Rock Bottom

15 O que acontece quando saio de casa


Notas iniciais
Está acabando...

Alicia

Voltei para casa eram quase 10pm. Esse fim de tarde e início da noite tinha sido ótimo! Subi para meu quarto direto e lá encontrei uma pessoa dormindo. Estranhei e me encaminhei até ela.

— Eei! Acorda dorminhoca! — ela resmungou — JENNY! — gritei, ela caiu da cama e a consequência disso: um ataque de riso em mim

— Ai sua louca! — disse se levantando e depois começou a me bater — Isso é por ter me feito ficar aqui 2 horas te esperando!

— Aaiiii! E por que não foi embora? — perguntei e ela parou de me bater pra pensar

— Boa pergunta. Fiquei uns minutos aqui e logo caí no sono. Espera que horas são? — olhou no celular em minha cama e arregalou os olhos — Caramba então tô há mais de 3 horas aqui. Minha mãe vai me matar. Peraí. — olhou novamente para o celular, viu 6 ligações perdidas e me mostrou, por fim retornou a ligação, avisou a mãe que gritava no telefone com ela e depois desligou — Mas enfim, aonde foi?

— Saiu com o John, não foi? — assenti com a cabeça

— Sim, fomos ao parque e ficamos tocando violão, saímos. Depois comemos e cá estou eu.

— Passeio cumprido esse.

— É, perdi o noção do tempo. Mas não vamos mais falar de mim. O que te trás aqui?

— Meu carro...?

— Ha ha. Que engraçada você.

— Eu sei, é um dom. Mas tá, é sobre a Giulia, você sabe que ela ia levar uns cookies pro Cody antes dele viajar amanhã já que a ajudou, e já olhou seu celular nas últimas 2 horas?

— Não. O quê? Era importante? — perguntei já tirando ele do bolso da calça, não sou muito fã de bolsas, olhei e tinham várias mensagens e ligações incluindo de Jenny e de Giulia

— Aí depende. Depois que ela saiu de lá, me ligou perguntando de você, eu disse que não sabia e que iria te procurar também. Nisso ela já aproveitou pra me contar como havia sido tudo. Ela disse que FINALMENTE havia conhecido sua família e ele a convidou pra sair! Foi tudo na hora mesmo e tipo um bônus, porque se beijaram também! E sendo romântica e agitada como é, não parava de sorrir um segundo e dizer o quanto havia sido tudo perfeito e tals.

— Caramba! Então vamos ligar pra ela.

— Põe no viva-voz. — assenti, disquei e coloquei como ela pediu, em apenas um toque atendeu

Ligação On (Alicia e Jenny— Giulia)

— Aliii!

— E Jennyy!

— Ooi! Menina, eu fiquei sabendo! Conte-me!!

— Bom. — ela contou toda a história e blah blah blah — Aí foi isso.

— Fofos.

— Eu sei né!

— Bom, vou desligar agora.

— Tá bom. Tchau, Ali e Jenny.

— Tchau.

Ligação off

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Era uma manhã chuvosa e parecia que ficaria assim o dia todo. Então eu nem pretendia sair da cama. Liguei a televisão e comecei a assistir alguns filmes e séries que passava. Depois que cansei passei a olhar minhas redes sociais, fazia um bom tempo que eu não fazia isso. Vi as novas notícias velhas, mensagens as quais respondi e também comentários em fotos postadas há algumas semanas. Inclusive a Giulia me dizendo como Cody estava sendo com ela há 5 dias desde que se beijaram. Enfim. Li um monte de coisa velha de novo e pus-me a pensar na vida. Ela deu uma virada incrível.
Há alguns anos eu era uma adolescente de 14 anos que reclamava da vida por ter terminado seu primeiro namoro com o cara que gostava bastante por causa da fama (cuidado com o duplo sentido, aqui não tem). E agora estava indo para a faculdade quase namorando de novo o mesmo cara que me fez chorar durante tantos anos. Parece loucura, mas foi o que o destino preparou pra mim e eu estava super de bem com isso. Não sabia quando mais tempo seria esse mar de rosas, mas só queria aproveitar.
Um apito em meu celular me fez sair dos meus distantes pensamentos, vi o que era e era uma mensagem do John.

