Notas iniciais
Ola pessoal!!! tudo bem??? segue mais um (=

Fim da Segunda Guerra... Dois anos depois.

A segunda Guerra bruxa havia acabado, Voldemort e todos seus seguidores caíram. A guerra que ao mesmo tempo trouxe finalmente a paz que todos buscavam, trouxe também a tristeza pelas milhares de perdas que cada membro, sejam alunos, professores, pais ou amigos carregavam dentro de seus corações mesmo que em silencio. O Trio de Ouro passou a ser idolatrado, por sua determinação, coragem e ousadia... eram os verdadeiros Grifinorios; honraram sua casa juntos com seus amigos até o ultimo instante daquela devastada guerra.

Harry e Rony se tornaram aurores, trabalhavam duramente para combater qualquer resquício que ficou da guerra ou do lado das trevas. Buscam revolucionar o Departamento de Aurores no Ministério da Magia. Hogwarts foi reconstruída, voltou a ser o que sempre foi, ambos não voltaram para cursar o ultimo ano, pois acreditaram ser mais importante iniciar suas carreiras no Ministério, já que tinham o consentimento no Ministro Kingsley Shacklebolt que poderiam iniciar seus trabalhos com as experiência que adquiriram durante os anos e principalmente com a guerra.

Harry casou-se com Gina Weasley, que iniciou sua carreira no time de Quadribol Harpias de Holyhead, onde esta obtendo grandes conquistas. Ainda esta sendo dificil para ela superar a morte do irmão, mas com a ajuda de Harry e da familia, cada dia que passa busca por novas motivações para ir seguindo a vida. Rony esta reencontrando a felicidade. Assim como Gina ainda é dificil aceitar essa realidade, mas encontrou o consolo nos braços a atual namorada Lila Brown, a garota que não é mais a mesma desde o fim da guerra. Embora tenha sustentado um grande amor por Hermione, com o tempo viu que não daria certo, pois alem de perceber que Hermione não tinha o mesmo sentimento por ele, não queria correr o risco de ficar sem a amizade que tinha com ela. Ela era muito especial para ele.

Diferente de seus amigos, Hermione voltou para cursar seu ultimo ano em Hogwarts e fazer os Níveis Incrivelmente Exaustivos de Magia. Para ela, era de extrema importancia ter o seu curriculo impecavel, como buscava fazer em tudo na vida. Começou sua carreira no Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, onde era fundamental para melhorar a vida dos elfos domésticos.

Em seu braço carregava a marca que por muito tempo foi seu pesadelo, ainda se lembra da dor e do medo que viveu, mas diferente de uns tempos atras, agora ela tinha orgulho de ser uma sangue – ruim. A sangue – ruim que lutou pelo seu ideais, pelo mundo bruxo que aprendeu a amar, pelas pessoas que se diziam dignas por ser um sangue puro, mas que nunca tiveram a oportunidade de desfrutar daquela sorte que ela tinha, de ter amigos verdadeiros e uma familia que tanto amava. Falando em familia, daqui umas semanas, ela estara embarcando para a Autralia, para investigar o paradeiro de seus pais e tentar reverter o feitiço. Ela ainda tinha dentro de si uma esperança que ter seus pais de volta.

E Draco?... Depois de finalmente conseguir se libertar emocionalmente com a conversa que teve com a sua mãe, passou a ser informante secreto durante a guerra. Embora não tenha se perdoado por completo por tudo o que fez, acreditou que informar tudo o que acontecia no lado das trevas, era de alguma maneira, uma forma de se redimir. Infelizmente não foi o bastante para não ser julgado, mas com a ajuda do trio, sua pena foi reduzida em apenas permanecer em prisão domiciar durante um ano, até o que o Ministério tivesse todas as provas que ele agiu sob ameaças de Valdemort. No caso de Narcisa, como não teve envolvimento direto com os planos, torturas e mortes realizado pelo Exercito de Voldemort e que apenas apoiava o marido em sua decisões, teve como pena também a prisão domiciar por seis meses, saindo apenas para audiencias no Ministério. Passou por um periodo de depressão pela morte de Lucius, mas com o tempo, com a ajuda do filho, percebeu que precisava seguir em frente, precisava buscas a felicidade e aceitar que seu marido apenas sofreu as consequencias de seus proprios atos.

