Rosa dos Ventos – Draco & Hermione
1 Capítulo 1: Prismas
Narração
Um ano antes... Durante a Guerra...
Eram tempos difíceis, a busca pela sobrevivência eram constantes, não podiam ser vistos, a descrição era o elemento crucial para qualquer bruxo que não eram aliados a Voldemort. O medo de perseguições, torturas e morte rondava pela cabeça de Harry, Rony e Hermione em meio a pensamentos, mas a busca pela paz do seu próprio mundo era mais forte do que qualquer incerteza de sobrevivência. Precisavam lutar, precisavam acreditar por si mesmos e por suas famílias.
Estava tudo sob controle dentro do possível, No que falharam?, o que não perceberam?... Essa angustia veio a tona quando o trio se viu enfrente aos portões da Mansão Malfoy.
POV HERMIONE
Nunca pensei que um dia atravessaria aqueles portões, cada canto daquele enorme jardim em que entravamos me causava arrepios, isso porque ainda estava a caminho da entrada da Mansão... eu mau sabia que iria ser tudo muito pior. Olhava para Harry e Rony o mais discretamente possível para não chamar atenção dos sequestradores, buscando através dos olhos deles algum tipo de conforto ou pelo menos um pouco de esperança que poderíamos sair vivos. Tentava ao máximo manter a minha respiração controlada, não podia demostrar fraqueza, mas minha respiração parecia que parou no momento em que entramos na sala de estar.
Tudo naquela sala exalava luxo, tudo muito grande para apenas três moradores. O piso frio de mármore preto parecia o céu estrelado no meio da madrugada, devido a pequenos brilhos que se formavam por causa do reflexo da luz de fora que passava pelas grandes janelas. Ao lado havia poltronas de couro preto e uma grande lareira com desenhos em arabesco com algumas fotos da família. O fogo estava la, mas não era suficiente para aquecer aquele lugar. Nas Paredes havias quadros por toda sua extensão, provavelmente eram antecedentes da Família Malfoy, mas procurei não encarar, logo desviei o olhar para o grande sofá de veludo verde com detalhes em prata... tão sonserino, e por fim reparei no grande lustre no centro daquela sala, tão bonito. Era preto com detalhes em cristais, formava prismas nas paredes por causa da janela aberta; aquelas poucas cores aquecia o meu coração angustiado no meio daquela escuridão.
Não sei quanto tempo fiquei admirando os prismas, sai do meu devaneio, quando ouvimos passos. La estavam eles...
Bellatriz vinha na frente, logo atrás alguns comensais, senti minha pernas tremerem, mas tentei com todas as minha forças manter o controle. Mais atrás vinha Lucius, Narcisa e por fim Draco Malfoy. Não dava para encara-los, procurei os olhos de Harry ou Rony, mas estavam distantes de mim, apenas encontrei em meio ao desespero o chão estrelado.
Bellatriz: Onde os encontraram? – sua voz era calma, mas não a encarei.
Comensal: Na Floresta! Eles resistiram, mas conseguimos.
Bellatriz: Draco!! Venha até aqui!!
Ainda encarando o chão, ouvia os passos dele vindo até nos...
Bellatriz: Reconhece eles? É o famoso trio de Ouro?
O silencio pairava no ar... Devido ao feitiço de modificação, estávamos um pouco diferentes, com uma certa curiosidade resolvi levantar o olhar discretamente para ver o que estava acontecendo. Draco estava nos encarando a pouca distancia de nos com Lucius em seu ombro o fazendo se aproximar ainda mais.
Lucius: Vamos Draco, responda... são eles? — mais silencio. – Draco estou perdendo a paciência. Vamos começar então, um por um.
Lucius guiou Draco até Rony e eu so pedia aos Céus que nos protegessem.
POV DRACO
Eu sabia que eram eles, mas não conseguia dizer, não queria dizer; nunca fomos amigos isso era mais do que obvio, mas não aguentava mais viver naquele inferno. Ainda tinha pesadelos com os gritos de dor e suplica pela vida das pessoas que tive que torturar. Lembro de cada olhar, cada gota de lagrimas e sangue... não aguentava mais. Sempre busquei pelas palavras sinceras de meu pai, esperando que ele me dissesse que tinha orgulho de mim, mas elas nunca vieram, apenas recebia seu olhar frio e exigências para ser o orgulho da família; mau sabe ele que tudo o que fazia era apenas pela nossa família.
