Rosa de Diamante
2 Linhagem de sangue
entre gritos
eu novamente sinto aquele cheiroaquele cheiro desagradavel e forteaquele cheiro de mortee entao sinto aquele calor tocar os meus pesmeus pés estao quentes porem umidosmolhados por um denso liquido vermelhoque antes fluia no corpo de alguem que ja ameie eu olho para minhas maostremendo nao por frio mas sim por medomedo da lamina que empunhomedo da lamina que acabo de usare enquanto eu via aquela vida se esvaindo em minha frenteeu pensava porque eu teria feito tal coisaporque eu havera empunhado uma espadae com ela matado aquela que amavae nesse momento eu me lembrodos meus olhos prateadosrefletidos no brilho de minha laminae de seu fio afiado penetrando a carneé nesse momento que sinto uma presençaa presença de um pai ausenteao meu lado a segurar a extremidade do cabo de minha espadae eu percebo que isso é puramente a minha linhagemuma linhagem de assasinosmanchada pelo sangue de inocentesde pessoas que um dia pensamos amardoce ilusaoassasinos nao amammeu pai nao amavaminha linhagem nao amaeu nao amo...naonao é isso que sounao importa o quao densa seja a florestasempre havera uma saidae entao eu despertoestava ao lado daquela que amosua cabeça apoiada em meu ombroe minha espada no chao ao nosso ladoe eu dou graças ao meu deusmas entao minha mao se atrai pelo cabo da espadae com ela em maosnovamente vejo meus olhos em sua laminaum liquido denso e vermelho esquenta meus péso cheiro de morte no artudo se repeteparece que afinal nao se pode fugir de quem voce é
Notas finais
uma um tanto antiga, gosto dela, mostra bem a minha forma de escrever apesar de ser antiga
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