Road Trip
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Quando volto a minha consciência, eu estou deitada no peito de Oliver, sinto ele ressonando enquanto dorme.
Lembrar das horas passadas são um convite a felicidade, suas mãos nas minhas, sua penetração tão forte e tão perfeita, sua boca em todo o meu corpo. Eu estava começando a arfar só ao lembrar.
Olho para o seu rosto e ele me encara com um sorriso.
–Oi. –Digo constrangida com os meus pensamentos.
–Oi. –Oliver sorri e acaricia meu nariz como os dedos.
–Você está com fome? – Eu pergunto me levantado. Mas Oliver me segura pelo braço.
–Não precisa mais fugir, esse lugar aqui, -Ele aponta para o peito. – é seu, sinta-se à vontade para dormir aqui quando quiser, nada me deixa mais feliz do que ter você entre os meus braços.
–Não fala assim. –Eu digo fechado os olhos.
–Por que? – Sua voz é preocupada.
–Por que se você continuar eu não vou sair dessa cama, e eu realmente estou com fome e precisamos de um plano para amanhã. –Eu o olho e o vejo sorrindo. –Oliver você é a encarnação da tentação. – Digo com a cabeça de lado.
–Duvido, já que você está bem a minha frente. Mas se você está com fome...
–E você não? –Como ele poderia não estar com fome? A última vez que comemos foi ontem no almoço e já passava das quatro da tarde.
–Umas fomes são maiores que outras. –Diz se divertindo e eu ficando roxa de vergonha.
–Comida Oliver. – Eu digo com o dedo polegar e o indicador na ponte do nariz.
–Tudo bem. –Oliver levanta e eu o vejo nu, em toda a sua gloria. Com certeza ele quer me enlouquecer, e eu acho que vai conseguir.
Eu me levanto enrolada no lençol e vou até o telefone.
‘Boa tarde, em que posso ajudar?’ –Uma voz feminina me atende do outro lado da linha.
–Boa tarde, poderia nos enviar dois sanduíches de ...-Eu olho o cardápio. — um de frango com molho simples, e o outro de rosbife sem molho, batatas fritas e dois sucos de laranja.
‘Sim, claro.’ –A atendente responde solicita.
–Quanto tempo?
‘Vinte minutos.’
–Obrigada.
Eu desligo o telefone e vejo Oliver agora já com a sua cueca, não que a visão do corpo dele semi nu fosse o suficiente para me acalmar. Ele me olha admirado.
–Você sabe até os meus gostos. –Ele se aproxima de mim. –Eu nunca disse que não gostava de molho, e como você sabe que rosbife é o meu favorito.
–Oliver nos almoçamos e jantamos quase todo dia junto, e sempre é o mesmo pedido, e eu vejo a sua cara de desprezo toda vez que o seu pedido vem errado. –Eu digo rindo. –Não é como se fosse um grande segredo.
–Mas você é a primeira pessoa a notar isso. –Ele diz e eu me espanto.
–Uma coisa que eu sei que ninguém mais sabe? –Fico fez com esse detalhe.
–Como assim, você sabe mais da minha vida que qualquer outra.
–Não necessariamente Oliver. –Ele inclina a cabeça de lado, como se pedisse iluminação. –Oliver varia pessoas te conhecem, vários conhecem até o seu segredo como arqueiro. Então me diz por exemplo o que, além desse detalhe, a Laurel não sabe dos seus gostos, ou os seus segredos que você e a Sarah guardam só para vocês. Esse detalhe do molho e do sanduiche se tornam tão insignificantes. –Digo já desanimada. –Estou correndo em desvantagem.
–Não há competição. –Ele abraça minha cintura. — E se existisse você estaria à frente de todas elas, tipo dado voltas nas retardatária. – Ri com a piada, mas seu tom fica sóbrio e intenso. –Laurel conhecia o homem antes da ilha, Sarah conheceu o homem da ilha. Felicity, só você me conhece hoje, eu sou uma bagunça, e nessa bagunça só você sabe onde está cada parte de mim.
Afago o seu rosto, ele me deixou emocionada por conta da comida. Meu Deus eu estou perdida!
–Se te serve de consolo, você é a pessoa que mais me conhece desde sempre. Eu posso a até não te contar o que eu sinto ou penso, o meu passado ou coisas assim, mas mesmo os meus segredos mais doidos eu não teria nenhum receio em te confidencializar.
–Quando estiver pronta então?
–Quando estiver pronta.
Duas batidas na porta nos tiram do momento.
–Serviço de quarto.
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Entro no prédio onde suspeitávamos que era a sede de distribuição da droga, um prédio não muito elegante, vejo ali alguns seguranças incrivelmente grandes e eu carrego algumas caixas, e um buque de flores.
