P.O.V. Davina.

Eu tava na festa, curtindo com as minhas amigas quando vejo aquele vampiro miserável. Mas, eu não vou dar bola pra ele. Hoje a noite é nossa!

Eu tava de vestido preto tomara que caia acima do joelho, salto alto e esmalte rosa.

Renesmee usava um lindo vestido vermelho, salto preto e esmalte vermelho. Estávamos dançando tomando doses de tequila e cerveja.

—Um brinde! Porque verdadeiras amigas nunca são esquecidas!

—Isso não se aplica á Davina, ela esquece tudo.

—Sua mala.

—Um brinde!

—Saúde meninas!

—Saúde!

P.O.V. Kol.

Ela está fazendo de propósito. Ai, eu adoro um desafio.

Ela ta me provocando essa bruxinha, eu fico louco vendo ela dançar.

—Estão sentindo o mesmo que eu?

—Que elas estão nos vendo e fazendo que não estão?

—Exato.

Isso só nos faz deseja-las mais e mais.

—Elas estão jogando, provocando eu sei que estão.

P.O.V. Davina.

Renesmee falou:

—Eu vou ao banheiro, alguém vem comigo?

—Eu vou. Estou de bexiga cheia.

—O mesmo.

Eu consegui fui primeiro, depois a Caroline e por último a Renesmee. Essa coisa que ela faz de controlar o próprio corpo é foda.

Ela consegue até controlar o corpo dos outros. Ela sempre sabe quando alguém está doente é como se ela tivesse visão de raio-x.

—É mais ou menos isso. Eu vejo através das coisas. A matéria nada mais é do que energia condensada, cada célula conhece e conversa com todas as outras formando uma enorme, gigantesca teia de comunicação que está ao nosso redor todos os dias.

Ela quase não dorme e quando dorme ela não desliga completamente. Os reflexos dela funcionam como se estivesse acordada.

Já eu? Sou uma bruxa toda poderosa. Eu sobrevivi á um ritual da colheita, o que quer que aquelas loucas estivessem fazendo estava funcionando e então meu pai Marcel me salvou e me criou como se eu fosse sua filha. Me acolheu como se eu fosse seu próprio sangue.

Nós fomos a festas a semana toda e em todas as festas eles estavam lá. Aqueles vampiros malucos. Acho que eles estão espreitando a gente pra nos matar.

—Não. Estão apaixonados.

—Pare de ler a minha mente.

—Desculpe. Muita gente num lugar só. É difícil bloquear tudo.

—Eu entendo. Deve ser horrível.

—Ás vezes. Mas, ás vezes não. Quando você ouve o que as pessoas pensam na maioria das vezes ouve a verdade nua e crua e é bem... brutal.

—Sinto muito.

—To acostumada. Eu finjo que não escuto.