Robots Generation

1 Capítulo 1- A descoberta


Depois de estudar por longos cinco anos, o Dr. Lee vai até a palestra, programada pra hoje. Estava chuvoso o tempo. Na palestra, ele falou sobre a descoberta, sobre o risco que a Terra corria.

- Ora, ora! Se não é o Doutor Lee. Prazer sou Jack Winklearck, aprendiz do Dr. Luiz. Diz o jovem de cabelos castanhos.

- Prazer, meu jovem. Diz o Dr. Lee, com um leve sorriso no rosto.

O Dr. Lee já era um pouco idoso, de cabelos grisalhos.

- Então aqui é a cede da CTM (Central Tecnológica Mundial). Espero que acreditem na minha descoberta.

Em uma hora, a palestra iria começar. Enquanto isso, alguns cientistas tinham ido para lanchonete comprar um café, essas coisas. Alguns ficavam decorando o seu discurso. O doutor Lee era o único sentado na cadeira, lendo alguma coisa. Um tipo de relatório. De repente, um destes cientistas fez uma pergunta a ele:

- Relatório sobre sua pesquisa, Lee?

- Sim, sim. Acho um pouco impossível que acreditem em mim. Daqui a alguns minutos saberão o que está escrito aqui.

- Estou ansioso!

Uma hora passou rápido. O sinal de que a palestra iria começar tocou. Todos foram em direção ao auditório.

- Silêncio! A palestra sobre o Aquecimento Global irá começar! Eu, John Wickler, passo a palavra para o cientista Edward Lee.

Todos presentes aplaudiram.

- Obrigado, obrigado! Bom, começarei a mostrar a pesquisa. Depois destes longos cinco anos, descobri que o Sol está prestes a entrar num período que eu batizei de “Explosão”.

- Por que explosão? O sol irá explodir? Um cientista loiro e de óculos pergunta.

— Não. Chamei de explosão, porque ele irá liberar radiações mais fortes, capazes de passar pela camada de ozônio tranqüilamente. A camada de Ozônio, em alguns locais, já desapareceram. Entre o Oceano Glacial Ártico e o Oceano Pacífico, a radiação consegue contato direto com o gelo. O gelo, então, começa a derreter, fazendo a temperatura do oceano cair. O Ártico está congelado a...

- Dois anos. Sabemos disso. Você sabe o por que?

- Sim. Está congelado, por causa do excesso de água doce na água salgada, isso faz a temperatura cair. Essa massa de ar frio dominará o mundo em 10 anos, no máximo. Em 15, a Terra irá explodir.

- Como assim? Se ela estará congelada, como ela irá explodir? Diz um cientista, tomando uma xícara de café.

- O gelo irá acabar em cinco anos. Mas mesmo assim, a Terra irá congelar, se transformando numa bola gigante de gelo. Em cinco anos, essa bola cairá dentro do sol.

- Como pode provar isso? Diz um cientista, segurando uma pasta.

- Preste atenção no data show a seguir.

O Oceano Ártico é um oceano congelado a dois anos. Isso porque ele tem água doce em excesso. A água doce vem do gelo que está derretendo em processo acelerado graças ao contato direto com as radiações do sol, que estão cada vez mais fortes. Essa onda de água doce, faz a temperatura da água cair. Esta água doce está se espalhando pelo oceano Ártico. Em dois anos, atingirá o Pacífico. Depois o Atlântico e o Índico. Nos oceanos mais quentes, a temperatura normal será de um verão na Antártida.


- Uau!
- Impossível! Eu não acredito que água doce faça este estrago. Isso é ficção! Diz um cientista, com um tom de voz um pouco elevado.
- Me prove isso com fatos! Aqui não é aula de redação! Diz um Meteorologista, um pouco irritado.

— Não é ficção! É o futuro da Terra, em nossas mãos! Diz Lee, com a cara muito séria.
- Então, me prove isso. Por enquanto, você está banido temporariamente do fórum da CTM. Retire-se Dr. Lee. Diz o Senhor John, o Administrador do fórum.

O Dr. Lee sai de cabeça baixa. Chama um táxi.

