Roommate for Unknown

13 #13 Qual é o problema com funcionários de aeroportos?


Notas iniciais
Itálico no meio é cena acontecendo simultaneamente em outro lugar. Itálico na direita entre aspas significa flashback. LEMBREM DISSO!

De: linda.applebee@yath.com

Para: leonardhummelanderson@microx.com

Assunto: ...

Oi Leo. É claro que estamos de bem, não estamos? Fico feliz que as coisas na sua casa estão indo bem. Acho que o fato deles dormirem na mesma cama e estarem sorrindo por isso significa que eles ainda se gostam. Você deveria pedir "inocentemente" para passar um final de semana na casa do seu avô, ou até mesmo procurar na internet algumas notícias da época em que eles ainda eram famosos. E também acho que você ter seu celular de volta não ajudaria muito a voltarmos a conversar... Agora com essa final de ginástica fica bem difícil eu entrar no computador (você me pegou na sorte para eu te responder esse e-mail). Estou me dedicando muito e minha treinadora disse que mais alguns treinos e eu consigo fazer o 360º na barra (você entende alguma coisa disso?). E sobre você ir para Nova Iorque, tenho uma notícia ainda melhor pra você: semana que vem a nossa equipe vai viajar para as preparatórias, e adivinha onde... Lima. Me mande o número de sua casa e seu endereço que semana quem vem, finalmente, depois de tantos anos vamos nos conhecer! ...Também sinto muito sua falta, ok? Nos vemos em breve. Sempre aqui, no mesmo lugar. Pronta para qualquer coisa, sem hesitar! ♥

Kurt abriu os olhos lentamente e se encontrou novamente com o corpo enrolado ao de Blaine, pela quarta vez naquela semana. Talvez fosse melhor voltar para casa, ou pelo menos começar a dormir em algum lugar que não fosse na mesma cama que seu ex-marido.

– Kuuurt? — Perguntou Blaine arrastado abrindo os olhos sem vontade. Estava tão confortável que poderia dormir por dias ali, porém sentou-se na cama quando percebeu que o que fazia daquele lugar tão confortável era o peito do Hummel.

– Bom dia, soneca. — Kurt gargalhou ao ver os cachos de Blaine totalmente bagunçados. Blaine estava com o cabelo todo revirado e com a barba por fazer, o que o deixava lindamente lindo, e droga, como Kurt odiava pensar essas coisas.

Os homens ignoraram a voz em sua mente falando que aquilo era estranho e se levantaram. Como em perfeita sincronia começaram a arrumar a cama. Blaine passava os travesseiros para o castanho, que jogava a ponta da coberta para o outro homem. Talvez o mais constrangedor fosse que os homens dormiram juntos mesmo com o colchão de Leo vago no canto do quarto (o adolescente estava passando o final de semana na casa do avô).

Almoçaram as sobras do dia anterior — algo com bife e batatas. Após lavarem a louça, juntos obviamente, os homens se sentaram na sala sem ligar a televisão. Após alguns minutos Kurt achou melhor se pronunciar: — Acho que vou voltar pra casa.

Blaine tirou os olhos do smartphone que mexia e encarou o ex-marido um tanto curioso. No fundo estava gostando de morar com Kurt (só pelo fato do convívio com Leo, obviamente).

– Por quê? — Foi a única coisa que veio à sua cabeça.

– Porque é a minha casa. Faz quase duas semanas desde... Desde o acontecido. E eu não posso morar com você pra sempre, Blaine.

– Hm. — Blaine respirou fundo e colocou seu celular em cima da mesa de centro. — Não acho que seja a melhor ideia a se fazer, mas se é o que você quer... — Kurt assentiu. — Mas antes temos que tirar qualquer evidência de Douglas daquela casa.

– P-por quê?

"Porque você tem que esquecê-lo" seu cérebro dizia. — Porque você vai ficar se martelando pela morte dele. Você sabe disso, Kurtie. As coisas dele deixamos com os pais dele, o que você quiser guardar você guarda, suas roupas doamos... Vai ser melhor.

– Tudo bem. — Kurt respirou fundo novamente ignorando o fato de ter sido chamado por seu apelido de casado.

[...]