John: Que chuvinha, hein.

Eu: Pois é, acho que vai ficar assim o dia todo.

John: Uhum... O que tá fazendo?

Eu: Eu? Nada.

John: Todo mundo tá sempre fazendo alguma coisa.

Eu: Não, eu literalmente não tô fazendo nada. Só pensando.

John: E pensando em que?

Eu: Com licença. Privacidade é ótimo.

John: Devia ter imaginado.

Eu: Kkkkkk. Mas e você, o que tá fazendo?

John: Só conversando com você e tocando um pouco.

Eu: Tocando algo em especial?

John: Não... Só dedilhando alguma coisa pra passar o tempo.

Eu: Entendo. Bom, bateu uma fome agora, eu tenho que comer urgentemente! Então adiós.

John: Kkkkk adiós.

Assim foi feito. Bloqueei o celular e desci, não encontrei ninguém lá embaixo, então pressupus que estavam no trabalho, já que era uma quinta-feira e amanhã iriam sair de férias. Isso me lembra que eu não falei as profissões deles especificamente. Meu pai é contador e trabalha em Hollywood em vários locais diferentes de empresas, gravadoras ou até mesmo sets de filmes e séries, então vê muita gente famosa, a gente também já que LA é a cidade dos famosos.
Esse é o principal motivo de morarmos aqui e minha mãe é uma conceituada decoradora de tudo, é também a vice-presidente da empresa que trabalha e por isso vive viajando. Mas agora queriam pedir férias disso tudo para curtir, principalmente porque segunda já era nossa graduação e não esperávamos para estar finalmente com o certificado em mãos.
Fui até a cozinha, peguei comida da geladeira, esquentei e comi. Estava lavando meu prato e escutei uma porta sendo fechada, vinha da sala. Terminei o que estava fazendo e fui pra lá.

— Oii. — olhei e vi que era minha mãe, mas ela só ficava cabisbaixa, parecia estar chorando, corri até ela — Mãe! Mãe! O que aconteceu?? — isso só aumentou o choro dela e me abraçou, fui em direção ao sofá com ela, e nos sentei — O que aconteceu?

— Seu vô...ele faleceu.

— Mas qual vô?

— Meu pai. — ela respondeu e meus olhos se encheram de lágrimas, mas me esforcei para não cair nenhuma, odeio chorar, ainda mais na frente das pessoas

Cara, eu amava esse meu vô e minha vó, eles moram aqui em Los Angeles e sempre que meus pais viajavam quando eu era menor, ficava com eles. Dois anjos, me tratavam com tanto carinho como ninguém e ainda tem o Michael que é muito legal. Ele é o irmão mais novo da minha mãe. Enquanto meus avós têm 68 anos, minhas tias 47 uma e 32 outra, minha mãe 40 e esse meu tio somente 28. Ele é o único que ainda mora com os pais porque mesmo sendo dez anos mais velho que eu, não está noivado, nem namora, nem muito menos casado. Ele prefere só trabalhar como engenheiro civil que é sua profissão e guardar dinheiro para comprar um imóvel para quando for finalmente sair de casa. Ah e isso me lembra, vou fazer administração na faculdade.

— Mas calma, como foi isso?

— Hm, você sabe que ele já têm vários problemas de saúde e toma tantos remédios. Aí ontem, num dia de distração não tomou um, teve um problema com a pressão e aí... — disse ainda sem me olhar enquanto mexia nas mãos

— Você já ligou pro papai? — negou com a cabeça — E espera, você veio assim, desse jeito, do trabalho pra cá?? Mãe! — o trabalho dela é quase meia hora daqui e ainda tá chovendo, então só piora

— Eu sei, eu sei, mas não teve jeito. — parou por um tempo e só se escutou o som da chuva e dos trovões — O enterro será amanhã de manhã por conta dessa chuva toda. Na previsão diz que só terá tempestade à noite, de manhã e tarde nada.

