Romulo brásken: o gato de schrödinger
1 Um Acidente, uma Viagem Forçada
Notas iniciais
ps: tenho mais 2/3 capítulos já prontos mas estão no HD do meu PC estragado... VAI DEMORAR PRA SAIR NOVO CAPITULO MALS
Diário Rômulo 21/11/15 23:45: estou voltando do meu ultimo caso na Inglaterra. Não foi muito difícil de descobrir o real culpado, o ruim mesmo foi a perseguição (nunca imaginei, que um homem de quarenta anos conseguiria correr tanto.) mas de qualquer forma já havia relatado o caso em meus diários anteriores, bem vou focar agora em contar o que se passava na minha cabeça naquele momento. Estava pensando no meu salário de detetive, que não era mais suficiente a tempos, estava pensando também em escrever um romance, provavelmente alguma fantasia medieval, mas ainda não tinha certeza de que rumo dar a esta história, meus pensamentos foram interrompidos, pois deixei meu caderno de anotações cair, fui junta-lo, nessa fração de segundo eu estava calmo, me abaixei, voltei meu olhar para baixo, estendi meu braço esquerdo, senti a ponta do meu indicador tocar a capa de couro do meu caderno, escutei o barulho do vento entrando pela janela, segurei firme o caderno e o puxei para cima enquanto voltava meus olhos para a estrada novamente, mas não vi a estrada,vi cacos e mais cacos , vi metal retorcendo,vi um poste então, não vi mais nada.
Abri os olhos e me vi em meio aos destroços, minha primeira reação foi segurar firme o que tinha em mãos e sair do carro. Nessas horas que me arrependo de não levar o celular sempre comigo. Olho em volta, vejo um moinho abandonado em meio a uma plantação de trigo, como sempre fui uma pessoa sozinha, não tinha para quem ligar para me socorrer, achei uma boa idéia passar a noite no moinho, o moinho não tinha nada de muito conforto nem nada do tipo, mas o cheiro do trigo e lenha se misturava tão bem tornado o que era hostil e sozinho em aconchegante. Aproveitando que estava tão familiarizado com o ambiente deito em um monte de feno e resolvi tentar escrever para esfriar a cabeça depois daquele acidente.
Jenkins
Acordei dentro de uma caverna sentindo muito frio e uma enorme dor de cabeça, senti também um cheiro fétido, um cheiro podre, um cheiro de morte. Levantei me do chão e me pus a olhar em volta, percebi que eu estava despido dentro de uma caverna em meio da podridão fétida de corpos mortos em decomposição, dei um passo a frente tentando encontrar a luz em meio a penumbra da escuridão, senti sob meu pé direito um relevo, tal qual já havia sentido, tal qual não esqueceria, este era o toque de uma lâmina, uma lâmina conhecida esta era Mirian minha fiel e antiga espada companheira de tantas outras batalhas. A empunhei mais uma vez,e ao fazer isso vi um reflexo de luz fraca que atingia sua lâmina e fui em direção a esta luz. Seguindo ela consegui encontrar a saída da caverna. A luz que veio de encontro aos meus olhos teve tal intensidade que por um momento quase pensei estar cego, mas recuperei meu estado normal, após isso veio a mim uma lembrança, veio a mim a ira, veio uma vontade, uma vontade de vingança. A vingança trazida pela... pela...
Droga a idéia estava tão boa, mas acabou fugindo de mim. Tentei retomar da onde parei o texto, não satisfeito resolvo dormir, guardei o caderno e a caneta no bolso do meu sobretudo, juntei um montinho de feno e fingi que ele era um travesseiro que daqueles que não nos preocupamos em ajeitar antes de dormir, pode não ter sido o mais macio dos travesseiros mas isso não me incomodava no momento, me deitei calmamente senti a brisa entrando pela janela quebrada do moinho e deixei ela em conjunto com o barulho do trigo semelhante ao da chuva me ninar como uma canção. Então fechei os olhos e tive uma noite de sono boa, como uma das que não tinha a tempos.
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