Romances Proibidos

9 Primeiro encontro Kol e Davina


Notas iniciais
https://youtu.be/o_kG4S858v4 https://youtu.be/o_kG4S858v4 https://youtu.be/PDWXFClzgv8

P.O.V. Davina.

Ele me levou á um restaurante francês e foi super romântico.

O restaurante tinha flores, rosas vermelhas e não tinha mais ninguém.

Nós bebemos um vinho que provavelmente era muito caro e dançamos música lenta.

—Eu já ouvi falar de você e isso com certeza não tem nada a ver com o que eu ouvi falar.

—E o que você ouviu falar?

—Que você era...

Fiquei procurando as palavras. E ele as achou pra mim.

—Um maníaco psicótico.

—Isso.

P.O.V. Kol.

Ela abaixou a cabeça e recuou.

—Mas, eu não tinha você. Vale a pena ser bom por você?

—Não. Não por mim, ou por qualquer outra. Mas, por você. O que vale é o que você faz não o que eu faço você fazer. Além do mais, quem sou eu? Eu nem gosto de ser necromante!

—Sabe sobre necromancia?

—Um pouco, mas eu não gosto. Eu fui num círculo de necromantes uma vez e acabou muito mal.

—Muito mal?

—Ressuscitei um pássaro por uns vinte minutos e foi o suficiente pra eu saber que não queria fazer aquilo nunca mais. Eu senti a coisa, uma coisa do mal. Um poder negro e o pior é que eu gostei de ter todo aquele poder. Depois eu descobri porque sou tão boa com essas coisas.

—Porque?

—Acho melhor guardar isso pra mim por enquanto. Meu pai diz que eu não devo contar isso pra ninguém além dele só outras duas pessoas sabem.

—E quem são?

—As pessoas á quem eu confiaria minha vida sem exitar.

—Isso não responde a pergunta.

Ela pegou a taça e falou levantando a sobrancelha num gesto de... adivinha!

—Amizades de infância nunca morrem.

—Caroline e Renesmee.

—Sim. Nós duas somos meio que amaldiçoadas, mas a Caroline tá bem com isso.

—Você vai me contar esse seu segredo um dia?

—Talvez. Sabe, eu posso não ter tantos anos quanto você, mas eu tenho uma história, uma mais velha que você.

—É mesmo?

—É.

Ela tomou um gole de vinho e deu uma cruzada de perna como aquela do filme da Sheron Stone.

—Se quiser me contar sou todo ouvidos.

—Hoje essa história foi felizmente esquecida pelo mundo. Ou tomada como lenda, mas o fato é que no mundo antigo, mais antigo que você houve um Império. O Império Negro de Asheron, eles eram feiticeiros necromantes que fizeram uma máscara com os ossos de reis mortos, que eles mataram, mas o poder da máscara era demais para qualquer homem e cobrava um preço alto que eles pagavam com prazer.

—E qual era o preço?

—Eu estou contando a história!

—Tudo bem.

—Eles usavam o sangue de suas filhas virgens que era tão puro, mas tão puro que era azul. Eles usavam o sangue delas para despertar a máscara e evocar poderes das trevas de um mal tão grande que nem tem como explicar. De posse da Máscara e do sangue puro de suas filhas Asheron escravizou todo o mundo civilizado, sendo que só sobraram os povos bárbaros para se levantar contra eles e foi o que eles fizeram. A máscara foi quebrada em fragmentos e cada líder de cada tribo bárbara ficou com um fragmento para que a máscara jamais fosse usada novamente.

Os batimentos dela aceleraram quando ela começou a contar a última parte da história.

—Uma profecia diz que algum dia, alguém vai tentar reunir os pedaços, remontar a máscara e usá-la.

Nós fomos para o meu apartamento.

—Não vai me convidar pra entrar?

—Davina...

—Eu não preciso de convite mesmo.

Ela entrou desfilando pelo apartamento.

—Gostei. É muito bem decorado.

—É.

—Então, vai ficar ai só olhando ou vai experimentar?

—Experimentar?

Quando eu comecei a entender e achei que ia me dar bem. Ela desmaiou.

—Pior encontro de todos. Davina? Davina!

—O que aconteceu? Onde eu to?

—Ta tudo bem. Você desmaiou.

—Desculpe. Isso acontece ás vezes. Onde estávamos mesmo?

Eu tive que ir devagar porque ela era uma virgem.

—Como foi?

—Foi ótimo. Me passa minha bolsa.

—Já vai embora? Me sinto usado.

—Não! Eu quero o analgésico.

Eu peguei o analgésico e um copo d'água pra ela.

—Você está bem?

—Estou. Vamos fazer de novo?

—Claro.

—Eu quero ficar encima. Se eu te machucar, você me fala. Tá?

—Claro.

—Eu falo sério. Emoções muito fortes fazem... uma coisa comigo.

—Tudo bem. Eu prometo.

—Ótimo.

Foi mais do que sexo, foi amor. Eu sei.

Então quando amanheceu ela sorriu e chorou ao mesmo tempo. E homens vieram, a agarraram e deixaram a lágrima escorrer pra dentro de um frasco.

—Finalmente. Lágrimas de tristeza nunca as asheronianas são duras demais pra isso, mas lágrimas de alegria... dizem que são as mais poderosas mesmo.

—Você?

—Eu não sou seu pai e nem o Marcel é ele é fraco é isso o que ele é. E com a lágrima posso rastrear os pedaços da máscara.

—Eu acho que não.

Davina estourou o frasco onde a lágrima estava.

—Não!

—Ninguém nunca mais vai montar aquela porcaria.

—Davina?

—Agora você sabe. Eu sou a última, as outras... eles mataram.

Ela pagou duas adagas e enfiou no homem matando-o.

—Babaca. Nunca gostei dele.

—Facas?

—Não. Adagas Sai.

—Você é mesmo uma diaba.

—Se você diz. Eu prefiro sobrevivente. Não tenho prazer com isso, mas também não senti remorso ao matá-lo. Ele era um daqueles fanáticos religiosos. De uma ordem dedicada a restaurar o Império Negro de Asheron e eles querem que eu seja a rainha deles. Bom, o meu corpo.

—O seu corpo?

—Pense no meu corpo como uma vasilha, a minha alma é a água que o preenche, se os servos dessa Ordem conseguirem o que querem eu serei uma mera lembrança e o meu corpo será habitado por um mal inefável. Tipo... bom nem tem com o que comparar tanto mal. To com fome. O que tem pra comer aqui?

—Sangue.

—Eca. Vou tomar café no café da esquina.