Rosa de Vidro

13 Capítulo 13 - Problemas


Capítulo 13 – Problemas

— Esse maldito tirou minha velocidade!!! – Ela gritou em desespero.

Os outros dois arregalaram os olhos.

— Essa não... – murmurava Kira, que teve que desviar da mão gigantesca que abriu uma cratera no chão.

Os dois se reuniram próximos a onde Yoruichi estava enquanto o hollow os observava como se os analisasse, ainda com a mão gigantesca encaixada na cratera criada no chão.

— Yoruichi-san... Isso foi depois da pancada? — Questionou Kira.

— Foi sim.

— Então ele bloqueou alguns pontos de seu corpo... Pra gerar tanta velocidade é preciso ter um ponto para conduzir a reiatsu em alto nível de atividade. Se o corpo sofre um impacto muito grande alguns pontos podem ficar bloqueados e quando a reiatsu tenta transitar não consegue e causa paralisia ou dor – Kira explicou.

— Eu sei disso... Quanto maior a velocidade que invisto, maior a dor. Assim não aguento me mover – ela dizia sentada no chão.

— Deixe que nós lutemos. Leva um tempo, mas logo o sistema nervoso vai reagir e...

— Não temos tempo – ela respondeu à shinigami – não estou subestimando vocês, mas até que meu corpo volte a reagir ele pode derrubar esse lugar inteiro em cima de nós. E mesmo que ele morra eu não vou me recuperar... Vamos ter que pensar em alguma coisa.

Desviaram mais uma vez de uma grande investida do hollow enlouquecido, que dessa vez usara um cero. Os dois ajudaram Yoruichi a mover-se.

— Yoruichi-san... isso é como uma artéria bloqueada por gordura... Shiro-chan disse que quando isso acontece com alguns humanos eles fazem cirurgia pra removê-la e usam um tal de marca sei lá o que pra impulsionar melhor o sangue e evitar que a artéria seja obstruída de novo.

— É verdade... com certeza a reiatsu desse hollow é que está obstruindo seus pontos de condução. Se puder de alguma forma usá-la em investidas contra ele...

— Me leve até ele! – A morena se determinou – ele não vai tirar a honra da Deusa da Velocidade Yoruichi! – Ela fuzilava o hollow com seus olhos dourados.

Antes mesmo de tomarem alguma atitude, o hollow que parecia ser tão desorientado, girava os cipós que saiam de seu corpo para todas as direções.

— Não deixem isso pegar em vocês! – Kira gritou, defendendo-se com a Wabisuke.

Arregalou os olhos surpreso ao ver que não causara sequer um arranhão. Novamente foram atacados, dessa vez com os cipós e o cero, que causou uma explosão ao colidir com as bolas de fogo lançadas pelo bankai de Momo, que ela acabara de liberar. O hollow caiu.

— Menina, tenha mais cuidado! Podia ter derrubado tudo isso em cima de nós!

— Me perdoe! Mas veja! – Ela apontou o hollow.

— Os cipós queimaram...

— Vamos destruí-lo de dentro pra fora então – Kira falou sério – Yoruichi-san... vai doer muito, mas sua chance de recuperar sua velocidade aqui e agora é investir contra ele usando a reiatsu presa em seu corpo. Eu vou atacá-lo de frente. Furem a máscara e libertem reiatsu pra matar.

A lerda criatura já se encontrava quase de pé, ainda desorientado e já preparava outro cero, que não hesitou em lançar em kira, que avançava, e desviou por pouco, ferindo o braço direito. Carregando Yoruichi consigo Momo pulou pelas costas do hollow, pousando em sua cabeça, o que o fez se sacudir violentamente e quase atirá-las ao chão. A shinigami se segurou com força e cravou a zampakutou, ainda em estado bankai, no centro da máscara, fazendo o hollow gritar.

— Yoruichi-san...

— Agora! – A morena pôs as duas mãos em cima da rachadura na máscara.

Lutando para não ser atirada para longe pelo hollow, que ainda se sacudia, liberou o que aguentava e o que não aguentava de reiatsu naquele estado. Sentiu suas veias e sua pele queimarem e sua cabeça latejar de dor. A tensão interna em seu corpo fazia parecer que mãos invisíveis tentavam esmagá-la por dentro. Após vários segundos daquela tortura, sentiu um choque elétrico percorrer seu corpo e relaxou. O hollow gritou, quase deixando-os surdos, até desaparecer. Os três caíram no chão.

— Yoruichi-san! – Os dois a procuraram preocupados.

Sentiram o vento mover-se velozmente a sua volta e ela estava de pé, forçando um sorrido, na saída do lugar.

— Vamos... embora... – e sorrindo verdadeiramente, caiu no chão.

— Yoruichi-san! – Os dois correram até ela.