— Eu vou ligar para o papai. — me levantei, peguei um copo de água com açúcar e dei pra minha mãe, depois peguei meu celular que estava na cozinha e liguei para ele. Avisei que era pra ele vir pra casa e que aqui contaria o que tinha acontecido porque eu não queria preocupar ele

Se o trabalho de minha mãe era longe, o do meu pai era mais ainda, 40 minutos de lá cá. Depois que finalmente chegou, o contamos tudo, consolou minha mãe e eu subi para o meu quarto. O telefone não parava de tocar, eu conseguia identificar do que se tratava pelas respostas de meus pais. Ora era minha tia avisando que viria para cá o mais rápido possível, ora era meu tio perguntando como minha vó estava, outrora minha outra tia dando notícias do advogado... Só sei que depois de um tempo, adormeci e quando acordei não estava mais chovendo. Desci para ver como estavam as coisas e conversei mais um pouco com minha mãe, me senti péssima por não ter falado com ele antes e admiti isso a ela, tentou me ajudar, mas não deu certo. Depois subi para o meu quarto e fiquei lá isolada, sem ter vontade de abrir a boca para falar um piu que fosse.

John

Estava em casa escutando musicas no mp3, sim eu ainda gosto de usar isso, quando meu telefone tocou. Não escutei de primeira, pois estava de fone, mas após ver 5 ligações perdidas da Jenny liguei de volta na hora. O que será que aconteceu pra ela estar me ligando tão desesperadamente??

Ligação On (John— Jenny)

— John!! Finalmente você atendeu esse celular! To tentando te ligar a um século sabia?

— Sim, eu vi, desculpa tava de fone. Mas então o que aconteceu?? Esse tanto de ligações me deixou preocupado.

— Ai John você não acredita... O vô da Ali morreu hoje e ela tá bem mal, nem quer falar comigo direito.

— Meu Deus! Não imagino o que ela deve estar sentindo agora. Você acha que eu devo ir até a casa dela falar com ela?

— Sim, seu burro, foi por isso que eu te liguei! Ela não fala comigo mas talvez ela fale com você.

Certo, certo. Estou indo lá pra casa dela agora. Depois te conto.

— Beleza, vai contar mesmo. Até, John.

Tchau, Jen.

Ligação Off

Peguei minhas coisas em cima da mesa e fui pra casa da Ali. Não conseguia acreditar que o avô dela tinha morrido e como ela deveria estar se sentindo, é horrível, já perdi meu avô parte pai e eu realmente só esperava que ela não batesse a porta na minha cara cara quando eu tocasse a campainha. Se bem que não poderia culpá-la.
Cheguei em frente à casa e toquei a campainha. Fiquei um bom tempo na porta esperando alguém abrir, e quando já estava quase desistindo a Sra. Frankston abriu. Fez uma cara surpresa ao me ver, mas logo voltou com a cara triste e acabada que devia estar o dia inteiro.

— Oi, Sra. Frankston. Desculpe incomoda-la, mas eu-- — me autointerrompi — Ali está?

— Sim sim, no quarto o dia todo.

— Ah, eu sabendo da notícia e sinto muito. Mesmo. — ela assentiu e aí ficou um certo silêncio entre a gente — Ahm...posso entrar e falar com ela por um instante?

— Ah, claro, mas não tenho certeza de que a Ali irá querer falar com qualquer um agora. Ela está trancada o dia todo como já disse.

— A Giulia me disse mesmo. Mas ela está muito abalada?

— Sim, ela e o avô, sabe...tinham uma ligação muito forte e já fazia um bom tempo que não se viam. Ela se sente horrível de não ter se despedido antes, ou ao menos falado com ele. Já tentamos fazer de tudo, mas ainda tá assim, o que é estranho. — realmente é estranho, tanto que enquanto falava, arregalei os olhos um pouco e fui um pouco pra trás

— Nossa! Mas, bom, não custa mais um tentar.— ela ficou um tempo parada na porta me encarando um tanto confusa e desconfiada, até que finalmente deu um passo pra trás e me deixou entrar, agradeci e subi as escadas. Bati na porta do quarto e, como esperado, ela não quis abrir — Ali, sou eu, John. Por favor, abra a porta.

