Rock Bottom
9 Escolhas certas?
Notas iniciais
John
Depois desse dia duro e cheio de olhares incrédulos e confusos, decidi, antes de ir para casa dar uma volta na praia a pé, isso sempre me relaxa. Depois de um tempo vejo Jenny e Jason aos risos tomando sorvete com uma criança que eu acho que é o irmão dele. Eles estavam um pouco distantes de mim, mas não tanto. É incrível como eles conseguiram se aproximar de uma hora pra outra. Mas de repente ela para e observa o celular, pega sua bolsa da areia, fala alguma coisa pro meu amigo e sai correndo. Decidi ir falar com ele. Ao me aproximar, me percebeu e acenou.
— Estava olhando vocês. O que aconteceu? — perguntei e ele ficou sem jeito, não sei exatamente porquê
— Teve que ir. Mas o que está fazendo aqui?
— Vim dar uma volta. Nem voltei pra casa.
— Tendi, olha preciso levar esse pestinha pra casa, mas sinta-se convidado pra passar lá depois.
— Beleza, mas acho que não hoje. Preciso estudar pra aquela terrível prova de física depois de amanhã. — ele assentiu e chamou o irmão para ir embora
Jason está meio estranho. Queria saber o que aconteceu pra estar assim, mas acho que logo passa. Por fim, decidi ir pra casa. Entrei e passei reto por todos que estavam ali e escutei minha mãe dizer "vou falar com ele", logo a senti me seguir.
— O quê? — perguntei mas logo percebi que saiu meio ríspido e me desculpei — Desculpe.
— Não vai cumprimentar seus tios e seus primos?
— São eles alí? — ela assentiu — Nem morto! Nunca veem nos ver e quando vem, é pra pedir dinheiro.
— John!
— Faça o que quiser, mas eu NÃO vou lá! — afirmei entrando em meu quarto e ela desceu
Depois disso peguei meus materiais e comecei a estudar, assim pelo menos minha mãe se resolver voltar verá que agora não posso.
Alicia
— ALII!! — saí sem olhar pra trás de casa, pegando meu carro, ignorando todos os chamados de Giulia e de minha mãe, precisava ir para um lugar onde só duas pessoas sabem onde é, e essas duas não eram nem uma delas
Cheguei, estacionei meu carro, entrei no local, acenei para a filha da dona do lugar, apontei para a sala, ela mostrou um polegar e entrei na sala. Observei tudo e sentei no banco do instrumento, peguei meu caderno e comecei a cantar a mais nova música com a ajuda do piano. Sim, estava compondo.
Your eyes
Crashin' into my eyes
Was accidentally falling in love
Your words
Didn't mean to heal the hurt
Were coincidentally more than enough
All these days I never thought
That I would need someone so much you do
But I don't think I ever planned
For this helpless circumstance
With you
You're scared, I'm nervous
But I guess that we did it on purpose, on purpose, on purpose
Baby, I know it's weird but it's worth it
'Cause I guess that we did it on purpose, on purpose, on purpose
Yeah!
Foi o máximo que eu consegui, depois me debrucei sob o piano e deixei as lágrimas fluírem enquanto lembranças se passavam pela mente.
Flashback on
— Terminei mais música, dê ao John o mais rápido possível. Lembre-se Mack, você estava muito animada e conseguiu escrever com muita facilidade.
— Tudo bem.
— Obrigada. — a abracei
(...)
— Mack está fazendo um ótimo trabalho, obrigada por indicar ela, Lia! — ele me abraçou
— De nada. John, você está me apertando. — disse desfazendo o abraço rindo, ele riu e colocou a mão na minha bochecha, me aconcheguei diante dela
— Você é tão linda. Gosto muito de você.
— Eu também. — afirme o dando um selinho, ele é muito especial pra mim
(...)
— Como pôde fazer isso?! Eu te contei tudo, por que não fez o mesmo, droga??!
— Eu fiz, só não podia contar isso!! Você tem que entender!! Me deixa explicar!!! — implorava
— VOCÊ MENTIU PRA MIM!! Desculpa, mas não posso continuar com isso. O que existiu entre nós acaba aqui e agora.
— NÃO, JOHN!! — tentei o segurar, mas não me deixou
— Tchau, Alicia. — e assim ele se foi
Flashback off
— Desculpa, não pude evitar de entrar. — levantei minha cabeça assustada para ver que era Sophia — Caramba! O que aconteceu???
— Desculpe se sujei o piano. — ela riu
— O que aconteceu com você?
— Lembranças.
— Hm, entendi. Ei, calma. Faz tempo que não vem aqui e fica assim?
— O que posso fazer? — dei de ombros limpando a cara — Já viu as últimas notícias?
— A da foto com o cantor e depois a "boom"? Já vi sim. Acho que todo mundo. Mas por que está assim? O que aconteceu?