- Me leve para a minha casa. Disse o Lee.
- Onde senhor? Disse o taxista.
- Naquele castelo, em cima daquelas colinas, onde os cientistas ficam hospedados.
- Mas o senhor foi banido.
- Então me leve pro aeroporto, o mais rápido possível!
- Sim, senhor!

O taxista leva o cientista na maior velocidade para o Aeroporto internacional de Berlin.

- Eu vou salvar o mundo, custe o que custar, mesmo sem eles acreditarem.

O Dr. Lee embarca no 1º vôo do dia seguinte, às 03:00 e chega no Brasil 10 horas depois.

- Finalmente cheguei aqui. Brasil. O país onde me criei, onde criei meus filhos, me casei. Vou ligar para o Alfredo vim aqui me pegar.


- Alô? Diz o Dr. Lee no telefone.
- Alo! Quem é? Diz a empregada da casa de Alfredo.
- Dr. Lee, pai do Alfredo. Ele se encontra?
- O senhor Alfredo? Sim. Neste momento, Alfredo aparece na sala, onde se encontrava o telefone.
- Quem é? Diz Alfredo, cochichando com a moça.
- Seu pai. Quer falar com o senhor.
- Meu pai?
- Isso mesmo.
- Passa a ligação para o escritório. Sabe fazer isso, não sabe?
- Sim, senhor!

Alfredo era o filho do Dr. Lee. Filho único, de cabelos negros, igual ao pai, Alfredo tem 29 anos e tem um filho de 5 anos, chamado Lucas.

O garoto entra no escritório e pega o telefone, ao lado da mesa do computador.

- Alô!
- Alfredo meu filho! É você mesmo?
- Sim, pai, sou eu sim. Onde você está? Em Berlin ainda?
- Não. Estou aqui! Em Salvador. Está morando aonde?
- No Rio de Janeiro, pai. Eu não te disse?
- Desculpe-me. Tinha me esquecido. Espere ai que eu vou procurar um hotel! Eu te ligo depois, e te digo onde estou hospedado.
- Sim, pai. Tchau, até mais.
- Tchau!

Ambos desligam o telefone ao mesmo tempo. Depois de uma hora, o Dr. Lee retorna a ligação, informando onde está hospedado.

O telefone toca na casa de Alfredo.

- Alô?Quem é?
- Sou eu, Dr. Lee!
- Já estou transferindo para o escritório, Doutor!

Alguns segundos depois...

- Alô! Pai! Onde o senhor está? Diz Alfredo, um pouco preocupado.
- Estou no hotel “Salvador Palace”.
- Já estou a caminho.

Alfredo chega em Salvador em duas horas. Mas chega no hotel em três. Alfredo era dono de uma empresa de imóveis, de uma construtora e imobiliária. Ele mesmo fundou-a.

— Pai! Diz emocionado Alfredo.
- Filho! Diz O Dr. Lee.
- Quanto tempo! O que está fazendo aqui no Brasil?
- Fui banido do conselho. Pela minha teoria.
- Que pena. Mas, então, vamos pra casa? Meu jato está no aeroporto e...
- Precisamos conversar!
- Sobre o que?
- Sobre a minha teoria. Ela, eu posso provar que é real.
- C...como assim, Pai?
- Pedi para um amigo que mora perto do Alaska colocar bóias com censores de temperatura. Isso foi a um mês atrás. A temperatura diminuiu 1 grau.
- Ah, só um grau. E daí?
- Daí que, já vai fazer 2 meses, e diminuiu agora 1 grau e meio. Em menos de dois meses.
- Seja objetivo. O que o senhor quer que eu faça.
- Quero que seja responsável pelo meu projeto. QUE PODE SALVAR O MUNDO!
- Salvar o mundo? E...eu? Como?
- Quando chegarmos no Rio de Janeiro, te mostrarei um laboratório meu. No subsolo dele, tem uma lancha. Ela irá nos guiar a minha ilha, chamada de ilha dos Robots Generations!
- Quem são eles?
- Te contarei no caminho.

Quem serão esses robôs? Que ilha será essa? Continua no próximo capítulo!