— Não quero falar com ninguém, agora John vá embora. — respondeu do outro lado da porta, deu pra percebeu sua voz um tanto embargada

— Não, eu não vou embora. E sabe por que? Porque você não merece passar por tudo isso sozinha e eu estou aqui pra te ajudar no que precisar.

Finalmente após um tempo em silêncio ela abriu a porta. Estava com o rosto inchado e vermelho de tanto chorar. A puxei para mim e dei um abraço, e deixei que ela chorasse no meu peito por quanto tempo precisasse. Quando ela finalmente parou, sentamos na cama e ela começou a falar:

— Ainda não parece real isso. Não acredito que ele realmente se foi.

— Eu sei que isso deve ser muito difícil pra você. Numa hora tudo está normal e de repente não está mais, mas infelizmente essa é a vida. As pessoas nascem e se vão todos os dias.

— Eu sei, mas não devia ser assim. Não devíamos perder aqueles que amamos. É muito injusto! Esse mundo é injusto.

— Sim, mas, infelizmente não podemos mudar o jeito como o mundo funciona não é mesmo? Só devemos aceitar, mesmo que soframos por isso, mas eu te prometo que essa dor passar um dia.

— Você promete?

— Prometo.

Ficamos mais um tempo em silêncio até que a Ali decidiu que devia descer um pouco. Ouvimos barulhos no andar de baixo, o que significava que o resto de sua família estava lá toda reunida. Saímos do quarto dela e descemos as escadas. Como previsto, suas tias, tios
e primos estavam todos lá. Ali abraçou todos e chorou mais um pouco, mas dessa vez não sozinha.
Fiquei um pouco no canto, dando espaço para ela e sem saber direito o que fazer. Até que o Sr. Frankston me chamou no canto e falou:

— Você por aqui? — seu pai estava sem expressão e eu engoli em seco, lembrei da última conversa sobre ele da Alicia algumas semanas atrás "Só por você ter sido BABACA, ele te mataria por me machucar!"

— É, sim, soube da notícia e vim dar apoio.

— E soube como? — perguntou em dúvida, um tanto ríspido e antes que eu tivesse chance de responder ou ele de continuar, sua filha chegou

— Como estão as coisas por aqui? Boas espero né, pai? — olhou para ele que sorriu sem graça — Vem, vamos para a cozinha. — disse ainda o olhando, depois deu uma rápida olhada para mim me chamando com o olhar e saiu andando na frente, olhei seu pai por uma última vez e a segui

— Desculpe por ele. — disse assim que entrei no cômodo, ela já estava apoiada no balcão central

— Já esperava por isso. Não tem nada de se desculpar. — respondi me aproximando, me encostei do outro lado e segurei uma de suas mãos, ela olhou para elas juntas e brincou com nossos dedos — Ei, olha, eu gostaria de poder ficar mais, mas realmente tenho que ir. Nem mesmo avisei minha mãe que havia saído e acho que você deve ficar aqui com sua família por um tempo. — me olhou e assentiu — Você vai ficar bem?

— Vou, pelo menos acho que vou.

— Se precisar falar com alguém vou estar com o celular na mão o resto do dia inteiro. É só ligar.

— Ah, okay.

— Não se tranque naquele quarto de novo, está certo?

— Okay.

— E pare de ser monótona.

— Okay. — brincou e riu fraco, pelo a consegui fazer rir um pouco — Tudo bem então.

— Graciosa. Bom, estou indo.

— Então até.

Dei um beijo em sua testa e saí da cozinha e da casa, passando por olhares curiosos e espantados, mas sobrevivi, entrei no carro e voltei pro meu lar doce lar, sem parar de pensar na garota que estava construindo uma história comigo por um minuto sequer.
Estacionei meu Audi e adentrei minha casa, ninguém estava a vista e quando digo ninguém, é minha mãe, então só passei reto e subi as escadas a caminho ai meu quarto enquanto digitava uma mensagem para Jenny.

