Romance Casual
1 Capítulo Único
Naruto:
A guerra havia terminado, foi uma luta árdua e difícil, mas como sempre vencemos todas as dificuldades e chegamos até aqui. Andava meio perdido na vila, depois de toda destruição que ocorreu na mesma o novo projeto “Super Reconstrução x” nomeado pela hokage tinha como propósito não só a reconstrução da vila como sua expansão, mas a guerra ainda está recente e apesar do projeto ambicioso a única coisa que pode se perceber ao andar pelas ruas é os escombros e mais escombros, o processo de restauração pelo que parece ainda será muito longo.
Ao longe vi o Yamato-taichou sendo insistentemente pressionado graças a sua dominação de madeira, também vi grandes amigos do país das ondas, o Inari estava incrivelmente alto. Já tinha me passado!
Continuei andando pela vila agora em rumo ao meu lugar favorito, a fome batia e o Ichiraku é um dos poucos restaurantes que já está aberto, não, você não entendeu errado, o Ichiraku agora é uma grande franquia de restaurantes graças aos grandes esforços da Ayume-nee e seu pai e com um pouco de contribuição minha (um simples comentário que dizia que deveria haver lamén de tamanha qualidade nas cinco nações ninjas, pelo que parece levam muito a sério os comentários do herói do mundo ninja hehe), passei pelo hospital da vila e tive vontade de convidar a Sakura-chan pra vir comigo, mas pelo que parece a emergência anda sobrecarregada de pessoas que ainda não estão recuperadas após a guerra...
Como se ela fosse aceitar gaki....
Raposa fedida!
Estava a poucos metros do Ichiraku quando um Sasuke-teme incrivelmente ofegante apareceu de repente ao meu lado
“Ei, teme. Como vai?” Perguntei. Sem um pingo de educação ele colocou suas mãos em meu ombro, já estava começando a achar tudo aquilo estranho, o Sasuke ia finalmente assumir sua HOMOSEXUALIDADE, não só isso se declarando para mim? Tentava me afastar dele até me encostar em uma parede, a situação estava cada vez mais estranha, e quando pensei que seria meu fim ele finalmente falou algo
“Dobe, me ajuda. Eu não aguento mais isso...” me senti como um pinguim em pleno deserto do Saara não entendia nada até que pude ver uma cabeleira ruiva vindo como uma faísca em nossa direção.
“SASUKE-kuuun” um grito estrondoso pode ser ouvido e então finalmente eu pude ligar os pontos. Pelo que parece não importa o que o Sasuke faz sua popularidade continua tão afiada como antes e quase sempre o via sendo perseguido pelo fã-clube pessoal dele
“Por favor, despista ela” o Sasuke falou com uma cara de desespero notável enquanto pulava para um prédio próximo, e como se sentisse o cheiro dele Karin correu como um trem fumegante em minha direção. Quando já se preparava para pular em direção ao prédio segurei rapidamente sua mão a impedindo de prosseguir.
“HEY! O que foi?” ela inqueriu assustadoramente e imediatamente me arrependi de tentar ajudar, tentei formular qualquer desculpa pra ajudar o Sasuke, mas cruelmente entendi o porquê de ser o pior aluno da academia, não havia nenhuma frase para dizer..
System error, system error.
Se a situação não fosse tão péssima teria retrucado a raposa idiota, sentia meu cérebro fritar e mesmo assim não veio nada em minha mente então agi como meu corpo mandou e por instinto arranquei os óculos do seu rosto.
“Ei, Imbecil D-E-V-O-L-V-A” já estava me preparando para correr com os óculos o mais rápido que podia, mas acabei ficando estancado no lugar, não importava quantas vezes eu olhava para Karin ela sempre lembrava minha mãe, e sem óculos acabei ficando extremamente surpreso com a semelhança, o suficiente para abaixar a guarda por meros segundos, tempo suficiente para estar sendo agarrado pelo pescoço por uma quatro-olhos histérica.
“Vamos, rápido, não tenho o dia todo” ela falou ameaçadoramente.
“Guh.. Tudo bem” respondi recolocando o óculos no seu rosto e vendo ela me soltar frustrada
“Maldição, demorei exatamente 1h33min e 25 segundos para finalmente encontrar o Sasuke! Mais duas horas o perseguindo! para perdê-lo por causa de um idiota” ela falou-me fulminando com o olhar. Até o modo como ficava histérica me lembrava de Kushina e por um momento acabei fitando-a de mais.
“O que tanto olha idiota?” ela me questionou emburrada.
“não é nada, é que você parece alguém que eu conhe-“ não consegui sequer terminar a frase fui interrompido por gritos histéricos de Karin.