Para Lucius não existia outro destino a não ser a morte, foi condenado a prisão em Azkaban por um ano sem direito a visitas, recebendo por fim o beijo do Dementador, sendo esse, o ultimo caso de uso de Dementadores pelo Ministério da Magia.

Flashback – Dia da Execução de Lucius Malfoy

Era inverno, o céu estava nublado, deixando o dia mais pesado e triste na Mansão Malfoy, hoje será a execução de Lucius. Narcisa estava em seu quarto, pensando em tudo que viveu com o marido. Apesar de ter muitos desentendimentos com o mesmo, o amava. Hoje seria a primeira vez que o viria depois de um ano. Ao quarto ao lado, Draco olhava pela janela, sua cabeça rodava com pensamentos confusos. Estava triste pela destino de seu pai, apesar de nunca mais terem cruzado o olhar desde o dia que Lucius lhe disse que não era mais seu pai, mas para Draco ele ainda era seu pai, sempre seria. Ao mesmo tempo estava feliz por finalmente conseguir a sua liberdade que tanto esperou. Queria recomeçar. Saiu de seus pensamentos quando Dobby entrou em seu quarto.

— Senhor Malfoy esta na hora de ir, Dobby já avisou a Senhora Malfoy e já esta o esperando na sala – Dobby estava na Mansão Malfoy a pedido de Harry, ajudando Narcisa e Draco no que precisavam.

— Muito obrigado Dobby, já estou descendo...

— Sim senhor! – deu um sorriso triste e desapareceu

Respirou fundo e ao chegar na sala encontrou sua mãe sentada no sofá com os olhos fundos, pegou em sua mão a guiando até a lareira para aparatarem até o Ministério. Chegando la, foram recebidos com olhar de condenação por uns e de compaixão por outros. Ainda de mãos dadas seguiram para uma das salas de audiência, onde Harry, Rony e Hermione os esperavam.

Harry por muito tempo, não se convencia da boa vontade de Draco; acreditava que estava usando um pretexto para conseguir informações afim de beneficiar o lado das trevas. Afinal, Draco nunca foi uma pessoa de coragem, nunca iria contra a sua família, mas estava errado. Draco mudou, queria mais do que ele próprio o fim daquela guerra, queria a paz, o sossego. Não são grandes amigos, obviamente, mas nesse um ano em que esteve em prisão domiciliar, durante as visitas junto com Rony, passaram a ter uma convivência amistosa, se entendiam, mas os apelidos como cicatriz, testa rachada, pobretão e doninha saltitante, entravam nas conversas em meio a risadas, afinal, ainda eram Grifinorios e um Sonserino.

Ao passarem pela porta, se depararam com uma sala circular, com cadeiras por toda a sua extensão. No centro havia uma redoma de vidro com uma mesa de concreto, onde Lucius seria executado. A sala estava cheia, além Harry, Rony, Hermione, Narcisa e Draco, la estavam outras pessoas, as famílias das vitimas de Lucius e dos comensais do Morte. Todos se acomodaram para o pronunciamento do Ministro Kingsley.

— Bom dia a todos. Estamos todos reunidos para o pronunciamento da sentença e execução de Lucius Malfoy. Sendo que a execução sera assistida apenas por Narcisa Black Malfoy e Draco Lucius Malfoy como familia e por Harry James Potter e Ronald Bill Weasley como aurores. – ouviu-se murmuros pela sala, logo Kingsley pediu silencio e proceguiu – vamos ao pronunciamento.

