Road Trip
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Segunda-feira estava sentada em minha mesa enquanto Oliver conversava com alguns fornecedores de equipamentos que poderiam vir a fazer parceria com Q.C. Eu posso te dizer que mesmo ele não sabendo muito da área que ele administra, Oliver tem conseguido bons negócios. Eu faço a triagem dos nossos futuros parceiros e Oliver os convence a colaborar conosco, pensando bem não é muito diferente do que fazemos a noite.
O telefone da minha mesa toca me tirando do meu devaneio.
–Queen Consolidation, presidência de tecnologias avançadas, Felicity falando.
–Felicity, você precisa achar uma saudação um pouco menor, não acha? É a Clare.
–Oi Clare, alguma coisa aí no Olimpo?
–O meu deus grego aqui quer falar com o seu deus grego ai. Palmer pediu para que o Sr. Queen subisse para falar com ele assim que possível. –Eu ri com o comparativo, mas se fosse para dar nome aos deuses que Palmer fosse Zeus, Oliver poderia muito bem se Apolo, o mais lindo e o arqueiro entre os deuses. Mas me obriguei a me concentrar.
–Você sabe a pauta da reunião?
–Não, mas tem alguma coisa haver com a viagem a Central City que vocês fizeram. A que horas eu posso marcar a reunião? – Olho através do vidro para dentro da sala e vejo Oliver se despedindo, Time prefeito!
–Vinte minutos. –Eu a informo.
–Obrigado Felicity, até.
–Até.
Quando a reunião termina entro na sala de reunião e vejo Oliver concentrado nos papeis, ele realmente tem se esforçado em seu trabalho.
–Zeus está te esperando. –Faço graça da piada.
Oliver me olha sem entender.
–Zeus?
–Zeus, o chefe, que mora no monte olimpo. –Aponto para cima. –Ray Palmer marcou uma reunião com você em quinze minutos, sobre a nossa visita as Central.
Oliver tem a boca uma expressão de desgosto.
–Zeus?
–Serio, que de tudo o que eu disse isso foi só o que você conseguiu filtrar? –Balanço minha cabeça em negação.
Começamos a repassar o relatório sobre o investimento necessário para a S.L. para que Oliver não fosse pego desprevenido. Três minutos antes do horário nos encaminhamos para o elevador.
–Zeus? –Ele pergunta de novo.
Eu ri para ele.
–Mas sabe eu sempre preferi Apolo, deus do Sol, irresistivelmente bonito e que usava arco e flecha?
Os olhos de Oliver brilham.
–Apolo? –Ele testa o nome. –Gostei desse Apolo.
–Tinha certeza que iria se identificar.
Quando a porta do elevado se abre Oliver ainda traz um sorriso nos lábios, sorriso esse que some logo quando vê Palmer em pé a porta.
–Comporte-se. –Falo baixinho para ele.
–Não prometo nada.
–Oliver. –Palmer estende sua mão em comprimento para Oliver, que a contra gosto imita o gesto.
–Palmer. –Oliver diz secamente.
–Felicity. – Ele estende a mão, mas desde a nossa última conversa tenho meu pé atrás com as atitudes do Ray. Então apenas aceno a cabeça em comprimento. Um gesto que agrada Oliver.
–Ray. –Palmer recua a mão, constrangido.
–Creio que não tenha a chamado para a reunião, tanto melhor, no final eu realmente ia precisar da sua presença.
Palmer nos conduz até a sua sala, mas não nos leva para a mesa e sim para o sofá, tenta criar um ambiente mais amigável, visto a hostilidade que é implícita em nós.
–Primeiro eu tenho que dizer, Oliver, você tem uma excelente assistente, ela te defendeu como poucas vezes já tinha visto. –Oliver já sabia de tudo, mas isso não impede de que surja um leve sorriso em seus lábios e que meu rosto fique escarlate. — Bom depois quero parabeniza-lo pelo excelente trabalho com esse relatório, vendo por essa perspectiva, acredito que sim é um bom negócio para Q.C. a longo prazo firmar parceria com a S.L., mas creio que haja um problema, a S.L. está envolvida nesse escândalo, e isso provavelmente faria com que as ações da empresa caísse muito a curto prazo, um risco que não podemos correr.
–Não podemos fazer um contrato velado de colaboração mútua? –Oliver me surpreende com a ideia rápida.
–É uma saída muito promissora, mas isso só nos daria algum tempo antes que tudo esteja na mídia especializada.
–Poderíamos usar uma campanha de marketing para melhorar a imagem da empresa junto a sociedade. S.L. foi responsável por grandes avanços inclusive na área hospitalar. –Oliver podia até não entender de tecnologia e afins, mas em gestão empresarial ele estava se saindo muito bem.
– Seria interessante levar um dos nossos cientistas para analises de parceria de patentes. – Digo enquanto anoto as ideias que estavam sendo expostas.
–Claro, alguém da divisão de mecânica também iria ser bom para as possíveis melhorias no capacitor.- Oliver complementa a minha ideia. E de repente a reunião que era para ser entre Ray e Oliver se torna minha e de Oliver.
–Colocando alguns equipamentos patenteados pelas S.L., mas ainda não foram lançados por falta de recursos, no mercado até mesmo com outro selo para evitar suspeita do consumidor pode trazer mais capital, e até mais investidores. –Anoto freneticamente em meu tablet.
–Novos selos, uma ideia ótima. É necessário fazer a triagem dos melhores projetos a sair no mercado e criar uma campanha publicitaria para a venda rápida dos produtos. Precisa se criar a necessidade antes mesmo do produto está no mercado.
–Eu devo deixá-los sozinhos? –Palmer diz com um sorriso no rosto.
Por um momento esquecemos completamente a presença de Ray, simplesmente começamos a fazer o que sempre fazemos, trabalhamos em equipe.
–Vocês já fizeram todo o trabalho que era necessário. — O sorriso ainda está ali. –Eu pessoalmente vou fazer a triagem do melhor pessoal para me acompanhar a S.L.
–E o que você pretende fazer lá? –Oliver parece cético, eu também me perguntava a mesma coisa.
–Sua avaliação foi tão positiva que eu gostaria de conhecer esses pontos pessoalmente.
Olho para Oliver e vejo que ele também não acreditou nessa explicação.
–No tempo que vou estar fora gostaria que você Oliver acumulasse a função de C.E.O também, eu realmente acharia muita coisa para você, a sua área e a gestão da companhia inteira, mas depois que vi o sincronismo de vocês dois acredito que vão conseguir lidar com tudo. Claro que Clare vai me acompanhar então serão mesmo só vocês dois. –E Palmer dá um sorriso significativo para nós, algo que eu não gostei nem um pouco e acho que ele notou, por que logo em seguida sua feição mudou. –Acredito que dentro de uma semana eu já tenha te entregado o cargo Oliver, e acredito que você ficara a frente da Q.C. por um mês. –Ele diz encerrando a conversa.
Já no elevador, eu olho para Oliver.
–Você acreditou nele? -Pergunto sobre a lentes dos meus óculos
–Em nenhuma palavra.- Ele mostra que eu não fui a unica.
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