Roof stars
4 Sonho ou Realidade?
Notas iniciais
Lia on
Tinha saído da casa do Beto logo depois de uma briguinha besta. Cheguei em casa e vi minha mãe na cozinha fazendo o almoço... Já era 10h30min e eu nem percebi (nossa, o tempo voa). Subi para meu quarto e deitei na cama... Estava pensando muito no Beto e me sentindo culpada por brigar com ele e por chamá-lo de bebê (coisa que ele não é) eu estava apenas constrangida naquele momento por causa do Paulo que novamente quis me violar (sei que não pareço virgem mais eu sou).
Eu não quis e ele ficou insistindo me beijando e nem isso eu queria dele, então o Beto acordou e viu aquilo, ficou chocado... Nem falei pra ele que o Paulo me beijou a força porque não queria confusão e sei que o Beto iria querer brigar com ele e certamente iria apanhar... Enfim, Paulo foi embora e eu descontei minha raiva em Beto, meu amigo que arriscou sua vida para me salvar, ele até me ligou mais eu não estava com coragem para atender, deixei tocar até desligar...
Será que era algo importante? Aff, porque eu sou tão orgulhosa? Mesmo assim acho que vou vê-lo na escola hoje de tarde e irei tentar pedir desculpas pra ele, eu amo muito ele... Ele é meu melhor amigo.
Lia off
–Beto já já tem aula, você vai hoje ou vai ficar chorando por causa da Lia? – disse Luís me provocando
–Claro que vou né cara... Mereço um pedido de desculpas daquela cachorra ruiva – eu disse rindo
–Hahahaha, merece mesmo, mais você sabe que ela é orgulhosa!
–Como sei! (suspiro)
–Vou pra casa almoçar, então minha mãe ligará reclamando! Sabe como ela!
– Sei sim! (Risos) ah, almoça aqui logo e fala que meu pai te convidou pra almoçar aqui.
–Acho melhor não, é capaz dela vim aqui me puxar pela orelha! E meus materiais estão na minha casa...
–Verdade , então tá bom cara... Vai lá!
Depois que ele foi embora entrei no banheiro do meu quarto e fui ver aquela marca no meu peito e pensei... “O que era aquilo? Não sei mais até que ficou legal... Mais não posso ficar sem camisa perto do meu pai porque ele vai achar que é uma tatoo... E em falar no meu pai ele acabou de chegar e trouxe almoço, estava morrendo de fome mesmo!”. Depois disso o recebi, ele tinha esquecido a pasta de dentes (fazer o que?).
Duas horas depois meu pai me levou pro colégio, chegando lá vi a galera... Maioria me ignorava (sou estranho no colégio mesmo), não achei o Luísentão fui falar com o Hugo, um garoto carismático de pele branca, cabelo franja loira e olhos claros. O professor Alisson de história não parava de me olhar,ele é sinistro! Tinha cabelo preto penteado para traz com umas mechas brancas, mesmo que só tenha 34 anos, era magro, tinha um bigode com barbicha que o deixava ainda mais velho e Gosta de usar um sobre tudo por cima de seu colete (acho que é pra intimidar).
A campa já tinha batido mais eu estava lá fora ainda falando com o Hugo quando vi um pouco longe de lá uma menina ruiva discutindo com um cara de cabelo roxo e amarelo logo pensei “é a Lia e o otário do Paulo que fica mostrando sua Ferrari, drogado” vi que ela tentou sair de perto dele mais ele empurrou ela dentro do carro e saiu em disparada para o centro... Meu coração ficou apertado tinha que fazer alguma coisa então pedi a bicicleta do Hugo emprestada, ele contestou e insisti-o que ficasse (não intendia o porquê) mas ele cedeu.
Fui atrás do carro do Paulo. Estava seguindo ele por mais ou menos 10 minutos quando vi que eles pararam em uma rua movimentada, vi Lia saindo do carro furiosa e discutindo com ele atravessando a rua. Percebi que aquela cena era familiar até que BANG! Lembrei-me era aquela cena do meu sonho/visão... Fiquei desesperado, larguei a bicicleta e fui correndo em direção a eles
–LIIIAAAAAAAAAAA! – gritei desesperado
–Beto? – disse ela confusa
Quando ela olhou pra mim um carro que estava contramão acertou jogando ela longe, fiquei em choque novamente mesmo assim fui em direção á ela chorando... O covarde do Paulo viu a cena entrou no carro e foi embora (que maldito). Ela estava estirada no chãoensanguentada, coloquei minha testa na dela e disse chorando:
–L-lia, vocês está bem? – ela não respondia, quanto mais ela sangrava em minhas mãos mais eu suplicava para ela acordar. Afaguei-a no meu peito gritando:
–Vocês vão ficar ai só olhando? Chama uma ambulância! – disse irritado para quem estava em volta. -Cheguei tarde demais Lia me desculpa por não poder te salvar dessa vez, como pude ser tão impotente? Você tinha razão, eu sou um “bebê” inútil... (soluços) – disse chorando e abraçando o corpo dela que já não respirava mais, cada segundo era uma tortura.
Meus olhos ardiam, apertava cada vez mais seu corpo ao meu e quando olhei para lado algumas pedrinhas do asfalto estavam levantando... Como se a gravidade estivesse fazendo isso mais acho que foi só alucinação, tudo que eu queria era a Lia viva naquele momento. A ambulância finalmente ela chegou e a levou, fui junto com ela. Eles tentavam de tudo pra salvar ela mais percebi que eles logo desistiram.
–P-porque vocês pararam? – disse soluçando
–Não podemos fazer nada por ela, filho... Sinto muito.
Aquilo foi como uma facada no meu coração... -Como assim não podia fazer nada? Não aceito isso! Tem que existir algum jeito! Eu preciso dela!-Estava me alterando em agonia.
–Você tem o número da família dela? Mãe, pai?
Mais eu nada respondia, apenas chorava até que depois uma moça perguntou a mesma coisa umas quatro vezes seguidas eu falei que sim, tinha da mãe dela... Dei o numero... Cheguei perto do corpo machucado de Lia e segurei na sua mão fria e sem vida e falei baixinho “eu te amo” mesmo sabendo que ela nunca iria ouvir. Fiquei com ela até a mãe dela chegar desesperada procurando a filha. Depois de uns 2 minutos só escutei um grito, era a dona Cléia (mãe de Lia) acho que era por causa da notícia da morte de sua filha...
Saí do hospital olhei para o lado e vi o professor Alisson lá... Ele estava me seguindo? Que estranho.
–Senhor Roberto, pode vim aqui? – disse ele me chamando em um beco.
O que ele queria?
Fim do quarto capítulo
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