Romeo And Juliet
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
espero que vocês gostem, que seja um só pouquinho... :3
bem, partes em itálico são como um flash-back ou coisa do gênero ^.~
Romeo and Juliet
Um Romeu apaixonado canta uma serenata pelas ruas
Acalmando todo mundo com uma canção de amor que ele fez
Encontra uma luz, sai da sombra
E diz algo como, 'Eu e você, amor, o que você acha?'
O homem de longos cabelos negros saiu do clube noturno de quinta onde se encontrava, carregando com sigo um violão, uma garrafa de Whisky e um forte cheiro de cigarro e bebida barata. Caminhou pela rua molhada da chuva que caíra mais cedo chapinhando água com o coturno preto pela pressa em que andava. A pressa para chegar ao seu destino.
Parou somente quando se viu em frente ao prédio de classe média alta onde ela morava e sorriu ao constatar que a luz de seu apartamento estava acesa. Logo retirou o violão da capa velha, pendurando-o no ombro para começar então uma melodia calma.
Aos poucos curiosos surgiam em suas janelas e varandas, espreitando aquele acontecimento um tanto raro. Era uma serenata, o sabiam pelo som apaixonado e suave que soava quando aquele homem misterioso dedilhava as cordas do instrumento.
E era sim uma serenata, porém um tanto ‘silenciosa’... Pois ele não cantava, apenas tocava, afinal sua musica ainda nem tinha uma letra. Mas queria mostrar a ela que sua paixão era verdadeira, queria mostra-la ao o que ela o havia inspirado naquele tempo que estiveram juntos. Queria convencê-la de algum modo a ficar com ele.
***
Conheceram-se num bar que apenas os mais favorecidos costumavam frequentar.
Ela dando um tempo em sua maratona de provas da faculdade e ele apenas dando um tempo da própria vida.
Decidiram por escolher uma musica para tocar no jukebox no mesmo instante, no que resultou uma discussão sem fundamento e na expulsão dos dois do local.
Naquela mesma noite, após discutirem mais e caírem no riso por isso, os dois se entregaram um ao outro.
Mantiveram contato depois daquele dia e então ela descobriu que ele era Itachi Uchiha, filho de um dos homens mais ricos do país, foi deserdado por largar todas as obrigações na empresa da família por conta do irmão caçula que ainda cursava seu Ensino Médio na época e apostar na carreira de aspirante a músico famoso.
Bonito. 25 anos. Renda mensal instável. Solteiro. Isso era ele.
E ele descobriu que ela era Sakura Haruno, filha única de uma família interiorana rica. Estava na capital há alguns meses, cursando o primeiro semestre da faculdade de Relações Públicas.
Bonita. 20 anos. Bancada por pais orgulhosos. Noiva. Isso era ela.
***
– Itachi! – exclamou uma voz conhecida, fazendo o moreno sorrir ao encontrar a figura de cabelos róseos presos em coque e óculos de grau que escondiam as íris esmeraldinas debruçada sobre o parapeito da sua pequena varanda.
– Sakura! – ele gritou do térreo, sorrindo abertamente.
Mesmo de longe ele podia jurar ver o rosto dela queimar em vermelho, corada...
– PARA JÁ COM ISSO E SUBA JÁ AQUI! SEU RETARDADO! – bradou ela por fim.
...ou talvez estivesse vermelho por raiva mesmo.
Julieta diz 'Ei é o Romeu! Você quase me matou do coração'
Ele está embaixo da janela, ela está cantando 'Ei, meu namorado voltou
Você não devia vir aqui, cantar pras pessoas dessa maneira'
De qualquer jeito, o que você vai fazer?
Com uma veia pulsando na testa, ela observou ele rapidamente ir para a recepção e desaparecer de suas vistas ao entrar no prédio. Bufou em seguida, esfregando as têmporas para se acalmar, não funcionou muito bem.
Olhou ao redor antes de voltar para o interior de seu apartamento, encontrando dezenas de olhares curiosos sobre si.
