Rosa
1 Rosa
E tudo demora passar
Minutos, horas, dias...
O tempo está rendendo muitos pensamentos
Muitas respostas com a ambição de serem achadas
E brota de dentro dos escombros.
A vergonha de deixar o terremoto abalar
O tempo fez a névoa abaixar e deixou a luz iluminar
Porém do outro lado do mar
Não se sabe se ainda quando se lembra da rosa
Outrora já a segurou
lembra-se de tua beleza
ou dos espinhos que vossa mão machucou
Sendo que ela apenas nunca se sentiu segurada
E tal beleza solitária
Sem tempo de pensar do que fazia
Apenas com medo de voltar a terra Fria
Sangue acabou por derrubar
Agora, sem raiz e sem amplexo
Ai de expectar de uma saída
Livrar-te de seus espinhos e esperar que a entenda
Ou seguir o ciclo que lhe foi fornecida
Suprir a terra e florescer de ti uma roseira.
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