Meu pai foi me guiando até eles para que os reconhecessem, mesmo eles estando um pouco diferentes, eram ele, sem sombra de dividas. Primeiro fomos ate o Weasley, ele poderia esta diferente aos olhos dos demais naquela sala, mas eu reconhecia muito bem os cabelos ruivos e as vestes de segunda mão. Enquanto o encarava, meu pai diz bem próximo a mim.
— Então Draco, esse garoto é o traidor de sangue? – Sua voz era fria e arrastada
O máximo que consegui era mexer a cabaça afirmando. Pude ouvir uma risada baixa vindo da minha tia e logo ela diz:
— Muito bem Draco!
Com o meu pai na minha cola, seguimos até Potter. Seu rosto estava mais desfigurado do que dos demais e sua cicatriz não estava la, provavelmente a Granger usou algum feitiço para cobrir a cicatriz para que não o reconhecesse. Meu pai me encarou para que respondesse a mesma pergunta anteriormente, mas fomos interrompido com as gritos da minha tia.
— MAS O QUE SIGNIFICA ISSO? DA ONDE TIROU ESSA ESPADA? – Bellatriz encarava o comensal que tinha a espada de Griffindor em suas mãos.
— Encontrei na bolsa da garota!
— Tirem todos daqui, levem nossos hospedes para seu aposentos, preciso ter uma conversinha de mulher para mulher com a nossa convidada. – sua voz era fria, irônica.
Nesse momento foi tudo muito rápido, Potter e Weasley foram levados para as masmorras, tentaram proteger Hermione, mas foi inútil. Bella jogou Granger no chão e me encarou.
— Diga Draco, essa é a Sangue –Ruim? – Silencio – Vamos Draco, DIGAA!!!
Sempre fui ensinado a odiar os nascidos – Trouxas, desde criança escutei o meu pai dizer que eles eram seres abaixo da humanidade, que eles não mereciam viver como nos. Acreditando nisso passei anos menosprezando e humilhando a garota que me encarava nos olhos, com o mesmo olhar das pessoas que eu torturava, um olhar de desespero e ao mesmo tempo de ódio. No inicio esse tipo de olhar não me atingia, acreditando que estava orgulhando a minha família, não dava a mínima para com que forma eles me olhavam, mas com o tempo aquilo começou a me incomodar. Tinha vezes que durante a tortura, evitava ao máximo encarar as minha vitimas nos olhos. Suas suplicas eram demais para mim. Vendo aquele mesmo olhar da Granger me senti angustiado. Angustiado porque não podia fazer nada, absolutamente nada. Não sabia exatamente o que sentia, mas o aperto no peito era grande, quase me sufocava, mas não podia fazer nada. So o que eu podia fazer era manter as esperanças para que conseguissem sair dali e acabasse com toda essa desgraça que passei uma vida acreditando ser o certo. A voz na minha tinha, interrompe os meus pensamentos.
— Seu silencio diz tudo Draco, ela é sim a Sangue – Ruim. – Desviou o olha de Draco para Hermione – Diga sua estupida, como conseguiu a espada?
Granger desabou, não aguentou mais ser forte como vinha se mantendo até então.
— Eu não peguei nada!! – Chorando
— Não minta pra mim sua nojenta... FALE LOGO A VERDADE!!!
— Já disse que não peguei – Chorando mais ainda.
— JÁ QUE VAI CONTINUAR... VOU TE ENSINAR A NÃO MENTIR!!!
No mesmo instante Bellatriz gravou a adaga no braço da Granger, a fazendo gritar o quanto seus pulmões aguentavam.
POV HERMIONE
No instante que senti Bellatriz cravando a adaga no meu braço, chorei e gritei o máximo que consegui, desabei, chorei por tudo que estava guardando dentro de mim.
Em meio a tortura, buscava alguma coisa para me agarrar emocionalmente, não podia me deixar ser guiada pela imensa dor que estava sentindo. Percorrendo os olhos pela sala, encontrei novamente os primas refletidos pela luz da janela, ainda gritando foquei neles e chorei mais ainda... Chorei pela dor, pelo medo, pela frustração de pela primeira vez não conseguir ter uma solução para sairmos de la, chorei pela minha família que não sabia se um dia voltaria a ver, chorei pelo meus amigos, pela situação em que o mundo bruxo se encontrava. Chorei por estar sendo punida por algo que nunca pedi para ser uma... SANGUE RUIM, chorei por esta sendo exposta. Exposta pela minha próprias fraquezas; o que eu não sabia é que aquela marca que estava recebendo era so a primeira que muitas que teria que carregar pela resto da vida.
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