RomeoxRomeo

12 O grande dia...


Ai meu Deus... o grande dia chegou! O dia da peça! Mas eu tinha que esperar o dia inteiro por causa da aula e essas coisas...

A Amy estava muito ansiosa por este dia. Serião, ela ficou fazendo uma encenação de mim e o Paul com desenhos ou um lápis e o apontador a aula inteira! (não me pergunte o que ela fez com eles!)

Até que finalmente... deu 18:00. Tempo de se arrumar para a peça. O Paul estava bem nervoso, até que ele virou e me olhou um pouco preocupado.

- H-Hey... Robert... vem aqui um minutinho... por favor? — Paul gaguejou me chamando baixinho.

- O que foi?

- Sabe os copos de água?

- Sim... o que tem?

- Tem um que tem limão... vê ai. — Disse Paul apontando no copo da esquerda.

Bem, fazer o que? Eu bebi o copo da esquerda, eu senti um pouco de gosto de laranja. Daí eu notei... Tiffany.

- Er... Paul, me espere um minuto, eu já volto! — Saí correndo até o bebedouro. Troquei a água que tinha um pouco de laranja e coloquei água (bebi um pouco para comprovar de que não tinha mais gosto de laranja) e com um suspiro de alívio, voltei para o camarim.

- Ah, obrigado Robert, amo você! — Disse o Paul dando um beijo na minha bochecha.

- Hehe... também amo você! — E no final, nós demos um selinho. A professora nos chamou para ir ao palco, pois já íamos nos apresentar.

(Aviso:Bem, eu coloquei uma sinopse da história aqui, mas é como eles estivessem fazendo a peça beleza? beleza.)

A peça é mais ou menos assim: abre numa rua com o desentendimento entre os Montecchios e os Capuletos. O Príncipe de Verona intervém e declarou que iría punir com morte as pessoas que colaborarem para mais uma briga das duas famílias. Depois, Páris conversa com Capuleto sobre o casamento de sua filha com ele, mas Capuleto ficou meio confuso com o pedido pois Julieta só tinha treze anos. Capuleto pediu para Páris aguardar mais dois anos e o convidou a uma festa de balé que seria realizada na casa. A Senhora Capuleto e a Ama de Julieta tentaram persuadir a moça a aceitar o cortejo de Páris. Após a briga, Benvólio encontrou-se com seu primo Romeu, filho dos Montecchios, e conversou sobre a depressão do moço. Benvólio acaba descobrindo que ela é o resultado de um amor não correspondido por uma garota chamada Rosalina, uma das sobrinhas do Capuleto. Persuadido por Benvólio e Mercúcio, Romeu atendeu o convite da festa que acontecerá na casa dos Capuletos em esperança de encontrar-se com Rosalina. Contudo, Romeu apaixona-se perdidamente por Julieta. Após a festa, na famosa "cena da varanda", Romeu pula o muro do pátio dos Capuletos e ouve as declarações de amor de Julieta, apesar de seu ódio pelos Montecchios. Romeu e Julieta decidem se casar.

Com a ajuda de Frei Lourenço, eles conseguiram se casar secretamente no dia seguinte. Teobaldo, o primo de Julieta, sentindo-se ofendido pelo fato de Romeu ter fugido da festa, desafia o moço para um duelo. Romeu, que se considerou Teobaldo seu companheiro, recusou lutar com ele. Mercúcio sentiu-se incentivado a aceitar o duelo em nome de Romeu por conta de sua "calma submissão, vil e insultuosa". Durante o duelo, Mercúcio foi fatalmente ferido e Romeu, irritado com a morte do amigo, prossegue o confronto e mata Teobaldo. O Príncipe decidiu exilar Romeu de Verona por conta do assassinato salientando que, se ele retornar, terá sua última hora. Capuleto, interpretando erroneamente a dor de Julieta, concorda em casá-la imediatamente com o Conde Páris e ameaça deserdá-la quando ela recusou ser a noiva de Páris. Quando ela pede, em seguida, o adiantamento do casamento, a mãe lhe rejeita. Quando escurece, Romeu, secretamente, passa toda a noite no quarto de Julieta, onde eles consumam seu casamento.

