Era a manhã de agosto, o céu nublado ainda deixava alguns raios refletirem em sua face agora pálida, ali, deitado naquela madeira e envolto por veludo, estava quase tão sereno quanto a brisa, irreconhecível. Contive as lágrimas, nada poderia deixar que eu trouxesse à tona minhas lástimas, transparecer a tristeza seria um erro. Quando a terra começou a ser jogada, de pouco em pouco, fui falecendo internamente, sangrando, aquelas pás eram facas sendo cravadas em mim enquanto o meu grande amor sucumbia ao chão, mórbido.

Eu assisti à tudo, todos os dias a força se esvaía mais e mais, até não sobrar nada. O encontrei no banheiro, pendurado sobre a banheira, num colar de corda, um laço que tornou meu coração quebradiço. Eu tinha medo, muito medo, porém mantive a aparência intocável da dama de ferro que sempre demonstrei ser.

A vida debocha dos meus olhos inchados, da água que percorre meu rosto todas as vezes que me lembro de sua face. Ele dizia "Ouça, mon amour, nada nunca poderá nos separar. A morte e a vida são apenas algo que está predestinado á acontecer um dia, assim como nosso amor está previsto para durar até o fim da eternidade mútua do universo, e será assim. Eu juro.". Eu anceio pelo meu falecer, juntar-me-ei ao meu destino. É preciso. Eu nunca fui boa, o céu me rejeita. Então me aguarde por entre as chamas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.