Rosa de Vidro

18 Capítulo 18 - Rosa de Vidro


Capítulo 18 – Rosa de Vidro

Andaram por alguns minutos, às vezes a shinigami parava pra se concentrar melhor e ter certeza de onde vinha o sinal. A medida que se aproximavam os outros também começavam a sentir e ficava mais fácil. Ichigo não conseguiu evitar uma cara de bobo ao ver os olhos de sua baixinha se iluminarem quando sentiu a reiatsu do irmão.

– É aqui – ela parou na frente de uma grande e alta parede.

– Tem certeza? – Dondochaka questionou.

– Tenho – a shinigami puxou sua zampakutou – Preparação...

A lâmina era reta, com apenas um lado para o corte. Ela atingiu a parede e alguns pedaços despencaram.

– Sacrifício – a lâmina se curvou, como a de uma típica katana e ela fez um buraco mais fundo na parede.

– Morte – a lâmina tornou a ficar reta, mas desta vez com fio de corte de ambos os lados e atingiu a parede com tudo, derrubando muito mais do que antes.

Após os segundos nos quais ficaram intrigados com a habilidade estranha da zampakutou, a qual questionariam mais tarde, viram uma espécie de túnel a frente.

– É melhor nos apressarmos, não há tempo pra verificar o que há pela frente, se aparecer alguma coisa, lutaremos – disse Urahara, sendo o primeiro a entrar, sendo seguido por Rukia e os demais.

Andaram durante alguns minutos sem nada encontrar até chegarem a uma enorme sala de pedra. Lá havia um das telas de comunicação, provavelmente roubada da Seireitei por Aizen na época da grande luta. Mas isso era o que menos importava. Um velho shinigami, conhecido por poucos ali estava de pé empunhando uma zampakutou. Ao seu lado, Byakuya, ferido, também com a espada em mãos.

– Nii-sama...

– Rukia...

A shinigami quase chorou, os olhos do nobre brilharam, algo que há muito não era visto por ninguém. Haviam desobedecido, mas ela estava viva e isso era um grande alívio. A shinigami correu até o irmão, quase que ignorando o shinigami ao seu lado, ao qual lançou um rápido olhar e fez questão de não se aproximar.

– Nii-sama! Está ferido! — Segurou a mão ensanguentada dele.

– Esse é o menor dos nossos problemas agora.

– Não esperava que chegassem aqui tão bem. Devo tê-los subestimado! – O velho shinigami se irritou.

– Junko-san... – Yoruichi começou – Parece que não está mesmo em seu juízo perfeito...

– Como pensei... a morte dele foi quase que exatamente igual a de Kaien Shiba. Esse não é ele – Urahara falou.

– Parece que não reconhece seu velho conhecido, Kisuke Urahara... Mas isso não importa agora – ele lançou um olhar mortal à Rukia.

Byakuya se pôs na frente da irmã, Ichigo e Renji se alarmaram, aproximando-se mais dos dois.

– Meu neto aqui destruiu a pureza da nossa família e isso é imperdoável. Eu estou disposto a perdoá-lo, mas essa shinigami de sangue inferior deve ser eliminada. Ela suja o nome da nossa família!

– Seu tolo! O que isso importa?! Rukia é uma excelente shinigami! Ela honra o nome que tem! – Ichigo gritou.

Os olhos da pequena se iluminaram com as palavras dele, mesmo numa situação tão tensa.

– Ichigo, ele está sendo controlado. Aliás, esse nem é ele, não acho que valha a pena discutir. Só vai se desgastar.

– O Abarai tem razão. Numa situação como essas, você deve usar a cabeça antes de sacar a espada – o quincy opinou.

Em uma fração de segundo Junko não estava mais ali e reapareceu no meio da grande sala, segurando Rukia pelo pescoço, após ter feito mais um corte em Byakuya, que começava a se irritar com aquela rapidez dele.

– RUKIA!!! – Ichigo desesperou-se.

Os demais fizeram menção de avançar.

– Um movimento e acabo com ela de verdade.

Todos se mantinham em posição de ataque, mas parados e em pânico. A shinigami gemia e agonizava, fazendo o possível para se manter respirando.

– A família Kuchiki é muito preciosa e delicada... Como uma rosa de vidro... Que deve ser tratada com cuidado ou pode quebrar. Você e aquela mulher são como essa coisa que chamam de amor. A desculpa que meu neto inventou tanto para levar ela quanto para levar você para sujar o nome da nossa família. Você parece muito pequena e frágil, shinigami. Você pode ser linda, mas parece tão frágil quanto uma peça de vidro. Talvez por isso ainda possa se confundir com os membros reais da família – dizendo isso, arremessou a tenente com toda a força contra uma das paredes, levantando poeira e fazendo pedaços de pedras caírem.

– RUKIA!!! – Ichigo e Renji gritaram, deslocando-se rapidamente para perto dela com o shumpo.

Entre a poeira e as pedras, a encontraram emborcada, com um filete de sangue escorrendo de sua nuca e outro de sua boca.

– Kuchiki-san! – Orihime abaixou-se ao lado da amiga, preocupada.

– Rukia! Rukia! – Ichigo chamava enquanto a sacudia.

Ela abriu lentamente os olhos e sentou apoiando-se nos próprios braços.

– Acho que não tem nada quebrado – a pequena falou antes que os demais perguntassem.

– Fique quieta sua maluca! – Ichigo reclamou.

– Rukia, sua nuca tá sangrando, isso não é legal! – Renji falava.

– Eu tô bem! Vim aqui lutar e vou!

Orihime ativou seu poder de cura.

– Não vou permitir que cure ninguém!

Junko avançou, mas foi imobilizado.

– Não vamos deixar que isso continue, você nem é dono dessa aparência – o capitão baixinho falou enquanto o shinigami se debatendo, era segurado pelo segundo esquadrão.

– Isso acaba aqui! – Soi Fong começava a se irritar com Junko – Não temos tempo a perder.

– Se quer uma luta, eu darei uma a você – ele falou no exato momento em que vários buracos se abriam nas paredes e vários arrankars entraram.

– Tava demorando – Nell falou.

Os arrankars avançaram e se iniciou uma disputa com o grupo recém-chegado.

– Obrigada Inoue.

– Rukia, não! Você ainda não tá bem!

– E você acha que o meu irmão está?!

O ruivo procurou pelo shinigami, que lutava com o avô, mesmo estando ferido e enfraquecido, ainda com alguns ferimentos abertos.

– Inoue fechou meu ferimento da nuca, isso é suficiente pra lutar.

Realmente, o ferimento estava fechado e alguns arranhões tinham sumido. Não escorria mais sangue de seus lábios, mas ainda estavam roxos e provavelmente doíam.

– Vamos logo, todos estão lutando.

Os outros três dirigiram seus olhares para a perturbação em volta. Hitsugaya, Momo e Matsumoto lutavam com um arrankar. Hisagi, Kira, Uryuu e Chad com outro. Urahara e Yoruichi, que se divertia deixando o inimigo confuso com sua super velocidade. Nell e os irmãos, Soi Fong e os ninjas, Ashido e Natsu, todos se dividiam entre os hollows.

– Tudo bem. Vamos acabar logo com isso! – Ichigo disse se levantando sendo seguido pelos outros dois e indo junto com Rukia na direção de outro arrankar.