Kurt pegou um porta-retrato da estante no qual a foto era em Londres em uma viagem que havia feito com Douglas e Leonard. Todos sorrindo, por mais que a felicidade daquela viagem tivesse sido passageira.

A casa ainda tinha o cheiro de Douglas, e era como se a presença dele continuasse ali. Do mesmo jeito que a presença de Blaine continuava ali até meses depois de o moreno deixar de morar naquele lugar... Um pequeno flashback se instalou na cabeça de Kurt: Blaine descendo as escadas com duas malas, uma em cada mão, dando um último sorriso forçado e saindo porta afora pra nunca mais voltar. Tudo o que Kurt sempre quis foi que a porta se abrisse segundos depois de ter se fechado, mas ela nunca o fez.

– Kurt?

Kurt chacoalhou sua cabeça rapidamente se despindo das lembranças e jogando o porta-retrato na caixa "LIXO". Havia várias caixas de papelão pela sala, uma coisa de organização particular de Blaine.

– Sim? — Respondeu calmo.

– Você está bem? Quer voltar depois?

– Não, Blaine. Estou bem, não precisa ficar perguntando de dois em dois minutos como se eu fosse uma criança. — Colocou as mãos na cintura um pouco cansado e encarou Blaine voltar do segundo andar com alguns porta-retratos. — O que você tem aí?

– Algumas fotos que achei no corredor. Vou colocar aqui em cima do sofá e você vê qual delas quer manter e...- — Kurt o interrompeu.

– Jogue tudo fora.

– Você tem certeza?

– Sim, jogue. — Kurt virou as costas e pegou em cima da lareira dois bonecos que representavam Douglas e ele. Eles provavelmente teriam ido em cima do bolo de casamento, se eles houvessem um dia se casado. — Kurt Giannini-Hummel... Não combinava comigo de qualquer jeito. — Jogou os bonecos feitos artesanalmente no fogo fraco da lareira.

Blaine encarou o ato com uma ponta de curiosidade. Hesitou em alguns segundos de perguntar o que perguntou depois de desistir de se manter o passivo.

– Kurt, seu casamento não era muito saudável, era?

– E que casamento é? — O castanho sorriu e se jogou na poltrona velha de couro. Provavelmente do tempo em que Blaine morava ali. — O nosso não é um parâmetro de todos os outros, Blaine.

O moreno sorriu para o chão — e droga, por que ele ainda fazia aquilo?

– Verdade, mas nós éramos duas crianças. — Sorriu e se sentou no sofá ao lado de onde Kurt estava sentado. — Então você e Douglas...?

– Brigávamos de dia e a noite fazíamos as pazes. — Kurt revirou os olhos se lembrando de como eram tolos juntos. Blaine sorriu fraco ao se lembrar de levar Leo embora pelo adolescente ter pegado o pai e o padrasto na cama.

– Do que você está rindo? — Perguntou o castanho curioso se levantando do sofá.

– Do dia em que Leo foi expulso da Dalton. — Sorriu ao ver o cenho de Kurt franzir. — Mais alguma caixa com lembranças dele?

– Sim, algumas no fundo do armário. Me ajude a pegar.

Os homens subiram as escadas e trouxeram três caixas para a sala do apartamento. Eram caixas empoeiradas não absolutamente sobre Douglas, mas também sobre Leo, Kurt, Blaine e toda a vida do anfitrião da casa.

Blaine ficou com uma grande enquanto Kurt abria as duas pequenas. — Albuns de fotos que demorei anos para preencher, e agora sendo jogados no lixo. — Kurt sorriu fraco e jogou o livro inteiro na caixa que iria para o lixo.

– Você não precisa jogar fora se você não quiser.

– Eu quero. — Kurt encarou o ex-marido. — Obrigado por ter me feito fazer isso.

Blaine apenas sorriu em retribuição e continuou tirando coisas da sua caixa. Achou um potinho com o primeiro dente de leite de Leonard, também achou os primeiros sapatinhos de bebê do Hummel-Anderson (que serviram apenas no dia em que saíram do hospital).

– Kurt...? — Perguntou com o olhar fixo dentro da caixa que mexia.

– Sim? — Respondeu sem encarar o moreno.