"Fui lá e a tirei do quarto. Disse que ficaria bem."

Foi o que escrevi.
Não sabia o que fazer, mas sabia que tinha muito trabalho para resolver com a gravadora, mesmo que estivesse sem um pingo de vontade de trabalhar hoje, era necessário, já estava adiando demais, então sentei na cama, me encostei na cabeceira, liguei o computador, abri meus e-mails e digitei um para Romeu. Nele incluía inclusive a notícia de ter uma música nova e que não precisava de outra compositora. Eu já tinha, mas isso ninguém tem que saber, o importante é que estou salvo e Ali é ela.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

"Ah, que ótimo!! Obrigada por isso."
Essa foi a mensagem de Jenny, mandei a minha há 3 horas e ela só respondeu agora, pelo menos não me atrapalhou, já que parei de trabalhar agora pouco.
Decidi mandar uma mensagem para Alicia e ver como está.

Mensagem On

Eu: Está melhor? — perguntei e em alguns minutos respondeu
Ali: Na medida do possível, mas fique tranquilo não tô trancada no quarto ;p
Eu: Hauhsushsu okay, ótimo. Como estão as coisas por aí?
Ali: Ah, só estamos eu, minha vó, meu tio, minha mãe e meu pai aqui agora. De vez em quando fica uma silêncio que parece ser eterno, mas eles começam a fazer recordações aí fica um clima agradável.
Eu: Tendi.
Ali: E aí?
Eu: Ah, nem sei quem está aqui pra falar a verdade kkkkkkk, tô aqui no quarto fazendo uns trabalhos há horas e nem sinal de que tem alguém em casa.
Ali: Olha só quem está trancado no quarto agora!
Eu: Eei! Não estou trancado, a porta está só fechada não trancada com chave!
Ali: Kkkkk okay, okay.
Eu: Kkkkkk. Aah! Eu tenho uma ideia. Você não fazendo nada certo?
Ali: Nope.
Eu: Então vou pegar você.
Ali: Agora? Não acha que vão pegar mal?
Eu: Claro que não! Você não precisa ficar em casa o dia todo sofrendo. Morte é a coisa mais normal do mundo. Eles aceitarão que você tem que sair um pouco.
Ali: Tá certo. Então venha logo.
Eu: Saindo..

Mensagem Off

Saí do quarto, desci as escadas e sem sinal ainda de ninguém. Então tá.
Decidi ir a pé já que moramos no mesmo bairro e o trajeto só demora 10 minutos.
Logo cheguei e toquei a campainha. Ela mesma atendeu e sorriu como se tivesse acabado de ter um ataque de riso, e pode ser mesmo já que seu tio estava do mesmo jeito, ahm...foi o que eu vi pela frecha da porta. Outra coisa que eu vi foi sua mãe, aproveitei e fiz um sinal de "bom voyage", que foi retribuído, o que resultou num riso tanto dela quanto da filha. Por fim, olhei para a loira à minha frente.

— Vem. — falei fechando a porta e a puxando pela mão para fora, aproveitei para entrelaçar nossos dedos

— Pra onde está me levando? Suspeito ser um lugar perto já que estamos a pé.

— É verdade é perto. — respondi apenas

— Eee.... — a olhei sem expressão e não disse nada, voltei a olhar pra frente para não acabar tropeçando — John!

— O quêee?? Ah, vamos para um lugar bom.

— Hm, vamos para a praia. — olhei para ela com as sobrancelhas arqueadas

— Como descobriu? — riu

— A praia é um lugar bom pra mim e você sabe disso, então foi um chute. Ah e uma pergunta por que não está "protegido" das câmeras?

— Aé. Bem, hoje é um dia nublado e chuvoso e aparentemente só nós estamos aqui. Na praia. Num dia desses. Sabe? — falei as últimas partes com pausas e ela riu alto

— Você é louco.

— É provável que já tenham me dito isso. — o resto do trajeto foi silencioso e logo que chegamos, sentamos num deck que tinha alí

Notas finais
Só mais 3 capítulos gente. Xoxo