Rockabye
1 Capítulo 1: Visita surpresa
Notas iniciais
P.O.V. Alice.
Eu acabei de ver. Eles estão vindo.
A guarda Volturi.
—Você viu isso?
—Eu vi sim.
—Onde estão Renesmee e Hope?
—Estão brincando na floresta, ao menos estavam, mas agora estão vindo pra cá.
—A guarda está quase aqui.
—Chegamos! Chegamos.
—Mamãe, porque corremos?
—Porque tem gente vindo. Gente não muito legal.Vai ficar tudo bem querida.
P.O.V. Jane.
Nós chegamos e os Cullen já estavam nos esperando.
Carslile nos convidou a entrar e a coisa mais estranha aconteceu. Assim que nós entramos havia uma criança. Ela estava brincando com Carslile.
—E se colocarmos esse bem aqui. O que você acha Princesa? Não é um belo castelo?
A resposta dela foi bem direta. Ela jogou todas as peças no chão destruindo o castelo.
—Isso não foi muito legal.
Então, as peças se moveram sozinhas e ela montou um castelo muito, mas muito melhor do que o de Carslile.
—Você vai ser uma construtora de reinos.
—A criança fez isso?
Ela olhou pra mim com cara de brava e falou:
—O meu nome é Hope.
A menina nos examinou, ela parou nas nossas mãos.
—Vocês não são amigos.
—E como você sabe?
—A sua roupa, o brasão no seu pescoço.
—E o que há nas nossas mãos?
—Isso é segredo. Eu tenho sete, não sou burra. Mãe, to com fome.
—E o que você quer comer?
—Panquecas.
—Tudo bem.
A Cullen beijou dois de seus dedos e a menininha fez o mesmo, então elas encostaram os dedos.
—Te amo.
—Também te amo mamãe.
A mãe foi fazer panquecas.
—Você come?
—Como. E eu aprendo, e cresço, minha pele é tão dura quanto a sua. Embora não pareça.
—Como você tem olhos azuis?
Perguntou Alec.
—Meu pai. Ele tinha olhos azuis quando era humano.
—E quem é o seu pai?
Perguntou Dimitre.
—Eu não sei. Mamãe disse que ele é mau. Chamou ele de cretino.
—Hope!
—Desculpe!
—E quem escolheu o seu nome?
—O vô Carslile. Ele disse que eu era a esperança do meu pai, mas a minha mãe discordou. Disse que ele já tava muito afogado no sangue pra mudar e que ele ia me arrastar pro fundo com ele.
—Então, o seu pai é vampiro?
—É. E eu tenho um... poder especial que veio dele, mas a mamãe disse que eu não posso mostrar pra ninguém. E que é melhor eu não usar, porque é do mau.
—Tá pronto!
Ela se levantou e correu em velocidade vampiresca até a cozinha.
Pude sentir o cheiro de sangue. Sangue humano.
Ela praticamente devorou as panquecas.
—Hope! Come devagar. Vai engasgar que nem da última vez.
—Acabei!
—Você não tem jeito mesmo. Vai escovar os dentes.
A menininha subiu as escadas.
—Vamos levar a menina conosco.
—É? É isso o que você vai fazer?!
A Cullen pegou uma faca. A faca era brilhante demais para ser uma faca normal.
Então, ela avançou sob mim, tentei usar o meu poder, mas não funcionou. E ela fez um corte o meu rosto.
—Ai!
—Agora você vai ser tão linda por fora quanto é por dentro. Isso ai vai deixar uma linda cicatriz.
—Eu não tenho cicatrizes.
—Agora tem. Ela é a minha garotinha, a minha doce e inocente garotinha que concerta asas quebradas de borboletas. Uma mãe faz qualquer coisa por um filho, mas como você poderia compreender isso? Você é morta, seca. Você é feia Jane, não... você é horrenda. É uma tribucréia. Mistura de tribufu com mocréia.
Alec soltou a névoa.
—Não!
A menininha se colocou na frente e uma névoa rosa saiu das mãos dela.
Ficamos chocados.
—Mamãe estava certa. Você é um cretino.
Ela passou pela névoa de Alec, não a afetou em nada e as duas névoas se misturavam. Então, ela deu um chute no meio do peito do meu irmão que o fez voar longe.
—Eu te odeio!
A névoa rosa retraiu e ela praticamente pulou no colo da mãe.
—Mamãe. Você está bem?
—Estou. O que nós falamos sobre os palavrões e o seu poder especial?
—Não é legal usar?
—Isso.
Alec voltou.
—Uma filha? Todo esse tempo, eu tinha uma filha?
—Ela não é sua. Ela é minha. Não vou deixar você arrastar ela pra essa lama onde você mora e ensinar ela a ser um monstro como você. Você é escravo, mas ela é livre.
—Não sou escravo!
—Não é? Qual foi a última vez que fez alguma coisa sem pedir permissão para aqueles três babacas?! Você tem quatrocentos anos! E eu não vou mais discutir na frente da minha filha. Isso não é saudável pra ela.
P.O.V. Alec.
Eu tenho uma filha. Meu Deus, eu tenho uma filha!
Renesmee se abaixou no nível da nossa filha que montava várias coisas com aqueles blocos.
—Ei. Eu vou tomar banho está bem?
—Você vai me deixar sozinha com eles?!
—Ei, a vó Bella está aqui agora. E você tem o seu. Toda a nossa família está aqui agora. Se eles tentarem alguma coisa, aposto que eles vão descer a porrada neles.
De novo aquele gesto de beijar os dedos.