– Por que você tem uma passagem de avião para Louisiana no mesmo dia em que eu saí de casa...? — Blaine encarou Kurt com um olhar um tanto preocupado. Kurt levantou a cabeça das caixas na hora tentando inventar alguma desculpa. — Kurt...? — Insistiu.

– Eu não acredito que ele fez isso. — Leonard encarou o avô com os olhos arregalados. — E por que ele nunca contou ao papai que fez isso?

– Seu pai é orgulhoso, Leo. — Burt suspirou. — Eu queria contar, mas Kurt me fez prometer por minha falecida mulher que eu não falaria.

– Você tem que prometer não fazer disso um grande caso, ok? — Kurt fechou sua caixa e foi para o mesmo sofá que Blaine, que continuava com uma face confusa. — Tudo bem?

– T-tudo, eu acho.

– Você estava fazendo suas malas e...

"Blaine estava no andar de cima fazendo suas malas para sair daquela casa e... Droga. Ele não queria ir embora. Havia construído aquele lar junto de Kurt, e só Deus sabia como ele queria continuar ali... Mas simplesmente não dava mais.

Fechou o último zíper da mala e suspirou fundo. Antes que pudesse descer as escadas puxou do fundo do bolso da casa uma chave e deixou em cima do criado-mudo ao lado da cabeceira da cama — era a chave que ele havia feito quando adolescente da porta que dava acesso ao telhado da Dalton.

Começou a descer as escadas e viu Kurt no pé delas, com os olhos vermelhos mas orgulhoso demais para derramar uma lágrima. Blaine não disse nada, apenas forçou um sorriso meio torto e saiu pela porta. Pensou em voltar, abrir aquela porta e pegar seu marido pelos braços, falar que aquela era apenas uma crise, mas não o fez. Lembrou das brigas no meio da noite acordando e assustando Leonard (que estava na casa de Burt). Entrou no carro e dirigiu para alguma pousada, ou algum hotel... Apenas algum lugar.

– Rach... — Kurt gritou fazendo a morena correr da cozinha ao seu encontro. — Ele foi embora... — Dizia com os dentes cerrados sabendo que uma cachoeira viria pela frente. — E-ele foi embora.

E antes que pudesse se controlar Kurt chorava soluçando. A morena nem se importou em deixar o almoço queimar, apenas abraçou Kurt e deixou o castanho chorar em seu ombro. Aquilo quebrava seu coração, mas estava ali pra ele do mesmo jeito que o Hummel sempre esteve por ela. Talvez ligasse para seu agente mais tarde para cancelar algumas audições, mas depois.

Agora estava ali para Kurt.

Já havia passado algumas horas e Rachel havia deixado Kurt no quarto para dormir. A morena lia um livro qualquer na sala quando estranhou o silêncio. Subiu as escadas e abriu a porta do quarto, se deparando com Kurt chorando ao ler um pedaço de papel amassado.

– Kurt... — A morena fechou a porta atrás de si e sentou na beira da cama. — O que é isso, hein? — Gentilmente a Berry retirou das mãos do amigo o papel velho que continham os votos de casamento de Kurt. — Você não pode ficar se martirizando pra sempre, sabia? Vocês fizeram o melhor desse jeito.

– Será mesmo? — Kurt encarou a amiga com os olhos inchados. — Porque eu ainda o amo, e quando se ama alguém se deve lutar até o final. — Rachel abaixou a cabeça. — E-e eu sei que você está nessa depressão pós-término com Finn, o que particularmente eu acho que nunca deveria ter acontecido porque vocês se amam. E é exatamente isso que estou tentando te falar agora... — Kurt fungou. — Eu amo Blaine e não me importo de atrasar alguns vestidos, ou de ter que o esperar até o amanhecer por causa da maldita tour que ele está fazendo... Eu quero mudar, e quero mudar junto com ele.

– Kurt... — Rachel hesitou.

– Eu quero dar mais uma chance pra gente. E que droga, Leo precisa de um pai. Rach... — Suspirou. — Acho que vou fazer uma besteira.

– Kurt... — Repetiu no mesmo tom.

– Vou ligar pra ele. — Kurt pegou o celular de cima do criado-mudo, discando os números rapidamente e errando por consequência disso.