“NÃO, NÃO e NÃO, essa já é velha, primeiro você chama minha atenção, aí depois me fita como um lobo olhando pra carne fresca, por fim você fala que eu pareço com sua antiga namoradinha que morreu afogada na banheira, daí eu fico triste e chamo você pra um encontro, te consolo BOOM, happy end pra você” sua imaginação me deixou tão perplexo que eu só pude negar com a cabeça por alguns segundos até finalmente tentar dizer algo.
“Na verdad-“ fui interrompido novamente, mas dessa vez por um ronco alto, a encarei e pude perceber seu rosto corado de vergonha. Ficamos em silêncio por alguns segundos até ela me encarar duramente como se fosse me matar
“Ei... Naruto, o encontro que eu mencionei... ainda está de pé?”
Como se eu tivesse escolha! Pensei assustado
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Depois daquele episodio ilógico digno de um romance meia boca nós dois fomos ao Ichiraku Ramén, pelo que parece ela ainda está com um grande problema de integração na vila já que era nossa inimiga a pouco tempo e não podia pegar missões sozinha, e então na primeira oportunidade que teve fez meu sapinho virar de porta-moedas pra porta-nada, é realmente incrível o quanto os Uzumakis podem gostar Ramén...
“Eu...” Karin começou a falar enquanto tomava o caldo da ultima tigela de Ramén.
“Eu posso te perdoar por me atrapalhar hoje se me chamar pra sair de novo” Guh, no fim você só quer me extorquir! Pensei com uma gota na cabeça
“aah tudo bem, e então... quer companhia até em casa?” falei logo após um grande suspiro.
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Hoje já faz uma semana que eu e Karin saímos pra tudo que é lugar, viramos amigos tão rapidamente que até me surpreendi, de acordo com Sasuke é por que nós dois somos irritantes e ficamos bem juntos. Idiota.
Essa noite terá um grande festival em comemoração à reconstrução da vila, parece que após dois dias sem dormir e com o trabalho incansável o capitão Yamato conseguiu terminar a construção da vila em tempo recorde e como modo de celebrar isso vai ter todo tipo de barraca num clássico evento do País do Fogo.
“Ei, Sasuke-kuuun, você quer ir ao festival comigo?” Sakura perguntou pro Sasuke melosamente, estávamos voltando de uma missão diplomática com o antigo time sete e já fazia exatamente 2 horas que eu ouvia a mesma pergunta de novo e de novo.
“Não. Que tipo de idiota gosta dessas festinhas ainda mais idiotas?” sim o Sasuke com seu jeito todo emo prefere ficar em casa contando ovelhas com seu pijama de oncinhas. (Não me pergunte como eu sei! Aarrgh!)
“E você então, Naruto? Quer vir comigo?” guh, depois de 2 horas do remix SASUKE-KUN, parece que ela finalmente percebe que isso aqui não é um baile funk.
“Não posso, já tenho um par” pelo que parece ‘Naruto’ mais ‘par’ numa mesma frase não pode ser real, já que a expressão incrédula da Sakura pode ser vista, Hunf. Também sou popular!
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A noite caiu e se aproximava o horário que deveria ir ao apartamento de Karin buscá-la, o nervosismo me batia, não é que eu gostasse dela, Não! Não! Nem pensar, mas ultimamente me sinto extremamente consciente do quão bonita ela é. Sim! É só isso. Desfiz o nó do obi e refiz novamente pela milésima vez esta noite, cada vez mais comecei a achar que talvez usar um yukata não é a melhor ideia.
Naruto, você está parecendo uma garotinha apaixonada.
Cala boca, Raposa idiota! Hunf
Apaixonado larara Apaixonado larara
Depois da sessão azucrinação da Kurama me senti finalmente pronto para sair. É isso ai. Naruto Uzumaki a todo vapor!
Karin:
A hora finalmente se aproximava, 10 segundos, 9, 8 argh, andava pra lá e pra cá dentro do meu apartamento, não é como seu eu estivesse nervosa, longe disso! Apesar de tudo sempre sonhei em sair em um encontro com o Sasuke e agora estou aqui, saindo com o melhor amigo dele, e o pior de tudo é o meu primeiro encontro de verdade, minha cabeça já estava entrando em pane total, não importa o quanto eu seja direta, até eu sou uma garota caramba! Ouvi batidas na porta que pareceram aumentar minha frequência cardíaca, droga não estou nervosa, não estou nervosa. Peguei a chave apressadamente e após errar três vezes a fechadura finalmente consegui abrir a porta.