No dia seguinte, Julieta visita Frei Lourenço pedindo-lhe ajuda para escapar do casamento, e o Frei lhe oferece um pequeno frasco, aconselhando: "… bebe seu conteúdo, que pelas veias, logo, há de correr-te humor frio, de efeito entorpecedor, sem que a bater o pulso continue em seu curso normal, parando logo…" O frasco, se ingerido, faz com que a pessoa durma e fique num estado semelhante a morte, em coma por 2:40. Com a morte aparente, os familiares pensarão que a moça está morta e, assim, ela não se casará indesejadamente. Por fim, Lourenço promete que enviará um mensageiro para informar Romeu do plano que irá uni-los e, assim, fazer com que ele retorne para Verona no mesmo momento em que a jovem despertar. Na noite antes do casamento, Julieta toma o remédio e, quando descobrem que ela está "morta", colocam seu corpo na cripta da família.

Após o Paul tomar um pouco do "remédio", suas mãos tremeram, ele derrubou o "remédio" e caiu no chão, ofegante, como se estivesse tentando respirar.

- P-Paul? — Perguntei, baixinho para não atrapalhar a peça.

- R-Robert... s-soc-c-cor-ro....-e-eu n-não c-consigo r-respirar... — E de repente, os olhos dele fecharam, e ele ficou parado, como se estivesse dormindo

- PAUL! — Gritei. — FECHEM AS CORTINAS AGORA! — Gritei enquanto eu ia correndo para perto do Paul.

- Gente o que aconteceu? — Perguntou David (ele era um dos personagens) — Por que parou a peça?

- O PAUL DESMAIOU! NA CAIXINHA DE REMÉDIO TINHA UM POUCO DE... Tic tac de laranja...Isso só pode ter sido obra da Tiffany...

- Aquela vaca. — David bufou enquanto digitava para a ambulância. — Ela merece um tapa no meio da cara.

Após chamarmos a ambulância, nós tentávamos acordar o Paul, sendo que uns minutos depois a ambulância tinha chegado. Nós fomos no hospital junto para poder ter notícias mais de perto. Eu estava muito preocupado com ele... eu o amo tanto... para isso acontecer? Ele não pode morrer assim! Depois de tudo que nós passamos juntos, de todos os momentos, os beijos... Ele é tão fofo, tão... tão... Ah... não sei explicar mas... não dá para ele morrer assim! Sei apenas disso...

Uns minutos se passaram, me deixando cada vez mais preocupado, e para piorar a situação, chegou a Tiffany.

- Ah... que cara e essa Robert? Alguém morreu ou está quase morrendo? — Disse a Tiffany com risos.

- Sua vaca... como você consegue dormir à noite quando faz uma bosta dessas?

- Simples: Te quero de volta. — Tiffany tentou me beijar, mas eu me desviei.

- Quer me ver feliz? Simples: VAI PRO INFERNO!

- Ah... como você pode gostar de um homem? Garotos nasceram para gostar de garotas, não de homens que parecem garotas... ridículo...

Dei um tapa, bem forte no rosto da Tiffany. Ela segurou a bochecha que eu dei um tapa e lágrimas desceram de seus olhos.

- P-Por que você fez isso? N-nós éramos felizes juntos, tínhamos popularidade juntos... nossa vida amorosa era essa!

- E se...uma peça de teatro mudasse a vida amorosa de alguém? — Perguntei a ela, a fazendo sair do hospital, sem palavras.

Eu fiquei mais de uma hora naquele hospital. A Amy também foi, para me apoiar um pouco pois sabia que eu estava muito preocupado. O David também estava preocupado, ele estava tremendo e rezando. E nós ficamos naquela tensão por uma hora.

Até que depois de muito tempo, apareceu o médico, ele abriu a porta com um rosto meio surpreso.

- Eu... tenho uma notícia para vocês.

Notas finais
Santo Deus! O próximo capítulo é o último... já estou com saudades ;--;

tomara que tenham gostado do capítulo