Rosa de Vidro
11 Capítulo 11 - Mais obstáculos
Notas iniciais
Capítulo 11 – Mais obstáculos
O quincy mal concluiu suas ideias a respeito do shinigami e uma explosão jogou os três para longe.
- O que foi isso?! – Ele perguntou caído no chão, limpando e ajeitando os óculos.
- Natsu!
- Estou aqui... – ela tossiu e sua mão alcançou a dele.
Ele a segurou com força e a puxou para perto, temendo a provável ameaça que vinha na direção dos três. A poeira, ainda alta, não permitia que vissem mais que a silhueta da criatura que se aproximava. Aos poucos puderam tomar foco. Ficaram um tanto indignados pelo tamanho da criatura, mas sem nenhuma ideia de como um hollow tão pequeno causara uma explosão tão grande. A criatura tinha a aparência de um sapo com máscara hollow e um buraco no pescoço. Não devia ser maior que Yachiru. Ele abriu a boca e começou a formar um cero, que ficava cada vez maior. Ashido abraçou a shinigami ao seu lado e desviou ao mesmo tempo que Uryuu, na direção oposta. O cero atingiu com tudo uma das paredes abrindo uma cratera. Os três olharam de olhos arregalados para o hollow, que nem sequer se movia, apenas olhava de um para o outro. Ele escolheu o quincy e com um pulo voou com toda velocidade até ele abrindo a boca para um novo cero. Enquanto este ainda não passava do tamanho suficiente para caber dentro de sua boca, Uryuu o atingiu com uma flecha, que colidiu com o cero em formação e explodiu. Quando a poeira baixou novamente, ficaram ainda mais espantados, a criatura triplicara de tamanho.
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- Achei que aquilo nunca ia acabar... – comentava um sorridente Urahara, que andava a frente dos outros dois.
De repente ele parou e se deteve em frente a uma parte de uma das paredes de pedra, observando-a atentamente.
- O que foi? Se ficarmos parados não vamos ajudar em nada. Não sabia que você tinha tanta admiração por paredes de pedra – Renji reclamou.
- Fique calmo... ele pode ter achado alguma coisa – Chad falou calmamente.
Renji observou o loiro mais atentamente. Ele tocava a parede, detendo as mãos em algumas rachaduras presentes. Ele a empurrou algumas vezes e se afastou, lançando kidous destrutivos da casa dos 70 para destruir o local, assustando os outros dois.
- M-mas por que isso?! Podia ter nos ferido seu louco! Por que não avisou que ia explodir?! – Renji gritou.
- Abarai-san... há uma passagem aqui. Se há algo que o inimigo esconde, devemos saber o que é.
Adentraram o local. Era uma caverna. Urahara teve o cuidado de usar um kidou para causar a ilusão de uma passagem fechada. Andaram por alguns minutos e chegaram a uma sala ampla. Urahara tirou uma pequena luminária de dentro do kimono e a acendeu, pousando-a sob uma mesa no centro do recinto. Finalmente puderam observar melhor o lugar. Era uma biblioteca. Todas as paredes e o chão eram compostos de pedra. Várias estantes também esculpidas na pedra da caverna guardavam vários livros antigos, todos falando sobre hollows ou shinigamis.
- Mas não pode ser... – Renji se aproximou tocando os livros – todos esses livros pertencem à Soul Society!
- Como?! – Chad questionou.
- É verdade. Parte deles estava lá da última vez que Yoruichi foi à biblioteca antes da luta contra Aizen – ele puxou um dos livros – vejam isso aqui.
- O que é? – Ambos perguntaram.
- Um livro inteiro falando sobre o hollow que assassinou o avô de Byakuya.
Arregalaram os olhos.
- Se isso está escondido aqui junto com todos os outros livros, provavelmente tem o dedo de Aizen nessa história da morte dele e são informações muito preciosas. Tanto que foram roubadas da Soul Society para impedir nosso acesso.
- O que Aizen tem a ver com isso?
- Deixe-me contar como surgiram os vaizards e como Kaien Shiba morreu.
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Hitsugaya, Matsumoto e Hisagi andavam após acabar com uma infinidade de hollows.
- Fiquem atentos... Aquilo foi fácil demais. Creio que estivesse só brincando com a gente. Algo terrível pode aparecer a qualquer momen...
O chão se abriu sob os pés de todos eles e caíram num lugar escuro, ferindo seus braços e pés quando se apoiaram para evitar maiores danos com a queda.
