Romantic Vacation
44 Beginning of the end - Parte II
Notas iniciais
Pra Kurosaki Ichigo e Inoue Orihime, a força inevitável chamada destino já tinha preparado todo um caminho, e ele com toda a certeza ia se realizar. Doa a quem doesse.
Naquele dia ensolarado, estava o típico clima de termino de viagem na casa de Orihime. Uma animação meio triste pela viagem ter acabado, em meio a correria pra não esquecer nada. Mas a ruivinha era uma exceção, por mais que tentasse parecer feliz ela não estava encaixada naquela realidade... Principalmente naquele dia.
Desde que tinha ido embora da casa de Ichigo, os dois não haviam trocado nenhuma palavra, principalmente porque ela temia o fato de falar alguma coisa que o fizesse desistir de ir treinar na Soul Society. Tinha que se manter firme... Era pro bem dele. Será mesmo? Será que isso não iria fazer nenhum tipo de mal a ele? Orihime balançou a cabeça tentando espantar esse pensamento. Era só seu lado egoísta tentando arranjar uma desculpa aleatória para fazê-lo ficar.
Rukia: Pronto, isso é tudo. Já estão prontas?
Matsumoto: Sim.
(alguém toca a campainha e Rukia abre a porta)
Renji: Já tá na hora.
Nemu: É, já estamos indo.
Ishida: Inoue-san, não vai acompanhá-los até o portal?
Orihime: Não.
Renji: Tem certeza que está bem?
Orihime: Claro. E o Ichigo-kun... Onde ele está?
Renji: Ainda arrumando as ultimas coisas, ele vai logo.
Orihime: Ótimo.
Matsumoto (abraça Orihime): AHHH EU VOU SENTIR SAUDADES!
Orihime: Eu também Rangiku-san... De todos vocês. Obrigada por tudo.
Rukia: Nós que agradecemos. Vamos tentar mandar uma carta ou aparecer de vez em quando.
Orihime: Seria uma boa. Mas me façam só um favor. Tomem conta do Ichigo-kun pra mim?
Matsumoto: Orihime, tem certeza que é isso mesmo que você quer? O Ichigo desfaria as malas nesse segundo se você mudasse de ideia.
Orihime: Já foi decidido. Não se preocupem, eu ficarei bem.
Yachiru: Peitudinha, você bem que pode ir nos visitar, e aproveitar e levar uns doces pra mim.
Nemu: Yachiru!
Orihime: Vou tentar, eu prometo.
Renji: Então é isso. Vamos logo. Nos vemos por ai Inoue-san.
Orihime: Tá. Tchau pessoal!
(todos vão embora)
Silêncio... Não restava nada mais do que silêncio... Tudo tinha voltado ao ponto de partida, ela estava sozinha naquela casa escura, com a cabeça cheia de arrependimentos e o coração doendo. Agora não tinha mais nada a perder, então chorou com todas as forças que ainda lhe restavam.
As lagrimas grossas queimavam sua doce face... Mas ela não parava...
Aquilo não estava adiantando, então começou a gritar com um travesseiro abafando o barulho...
Sua garganta estava doida, seus olhos inchados... Será que nem assim essa dor no peito ia passar? Será que dessa vez ia durar pra sempre?
Orihime se encolheu num canto, e acabou adormecendo em meio ao seu lamento, pedindo a Deus para que alguns sonhos bons diminuíssem sua dor...
Quando acordou, sentiu um cheiro adocicado vindo da cozinha... Apesar de ser insanidade, seguiu andando cuidadosamente até o cômodo, inclusive se deparando com um par de malas deixadas na porta, quando a surpresa tomou todas as partes de seu corpo... Só podia ser uma alucinação... Era impossível ser real...
Ichigo: Ah, ai está você! Não devia dormir em qualquer canto, vai acabar com suas costas. Eu passei na padaria e comprei um bolo, podíamos ver um filme.
Orihime: Ichigo-kun... O que está fazendo aqui?
Ichigo: Que tipo de pergunta é essa?
Orihime: Legal, acho que estou ficando maluca...
Ichigo: Do que está falando Orihime?
Orihime: É a única explicação... Eu disse pra você ir pra Soul Society, e você concordou, todos já foram, então não tem como estar aqui!
Ichigo: Sabe Hime, você devia parar de viajar tanto e prestar atenção no que os outros dizem. Me fala, quais foram as exatas palavras que você usou?
Orihime: Vá treinar na Soul Society.
Ichigo: Errado, você disse ‘‘Arrume suas malas. E amanhã vá para o lugar que vai ser melhor pra seu futuro. Eu vou te esperar, como já disse.’’ Bem, obedecendo fielmente ao seu pedido, eu estou aqui.
Orihime: Como ass...
Ichigo: O melhor lugar para o meu futuro e pro meu presente é onde você estiver.
A garota deixou as lagrimas lhe inundarem a face de novo. Mas dessa vez eram lagrimas de alegria. Ichigo a abraçou e os dois riram feito bobos por um bom tempo.
Ichigo: Então, não vai tentar me fazer mudar de ideia? Me obrigar a entrar no portal ou coisa do tipo?
Orihime: Não, você vai acabar me enrolando de novo mesmo.
Ichigo: Você não achou que eu realmente fosse, achou? Como se eu fosse deixar a garota mais perfeita do planeta, num lugar cheio de sacanas pervertidos para ir levar porrada de um monte de shinigamis.
Orihime: Mas me diz uma coisa, qual é a das malas na minha porta? Não está pensando em se mudar pra cá, está?
Ichigo: Me mudar não, só passar uns dias.
Orihime: Sei, e o que sua família acha disso?
Ichigo: Acho que não tem nenhum problema em dormir na asa da minha futura esposa.
Orihime: Está me pedindo em casamento Ichigo-kun?
Ichigo: Ainda não, só fazendo um pequeno plano pro futuro. Ah, quase esqueci, seguindo o seu pedido 100% corretamente, aqui está seu cordão de volta.
Orihime: Obrigada. Mas eu não vou mais usá-lo, vai ficar guardado em um lugar muito escondido.
Ichigo: Posso saber por que essa mudança repentina?
Orihime: Bem, se ele representa o meu amor por você, tem que ficar bem guardadinho pra garantir que ninguém tente pegar.
Ichigo: Mas sem ele como eu vou conseguir me lembrar todos os segundos que você me ama?
Orihime: Deixa eu mesma cuido disso. (beija Ichigo)
Quanto tempo eles iam passar juntos? Ninguém sabia dizer.
Iam resistir às prováveis brigas e crises de ciúmes? Talvez.
Mas é assim mesmo que o amor é, cheio de ‘‘serás’’, duvidas e questões. E na realidade, a única coisa que não só aquele casal, mas todo aquele grupo de amigos tinham descoberto naquelas poucas semanas é que férias podem ser divertidas, perigosas, animadas, tristes, mas principalmente, cheias de amor.
The end.
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