Rollercoaster
1 Rollercoaster
Notas iniciais
–Sim!
–Não!
–Sim!
–Não!
–Vamos, Percy! Deixa de ser um molenga! É só uma montanha-russa!
–Não, Annabeth! Eu não quero! Você sabe que eu tenho medo de altura!
–E daí? Eu tenho horror a aranhas e fui assistir Homem-Aranha com você, então você tem quer ir na montanha-russa comigo!
–Tá legal, tá legal. Você venceu! Feliz agora?
–Sim! — disse Annabeth me puxando pela mão e literalmente me arrastando até a fila da montanha russa.
–Você está suando — disse Annabeth dando uma risadinha e me oferecendo uma garrafinha — Quer água?
–Obrigado.
–Melhor agora?
–Um pouco. Chegou a nossa vez, vamos logo antes que eu perca a coragem — e dessa vez fui eu quem a arrastou pela mão, e entramos no primeiro carrinho.
O cinto se fechou e tudo o que me lembro é que nunca me senti tão arrependido de algo na minha vida. Annabeth me deu a mão para me confortar, mas não ajudou muito. Na metade da primeira subida, eu comecei a ter um ataque cardíaco e gritar feito um maluco pedindo para parar o brinquedo.
Annabeth só ria de mim e dava gritinhos animados. Ela levantou a mão que não estava segurando a minha quando chegou a descida. Era incrível como aquele veículo maldito ia rápido e me dava frio na barriga. Parecia que não ia acabar nunca aquelas curvas e loopings. Quando finalmente parou eu estava aterrorizado e suando feito uma porca no cio.
A trava abriu e eu sai o mais rápido possível. A ultima vez que minhas pernas tremeram tanto assim foi quando Annabeth descobriu do meu beijo com a Rachel.
–Foi legal, nao é? — perguntou Annabeth.
–Não. Definitivamente não foi legal.
–Não tem problema se você não gostou. — disse sorrindo para me reconfortar. — Pelo menos você foi corajoso, Cabeça de Alga.
Não pude deixar de sorrir com o comentário. Ela me puxou pelas mãos até eu estar bem perto dela. Podia sentir sua respiração no meu rosto e seu cabelo tinha aquele cheirinho de limão habitual. Seus lábios tocaram os meus e aquela sensação gostosa que eu sentia toda vez que ela me beijava invadiu meu corpo novamente. Ela se separou de mim e colou nossas testas.
–Se você me beijar assim toda vez que eu for em uma montanha-russa, eu enfrento várias e várias vezes esse brinquedo horrível.
Annabeth deu um tapa no meu braço e segurou minha mão.
–Onde nós vamos agora? — me perguntou, andando de costas para ficar de frente para mim.
–Qualquer lugar. O pior já passou. — falei rindo.
O resto da tarde com Annabeth foi perfeita como todas as passávamos juntas.
Fale com o autor