– O que é? Já acabou o show! – disparou rudemente, entrando no apartamento a passos duros, fechando rapidamente a porta de vidro e em seguida as persianas – Cuidem de suas vidas.
Atendeu a porta quando três toques na madeira foram escutados, puxando rapidamente o moreno para dentro pela manga da jaqueta de couro.
– Ei, ei. – reclamou ele pela brusquidão do tratamento.
– O que diabos você quer, hein?! – Sakura tentou controlar o tom de voz, ou acabaria berrando, apontou um dedo na cara do rapaz e continuou – Queria me matar do coração? Aparecer assim no meio da noite e fazendo uma serenata, ah, faça-me o favor, né?
– Te matar do coração, hm? – ele sorriu minimamente – Isso parece bom... – sussurrou se inclinando até a rosada que se segurava para não socá-lo – Quer dizer que ainda faço seu coração disparar, querida?
Sakura pôs a mão em concha na boca dele, era claro o intuito dele de beijá-la, e o afastou rindo um tanto cínica.
– Não. – falou ela obviamente – Quer dizer que você é um maníaco, lunático e que ainda por cima está bêbado. Puta merda, Itachi.
– Tsc. – ele fez o som desgostoso se jogando totalmente à vontade sobre o divã preto da sala do apartamento e ligando a TV – Nem bebi tanto assim.
– Hey! Nem pense nisso! – Sakura exclamou irritada empurrando os coturnos que se apoiavam em sua mesinha de centro para o chão – Suma daqui, agora!
– Você acabou de me convidar para subir, e depois eu sou o di lua? – falou ele calmamente, tirado do bolso da jaqueta um pacote de cigarros empurrando com o dedão a parte inferior e capturando uma unidade com os lábios finos, para em seguida resgatar do bolso da calça jeans um isqueiro, encontrando certa dificuldade em riscá-lo.
– E nem pense em fumar aqui, desgraçado! – ela tomou o cigarro de sua boca e guardou no bolso do short que usava. Ela estava extremamente nervosa com aquela situação, e tinha seus motivos – Francamente Itachi, o que você quer? Meu noivo está morando aqui agora, ele pode vir me visitar a qualquer momento! Você sabe disso, não se faça de idiota!
– Saber e aceitar são duas coisas diferentes. – comentou ele trocando de canais sem nem ao menos perceber o que fazia.
– Aceitar o que, maldito? Eu lhe disse desde o inicio que tinha um compromisso, você é quem errou apostando tão alto em mim! O Naruto já era o “ganhador” disso desde o inicio! Custa entender?
Ele perdeu a paciência, se erguendo rudemente e segurando com força os finos pulsos da mulher que o encarava agora com os verdes orbes trêmulos de surpresa.
– I-Itachi..?
***
Julieta, os dados estavam carregados desde o começo
E eu apostei, então você explodiu meu coração
Como você pode olhar pra mim como se eu fosse só mais um dos seus acordos?
Tomavam café juntos no apartamento de Sakura, já se encontravam há quase um mês, sem realmente parecerem se importar com o fato da rosada ter uma aliança no anelar direito.
Mas ele achou por certo pergunta-la ao encaram uma moldura que continha uma foto dela e de um loiro sorridente.
– Você realmente não se importa de trair o seu noivo assim?
Ela deu de ombros, engolindo o pedaço de pão que mastigava.
– Eu e Naruto fazemos parte de um contrato assinado por nossos pais quando ainda não pensávamos por nós mesmos. – respondeu ela, bebendo em seguida seu café – Mas isso nunca nos incomodou, a gente se curte desde novinhos, e sempre estivemos juntos, mas temos um tipo de “comum acordo”, de não cobrar fidelidade até que estejamos realmente casados, isso porque desde os 18 ele assumiu os negócios da Companhia da família no exterior e aí vive viajando, e bem... Não é como se eu esperasse que ele não fosse ter ‘necessidades’ estando longe de mim, e ele pensa o mesmo sobre mim. Então, basicamente, é isso.
– Moderninhos vocês, hn? – comentou o moreno um tanto pasmo.
Sakura sorriu.
– Por que, huh? Isso te incomoda gatinho? – disse um tanto maliciosa.
