Romance.
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
O que ele é?
Ele a ama.
Ama de tal forma que não suporta vê-la. Não suporta senti-la, mal suporta imaginá-la. E muito menos, suporta pensar que está respirando. Ainda mais pelo fato dela não estar respirando ao seu lado.
Prometeu fazê-la parar. Ela nunca mais respiraria.
Seu amor é obsessivo, perigoso, doentio e lascivo. Mas ainda assim ele chamava de amor. Porém, vindo de si, de qual modo poderia ser bom?
O que ela é?
Ela também o amava.
Amava seus olhos. Amava sua voz, amava o modo ao qual escolhia as palavras e as proferia tão perfeitamente.
Um amor puro, bondoso, sincero e grandioso. Mas como não se intimidar com aquelas ações?
O doce amor se assustou e esfriou conforme o conhecia realmente.
Não, ele não era o príncipe encantado que mentalizara.
O que ele era?
Uchiha Sasuke era um psicopata.
O que ela era?
Haruno Sakura era viva.
Mas o passado... Não pode ser refeito. E então, o que ele fez?
Sasuke olhou bem a cena do crime, fitando cada espaço daquele quarto branco.
Bom, era branco.
Agora as paredes jaziam manchadas de pigmento vermelho, assim como a camisola e os lençóis. Tudo — antes — era de uma cor tão pura que irritava seus olhos.
Agora não mais, porque o belo escarlate se espalhava e decorava tudo, deixando o espaço tão mais... Vivo.
Para ele, aquilo era uma bela ironia.
Curvou seu corpo sobre a cama, recostando seu braço na cabeceira da mesma e aproximando seus lábios da testa da de cabelos róseos e depois guiou-os até sua orelha, sussurrando num tom doce, calmo.
— Eu cumpri minha promessa. Te fiz parar de respirar. Agora cumpra a sua e me ame até após a morte.
Virou-se para o guarda roupas de Sakura e caminhou lentamente até ele, já sabendo o que escolheria. Aquele vestido preto que tanto adorava quando ela usava. Não tardou em pegá-lo e trocar a mulher, jogando aquela camisola fora.
A caixa cheia de flores estava ao lado da cama. Sasuke a puxou de forma delicada e aos poucos colocava as camélias ao redor de o corpo frágil. Cobriu as pernas, chegando na linha do quadril, onde uma de suas mãos estava imóvel, segurando a lâmina.
A mão se moveu astutamente assim como as costas de Sakura que se ergueram da cama. Sentiu a lâmina lhe perfurando. Seu sangue se misturou com o dela e ele caiu por cima da garota.
— Você nunca me amou da mesma forma, Sasuke.
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