Road Trip

10 Capítulo 10


Notas iniciais
(Gente se o capítulo entrar duas vezes me avisem, pq eu postei mais não entrou.) Meu povo, essa fic era para ser bem curtinha, mais ela tomou proporções que eu não imaginava, acho que ela ganhou vida própria.

–Felicity, o que você fez? –Oliver está com o rosto de homicida para o meu lado.

–Fomos nós dois. –Presto atenção a estrada. O carro do Oliver tinha sofrido grandes avarias, mas só na parte estética, o funcional estava perfeito. Eu suspiro e explico. –Eu pedi para você desativar os Airbags, se eles fossem ativados não teria como fazer o carro ligar novamente, é uma norma de segurança desde dois mil e dez. Então com isso em mente, eu sabia que no mínimo teríamos uma vantagem.

–De onde você tirou essa ideia? –O tom rude dele ainda não tinha sumido.

–Vi uma vez em uma série de televisão. –Digo timidamente.

Oliver leva as mãos à cabeça em desespero.

–O que mais eu podia fazer? – Tento me justificar.

–Não sei, mas você vê o quanto foi perigoso?

–Oliver a noite mal começou, o perigo vai estar quando chegarmos em casa, e quero você inteiro. Eu só me pergunto como aquele brutamontes lá atrás chegaram a mim?

–Acho que você não foi tão discreta como pensou. –Diz com sarcasmo.

Eu fico indignada, minha atuação tinha sido brilhante.

–Pegue o meu tablet. –Dou as coordenadas, e ele as segue passo a passo, fico irritada quando percebo que não tenho mais acesso remotamente aos computadores que eu tinha hackeado. –Eles descobriram o meu dispositivo, e devem ter rastreado o sinal. Eu preciso trabalhar mais nesse negócio. –Fico frustrada com a minha falha.

–O importante que conseguimos os dados que precisávamos.

–Mas e se o ‘investidor’ decidir fugi.

–Duvido Felicity, é uma soma muito grande de dinheiro. E nada pessoal, se o investidor viu que quem invadiu o seu sistema foi uma loirinha desse seu tamanho. –Sorri. – Ele achou que só aqueles dois lá atrás seriam o suficiente. Quanta ingenuidade da parte dele. As pessoas deveriam ver o quão perigosa você é.

Eu fico vermelha, mas não sei se é um elogio ou uma crítica.

–E você sabe o quão perigosa eu sou? –O provoco.

–Já faz tempo que eu aprendi que com você é melhor não medir forças, vou perder feio. –Seu sorriso é amplo.

–Mentiroso! –Reprimo o meu sorriso, fazendo uma cara de indignação.

–Como não? Se tem uma coisa que você sabe fazer e mostrar o quanto eu estou enganado sobre tudo.

–Sobre tudo? –Minha sobrancelha levanta em descredito.

–Por exemplo, eu achei que te amava. –Diz com simplicidade, e eu sinto um frio de medo percorrer minha coluna. –Mas você me mostrou que eu estava enganado nesse tempo que estivemos juntos. –O que raios eu tinha feito? – O que eu sinto por você ... bem digamos que não existe nome para isso ainda. –Ele aperta minha mão e a leva aos lábios em um beijo terno. –Mas digamos que você tem minha vida para você.

Tento me segurar para não largar o volante e abraça-lo.

–Você vai fazer eu bater esse carro. –Digo quando tenho certeza que não vou me derramar em lagrimas. – Se a sua vida é minha, então não quero desperdiça-la em um acidente, não controlado, de transito.

Oliver ri, e parece concordar com a cabeça.

–Um bom ponto, como sempre Srta. Smoak.

–Sua vida é minha mesmo? –Pergunto com algumas ideias na cabeça.

–Eu já disse, e sou um homem de palavra, pelo menos quando minhas palavras são para você.

–Então acho que não quero você dormindo mais no porão do clube, não é nenhum pouco saudável.

–Você quer que eu vá para um hotel? –Ele diz incrédulo.

–Não. –E é minha vez de sorri com a brincadeira.

–E para onde então?

–Bem, digamos que eu gosto de tomar conta do que é meu, e nada melhor que você acordando todas as manhãs ao meu lado na cama para isso.

Oliver sorri com a proposta.

–Um bom jeito de me manter vigiado. –Beija minha mão. –Eu vou adorar ser cuidado por você.

Chegamos ao porão do clube uma hora antes do pagamento ocorrer.

–Vocês foram rápido. -Diggle diz quando passamos pela porta.

–Felicity se mostrou um piloto de formula um. – É um elogio, mas vejo que Oliver ainda está irritado com o que eu tinha feito. –E como está a mercadoria?

–Roy colocou um rastreador, e uma escuta no caminhão. A divisão só poderá ser feita quando o pagamento for executado.

–Sorte a nossa. –Digo me instalando em frente aos meus tão amados computadores.

Oliver vai se trocar e eu, como sabia onde tudo estava sendo planejado, invadi o sistema do prédio, e fiquei muito feliz ao ver que não foi complicado, eles realmente estavam me subestimando.

Oliver sai vestido apenas a calça de couro verde, e vem até mim.