Ele parou por um segundo pensando, com a faca de manteiga a centímetros do pedaço de bolo de cenoura que segurava, encarando o sorriso safado da rosada impressionado com sua conclusão, acordou de seu transe apenas quando a garota caiu na risada.
– Eu nunca tinha pensado por esse lado, mas acho que a resposta é sim. – falou ele calmamente, finalmente passando a margarina no bolo.
– Acha? Certamente que é! Está com ciúmes! – exclamou ela com os olhos brilhando – Que fofo você.
– Tsc.
Ela então ri baixo, dá a volta na mesa, tomando o pedaço de bolo das mãos dele e colocando sobre o prato para então se sentar em seu colo, enlaçando seu pescoço num abraço e escondendo seu rosto em sua curva e sentindo as mãos dele pousarem em sua cintura.
– Não precisa disso, estou aqui com você, não é? E estarei sempre... – ela mesma se cortou e aí riu baixinho para continuar: – Ou pelo menos até meu noivo voltar.
***
Quando você pode se apaixonar por correntes de prata, você pode se apaixonar por correntes de ouro
Você pode se apaixonar por belos estranhos e as promessas que eles fazem
Você me prometeu tudo, você prometeu estar aqui no bom e ruim, sim
Agora você só diz ‘Oh Romeu, sim, você sabe que eu costumava ter uma cena com ele'
– I-Itachi..?
– Ganhador?! Não aja como se você não quisesse tudo o que houve entre nós Sakura, não aja como se tivéssemos combinado que eu te deixaria livre depois de tudo, só porque o seu noivo voltou ao país. E sabe? Custa, custa sim te entender! Você não é um produto de contrato Sakura! Não aja como tal! Que merda! – disse ele claramente irritado, mas tentando ao máximo se conter.
– Esqueça-me Itachi! Eu amo meu noivo!
– E aparentemente isso te custa também. – falou ironicamente – É uma boneca de porcelana? De corda? Um bibelô francês? Uma marionete? Age como lhe mandam, faz o que lhe mandam! Está presa a um contrato desde que nasceu, e dança conforme a música, tropeçando aqui e ali em caras como eu, mas sem nunca perder o ritmo, é? E ainda insiste em dizer que o sente pelo seu noivo é amor?
Se as mãos de Sakura estivessem livres desferiria um tapa sonoro contra aquela expressão cínica que ele lhe olhava. Por Deus, quem pensava que era?
– Nem ouse me ofender dessa maneira Itachi! Lave essa sua boca antes de falar dos meussentimentos! – sibilou entredentes, praticamente rosnando no fim da frase, o rosto bonito vermelho pela humilhação sofrida verbalmente.
Ele sorriu melancólico.
– Não tente mentir Sakura, os seus olhos dizem tudo! Desculpe a franqueza, mas o único que ainda deve acreditar nessa sua atuaçãozinha barata é esse seu noivo, e isso porque ele deve ser um belo de um idiota, afinal você é uma péssima atriz, principalmente para mascarar seus sentimentos. Por que tenta me enganar se não consegue nem enganar a si mesma? Encare os fatos...
– Solte-me! – ela quase gritou de raiva, os olhos mareados segurando algumas lágrimas, tentando livrar-se das mãos firmemente apertadas em seus pulsos.
– ...Está tão envolvida quanto eu! Está apaixonada por mim Sakura!
– ME LARGUE! DROGA!
Ele atendeu a ordem dada, vendo-a se afastar rapidamente entrando na cozinha, abrindo a porta da geladeira com força e tirando uma jarra de água. Bebeu o que pôs num copo sofregamente, quase se engasgando quando tentava se acalmar.
– Sakura... – começou, surgindo no vão entre a sala e a copa.
– Fique longe de mim. – sibilou ela, escorada na bancada de mármore da pia, encarando-o com furor, como se pudesse fazê-lo evaporar com aquele único olhar.
– ...
