Roller Coaster
23 Capítulo 23
Notas iniciais
ALICE’S POV
Acordei no outro dia em minha cama, com a sensação de ter dormido demais. Olhei no visor do iPod e vi que eram 8:57 am. Puta que pariu! Perdi o horário da escola! Na verdade, eu nem sabia se valia a pena acordar e me despencar até a escola; será que eu ainda tinha uma matricula lá? Enfim, agora que já estava atrasada mesmo, não ia adiantar nada sair correndo, então levantei calmamente e tomei um demorado banho. Saí do banheiro e me vesti dentro do closet, desci as escadas e fui para a cozinha tomar café. Só Jaz estava lá, e pela primeira vez, a casa estava totalmente silenciosa.
- Bom dia... Ahm, onde estão os garotos? – eu disse numa voz ainda rouca devido ao sono.
- Oi. Eles saíram cedo e foram para a gravadora, disseram que voltam depois do almoço.
- Hm, e o que vamos fazer hoje? – eu disse dando uma mordida numa barra de cereal.
- Aí é com você, fofa. Eu não faço ideia. – ela disse me encarando e divertindo-se com minha cara de sono.
Ficamos mais algum tempo tomando café e depois começamos a limpar a cozinha; é, duas pessoas limpam mais rápido e fazem menos bagunça do que oito. Terminamos de lavar toda a louça em 15 minutos e depois fomos para a sala. Ficamos algum tempo conversando e assistindo programas de fofocas, até que tudo aquilo estava muito tediante.
- Jaz, vamos achar um advogado? – eu disse de repente.
- Ahm? Mas agora Alice? Aonde a gente vai achar um advogado bom agora, assim do nada? – ela disse meio espantada.
- Hm... Pior. – comecei a pensar em alguma solução... E... Ahm... Ah! – Já sei, Jaz! Essa hora Edgar não está em casa, nós pedimos para sua mãe abrir a casa e vamos para o escritório dele. Eu duvido que não tenha o número de um advogado sequer.
- Ai, tá Alice, vamos. – ela disse vencida.
Subi para o quarto e me arrumei correndo (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=41443100) mas só pra variar, Jazmin conseguia ser mais rápida que eu. Deixamos um bilhete sobre a bancada da cozinha para os garotos e saímos em direção a minha casa. Não, a minha antiga casa.
Chegamos a casa e fomos direto cumprimentar a mãe de Jaz, que obviamente, nos deixou vasculhar o escritório de Edgar. Depois de algum tempo revirando todo o ambiente, Jazmin encontrou uma caixinha lotada de cartões. Olhamos um por um e encontramos 3 de advogados que nos pareceu chamar a atenção. Depois de almoçarmos com os pais de Jaz e pegarmos mais algumas coisas pessoais, voltamos para a casa dos garotos.
A casa ainda se encontrava sem ninguém, e assim que chegamos fomos ligar para os advogados. Entre os 3, teve um que mais pareceu dar importância para a história, e também o que pareceu mais simpático e atencioso. Chamava-se John Scarllet, e ficou combinado que eu e Jaz iriamos a seu escritório no outro dia à tarde.
Passado mais algum tempo, os garotos chegaram, deixando a casa novamente com a gritaria e bagunça costumeira; tudo perfeito, do jeito que tinha que ser. Eu e Jaz fomos para a cozinha e começamos a fazer bolo de chocolate para o café, logo depois Bruna chegou e foi nos ajudar. Eu estava de costas para a porta na bancada do meio da cozinha, Jaz estava na pia lavando a louça e Bru a ajudava secando. Nenhuma de nós percebeu que cinco garotos entraram na cozinha e pegaram o saco de farinha da mesa. Pronto, foi só perceber que o saco tinha sumido que vimos uma chuva de farinha se formar sobre nós dentro de toda cozinha. Começamos a gritar de susto ao mesmo tempo em que eles gritavam e riam da nossa reação.
Em meio a nuvens de farinha, só vi Harry vindo em minha direção e passando a mão toda suja em meu rosto, depois disso, braços me seguraram pela cintura e me rodopiaram no ar, e quando botei os pés no chão e virei-me, Zayn me deu um beijo totalmente enfarinhado. Eu passei a mão por cima da bancada, peguei uma boa quantidade de farinha e passei por todo o cabelo dele, que prendeu meus braços atrás de seu corpo, numa espécie de abraço, e me deu um sorriso, aquele que tirava meu fôlego.
- Olha, agora já sei que você vai ser um velhinho bem gato, de cabelo branco e tudo. – eu sorri brincalhona, depois ele sacudiu o cabelo tentando livrar-se da sujeira, num gesto que eu julguei parecer meio canino, depois ele me roubou um selinho e fomos encher o cabelo de Harry de farinha.
Após três sacos de farinhas desperdiçados, o meu cabelo, o de Jaz e o da Bru se encontravam em estado de miséria, assim como o de todos os garotos, principalmente os cachos de Harry. Desistimos de continuar nossa culinária e fizemos um sorteio não muito justo, onde Liam e Louis ficaram para limpar a bagunça de toda a cozinha. Eu subi para meu quarto e tomei um demorado banho para conseguir tirar aquela quantidade exorbitante de farinha do meu cabelo e corpo. Saí do banho, me vesti e desci as escadas. Na sala, tinham apenas Niall e Bru, e lentamente o resto do pessoal começou a aparecer, e obviamente, a conversa recomeçar.
- Meu Deus, aquela cozinha deve ter alguma coisa; já teve chuva de pipoca, guerra de água e sabão, e agora a farinha. Qual é o próximo? – Bruna perguntava irônica.
Pedimos comida chinesa e jantamos todos no chão da sala. Mais tarde, Bru foi embora e cada um foi indo para seus quartos. Fui para o meu, coloquei o pijama e deitei-me na enorme cama, colocando o despertador do iPod para tocar na manhã seguinte. Em menos de cinco minutos, não lembrava de mais nada, apenas de um sono sem sonhos.
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