– Kurt, me escuta. — Rachel tirou o celular de suas mãos, finalmente tendo a atenção que queria. — Você deveria ter aceitado isso antes. Blaine foi embora.

– M-mas eu vou consertar isso e...- — Rachel não o deixou terminar.

– Kurt, ele foi embora. Nesse momento ele deve estar embarcando para Nova Iorque.

– O-o quê? — Perguntou com os olhos arregalados.

– Quando ele me contou que iria embora achei melhor não te contar... Ele vai morar na casa dos pais em Nova Iorque, e ele havia decidido isso faz algumas semanas, desde quando vocês assinaram os papéis do divórcio... Acabou.

– M-mas...

– Acabou. — A morena deu um sorriso fraco. — Você devia seguir sua vida.

– Ele precisa me ouvir. — Kurt se levantou rapidamente ajeitando suas roupas. — Que horas você disse que ele embarcava?

– Oito e meia.

– Então isso significa que eu ainda tenho... ­- Kurt olhou em seu relógio de pulso. ­- ...meia hora. ­- Correu até o closet procurar algum casaco.

– Kurt, você está louco. O que pretende fazer quando chegar no aeroporto? Pedir para a funcionária falar pelo microfone que você está o esperando no saguão de embarque? ­- Rachel se levantou. ­- Isso é ridículo e só acontece nos filmes. Você nunca chegará a tempo.

– Mas eu preciso tentar. ­- Kurt correu dar um beijo na testa da amiga e a próxima coisa que Rachel ouviu foi o pneu do carro do Hummel roncar.

– Grande erro... ­- A Berry revirou os olhos.

'Atenção passageiros do vôo 595­AB com destino à Nova Iorque. Embarque em quinze minutos no portão onze' dizia o auto falante. Blaine suspirou e guardou a foto de Kurt e Leo no bolso, limpou algumas lágrimas e foi até o balcão de check­in.

Kurt estacionou na frente do aeroporto e saiu do carro rapidamente.

– Você não pode estacionar aqui, senhor. -­ O guarda alertou Kurt que já estava na porta do aeroporto.

– Então me guincha. ­- Gritou e correu até o meio do salão. Segundo a pequena televisãozinha que ficava no topo, o avião de Blaine seria o próximo a sair.

O castanho seguiu até o portão onze, que era onde Blaine iria embarcar.

– Passagem, senhor? ­- Pediu o guarda que fazia a revista para a entrada no saguão de embarque.

– Não, é rapidinho. Eu só preciso falar com meu marido que está indo embarcar e...­ ­- O homem o interrompeu.

– Sinto muito, mas são questões de segurança. Você compra um bilhete, você passa pela máquina de raio-­x e você pode ir para o saguão de embarque.

– Mas é só... -­ Kurt encarou o guarda e viu que não conseguiria o convencer. -­ Droga. — E lá ia o Hummel correndo até o guichê de compras de bilhetes.

– Bom dia, Senhor.

– Bom dia. Eu preciso de uma passagem para o vôo que vai sair agora, o de Nova Iorque. ­- Kurt tirou a carteira do bolso e procurava rapidamente seu cartão de crédito.

– Só um minuto. ­ A mulher disse com paciência, não entendendo o quanto o Hummel estava com pressa.

'Atenção passageiros do vôo 595­AB com destino à Nova Iorque. Embarque em cinco minutos no portão onze.' Kurt estava quase tendo um filho de tanta pressa e a velha senhora digitava calmamente. — Será que dá pra ser mais rápido? É meio que urgente. – Resmungou.

– Me desculpe, senhor, mas este vôo já foi preenchido.

– Então me dá uma passagem pro próximo vôo de vocês.

– O vôo de Louisiana sai em quinze minutos e temos alguns lugares no fundo do avião, senhor. ­- Sorriu calmamente.

– É, pode ser. ­ Kurt olhava constantemente para a janela que mostrava os aviões, se certificando que o avião de Blaine não havia saído ainda.

– A passagem fica dois mil dólares.

Kurt encarou a funcionária com os olhos arregalados.

– Dois mil dólares? É o assento ao lado do piloto?

