Road Trip

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Oi meu povo.... então, um capítulo curtinho, pq sinceramente esta difícil conseguir tempo para escrever.

Como previsto ele começa a viagem, e eu apenas coloco os meus óculos de sol, mesmo estando escuro eu prefiro assim, me reconforto no banco do carona, e não demora muito e eu caio no sono.

Acordo sobressaltada, como o sonho inquieto.

–Bom dia! — Oliver diz rindo.

–Que horas são? –Digo enquanto pego a caneca de café.

–Nove horas. Você quer parar e comer alguma coisa? –Sua voz era meio preocupada.

–Não, mas acho que você precisa descansar um pouco.

–Eu estou bem.

–Sei. – O olho sobre os óculos. –Mas de qualquer jeito, eu preferiria que você descansasse antes de ter um apagão por exaustão e acabe provocando um acidente.

–Dramática. –Ele ri, mas acaba encostado o carro no acostamento.

Trocamos de posição e agora estou à frente de um carro que tinha tantos botões quanto os meus computadores.

–Deixa eu colocar no piloto automático para você. –Ele diz se esticando.

–Nem se atreva. –Eu sou ríspida.

Saio pela estrada e ele fica por um minuto espantado com a rapidez que eu atinjo em pouco segundos.

–Você sabe dirigir carro manual?

–Acaba de me ocorrer que você só me deixou dirigir para você quando esteva baleado, então não sabe a quão rápida eu cheguei no Verdant. –Digo rindo meio que orgulhosa. –Agora vê se dorme um pouco, ok? Prometo fazer o máximo para não ultrapassar cem milhas por hora.

–Felicity isso é mais de cento e sessenta quilômetros por hora! –Oliver fica espantado.

–Vou me esforçar muito. Vê se dorme.

Demora um pouco, mas logo sinto ele adormecido.

A estrada é tranquila, e não vejo problemas em manter a minha velocidade.

–Oliver? –Eu o chamo quando para o carro depois de quatro horas à frente do volante.

–Oi? –Ele acorda assustado.

–Precisamos abastecer, e comer alguma coisa.

–Que horas são?

–Uma e meia da tarde. Devemos estar a uma hora de L.A.

Ele me olha assustado.

–Dormi de mais.

–Vem vamos comer alguma coisa.

Oliver coloca um boné e seus óculos de sol, quem o visse pensaria que era apenas um cara muito bonito.

Vi algumas mulheres o olhando boquiabertas, e depois olhava para mim ao seu lado com cara de desdém, e tive que conter o riso.

–O que foi? – Ele me pergunta enquanto estávamos sentados almoçando.

–Nada. – Eu digo focando a minha atenção ao meu prato.

–Felicity, o que foi? O que é tão engraçado? Eu também quero ri. – Ele me diz e dá aquele sorriso lateral que faria qualquer uma entrar em combustão.

–Nada, é só essas mulheres todas olhando para você e depois olham para mim com cara de desprezo. Parece se perguntar por que você está acompanhado com uma mulher como eu. Pensando bem acho que não é tão engraçado assim, tá mais para ofensivo. –Digo sentindo um pouco desrespeitada.

Oliver, vira a cabeça de lado, com um olhar de contragosto.

–Mas não se preocupe. –Digo com o sorriso meio triste nos lábios. –Já estou acostumada.

–Como assim acostumada?

–Serio que você quer falar disso agora? –Ele mantem o olhar firme no meu. – Oliver, na Q.C. você poderia ter tido várias assistentes, cada uma com um currículo melhor que o meu. –Eu digo isso colocando currículo entre aspas. –Todas elas com porte de modelo. E você decidiu escolher a mim. E é claro que elas se sentiram menosprezadas e injustiçadas, todas elas queriam ser ‘A garota do Sr. Queen’. E isso gerou sérios burburinhos nos corredores, e todos os olhares de mulheres desprezadas vieram parar em mim. Elas não sabem o que eu faço com você, nenhuma delas sabem o que realmente fazemos, e elas ficam com inveja do nosso ‘relacionamento’. –Eu digo a última palavra com sarcasmo, afinal um relacionamento de verdade com Oliver era algo que estava totalmente fora de cogitação em minha vida.

Eu volto a atenção para o meu prato.

–Eu não acredito no que eu estou ouvindo. – Sua voz era realmente de indignação. – Felicity, você não tem uma real visão de você, não é mesmo? –Eu o olho espantada. – Nenhuma assistente da Q.C. tem metade dos atributos técnicos que você tem, nenhumas delas estariam perto de me acompanhar, isso só nas coisas que dizer respeito ao escritório. Você adianta todas as minhas necessidades, resolve todos os meus problemas, antes mesmo de eles realmente existirem, você faz noventa por cento do meu trabalho, mesmo eu não sendo um C.E.O indicado para a empresa, foi você que fez a minha gestão perto do aceitava esse último ano. E quanto os atributos físicos. –Ele diz com um meio sorriso. –Você só vê as mulheres te encarando, por que eu vejo os homens meio enciumados também, acho que queriam estar no meu lugar. Fala sério Felicity? – Oliver coloca os dedos na pote do nariz. — Você é linda!

Eu me sinto um pimentão de tão vermelha. Abaixo meu rosto, tentando me esconder, mas Oliver levanta o meu queixo.

–E eu me sinto orgulhoso de ter sempre você ao meu lado.

Eu não sabia mais o que dizer, então preferi me concentrar no meu almoço, e mastigar com todo o cuidado, mesmo meu estômago estando cheio de borboletas.

Ficamos nesse silencio até voltarmos ao carro.

–Posso dirigir agora? –Ele diz meio brincalhão.

–Cintasse como se o carro fosse seu. –Eu digo rindo.

Como eu tinha antecipado era realmente um dia quente, mas não desconfortável, então eu baixei o vidro e liguei o radio em uma estação local, e a primeira música a tocar foi California Dreaming, The Mamas and The Papas, e foi impossível não rirmos ao som da música.

Notas finais
Me digam o que vocês acharam. Oliver super surpreso com as habilidades que Felicity, a indignação com a auto depreciação dela Pequenininho o capítulo, mas cheio de emoções, não? Comentários e sugestões são sempre bem vindo... BJs