Rod Kahlan, e os trovões do Olimpo
1 O Acampamento
Sabe quando uma pessoa é disléxica? Pois é, sou uma dessas pessoas. Não entendo muito as aulas, mudei de escolas muitas vezes, acho que essa é a sexta. Bom, não importa, não sei se é uma doença, mas algumas palavras parecem saltar do quadro e formar outras. Estou em mais uma daquelas manhãs na qual se pode ter um bom sono, até... — Acorda seu bobão, anda logo, ou vai perder aula. — uma voz fina predominava o ambiente. Sim, até minha irmã por parte de mãe me acordar, minha mãe mora com meu padrasto, ela não fala muito sobre meu pai. Me disse que ele morreu em um acidente de carro, bom, eu preferia ficar mais informado sobre meu pai, mas minha mãe se incomoda quando falo dele, resolvi não tocar no assunto.
Chovia forte, com trovões, mas trovões era algo que não me incomodava, achava até bom, afinal, não sei como as pessoas não gostam dos trovões, aqueles flashes de luz, o som, magnífico. — Tchau, mãe! — quase não se ouve a voz, pelo barulho da porta do carro batendo. Escola... pior ambiente que existe, só pode ser esse, ainda mais quando tem aulas da professora de História, a srta. Cait, ela é bonitinha, mas o seu assunto é extremamente irritante. O sinal tocou para o intervalo, ainda bem, estava na hora da comida. A professora veio na minha direção parecendo utilizar aquele sorrisinho cínico. Quando todos saíram da sala, as mãos delicadas dela se transformavam em uma pata com garras de assustar qualquer um, sua jaqueta era lançada no quadro, quando suas asas apareceram, seu rosto mudou totalmente. Rastejei-me pelo chão, procurando fugir daquela coisa.
Não percebi o momento que ela levantou voo r, e com um rasante, passou a garra nas minhas costas, me jogando contra a parede do fundo da sala. — Grrr! Pena que irei destruir esse cabelinho branco da cor das nuvens... — a voz parecia um ruído horrível, que estragava qualquer música que fosse cantar. Quando ela se preparava para o ataque, a porta voava na janela, uma espécie de humano cabrito aparecia, não, não. Aquele é o Aslan, agora estou confuso, o que era aquilo? Não tinha a mínima ideia, mas as minhas costas ardiam mais do que qualquer coisa. De alguma forma, ele retirou uma espada da mochila, a srta. Cait, na verdade aquela coisa estranha foi em cima de Aslan, eu observei a falta de sucesso dela quando o garoto cabrito cravou a espada na coisa horrível, explodindo aquela coisa em pó.
Ok, agora eu estou muito confuso, um garoto cabrito, aquela coisa estranha voadora e assassina, tento me levantar do chão, quando o garoto cabrito me ajuda. — Ok, o que era aquilo, o que você é, como você tem pernas de um... cabrito, e porquê ela me atacou? — com um tom de voz assustado, tentava se comunicar. Antes de tudo, o Aslan me sentou em uma cadeira, e não parou de andar de um lado para o outro, aquilo estava me deixando com raiva. — Para de andar de um lado pro outro, estou ficando furioso! — tentei demonstrar uma expressão de raiva na face. Mas nada, o garoto nem se preocupou com a minha careta. — Bom, é o seguinte. Eu sou um Sátiro, metade bode, metade humano. Aquilo era uma fúria, e eu presumo que você seja o filho de um Deus maior. Naquele instante, a ultima coisa que vi, foi a minha mãe entrar na sala, e um papo de intuição de mãe com o "Sátiro", antes de desmaiar.
– Olá Cinderela, tá na hora de acordar. — ouvi aquelas palavras, com os olhos semi-abertos, observei o corpo da cintura para cima bem definido de Aslan, levei a mão na boca na simulação de um bocejo, olhei ao redor confuso. — Onde eu estou? Eu tive um pesadelo, você nem imagina. — dou uma ênfase de como se fosse algo hiper importante. — Na verdade, eu imagino sim. Você foi atacado por um monstro voador, me viu com pernas de bode e acha que é um pesadelo, não é, olha só! — Aslan saltou mostrando suas pernas de bode, que pareciam dançar enquanto eu observava aquela coisa bizarra. — E respondendo a uma das perguntas, você está na enfermaria do Acampamento Meio-Sangue meu amigo! — pela voz dele, parecia estar muito empolgado com o assunto.
– Acampamento Meio-Sangue?!
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