Robots
1 Capítulo 1 - Anthony
Notas iniciais
Sem plágio.
Cada capítulo contém o nome de um personagem, que é a história contada do ponto de visão dele. (Geralmente do Anthony.)
Obrigado e boa leitura. c:
Leo e eu corríamos com todas as nossas energias. Para dois garotos de 17 anos, éramos lerdos, porque até um menininho de 8 anos correria mais rápido do que nós dois.
Pensei em me render; mas não. A humanidade dependia denós.
Eu me lembro dos trágicos momentos do passado; desde que eu era um alegre garoto até o dia que o grande apocalipse aconteceu.
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Eu tinha 10 anos. Estava na escola, brincando com Leo, que por sinal, é meu melhor amigo desde os 6 anos. No intervalo, fomos para um banquinho e começamos a comer nossos lanches.
- Eu estou escutando uma músicaperfeita! — eu disse.
- Ah é? — perguntou Leo. — Qual?
- ÉRadioactive,Imagine Dragons. — falei. — Aqui, ouça.
Eu entreguei meu iPod Touch azul, um dos meus únicos eletrônicos. Coloquei o fone de ouvido nos ouvidos de Leo. Ele começou a remexer o corpo de um lado para o outro. Pelo jeito, havia gostado.
- Cara, é ótima! — falou — Gostei.
- É indie rock- falei. — I'm waking up, I feel it in my bones,enough to make my system blow - cantei.
-Welcome to the new age, to the new age, -cantou Leo.
- Welcome to the age, to the new age!
-Ooooooh, oooooohhh, Radioactive, Radioactive...
- Ok, chega de cantar. — eu disse.
Peguei meu sanduíche de pasta de amendoim e dei uma mordida. Estava delicioso, como toda comida da minha mãe. Em seguida, peguei a barra de chocolate que ela sempre deixava como sobremesa.
- Eu tava com fome — disse Leo.
- Comida é vida! — eu disse, levantando os braços.
- Comida é vida! — disse Leo, fazendo o mesmo.
Começamos a brincar, conversar, até o sinal bater. Peguei minha lancheira e caminhei com Leo até a sala de aula.
Depois da aula, estava saindo pelos portões da escola com o Leo quando minha tiaestava ao lado de seu carro.
- Tia, o que faz aqui? Onde está a mamãe e o papai?
- É por isso que vim, querido — ela começou. — Seus pais... morreram.
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Naquela tarde, eu estava chocado. Minha tia me levou pra uma avenida da cidade. Leo também estava conosco, ele disse que queria ir. Eu sabia que não era verdade. Meus pais não tinham morrido.
Mas no local do acidente, tive que acreditar na dura realidade: o fusca amarelo de meus pais estava capotado, de cabeça pra baixo, amassado.
Saía muita fumaça. Corri até a porta do fusca. Abri. E meus pias realmente estavam lá, mortos. Sangue escorria da testa. A testa de minha mãe estava roxa. Meu pai estava todo ralado.
Senti que meu mundo acabou. Onde iria dormir? Quem cuidaria de um garoto de 10 anos magrelo e órfão? Meus pais eram pobres, e poucas vezes ganhava algo valioso como meu iPod Touch. Eu ganhava um livro a cada ano do meu aniversário.
Toquei a testa de meu pai.
-Pai... Mãe...
E de repente gasolina começou a vazar. Chamas envolveram-se no velho fusquinha amarelo.
Me afastei e fui até minha tia, abraçando-a.
Não é fácil ver um carro pegando fogo com seus pais lá dentro. E ainda já mortos.
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7 anos depois, atualmente, algumas semanas atrás. Minha tia se mudou para minha casa, porque como ela tinha mais dinheiro que meus pais, resolveu cuidar de mim. Devo tudo a ela.
Estava plantando no jardim do quintal da minha casa. Pode parecer bobo, mas eu sempre vou na floricultura pedir sementes de repolho, de pé de tomate, de rabanetes, e as vezes até algumas sementes de flores, como rosas, que são mais caras.
Eu estava colocando as sementes na terra. Afundando-as com cuidado, colocando um pouquinho de terra em cima, e com um regador verdinho, eu regava as plantas, tomando cuidado para não inundá-las. Quando eu era pequeno eu achava difícil, mas minha tia me ajudou e hoje sou experiente nisso.
Então escutei alguém.
- Ei! Anthony!
Era Leo.
Meu amigo se dependurava no muro da minha casa. Fui até ele.
- Oi cara. Quer entrar? — perguntei.
- Adoraria. — Ele disse, contornando o muro até chegar na entrada de casa, atravessando o portão.
- Vejo que está plantando.
- É, minha tia e eu achamos melhor plantar certos legumes aqui em casa mesmo. Achamos que é melhor, economizamos dinheiro ao ir no mercado, o que é bom.
- Ah tá. — disse Leo. — Bem, quer ajuda? Não sou experiente, mas é só me falar e...
- Obrigado Leo, mas não precisa. — eu respondi. — Precisa de bastante prática para cultivar legumes. Eu, por exemplo, levei 1 mês e meio para aprender corretamente, e...
De repente, escutamos um barulho. Como um trovão, mas não parecia ser das nuvens.
- O que foi isso? — perguntei.
- Não sei. — Respondeu Leo.
Ouvi passos vindo da porta dos fundos, que dava onde estávamos, o quintal.
Era minha tia.
Eu disse:
- Tia, ouviu esse barulhão? Parecia um trovão, mas nâo parece ser das nuvens.
Ela então respondeu:
- Ativar modo de exterminação.
De repente, suas mãos viraram um punho de metal com furos, e minha própria tia começou a atirar lasers pelas mãos.
Em seguida, mais quatro pessoas vieram. Também disseram "Ativar modo de exterminação" e começaram a atirar mais lasers.
Eu e Leo, desesperados, fugimos saltando o muro da minha casa, enquanto minha tia e outras pessoas nos persiguiam.
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Já faz uma semana que estamos fugindo. Leo e eu nos damos conta de que eram robôs, porque queriam colocar um chip em nossos ouvidos.
Uma coisa sabíamos: alguém estava controlando inocentes pessoas que agora tinha partes do corpo humano feitas metal ou aço.
Depois de relembrar destes momentos dolorosos, me toquei que ainda estava correndo ao lado do meu melhor amigo.
Estávamos numa floresta, mas não estávamos longe da cidade. Sentia os galhos quebrando em meus pés. Via as estrelas brilhantes da noite. O céu estava um azul marinho.
Então chegamos numa estrada de terra que indo para a esquerda, dava novamente na cidade, numa parte mais pobre ainda do que a minha. Fomos correndo, mas haviam dois caminhos.
- Leo, esquerda ou direita? — perguntei rapidamente.
- Esquerda — respondeu ele. — Esquerda nos trouxe sorte.
Corremos para a esquerda, mas Leo se enganou: a esquerda nos trouxe azar. Havia um muro de tijolos com um grafite e latas de lixo, com sacos de lixo e porcaria dentro. Quando viramos, era tarde de mais. Os robôs já haviam nos encontrado, e surgiram o dobro, bloqueando a saída.
Estávamos encurralados.
Notas finais
Postarei o segundo capítulo em breve.
Abraços e até mais!
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