Ficaram ambos em silencio por alguns minutos, a tensão fazendo uma pressão quase palpável surgir no local. Sakura suspirou pesadamente, se deixando escorregar até o chão, abraçando as pernas e escondendo o rosto entre os joelhos e os braços.
– O que realmente quer de mim? – perguntou ela desistindo.
– Eu...
– Não é pra você responder! – disparou decidida, abaixando o tom em seguida – Apenas escute... Por enquanto...
Ele obedeceu, pois percebeu que ela havia baixado a guarda.
Ela se manteve pensativa por mais um tempo, agora com a cabeça erguida, olhando para o teto, batendo-a levemente e com uma frequência estável nas portas de madeira do armário da bancada.
– O que quer... Não, o que espera... Vindo até aqui e jogando todas essas suas conclusões na minha cara? Espera que eu fique feliz da vida, aí que simplesmente termine com meu noivo e voe para seus braços? Isso nada mais que um sonho infantil, nós não estamos dentro de um filme da Disney, Itachi. – ela suspirou mais uma vez, cansada sorrindo quase imperceptivelmente – Eu admito. Você está certo quando diz que eu quis tudo o que aconteceu entre nós dois e se quer saber, realmente não me arrependo nem um pouco. Talvez me arrependa, de ter me “deixado envolver”, como você também disse... Isso é... paixão? Talvez possa ser... Mas...
Ela se cortou mais uma vez, organizando seus próprios pensamentos e sentimentos, encarando o moreno que a observava com curiosidade, em todos os meses em que haviam ficado juntos nunca realmente haviam falado sobre sentimentos e coisas afins, futilidades e vulgaridades se encaixavam melhor no relacionamento ‘proibido’ que levavam, era realmente curioso vê-la falar tão abertamente, ele prestava total atenção.
– Você não entende? O que tenho com Naruto... Não é apenas pelo contrato, não é que eu seja uma bonequinha seguindo as regras, dançando conforme a música... Eu tenho meu próprio senso de dever, se é que assim posso chama-lo, até porque não vejo meu casamento como um dever... É que eu, simplesmente, não posso ignorar todo o esforço investido... Meu próprio esforço, o de Naruto... Para nosso casamento, para nossa vida e nosso futuro, foram tantos anos de planejamento, de investimentos, eu realmente me envolvi nisso e não posso jogar tudo para o alto por uma paixão... De longe desmerecendo esse sentimento... Mas não trocaria anos de convivência... Esse amor que foi construído tijolo por tijolo e que já está amalgamado no meu ser... Mesmo que você não acredite que seja amor... Não posso trocá-lo por algo tão efêmero como uma paixão... Eu sinto muito se fui injusta com você... Estou sendo um tanto injusta comigo mesma e meu coração, mas... Entenda o meu lado, por favor...
Não posso fazer as falas, como eles falam na TV
E não consigo fazer uma canção de amor, como deve ser
Não posso fazer tudo, mas faço qualquer coisa por você
Não posso fazer nada além de amar você
Sakura que escondera a cabeça novamente entre os joelhos demorou a notar a presença a seu lado, sentado mais a vontade e largado do que a mesma que ainda estava com toda a tensão de quando ainda “abria seu coração”, trêmula pelo nervosismo.
– Itachi...? – ela murmurou baixinho, um tanto temerosa – O que vai fazer agora?
Ele fez um uma careta de desgosto, falando logo em seguida:
– Não se preocupe, não vou te bater, te matar ou criar algum casinho, não estamos num filme, não é? Na verdade, acho que já estava desesperançado quanto a isso desde que sai daquele bar e decidi vir até aqui, tanto que tive que beber umas e outras para conseguir criar coragem, porque eu realmente pensava que me enxotaria daqui a murros e chutes antes que pudesse falar qualquer coisa. – ele deu uma risada baixa – Mas, me surpreende... que tenha me mostrados seus sentimentos dessa forma... e percebo agora que não posso contra isso, você está decidida, já fiz tudo o que podia pra tentar mudar, mas você é muito teimosa, Sakura.
Ficou a observá-lo, um peso enorme parecia ter saído de suas costas depois de ter aberto seu coração, para aquela paixão e também para o encerramento da mesma, do jeito que estavam seguindo, com meias palavras e sem um final concreto, não daria para continuar. Ela riu baixo.
