Rodovia 31

1 O Desvio da Morte


Notas iniciais
Aqueles olhos vermelho-vivo igual sangue e aquele rugido forte e impetuoso... Terá por acaso alguma salvação?

E lá estava eu de novo, no meio daquela multidão, luzes piscando, som alto e muito barulho. Estava rondado de pessoas, mas estava tão solitário quanto como se eu estivesse sozinho naquele salão. Eu estava imerso em pensamentos até que Alice me chamou a atenção.

– Tudo bem com você? – disse ela, parecendo preocupada – Você já esta aqui sentado, sozinho, a umas 2 horas.

– Nossa, já faz tanto tempo assim? – eu estava tão focado nos meus pensamentos que não percebi o tempo passando – Estou bem sim Alice, não precisa se preocupar. – e forcei um meio sorriso.

– Se você diz... Quando quiser companhia eu vou estar na mesa do ponche, ok? – disse ela, ainda meio desconfiada.

– Claro, claro... – eu disse, já voltando a focar-me nos pensamentos que voavam a 1.000 km/h na minha cabeça.

Já fazia um tempo que eu não estava vivendo e sim sobrevivendo a cada dia. Alice era a minha melhor amiga desde sempre e, naquele momento, nem ela poderia me ajudar.

Tudo começou a uns 3 meses atrás, eu e minha namorada, Jéssica, resolvemos ir ao cinema para comemorar 2 anos de namoro. Pegamos o carro e fomos, mas no caminho, no pedaço da ponte, havia uma obstrução e tivemos de pegar o desvio pela rodovia 31.

Um pouco antes de chegarmos à estrada principal, que nos levaria ao centro da cidade, aconteceu algo horrível, eu estava distraído olhando as horas no celular e ouvi um barulho estrondoso vindo da frente do carro, rapidamente parei, mandei Jess ficar no carro e sai para averiguar o que havia acontecido.

E lá estava ele, estirado no chão, aparentemente morto. Naquele momento o pânico tomou conta de mim, meus joelhos bambearam e fiquei tonto, não era possível que eu tivesse matado uma pessoa! E, de repente, num súbito e rápido movimento, o homem estava de pé, me encarando, seus olhos vermelhos e raivosos me olhando como se eu fosse algum tipo de comida. Eu queria correr, mas meu corpo estava paralisado. Logo pensei na Jess, será que ela ainda estava no carro? Estava lutando para me mover quando percebi que o homem já não estava mais a minha frente, ouvi um grito agudo e, então, silêncio absoluto, o único som que eu ouvia era o da minha respiração rápida e ofegante. Finalmente consegui me mover, ao virar-me para ver o que havia ocorrido, me deparei com a cena que iria tomar conta dos meus pesadelos daquele dia em diante.

O homem estava de pé, segurando Jéssica pelo braço com uma das mãos, de repente um rugido saiu de dentro de sua garganta, um som alto e impetuoso, apareceram duas presas grandes e afiadas em sua boca, e, então, ele mordeu a jugular de Jess, deixando sangue espirrar por todo o lado e ela gritou em agonia. Tudo isso aconteceu em alguns segundos antes de eu correr desesperadamente e ser nocauteado ao tentar salvar Jess, depois, preto. Só acordei no outro dia, quando um senhor me acordou pois eu estava no meio da rodovia.

– Você está bem, meu jovem? – perguntou o senhor, preocupado.

– An... O... O que aconteceu? – eu perguntei, ainda vendo estrelas.

– Veja você mesmo – disse o bom senhor, então ele me levantou, nesse momento parecia que o meu corpo todo estava em cacos, e me levou a um vidro na traseira do seu caminhão.

Eu estava todo ensanguentado, uns dois ou mais hematomas, pelo menos que se podia ver, parecia que eu havia sido atropelado por um ônibus. Foi ai que eu lembrei, os olhos vermelhos como sangue cheios de raiva, a rapidez da coisa e o grito agudo cheio de dor.

– Jess!! – eu exclamei, pregando um imenso susto no pobre senhor que estava me apoiando – Onde ela está?!

– Onde está quem? Se acalme – disse ele, parecendo confuso e assustado.

Notas finais
Depois de se lembrar daquele momento horrível, Max começou desesperadamente a busca por Jéssica. Onde esta busca irá levá-lo?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.