—Eu vou estar lá encima. Ninguém nunca vai machucar a minha garotinha.
Renesmee subiu as escadas, eu ouvi o chuveiro ser ligado.
—Oi.
—Vai embora. Se manda.
—O que a sua mãe falou sobre mim?
—Que você é do mau. Você mata gente, todo dia. E eu não quero falar com você.
—Sabia que eu moro num castelo?
Ela olhou para mim com um olhar de raiva. E continuou a desenhar no papel.
—Você não quer conhecer um castelo de verdade?
Ela virou o papel e escreveu, então mostrou pra mim.
Se manda. Eu te odeio. Assassino.
—Suponho que eu mereça.
—Você supõe? Minha mãe falou que todos fazemos coisas das quais nos arrependemos, mas a maioria das pessoas morre antes que a lista fique embaraçosa. E que como a gente nunca vai morrer, temos que ter cuidado pra não deixar a nossa humanidade morrer.
—É um conselho sábio.
—Você é um idiota.
—Talvez.
—Não foi uma pergunta. É verdade que... queriam te queimar vivo?
—Sim. Eu e sua tia Jane.
—Você é minha tia?!
—Sou.
—Que nojo! Mamãe falou que você era mau, não disse que você era diabólico!
Ela levantou e saiu correndo. Eu ouvi uma porta batendo e então, ouvi ela falar:
—Casticus, domicus, eternus, reversus.
Dai eu ouvi ela chorar.
A Cullen desceu.
—Cadê a Hope?
—Ela saiu correndo. Subiu e bateu uma das portas.
—Sei onde ela está. Meus parabéns! Ela está com medo de você!
—É culpa sua.
—Minha culpa?! Queria que eu mentisse pra ela? E dissesse que você é quem você não é?
Ela balançou a cabeça negativamente. Com indignação. E subiu.
—Hope. É a mamãe. Eu vou entrar está bem?
—Tudo bem.
—Alohomora.
A porta abriu e fechou e de novo aquelas palavras desconhecidas. Era com certeza latim.
—Hope, está tudo bem.
—Não. Ele quer me levar.
—Ninguém vai levar você pra lugar nenhum.
—Você promete?
—Eu prometo. Sai dai, vai.
Ouvi a minha filha se arrastar e sentar.
—O meu pai fez mesmo todas aquelas coisas horríveis que você disse que ele fez?
—Infelizmente sim.
—E a tia Jane gosta de fazer as pessoas sentirem dor?
—Infelizmente sim.
—Você acha que ela iria fazer em mim?
—Eu honestamente não sei.
—É errado eu amar ele mesmo assim?
—Não amor. Ele é o seu pai.
—Você me escondeu porque achava que eles iam me machucar?
—Foi. Isso e porque eu sabia que... no segundo em que aquele... desgraçado do Aro colocasse os olhos em você e visse o quanto você é especial, ele ia querer te colocar em correntes como fez com o seu pai e com a sua tia.
—Ele acorrentou o meu pai?
—Não no sentido literal. Coitado do seu pai minha filha, ele nunca conheceu outra vida se não essa. Ele passou tanto tempo de joelhos que esqueceu como ficar de pé. O seu pai e a sua tia são... vítimas daquele desgraçado tanto quanto qualquer outra pessoa. Eles não tinham quem os defendesse, quem defendesse a liberdade deles, por isso eles viraram o que viraram. Isso é...
—Comportamento aprendido. Como um espelho.
—Andou lendo meus livros de psicologia.
Ouvi um estalo de beijo e uma risada de criança.
—Acho que...não podemos ser como eles. Temos que ser o oposto deles. Todo mundo merece uma segunda chance.
—É a minha garota.
Elas desceram, mas Hope ficou o tempo todo no colo de Renesmee.
—Você vai me levar pra conhecer o seu castelo?
—Se você quiser ir.
—Eu vou, mas vai ter que levar a minha mãe e prometer que não vai deixar o Aro malvado me pegar. E se vocês me machucarem, eu vou machucar vocês de volta e vai doer muito mesmo.
—É justo.
—Eu vou arrumar as minhas malas.
Elas arrumaram as malas incrivelmente depressa.
—Nós vamos viajar de avião?
—Vamos. Você já viajou de avião?
—Já. Quando íamos visitar a vó Renné na Flórida.
—Íamos? Você e a sua mãe?
—Não. Todo mundo. A vó Renné era uma bruxa, ela sabia que éramos vampiros.
—Uma bruxa?
—A maior parte do que eu sei, eu aprendi sozinha, mas a vó Renné e a minha mãe me ensinaram alguns feitiços de verdade.
—Feitiços de verdade?
—É. Que nem o da porta.
Quando chegamos ao lugar onde o jato estava pousado ela fez uma cara...
—Isso não é um avião. É muito magrinho pra ser um avião.
—Muito magrinho?
—É. Os outros aviões são mais gordinhos.
—É um jato querida. O outro é um avião comercial. Esse ai vai mais depressa, por isso que ele é mais magrinho.
—É um jatinho? Igual das pessoas famosas?!
—É. Creio que sim.
—Legal!
Ela correu pra dentro do jato.
—Hope!
—O que?
—As malas. Tem que ir no bagageiro.
—Ah!
Ela tentava erguer a mala com o triplo do tamanho dela, mas não conseguia.
Decidi dar uma ajuda.
—Pronto.
—Obrigado pai.
Acho que foi a primeira vez em séculos que eu "chorei".
—O que há de errado na sua cara?
—Ele tá chorando.
Nós entramos no jato e decolamos.

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