— Ainda não pode fazer extravagâncias! – Kira colocou cuidadosamente a mulher adormecida em suas costas.

Saíram dali rápido ao mesmo tempo em que ouviam o lugar desmoronar.

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— Mas o que é que vocês tem? – Hitsugaya lutava para que as três lâminas não se desunissem e assim ele fosse acertado.

Estava sendo atacado por Matsumoto e Hisagi. Os dois estavam muito mais violentos do que o normal naquele estado de hipnose. O jovem capitão já estava todo ferido, por sorte nenhum ferimento profundo ou letal.

— O que eu faço...? Essa toxina é um gás. Mesmo se eu cortá-los, vou precisar derramar muito sangue pra que voltem à lucidez. A não ser que... ainda tenho tempo!

Destravando a batalha e ainda recebendo dois pequenos cortes nas laterais do corpo, gritou de dor e congelou parcialmente os dois companheiros. Eles cessaram os movimentos e caíram no chão. O capitão ofegou por um momento tentando recuperar parte de suas forças e para ter certeza do que pretendia fazer.

O veneno tomaria conta primeiro da parte de cima do corpo. Iria feri-los nos braços e ombros. Se cortasse pouco de nada adiantaria. Se fosse muito fundo ajudaria o veneno a penetrar. Lutando contra si mesmo, ergueu a espada primeiro contra Matsumoto, não podia cortar muito fundo, nem no lugar errado. Com a ponta da lâmina a milímetros do ombro esquerdo dela, viu a shinigami, num lampejo de consciência, chorar. Ele arregalou o olhos e parou, lembrando-se... Antes de partirem. Ela não lhe dissera nada, mas não era necessário, estava visível nos olhos dela. Ela queria voltar viça daquela missão e reencontrar “ele”. Preso naquela cela por dez mil anos, ela era o único consolo que ele tinha e ele estar vivo, mesmo que preso, era um acalanto para o coração dela.

Olhando profundamente naqueles olhos azuis tão claros, de sua tenente e grande amiga, ele não pode evitar chorar também. Como doía ter que feri-la, mesmo que para salvar a todos ali. Olhou para Hisagi. Este forçou um aceno de cabeça encorajador. Também doía muito ter que ferir o companheiro. Por mais que parecesse ser o frio capitão Histugaya, ele era como aquele gelo. Era frio, mas podia ser derretido. Olhou de novo para os olhos cheios de lágrimas da tenente. Fechou os seus próprios com força por um momento.

— Eu também quero sair vivo daqui... e reencontrar a Momo e os outros. Eu prometo que todos nós vamos sobreviver! Me perdoem... – e sentindo as lágrimas silenciosas rolarem por seu rosto, o mais rápido e cuidadosamente que pode fez pequenos cortes nos ombros e braços dos dois.

Não havia tido tempo suficiente para aquele gás se espalhar por todo o corpo deles. Fazia apenas vinte minutos que lutavam. Ele torcia para que aquilo desse certo. Viu os ferimentos de ambos sangrarem como os seus. Devia doer também. Como queria saber curar ao menos no mesmo nível de Kira, Hanatarou ou Isane...

Quando julgou que já tinham perdido sangue suficiente para se livrarem de uma boa parte daquela substância tóxica e hipnótica ele decidiu agir. Os efeitos do congelamento já passavam e ambos se moviam lentamente. Ele não era excelente em cura, sabia somente o mínimo necessário. Colocou as duas mãos sobre eles e fechou os cortes que ele mesmo tinha feito. Seus olhos estavam pesados e começavam a fechar-se, ele mesmo havia perdido muito sangue, apesar de já ter estancado minutos atrás. Só viu que Matsumoto e Hisagi agora podiam mover-se normalmente, apesar de tremerem de frio, e se aproximavam dele falando coisas que ele já não conseguia ouvir quando tudo ficou escuro e caiu no chão.

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— Droga! Isso não tem mesmo fim! – Ichigo reclamava pela milésima vez.

Eles corriam da direção da qual acreditavam ter vindo, destruindo todas as paredes a sua frente, mas não achavam a saída. Pararam. Todas as paredes quebradas se fecharam.

— Mas o que?! De novo não!

— Controle-se Ichigo! Isso não vai resolver nada! – Ela tentou acalmá-lo segurando a mão esquerda dele.

O shinigami se apoiou em uma das paredes, sem soltar a mão das de Rukia, encostando a testa no braço direito, e se espantou.

— Rukia, olha isso aqui! Não são suas?!

— O que?

Ela se aproximou e reconheceu as próprias pegadas.

— Já passamos aqui antes...

Do nada uma forte reiatsu fez todos se encolherem.

Notas finais
Sei que a luta da Yoruichi deixou a desejar, peço 1000 perdões.