- MAS O QUE FOI ISSO?! – O baixinho irritado perguntou com os olhos em chamas.
- Calma capitão, ao menos estamos vivos.
Hisagi usou kidou para projetar luz no ambiente. Nada de anormal, haviam caído em uma depressão no chão. Estavam há cerca de sete metros da superfície. Do nada três hollows apareceram e uma luta se iniciou.
- Qual o sentido disso?! São muito fracos – Hitsugaya xingava golpeando o seu adversário.
- Droga! Ele me cortou! – Gritou Hisagi devolvendo o golpe.
O hollow paralisou e sua pele expeliu algum tipo de gás. Logo Matsumoto também havia sido atingida e o mesmo ocorria aos hollow contra o qual lutava, que desintegrou junto com o primeiro. O único a salvo era o capitão que o destruiu antes de ser atingido.
- Mas que gás... é esse...? – Matsumoto ficou sonolenta e seu corpo tombou no chão.
- MATSUMOTO! – Ele gritou preocupado, mas alguma coisa cortou suas costas, fazendo seu sangue escorrer pelo haori.
De olhos arregalados ele olhou para trás. Fora atacado por Hisagi. Outro corte no abdômen, fora cortado por Matsumoto.
- Mas o que está acontecendo?! – Ele desesperou-se com a possibilidade de ter que lutar contra os companheiros.
Ambos possuíam olhos sem brilho e sem vida e erguiam as espadas ameaçadoras em sua direção.
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- Yoruichi-san... eu ouvi um barulho – Kira advertiu.
- É verdade, e é algo grande – Momo olhava para os lados.
- Seja o que for... nós vamos passar por cima – ela olhou determinada para frente esperando que a criatura aparecesse.
Um hollow gigantesco veio na direção dos três, acertando Yoruichi em cheio com um cipó que saia das laterais de seu corpo. A pancada fortíssima a atirou longe.
- Yoruichi-san! – Ambos gritaram preocupados.
Ela levantou e teria usado o shumpo, mas simplesmente não se moveu. Seu corpo não obedecia à sua velocidade. Perdera a capacidade de mover-se tão rapidamente. Caiu de joelhos no chão, sentindo a dor terrível da pancada do hollow e a dor de estar presa num mundo de lentidão. Uma lágrima deixou seus olhos assustados.
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- Isso tá muito estranho. Estamos andando há cerca de uma hora e esse túnel não dá em nada!
- E o que você queria, seu idiota?! Que estivesse cercados de hollows e cheios de hematomas de novo?!
- Eu ouvi dizer que quando se está num lugar assim, se você andar com as mãos encostadas na parede logo achará a saída – Orihime dizia feliz.
Todos se perguntaram de onde ela havia tirado aquilo. Podia até ser verdade, mas não acreditavam que funcionaria ali.
- Vá à frente e volte o mais rápido possível com um relatório da situação – Soi Fong ordenou a um dos ninjas, que assentiu e desapareceu.
Dez minutos depois ele estava de volta.
- Onde estamos?
- Estamos num labirinto enorme capitã.
- E onde fica o fim dele ou a saída mais próxima?
- Eu não sei. Caminhei por todas as entradas que encontrei, mas não pude localizar uma saída. Tudo que encontrei foi uma grande parede de pedra há três quilômetros daqui.
- Há algo atrás dela?
- Tudo indica que sim, mas consegui especificar o que. Chegamos lá seguindo apenas pelo caminho certo. Todos os outros dão em entradas sem saída ou depressões cheias de hollows. Não aconselho usarmos o shumpo aqui, ao menos não em todos os lugares.
- Nós leve até lá.
- Agora mesmo.
O ninja seguiu na frente sendo seguido pelos demais. Andaram por tempo considerável até que o ninja parou.
- O que aconteceu?
- Não reconheço este lugar.
- Você nunca errou, nós nunca erramos, tem certeza de estamos no caminho errado?
- Sim, tenho todo o caminho gravado e sei que não estive aqui.
- Eu não tenho bons pressentimentos sobre isso.
- Você sabe de alguma coisa Rukia?
- Meu capitão uma vez falou sobre labirintos ilusórios. Não importa o quão experiente e sábio seja quem anda nele. Sempre se perderá. As únicas maneiras de sair são usando a velha técnica de amarrar um cordão na entrada ou destruir tudo, o que faria todos os hollows voarem pra cima de nós.
- Mas nem sabemos como e quando entramos aqui!
- Isso mesmo. Temos um problema.
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