“Eu KingsleyShacklebolt, Ministro da Magia da Grã-Bretanha, venho setenciar Lucius Malfoy, ao beijo do Dementador, apos permanecer um ano em prisão de segurança maxima em Azkaban. Declaro que a execução sera assistida apenas pelos familiares e aurores presentes. Lucius Malfoy esta sendo sentenciado devido a sua intensa participação junto ao Lorde Valdemort e seus seguidores na Segunda Guerra Bruxa. Lucius declarou em audiencias realizadas que era um dos fieis seguidores de Valdemort, vindo a acompanhar junto a ele, as perseguições, torturas e mortes de qualquer bruxo que não era aliado a seu exercito, inclusive a nascidos- trouxas, afim de cumprir com o proposito de radicalizar os direitos de vivencia no mundo bruxo apenas para cidadãos de sangue – puro. 15 de Dezembro de 2000.”

Apos o pronunciamento, solicitou a entrada do condenado.

— Por favor guardas, tragam o prisioneiro!

Draco e Narcisa permaneceram de mãos dadas o tempo inteiro, mas era nítido a angustia que sentiam ao imaginar que a qualquer momento iriam encontrar Lucius. Não sabiam como ele se encontrava. Ja fazia tanto tempo.

Passado alguns minutos, Lucius entrou por umas das portas laterais da sala, escoltado pelos guardas de Azkaban... irreconhecível. Se contassem, não acreditaram que aquele homem era o chefe de umas das famílias mais importantes da alta sociedade bruxa. Não acreditariam que aquele homem, era um Malfoy. Seus cabelos platinados que antes eram sedosos, agora não passavam de ralos fios sem vida. Sua pele estava envelhecida, tão pálida como antes. Os olhos azuis acinzentados não tinham mais brilho, apenas passavam tristeza e dor. Tinha um olhar assustado, quando se deparou com as vaias vindo das famílias de suas vitimas, mau tinha notado que sua esposa estava em prantos, chocada com o que via.

De cabeça baixa, foi guiado pelos guardas, até o centro da redoma de vidro, sendo colocado sentado na mesa de concreto de frente para todos. Ao levantar os olhos encontrou com os de Narcisa. Como tinha vergonha de si mesmo. Tinha uma família maravilhosa, pena que percebeu isso... tarde demais.

POV LUCIUS

O que fiz com a minha vida?... fazia essa pergunta dia apos dia dentro daquela cela em Azkaban. Não tive coragem de encarar aquelas famílias que estavam me vaiando, eu sei que mereço, alias eu sei que mereço tudo que vivi nesse um ano e o que estou preste a viver. Eu mereço ter a minha vida arrancada a sengue frio, como fiz com muitas pessoas inocentes. Mas diferente delas, eu não era inocente. Eu não passava de um preconceituoso, que idolatrava um mestiço, acreditando em seus ideais radicais. Meu Deus, nem sangue puro ele era. Sentado na mesa de concreto, com muito esforço, levantei o olhar e me senti tão mal por ter encontrado os olhos dela. Ela estava ali, chorando, abraçada com o meu filho. Minha mulher e meu filho. Ela estava abatida, mas continuava linda, elegante, uma perfeita Malfoy. Que saudades. Como me arrependo de nunca ter dito essas palavras a ela. Eu a tinha ao meu lado, mas nunca fui capaz de nota-la de verdade. Levei o meu olhar até o meu filho. Sim, ele era meu filho, nunca deixou de ser. Meu pequeno Malfoy. Agora eu vejo e tenho orgulho do homem que ele se tornou, tão diferente de mim. Passei tantos anos exigindo dele, para ser como eu, que nem percebi que ele era tão especial, quanto a mãe. O que eu fui fazer?

— Lucius – escutei o ministro me chamar – quer dizer algumas palavras para essas famílias?

Minha garganta estava seca, mas assenti e comecei a falar.