– Desculpe, mas as passagens de última hora são geralmente mais caras. ­ — A mulher sorria enquanto Kurt tinha os olhos arregalados. Alguns segundos depois o Hummel percebeu que não adiantaria reclamar e então entregou o cartão de crédito para a mulher.

Assim que tinha o ticket em mãos correu até o check­in. Alguns minutos depois estava liberado para embarcar. 'Atenção passageiros do vôo 595­AB com destino à Nova Iorque. Embarque imediatamente no portão onze. Os portões se fecharão em breve.'

– Olá, senhor. ­- O mesmo guarda de antes sorriu para Kurt que apenas jogou a passagem no colo do segurança enquanto se despia do relógio e qualquer objeto metálico para passar na máquina de raio­-x.

– Tudo limpo. Tenha um ótimo vôo. ­- Entregou o ticket para o Hummel.

– É, de qualquer jeito.

O homem correu até o centro do salão de embarque procurando Blaine por alguma cadeira. Seria fácil achar já que o saguão praticamente estava vazio. Sem sucesso, resolveu procurar por alguma informação.

– Oi, desculpa. ­- Se meteu na fila de check­out do aeroporto. ­- Oi, tudo bem? -­ Ignorou as pessoas na fila reclamando.

– Senhor, o senhor deve ficar ao fim da fila para ser atendido quando chegar sua vez. ­- O homem disse com calma enquanto os passageiros gritavam com o estilista.

– Não, eu só preciso de uma informação. -­ O homem assentiu. ­- Meu marido está embarcando e ele não pode embarcar. Você não tem um daqueles microfones que falam pelo saguão inteiro?

– Não estou entendo onde o senhor quer chegar.

– É... Então... ­- Kurt passava a mão pela nuca nervoso. ­- Eu meio que precisava que você o chamasse. -­ O homem assentiu. -­ O nome dele é Blaine Anderson.

– Tudo bem, eu farei isso. Uma vez que você vá até o final da fila e aguarde sua vez. ­- O homem disse paciente e Kurt estava começando a ficar com raiva dos funcionários daquele aeroporto.

– Meu deus, homem. Estou prestes a perder este cara. -­ Kurt gritou, porém como os outros funcionários, sabia que não adiantaria implorar.

Deu as costas e correu até os portões de embarque. Um... Dois... Três... Por que diabos o portão onze ficava tão longe? Apertou o passo quando viu pela televisão de embarques o vôo de Nova Iorque mudar de 'embarque imediato' para 'decolando'.

– Moço, moço. ­- Kurt estava sem ar quando chegou no funcionário do portão onze. -­ Moço.

– Se acalme. ­ O homem fechou a porta atrás de si para finalmente dar atenção à Kurt que quase morria sem ar no meio do saguão.

– Meu marido... Este avião... Avisá­-lo... Ainda o amo... -­ Kurt levou a mão ao peito torcendo para que o homem juntasse as palavras.

– Sinto muito... ­- O homem entendeu, mas não podia fazer nada. ­- O vôo já se desligou da escada de embarque... Se você tivesse vindo alguns segundos antes...

– Não... ­- Suspirou vendo pela janela o avião ir para a pista. ­- Não. ­- Correu até a janela vendo seu amor ir embora. -­ Não!

– Kurt. -­ Rachel correu até o amigo. -­ Kurt... Você chegou tarde?

– Cheguei. ­- O castanho abraçou a amiga e deixou as lágrimas rolarem."

– Kurt... Você... ­- Blaine tinha os olhos arregalados após ouvir a história. — ­ Por que você nunca me contou isso antes?

– Eu nunca quis. -­ Deu de ombros. ­- Já era tarde, você já tinha decolado. Resolvi aceitar isso como um "sinal do além". -­ Fez as aspas com as mãos. — Aliás, mesmo se você soubesse, você nunca voltaria de Nova Iorque.

Kurt se levantou e caminhou até a cozinha. O que o castanho não sabia era que Blaine fora o último a embarcar, simplesmente por não querer ir. Ele voltaria por Kurt. Voltaria uma, duas e um milhão de vezes. Se ele soubesse...

Notas finais
NOTA DO CAPÍTULO POSTADO EM 2012: "mas esse capítulo ficou bom pra porra"