— Sophia você sabe de toda a história, então acho que consegue tirar as próprias conclusões. — peguei minha bolsa que estava ao lado do banco e tirei de lá um paninho umedecido para limpar a maquiagem borrada
— Certo, acho que dá pra entender. Mas só pra me responde uma coisa, aquela foto era você mesmo? — assenti desconcentrada — Nossa, agora sim explica muita coisa. Mas ainda não entendi. Tá, está mais que óbvio que não moram juntos, ou seja, essa notícia foi sem noção. Agora a outra. Pelo que vi é tudo verdade. Maaas, vocês não estão namorando de novo, certo? Porque se estivessem não estaria assim. — balancei minha cabeça freneticamente em negação — Aagoora fez sentido.
— Uhum.
— O que escreveu aqui? Toque pra mim. Amo sua voz. — ri
— Sei disso. — comecei a tocar, mas de vez em quando desafinava por causa do choro, assim que terminei, ela começou a bater palma e dizer o quanto estava perfeita, eu ria dela até que escutamos uma voz e paramos de conversar para encarar a porta
— MENINA! Você nos deixou preocupadas! Tive que ligar para Jenny!
— Ei, você é a menina paciente e legal. — Sophia disse a olhando e Giu fez uma cara confusa — Ali me falou de você, nunca te vi aqui.
— Ah, é porque eu não sabia deste lugar. Ela — apontou pra Jenny — me trouxe aqui.
— Ah sim, a menina apressada, romântica e engraçada. Oii, Jenny! — disse chamando a atenção da minha amiga
— Quem é essa? — Giulia me perguntou enquanto as duas conversavam
— É a Sophia, ela trabalha aqui de vez em quando — ela me olhou ainda mais confusa — Eu sei que ela é meio maluquinha, mas é 3 anos mais velha que a gente e filha da dona desse lugar e sempre me faz rir.
— Aaah! Desde quando conhece ela?
— Uns 5 anos.
— Nossa, você nunca falou dela, mas pelo que vi falou de mim, assim fico mais tranquila pensando que você não me esqueceu.
— Claro que não esqueci, eu te amo, amiga. — abracei e ela riu
— Também me amo. — rimos mais e bati nela
— Temos que ir embora. — Jenny chamou nossa atenção
— Foi um prazer revê-las e conhecer você.
— Sophia, quando se virem a chame de Giulia okay? — ri e ela assentiu, agradeci por tudo e depois fomos embora explicando para Giu como eu conheci aquele lugar e porque Jenny sabia dele e ela não, sendo que me conhece há mais tempo, foi uma looonga história
Ah, e como elas estavam sem carro, pois vieram de ônibus (C/A: ou sei lá, como que se anda em LA), foram embora comigo no meu. Assim que chegamos na casa da Jenny, paramos e ficamos conversando, era quase 7pm.
— Então...por que você saiu daquele jeito da sua casa?
— Precisava compor. Sinto muito por te preocupar. Falando em preocupar, alguma de vocês avisou minha mãe que me acharam? — se entreolharam
— Não.
— Okay. Vou mandar uma mensagem. — peguei meu celular, escrevi que estava com as meninas e logo estaria em casa, depois mandei — Mandada.
— Sabe do que eu lembrei, nunca me mostrou uma música sua!
— É, nem pra mim!
— Tudo bem. — ri — Um dia desses vamos lá e mostro.
— Bom mesmo. — Jenny disse
— Outra coisa, você está bem com tudo isso? Percebemos que estava um pouco tristinha. — Giu perguntou
— Claro.
— Está mesmo?
— Sim, Sophia e a música já me ajudaram. Estou bem. — respondi à Giu enquanto Jenny nos observava
— E quanto a aquilo? — senti meus pelos se arrepiarem e um embrulho na barriga
— O que é "aquilo"? — Giu sussurrou no ouvido dela que arregalou os olhos e depois sorriu
— Sabia! — me encolhi no banco — Escuta. Sabemos, que vai ser difícil pra você. Mas você tem que relaxar.
— Jenny tá certa, faça o que acha que deve ser feito. Só não deixe ele te magoar mais. O que acho que não vai acontecer já que estão amadurecidos. — Giu disse e a outra assentiu
— Não estamos falando pra voltar com ele. Pelo menos não agora. Mas sim para conversarem e resolverem os maus entendidos. Você está muito quieta! Fala alguma coisa!
— Deeesculpaa! Acham mesmo que depois de tanto tempo eu posso mesmo contar pra ele o que aconteceu de verdade e depois ficaremos juntos pra sempre? Gente, por favor, vocês estão vendo filme demais. Eu admiti gostar sim, mas não é como se eu fosse contar pra ele.
— Tá bem, se acha que é o melhor, só tente agir normalmente.
— Bom, agora vou indo, tchau.
— Tchau. — demos tchau à ela e depois levei Giu a casa dela, suas palavras ficaram em minha cabeça o resto da noite "Espero que esteja fazendo a coisa certa", eu também espero
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