Pude ver o Naruto com seu yukata laranja extravagante e a ansiedade se esvaiu um pouco, enxuguei o suor das mãos no corpo do yukata e com a voz um pouco apagada finalmente disse algo.
“E então Naruto... Vamos?”
Naruto:
Meus olhos brilhavam enquanto andava lado a lado com ela, não é todo dia que se têm a sorte de andar com uma garota linda como a Karin, seu yukata vermelho da cor dos cabelos, e seu rosto avermelhado compartilhando do mesmo nervosismo que o meu, andávamos calmamente e em um impulso de coragem segurei sua mão esquerda com a minha, entrelaçando os dedos e finalmente falando algo que deveria ter dito desde o momento que a vi naquela noite.
Um sorriso gigante como habitual se fez em minha face
“Você está linda, Karin” uma pitada de vergonha me abateu e meu rosto se avermelhou um pouco, mas não me contive ao vê-la olhar meus olhos com expectativas e sua mão apertar fortemente a minha.
“Mais linda que todas as estrelas”
HAHAHA você viu isso em alguma novela? HAHHA
Isso não é hora sua raposa maldita
Durante o segundo que discutia com Kurama, a Karin desviou seu olhar de mim, achei que talvez tivesse ido muito rápido, ou tivesse sido muito clichê, mas logo percebi estar errado.
“Obrigada, Você também está até apresentável” falou em sua voz habitual apesar do rosto vermelho que denunciava que não tinha nada de normal se passando por sua cabeça naquele momento.
Um clima estranho rolava entre nós, já nos aproximávamos dá rua principal onde todas as barracas estavam e já podíamos ver todos os tipos de luzes, as crianças corriam alegremente e alguns casais se beijavam embaixo de árvores, com certa confidência nossos olhos se encontraram novamente e como uma atração irresistível uma linha se enroscava sobre nós, diminuindo o comprimento a cada segundo e nos levando á ficarmos mais próximos a cada momento, isso era só o começo do encontro, mas por um momento foi como se nossos corpos fossem apenas um, compartilhando o mesmo desejo, o mesmo sentimento, lábios à centímetros de lábios...
“NARUTO, KARIN!” um grito estrondoso nos fez nos separarmos bruscamente de longe podia ver a Sakura vindo em nossa direção, nossas mãos não estavam mais juntas, mas nossos corações batiam sincronizados, unidos.
“Algum problema com vocês? Estão tão vermelhos” Sakura perguntou pontual, mas antes que eu pudesse ter tempo de responder Karin encarou a Sakura furiosamente.
“Nada que seja dá sua conta, T-E-S-T-U-D-A!” gritou Karin.
“O que você disse imbecil?” revidou Sakura.
Com uma gota na cabeça só pude perceber o tempo se passar enquanto as duas discutiam incansavelmente.
Faça alguma coisa gaki, elas estão interrompendo meu sono!
Você está louca Kurama? Ainda desejo viver amanhã...
Frouxo
Frouxo sim, mas a Karin e a Sakura irritadas, são perigos ambulantes hehe
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“Droga aquela testuda estragou tudo!” gritou Karin furiosa.
A discussão foi tão boa que quando finalmente conseguimos andar pelas barracas as maiorias das coisas já tinham acabado. Nenhum lanche... Sem brincadeiras.
“Sim” concordei meio chateado “mas ainda temos a queima de fogos” Clichê você me diz? óbvio que sim, mas o que seria de um festival sem fogos!?
Karin andava á frente e seguimos em direção à praia, escolhendo um local bom para nos sentarmos e aproveitar. Sentamos lado a lado, ombro a ombro aguardando ansiosamente os fogos começarem, nossas mãos novamente juntas.
Em um estouro. Verde, vermelho e amarelo, além de várias outras cores que brilhavam majestosamente, os fogos começavam e era uma visão maravilhosa de se ver, tanto meus olhos como os de Karin brilhavam nas mesmas cores que aquele céu, e um sentimento de felicidade se abatia sobre nossos corpos
“Sabe Naruto...” Karin começou quebrando o gelo.
“Eu não gosto de você” suas palavras pareciam duras, mas seus olhos fitavam o meu falando coisas muitos diferentes de sua boca, algo que eu facilmente podia interpretar.
“É mesmo? Pois eu também não” um pequeno sorriso se fez em nossos rostos.
Ela fechou seus olhos enquanto eu fechava os meus, a mesma sensação de mais cedo se apoderava novamente, mas dessa vez, sem interrupções.
Molhado, língua com linga. Era um beijo de amor e luxuria, mas acima de tudo de inexperiência, ambos éramos novos no assunto amor, Mas uma coisa era certa...
Esse era apenas o primeiro beijo de muitos outros.
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