– Me desculpe.
– Não. – ele ri – Isso me encanta em você, mas... bem, o que posso fazer é desistir... – ele suspira – Tenho pensado seriamente em voltar para casa... Fazer as pazes com minha família... Parece uma boa ideia ao menos.
– Entendo. Você deveria mesmo fazer isso. E... espero que...
– Não, não complete essa frase com um “espero que encontre alguém que te faça feliz” ou qualquer merda do tipo, por favor. Pareceria pena.
– Não é por pena, quero mesmo seu bem.
– Sabe o que me faria bem? – perguntou ele com um sorrisinho malicioso que passou despercebido pela rosada.
– Huh...?
Por um momento Sakura ficou sem reação, apenas sentindo os lábios finos pressionados aos seus, surpresa. Mas depois ela tremeu e o beijo se tornou ardente. Seus dedos se emaranharam nos fios negros, quase os soltando da liga que os prendiam, juntando mais os lábios, aprofundando mais o beijo. Ela sentia o gosto da bebida na boca dele e já conhecido gosto do tabaco, o tempo parecia ter parado ao redor deles, em respeito aquele ultimo beijo.
Nada mais existia além da sensação dos braços dele ao seu redor. Nada mais existia além do fogo que eram os lábios dela.
Separaram se por fim, arfantes, e nenhuma palavra foi proferida. Um último selinho e ele se ergueu, sumindo das vistas dela, sem um “adeus” ou mero “tchau”. O baque surdo da porta da sala foi o sinal de que ele havia ido embora. E ela tinha certeza de que era para sempre.
Mais uma vez escondeu a cabeça entre os joelhos sentindo as lágrimas quentes molharem a face. Pulou assustada ao sentir o celular vibrando no bolso do short, viu no visor quem ligava e atendeu com um sorrisinho.
– Oi, Naruto. – murmurou ainda chorosa.
– Oi, Sakura... está tudo bem? Sua voz está estranha... Você chorou?
– Ah, é que eu estava assistindo a um filme triste. – respondeu ela rindo em seguida secando suas lagrimas, fazendo o noivo rir também.
– Estou ligando para avisar que acabou! Finalmente, essa reunião insuportável acabou e agora está decidido, não sou mais o responsável pelas ações no exterior! Papai ainda está firme e forte então, a vice-presidência da empresa por enquanto é minha tarefa. Menos trabalho e responsabilidade, estou praticamente de férias! Haha! Isso é ótimo depois de 5 anos vivendo como um nômade! Fala sério.
– Isso é realmente ótimo, Naruto! – ela sorriu.
– Sim, eu sei. E então, o que acha de tomar um café comigo amanhã, a gente aproveita pra olhar aquele apartamento que você tinha gostado, hn?
– Acho perfeito, você também vai gostar dele, é imenso e tem uma vista ótima, a vizinhança parece boa e é num bairro seguro!
– Tenho certeza que sim, você tem jeito pra isso. Bom, então amanhã eu passo aí, boa noite meu bem.
– Certo, boa noite. E Naruto...
– Sim?
– Eu amo você.
– Eu também te amo.
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Itachi saiu do prédio caminhando lentamente. Lançou um ultimo olhar para a janela dela. E sorriu melancólico ao sentir uma gota escorrer por sua face, subiu então o olhar para o céu, observando as grossas nuvens de chuva e fazendo com que mais gotas escorressem.
– Aah... Está começando a chover. – murmurou para si mesmo, por fim seguindo seu caminho.
A noite estava nublada, mas ainda não chovia.
E um Romeu apaixonado, canta serenatas para a rua
Acalmando todo mundo, com uma canção de amor que ele fez
Encontra uma luz conveniente, sai da sombra
E diz algo como ‘Eu e você querida, o que você acha?'
THE END
Notas finais
Critiquem, favoritem, façam o que der na telha... :D
tava com saudades de escrever pra vocês ç3ç
abayo minna-san (~*-*)/
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