— Eu sei que nada que eu disser, vai trazer os seus entes queridos de volta. Eu tenho a plena consciência que mereço esta passando por isso. Se eu pudesse voltar no tempo faria tudo diferente. Seria um outro Homem. Seria um homem honesto, menos ambicioso, menos preconceituoso e principalmente um pai e um marido que a minha família merecia. A única coisas que eu poço pedir é perdão. Pela primeira vez na vida estou deixando o orgulho de lado, para pedir perdão para cada um vocês, pela dor e sofrimento que causei. Peço também que não culpem e condenem a minha família, eles não tem culpa. – senti os meus olhos arderem, abaixei a cabeça esperando o que ia acontecer.

— Muito bem... peço que as famílias se retirem. Vamos dar inicio a execução. – Disse o ministro que esperava pacientemente as familiar se retirarem, ficando apenas Narcisa, Draco, Harry e Rony.

— Lucius, quer conversar um pouco com a sua família? – Perguntou o ministro – assenti, eu precisava senti-los pela ultima vez.

Narcisa de aproximou primeiro, me abraçava com tanta força, com tanta saudades e tanta dor que desejei que o tempo parasse. Cheguei próximo ao seu ouvido e sussurrei:

— Me perdoa meu amor, me perdoa por tudo de ruim que causei a você. Por ter exigido de você ser o que não era. Me perdoa por todas as vezes que te deixei chorando sozinha. Você é uma pessoa maravilhosa, nunca duvide disso. Eu que fui um imbecil por não ter te dado o valor que sempre mereceu. Muito obrigado por sempre ter estado do meu lado, por ter me amado e por ter me dado o melhor presente que eu poderia querer nessa vida... o NOSSO FILHO. – Narcisa chorava ainda mais. Nos beijamos com tanta intensidade, tanto amor. Aquele beijo tinha que ficar marcado pra sempre em nosso corações. Se afastou indo ao encontro de Harry e Ronald que a acolheram em seus braços, enquanto Draco caminhava em minha direção.

A principio ele não sabia como reagir, fazia tanto tempo que não olhava em seus olhos, tão azuis quantos os meus. Abrir os braços como fazia quando ele estava aprendendo a andar, esperando com paciência ele chegar até mim. Meio sem jeito nos abraçamos como nunca nos permitimos antes. Sem ainda dizer uma palavra, choramos juntos. Deixando sair, todo o ressentimento, raiva, a insegurança, a saudades, o amor que sentíamos um pelo outro. Segurei seu rosto entre as minhas mãos e falei baixo:

— Filho... – Ele arregalou os olhos – Eu sinto muito por ter falhado com vocês, durante todos esses anos, me perdoa por não ter sido o pai que você esperou. Me perdoa por não ter estado do seu lado, quando se sentiu inseguro, com medo. Me perdoa, por tudo que eu disse de você naquele dia, quando o trio escapou da mansão. Você não é franco ou covarde, nunca foi. Fraco fui eu, por nunca ter dado a oportunidade de sermos apenas pai e filho. Eu sei que nunca te disse isso, mas... – suspirei – eu tenho orgulho de você, orgulho por quem você é, orgulho por ter sido tão forte e corajoso para lutar pelo que acreditava e pelo seus ideais. Você é tão parecido com a sua mãe. – Draco se permitiu chorar. Ali frente a frente se permitiram pela primeira vez, serem apenas o Lucius e o Draco. Não existia muralhas, sobrenome. Eram apenas os dois. – Você é o orgulho da família. Eu te amo.

Os guardas se aproximaram, puxando Draco para longe de mim. Me prenderam na mesa e a sala de repente ficou fria, muito fria; encarei pela ultima vez os olhos do meu filho, sentindo minha alma sento levada para sempre da vida que eu mesmo destruí.

Fim do Flashback

Notas finais
O que acharam? ... comentem para eu saber *-* beijão