Romances Proibidos
5 Conversando
Notas iniciais
P.O.V. Elijah.
Ela havia sido traída? Não creio.
—Pode crer. Os caras são todos babacas.
Estávamos conversando quando um rapaz chega e agarra ela pelo braço.
—Me larga Jacob! Eu já disse que não quero mais nada com você.
Ela se debateu e bateu na cara dele, ele ficou encolerizado veio pra cima dela e ela fugiu correndo para trás do balcão.
—Se afasta Jake. Eu não quero machucar você.
Ele começou a se aproximar, mas antes que ela pudesse se mover eu agarrei seu pescoço.
—A dama quer que se afaste.
Ele se transformou num lobo gigante.
Eu nunca vi nada igual.
—Um lobisomem?
—Não. Um metamorfo.
Ela se enfiou entre eu e o lobo.
—Pelo amor de Deus! Estamos em um local público, cercados de pessoas inocentes.
O lobo olhou pra ela.
—Vai embora Jacob.
Ele voltou a ser homem e tentou novamente levá-la contra sua vontade, então eu cortei-lhe a cabeça.
E ela gritou.
—Jacob! Homem de honra é o caralho.
As outras duas vieram correndo.
—Ei vem cá! Você ta machucada? Você tá bem?
—Ele morreu.
—Você quer voltar pro dormitório?
Ela assentiu com a cabeça.
—Quer que a gente vá com você?
—Não. To bem.
Ela saiu do bar.
—Espere.
—Fica longe de mim! Seu maluco!
—Salvei sua vida e me agradece assim?
—Ele era meu melhor amigo desde que eu nasci. Ele me traiu e daí? Não significa que eu não o tenha perdoado por isso, ele era meu amigo desde que eu consigo me lembrar e você o matou! O sangue dele mancha suas mãos e o seu terno engomadinho.
Ela ligou pra polícia e logo os federais vieram e ela me apontou como assassino e ela disse:
—Não se preocupem. Ele vai apagar a memória de vocês e conviver com a porra da culpa pela eternidade, se é que ele sente alguma coisa.
Ela virou uma garrafa de uísque e saiu.
P.O.V. Kol.
A duplicata era desbocada e deixou o Elijah sem chão. Sem resposta.
—Obrigado.
—Que barbaridade. Ele podia ter só apagado o cara e chamado a polícia.
—Você acha?
—Não. Não acho, eu tenho certeza.
—Qual é o seu nome?
—Davina Claire Gerrard.
—Gerrard? Como Marcel Gerrard?
—É o meu pai. Meu pai adotivo, mas meu pai. E você?
—Sou Kol Mikaelson.
—Um Original? Eu nunca tinha visto um Original. Pensei que fosse maior e que tivesse cara de malvado.
—Nossa fama nos precede eu imagino.
—Você também? Vocês três? Vocês todos?
—Sim.
—Que droga!
—Porque?
—Porque você é encrenca. Porque vocês no plural são encrenca.
—Você acha?
—Tenho certeza. Olha só a bagunça que você fez?! Matou uma pessoa em público! Foi pra defender a Ness, não tiro esse seu mérito, mas do jeito que ela é... é melhor manter distância por um tempo.
—E qual é a relação entre ela e o rapaz lobo?
—Eles eram amigos desde que ela nasceu. Eles foram namorados, ele teve um imprinting por ela e daí a traiu e vem perseguindo ela desde então.
—O que é imprinting?
—É coisa de metamorfo. Provavelmente é químico, tipo a alma gêmea. Eles não controlam com quem acontece e nem quando acontece, ás vezes um lobo tem imprinting por um bebê como foi o caso da Ness e do Jake.
—Pedófilos?
—Não! Eles são o que o objeto de sua afeição por assim dizer precisar que eles sejam. Irmão, amigo, namorado, babá. Eu me lembro que ele brincava de pega pega com ela a tarde inteira com um sorriso no rosto e isso todos os dias.
—Uma vampira, uma bruxa e uma duplicata.
—Exatamente. Amigas pra sempre.
—Eu nunca vi uma coisa assim. Nunca tinha ouvido falar de nada parecido.
—Eu sei. Poucos conhecem esses detalhes.
—Soube que você é uma bruxa super poderosa.
—É. Eu acho que eu sou. Mas, eu prefiro me chamar de sobrevivente.
—Porque?
—Eu sobrevivi a um ritual da colheita. Fiquei com todo aquele poder dentro de mim. É o que me faz tão poderosa. Mas, comparado com o que a Renesmee pode fazer eu sou nada. Eu sou cinzas.
—E o que ela pode fazer?
—Tudo. Tudo o que ela imaginar. Inclusive matar um de vocês se necessário.
De repente começaram os tremores. Terremotos.
—Não quero nem ver onde estão os nossos móveis agora.
—No teto.
—Nós também. Socorro!
Tudo e todos começaram a flutuar. E algumas coisas a se desintegrar.
—Adoro essa parte.
—O que é isso?
—Isso? É a nossa amiga sofrendo a perda do melhor amigo de infância!
—A gente devia ter ido com ela.
—Não. Quanto mais perto pior.
A água da fonte começou a subir, os irrigadores endoidaram, tudo começou a pifar.
—A duplicata está fazendo isso?
—Está. E a culpa é sua! Que que tu tinha que se meter?!
—Ele ia matá-la.
—Não ia não! Ela podia ter matado ele todas as vezes que ele fez isso e não foram poucas não, mas ela não matou. Porque ela é tudo o que você não é. Ela tem uma alma.
—Ela vai chorar o resto da semana. O que significa...
O tempo começou a fechar e começou a trovejar. As duas falaram em uníssono:
—Tempestade!
—Com sorte não vai chover granizo dessa vez.
—Aposto dez dólares que vai.
—Aposto vinte que não.
—Apostado.
Então todos caímos.
—Vamos pro dormitório antes que comece de novo.
A vampira carregou Davina até o dormitório e então começou a chover tão forte... com ventos de mais de trezentos quilômetros por hora.
A força caiu, os danos causados foram incalculáveis. Vidros estilhaçados, postes de luz e telhados arrancados, muitas pessoas ficaram feridas na confusão.
Elas ajudaram os feridos, pagaram os reparos e tudo o que ficou quebrado elas mandaram concertar.
As reformas levaram meses e meses, para limpar os destroços e procurar sobreviventes foi uma guerra, parecia que nunca ia acabar. Metade do oceano veio pra cá naquela noite.

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