente de Hermione. O que será que deve ter acontecido?. Eu precisava acreditar que os meus pesadelos era apenas pesadelos corriqueiros, como os que eu tinha na época em que era comensal, sem significado, alias não tinha significado, Hermione era uma mulher esperta, sempre foi, venceu uma das batalhes mais difíceis de sua vida, ela não permitiria que algo lhe acontecesse, não é mesmo?

Voltei para o quarto disposto a finalmente conseguir dormir tranquilamente, no dia seguinte enfrentaria um dia cansativo no trabalho. Ser Auror realmente não era algo fácil.

~*~

Cheguei no Ministério as 8:00hs, vim uma hora mais cedo para tentar colocar a minha cabeça em ordem para começar o dia. O restante da equipe, incluindo Harry e Ronald ainda não tinha chegado, era melhor assim, gostava de ficar olhando a janela da sala, tudo parecia tão tranquilo àquela hora, precisava de um pouco de paz, pelo menos naquela hora da manhã, já que não conseguia fazer isso a noite.

— Bom dia Draco, tão cedo por aqui? – perguntou Cibele, a secretaria do Departamento.

— Bom dia Cibele, para você ve, sou uma pessoa dedicada ao trabalho – deu uma leve riso

— Estou vendo – riu — já que esta aqui vou deixar com você a pauta do dia e o Profeta Diário, tudo bem?

— Tudo certo, Obrigado.

— Por nada, com licença. – Fechou a porta devagar com um sorriso sem graça nos lábios.

Fazia um tempo que começamos a usar o Profeta Diário para acompanharmos os acontecimentos. Eu sei que suas fontes nem sempre eram confiáveis, mas para nos qualquer pista ou deslize nos ajudava e muito. Passei pelas primeiras manchetes e não tinha nada de interessante até que bati em uma que me chamou a atenção.

“ MEMBRO DO TRIO DE OURO, ONDE ESTA?

A mais ou menos um mês, notamos que a nossa queiríssima Hermione Granger, membro e cabeça do famoso trio de outro, simplesmente desapareceu. Fontes confiáveis nos informaram que ela iria iniciar uma viagem, não sabemos ao certo para onde e porque, mas nesse tempo ninguém a viu no mundo bruxo. Ficamos sabendo também que o Departamento de aurores estão fazendo investigações em cima do caso dos desaparecimentos dos registros de Nascimento e Linhagem Familiar do Ministério e agora também sobre a Hermione. Será que pode ter alguma coincidência por ai? Primeiro os registros, agora a Hermione, será que uma coisa liga a outra? Mas porque? Vingança talvez? Mas de quem? Pelo que sabemos em todos esses anos depois da guerra, é que nada foi encontrado em relação as trevas. Estamos vivendo em paz, graças a Merlin. E então meus queridos leitores, o que acham de toda essa situação?

Rita Skeeter”

Registros, Hermione, desaparecimento, vingança, guerra, trevas – Minha cabeça rodava com tantas informações, será que aquelas perguntas na manchete fazia algum sentido? A situação estava indo de mal a pior. Sai dos meus pensamentos com o Bom dia de Harry e Ronald, como sempre chegavam juntos.

— Bom dia Draco, chegou cedo hoje! – Ronald me cumprimentando

— Perdi o sono e gosto de chegar mais cedo para colocar as coisas em ordem. Inclusive Cibele já deixou a pauta do dia e o Profeta Diário. Já leram o Profeta hoje?

Ambos se entreolharam

— Não – disseram juntos – alguma novidade? – Foi a vez de Harry perguntar

— Se tratando de Rita Skeeter, sempre tem uma novidade, mas dessa vez não é qualquer uma. O desaparecimento de Hermione esta nos jornais. E por incrível que pareca, dessa vez a manchete dela, me fez para parar pensar. Será que o que ela diz, pode fazer algum sentindo?

— Deixa eu ver – Harry pegou o jornal de suas mãos e começo a ler – Como ficaram sabendo? Tivemos o maior cuidado todo esse tempo para não haver alarde, mas que merda.

— Vocês três são populares desde o fim da guerra, era mais do que obvio que sempre teria alguém, principalmente aqui no Ministério alerta sobre a vida de vocês. As paredes geralmente têm ouvidos.

Harry passou a mão pelos cabelos,nervoso

— Agora precisamos ser rápidos para tentarmos descobrir alguma coisa, nem que seja mínima. As pessoas vão querer alguma posição nossa, ainda mais se tratando de Hermione. Esse desaparecimento repentino poderia colocar em duvida se realmente o mundo bruxo esta em paz. – Disse pensativo

— O que esta insinuando Draco? – perguntou Ronald, tentando acompanhar o meu raciocínio. – Esta querendo dizer que pode existir comensais ainda solto? Acha que realmente pode ser serio as suposições de Skeeter?

