Roleta Russa

1 Capítulo Único


É apenas um jogo... Foi o que lhe disseram.

Mas como negar, a idéia fora de todos, a culpa era de todos, mais de uns que de outros, mas aquelas cinco pessoas concordara com isso. E sabiam muito bem o que acontecia com quem perdia esse jogo.

Serão apenas duas rodadas. Duas rodadas e tudo vai acabar... Ela devia confiar mais nas pessoas.

Os cinco sentaram em uma roda no chão. Estavam num antigo depósito e a luz era apenas a fraca iluminação que vinha da rua passando pelas frestas das portas e janelas mal fechadas.

Ela se sentou de frente para seu amigo, como sempre fazia. Ele com seu jeito calmo e acima de tudo conseguia fazer todos seus medos se esvair. Graças a ele aquilo para ela era apenas um jogo.

Não estava com medo, não. Seu melhor amigo estava ali, que mal poderia acontecer?

-Você começa – alguém falou e lhe entregou a arma. Ela pegou o revólver e girou o cilindro pacientemente, mirou bem na sua cabeça e puxou o gatilho. Nada aconteceu.

Que sorte, pensou aliviada passando a arma para a pessoa ao seu lado ele repetiu o que fizera e nada aconteceu.

Dessa vez era a vez Dele, seu amigo pegou a arma e mirou para sua própria cabeça. Ela viu ele lhe dar um sorriso confiante antes de puxar o gatinho.

Dessa vez o barulho fora alto, havia uma bala esperando por ele. Seu corpo pendeu para o lado com a força do tiro. E ele ficou lá, deitado sem se mexer, sangrando.

Mas o jogo não pode parar. Havia mais uma bala esperando por mais alguém sem sorte.

Os outros dois que pegaram na arma saíram ilesos. O revólver finalmente voltou para as mão trêmulas dela.

Ela olhou para seu amigo. Sua mãe sempre lhe disse que quem tira a própria vida estava fadado a ir para o inferno, sem nem mesmo ser julgado.

Que tipo de amiga ela seria se permitisse que ele, quem sempre esteve ao seu lado, fosse para o inferno. Amigos deveriam estar sempre um ao lado do outro. Não dizem que existe amigos que iriam até para o inferno para ficarem juntos?

Ela preparou a arma e a posicionou apontada para sua cabeça. Puxou o gatilho. Nada aconteceu. Tentou mais uma vez... Nada. Três sempre fora seu número da sorte.

No terceiro tiro que o jogo acabou. Ela sentiu seu corpo cair para o lado, exatamente como acontecera com ele, se forçou a sorrir antes de deixar o mundo dos vivos.

Eles perderam.

Eu não teria tanta certeza quanto a isso.

Notas finais
Essa eh uma das minhas one-shots favoritas
Espero que vocês gostem também
E não esqueçam de deixar reviews
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!