–Preciso de todos os dados do local. –Fala isso colocando a mão em meu ombro, um gesto tantas vezes feito por ele, mas que hoje tinha uma conotação totalmente diferente.

–Cinco andares, dois elevadores, três escadas, uma na parte central, outra de serviços e a de incêndio, um heliporto na lateral esquerda do último andar, subsolo para o estacionamento, e o prédio está sendo cogitado para uma nova galeria de lojas de grifes. –Viro minha cabeça fazendo piada da última parte. –Mais um lugar em que nunca vou fazer compras.

Oliver suprime um sorriso, mas vejo uma risada em seu olhar.

– Diggle você fica aqui essa noite. –Oliver diz com naturalidade.

–Nem pense nisso, eu não vou ficar esperando vocês fazerem toda a operação me sentindo impotente, o que eu faço aqui? Nem ao menos sei manusear os equipamentos remotamente.

–Você vai ser pai, eu não posso colocar a vida do pai da minha futura sobrinha em risco. –Oliver diz com um sorriso cincerro no rosto.

–Não adianta dizer que eu sou como seu irmão Oliver, eu não vou esperar aqui todas as noites, eu sei fazer o meu trabalho muito bem, fazia isso antes de você ir parar naquela ilha. –Sua indignação não ameniza.

Eu tento achar um meio termo.

–O prédio a esquerda é dois andares mais alto que o que vocês precisão invadir. E se Dig ficasse nele dando cobertura, ele não estaria à frente do perigo, mas também poderia ajuda-los se qualquer coisa desse errado. — Os dois me olham com cara feia, pelo jeito não tinha agradado nenhum deles. –Sabe de uma coisa? –Me irrito com os dois cabeças duras. –Achem um meio termo vocês mesmo!

–Felicity tem razão. – É Roy que vem ao meu auxilio. –Precisamos de alguém que nos dê cobertura.

Oliver parece não gostar da situação, nenhum dos dois gostam, mas acabam por entender que é a melhor saída.

–Ótimo, agora que chegaram a um denominador comum, temos pouco tempo para isso. -Minha voz não transparecia minha indignação com esses dois

Oliver vai terminar de se arrumar enquanto Diggle escolhe suas armas, uma ACV 45 e um rifle antimaterial Shaher, em calibre 14.5mm.

Eu me levanto e vejo os três saindo, e quando Oliver já está na porta do porão ele volta, me puxa pelo braço e me beija, um beijo rápido mas cheio e esperança.

–Só um lembrete para eu voltar para você.

–É bom mesmo. –Sorrio.

Oliver segue até aonde os outros dois estão o aguardando com sorrisos de satisfação nos rostos.

–O que foi? –Oliver diz, eu não posso ver seu rosto, mas eu sinto a felicidade em sua voz. –Temos trabalho a fazer.

–Eu avisei! –Ouço Diggle antes dele sair.

–Ok! Supera isso! – O tom de Oliver não muda.

Eu os observo pelas câmeras de segurança por todo o percurso, até que chegam ao edifício, eu os observo entrarem em posição e aguardamos, e precisamente as cinco da manhã dois carros param na entrada, mais dois chegam e se posicionam aos fundos.

–Felicity? –Ouço John me chamar pelo comunicador.

–Pode falar.

–Há um helicóptero se posicionando para pousar no heliporto. Vê se consegue a rota dele, o número é Delta Charles Foxtrote duzentos e três.

Começo a rastrear os planos locais de voou e vejo que o helicóptero havia saído há vinte minutos do aeroporto da cidade.

–É o investidor. –Afirmo algo que todos já sabiam. — Mas não encontro no nome de quem está registrado o voou, isso só pode dizer que ele é muito importante.

Ele sai do helicóptero é quando eu vejo o seu rosto eu fico admirada, ou alarmada, aquilo não fazia sentido.

–Pessoal, vocês não vão acreditar quem é o ‘investidor’.

–Quem é? –Roy pergunta alarmado

–Um dos maiores investidores na are de saúde, desde ... sei lá. Gente ele é o Patrick Asten.

–Asten? Felicty você tem certeza, Asten o banqueiro milionário, dono das três maiores refinarias de petróleo do país? Nomeado pela ONU como agente da paz no Camboja. Esse Patrick Asten? –Diggle está espantado.

–Acho que ele resolveu expandir o mercado. –Oliver é sarcástico.

–Oliver, Roy, há quinze homens no prédio agora, dois deles estão como segurança de Asten e todos eles estão altamente armados. – De repente uma por uma as câmeras são deligadas. – Eu não tenho mais visual, eu não posso mais guia-los. –Eu me sinto em pânico.

–Calma Felicity. –Ouço a voz de Oliver, mas em seguida ouço tiros.

–John, o que está acontecendo lá? -Preciso saber.

Notas finais
Então meu povo? Um capítulo cheio de romance e aventura, acho que todo mundo gosta assim, não? Quanto ao vilão, acho que fiz igual as series, alguém improvável e assina de suspeitas, e eu não quis coloca-lo antes pq queria mostrar como o perigo vem de lugares inimagináveis. Espero que tenham gostado. Bjs