— Não sei, mas é não algo a se descartar. Primeiro os registros e agora Hermione. – Eu nunca tinha os contado sobre meus pesadelos com ela. Aguardava tudo para mim, mas depois daquela manchete, algo parecia aos poucos clarear na minha mente. Por onde eu começaria?

— Fizemos interrogatórios atrás de interrogatórios a todas as pessoas que estava no ministério na noite da invasão e ninguém sabe merda nenhuma. Famílias das vitimas também foram intimadas, mas muitas se negaram a comparecer, por motivos óbvios, ninguém quer reviver aquela guerra, por mais importante que uma investigação seja. – Harry disse encarando a janela da sala – O que faremos agora? Iremos até Azkaban e colocamos os comensais presos na parede para eles disserem tudo o que sabem? – sorriu de deboche – Porque eles abririam a boca?, morrerão la dentro mesmo, pouco importa se estão ou não ajudando em uma investigação.

Aquelas ultimas palavras de Harry me fez lembrar que algo...

~Flashback~

Estávamos todos reunidos em volta da grande mesa de jantar da minha casa. Iria acontecer mais uma da enumerar reuniões entre o Lorde e seu exercito de comensais. Foi naquele dia que tinha recebido a minha primeira missão, matar Dumbledore. Eu estava não nervoso com tudo aquilo. Entrar naquele mundo era tão assustador de uma forma que eu nunca poderia imaginar, mas era o meu destino e acho que no fundo era algo que queria. Finalmente me vi pertencendo a algo. Me vi sendo importante, sem ao menos me importa o quão frio o meu sangue passaria correr em minha veias.

— Antes de começarmos, peque a lista de presença Lucius, não quero ter surpresas indesejáveis.

— Sim senhor Mi lorde. – Meu pai levantou da mesa, caminhando em direção ao escritório.

~Fim do Flashback~

— Merda, merda, merda... Como nunca pensei nisso antes? – pensei alto de mais, quando notei os dois me encarando com uma cara de interrogação.

— Pensou no que Draco? – Perguntou o Ronald

— Quando tínhamos reunião com Voldemort... Lembrei que ele sempre conferia uma lista de comensais antes do inicio de cada uma delas, para ter certeza que todos estavam ali, nenhuma das estratégias poderiam sair daquelas paredes. Tenho uma ideia... Harry entre em contato com o diretor de Azkaban e peça para ele os registros de comensais detidos, nomes, datas e tudo mais. Ronald, vá até o necrotério e pegue os registros de óbito dos comensais morto durante a guerra e os que foram condenados a pena de morte. Eu vou para casa, buscar essa lista. Alguém tem que esta faltando em uma das três.

Eles assentiram e foram cada um para um lado. Nem notaram a chuva que caia pela janela da sala.

~*~

Enquanto isso no casebre...

Hermione acordou com o barulho da chuva batendo no telhado, mas não consegui abrir os olhos, eles estavam pesados e com o quarto escuro, para ela pouco importava esta de olhos abertos, nada em sua volta mudaria, pelo menos com eles fechados poderia tentar dormir nem que sejam alguns minutos, mas poderia ter a possibilidade de sonhar com algo bom, tão diferente de sua realidade. Tinha o seu corpo encolhido num fino colchão naquele quarto frio, seu corpo tremia, tremia de dor, de medo e de frio. Sentia-se muito mal, fraca e vulnerável. Ainda de olhos fechados tentando se esquentar como conseguia, pensava em eu sua família, em Harry, em Rony e principalmente em Draco. Perguntava-se do porque não tinha levado o seu sonho a serio... Mas quem poderia imaginar não é mesmo?

Durante a noite era tudo muito pior, as torturas, os socos, os chutes e para terminar da pior maneira para uma mulher, os toques. Rodolfo passava suas mãos imundas por todo o corpo de Hermione, enquanto ela chorava e tentava de alguma maneira se proteger. Aquelas palavras no pé do seu ouvido lhe causava um enorme enjoo, que mal conseguia comer na manhã seguinte, quanto Scabio lhe trazia pão e agua.

“Você é muito boa para uma sangue- ruim imunda. Vou aproveitar enquanto eu ainda quiser te manter viva. — dizia enquanto tinha a mão em suas coxas e abocanhava seu pescoço como um vampiro.”

So o que Hermione conseguia fazer, era chorar, desde que chegou naquele lugar. Chorar até cai no sono durante o dia ou chorar de dor e nojo de si mesma durante a noite.

~*~

No ministério

Os três aurores voltaram quase na hora do almoço depois de passarem a manhã correndo atrás das listas e levariam a tarde inteira para conferir tudo, mas não podiam falhar, nenhum nome deveria passar despercebido. Aquele era o inicio que Draco tanto buscava. Finalmente não estaria mais totalmente no escuro, como em seus pesadelos.