Meu disfarce... Entregadora.
–Com licença. –Digo na recepção.
–Em que posso ajuda-la? – Uma moça negra me diz sorrindo.
–Tenho uma entrega para a Senhorita Abiel.
–Primeiro nome? –Ela diz olhando o computador.
Finjo olhar a tabela onde supostamente estão os dados da entrega.
–Nossa moça ... não tenho aqui.
–Desculpe senhorita, mas sem o primeiro nome fica impossível a localização.
Eu me inclino sobre o balcão.
–Desculpe... –Eu olho o nome no seu crachá de identificação. – Jéssica, mas esse buque aqui lindo de rosas vermelhas, vem junto com um pedido de desculpas do namorado dela, e pensa se ela não receber esse buque, ela vai continuar brava com o namorado, e corre o risco de terminar o relacionamento. E você sendo uma garota, como eu, não vai querer um relacionamento estragado por conta de um mal entendido, não é? –Inclino minha cabeça de lado, tentando demonstrar o quanto eu estava envolvida com a situação. –Vai, é só ligar ou ir ao RH.
Ela me olha sorrindo, pensando que estava fazendo um bem para a colega de trabalho.
–Vou ver o que eu posso fazer. – Pega o telefone, e vira a cadeira. Era a deixa que eu esperava. Me inclino mais sobre o balcão e prendo o meu dispositivo na base do computador da Jéssica.
Ela vira bem no momento que eu tinha terminado. Eu dou um sorriso de inocência, e ela acredita, mas seu semblante é de confusão. Desliga o telefone e diz :
–Não tem ninguém na empresa com esse sobrenome.
Finjo novamente olhar a tabela de entregas e bato em minha testa.
–Qual é o número do prédio?
–Quatrocentos e quarenta e nove.
–Mas esse povo tem uma letra muito difícil de entender mesmo. –Mostro a planilha para ela. –Vê se esse nove não parece um quatro. –Eu digo fingindo estar constrangida. –Me perdoe.
–Não tem problema, espero que a garota goste das flores. –Ela sorri simpaticamente.
Quando saio do prédio, Oliver está na esquina com o carro à minha espera. Sua feição é de quem estava se divertindo muito com a situação.
–Eu sei que deveria estar preocupado com você entrando disfarçada no prédio e tudo mais, mas Felicity isso foi hilário. –Oliver só havia concordado que eu ia entrar no prédio se ele estivesse pelo menos ouvindo tudo, então e eu estava a todo tempo com o comunicador ativo. – Você poderia largar a carreira de TI e iniciar a de atriz.
–Obrigada, obrigada! –Digo inclinado meu tronco em agradecimento. –Mas agora vamos ver se funcionou. –Ligo o meu tablet e sincronizo com o dispositivo. –Perfeito! — Sorrio de alegria. –Vamos, tenho muito trabalho a fazer.
Chegando ao quarto eu começo a invadir os sistemas.
–Se aquele lugar é realmente e a base de operações, eu acredito que os funcionários não sabem para que estão trabalhado. – Falo enquanto cruzo minhas pernas em cima da cama.
–Também acho isso.
–Se isso estourar, ou melhor, quando isso estourar, muitas pessoas inocentes serão prejudicadas.
– Não se acharmos os verdadeiros responsáveis.
Passa se duas horas e mesmos tendo acesso interno, estava complicado. Mas com paciência, e muita determinação, depois de longas quatro horas eu consigo invadir o sistema.
–Feito! –Digo radiante.
Oliver que estava deitado, amargando a sua inutilidade (palavras dele) levanta intrigado.
–Então, vai ser quando?
Eu vistorio as planilhas de horários, olho o relógio do computador, já passa das seis da noite.
–Oliver a entrega vai ser feita nas docas, no píer cinquenta e nove em cinco horas. Não tem jeito de chegarmos a tempo, quem vai ter que abordar a distribuição vai ser os policiais.
–Isso não me cheira bem. – Oliver está inquieto ao meu lado.
Eu me atenho a um detalhe que tinha passado despercebido.
–Oliver, temos que deixar a entrega ser feita.
–Como? –Seu olhar falta escapar do rosto, tamanho o susto.
–Amanhã as cinco horas o próprio ‘investidor’ irá receber pela mercadoria, então podemos pega-lo.
–Mas quem é ele?
–Não diz, ele é sempre mencionado com o ‘investidor’.
–Eles não iram conseguir distribuir assim tão rápido.
–Eu acredito que uma quantidade tão grade precisaria de um bom tempo para ser distribuída. Mas podemos colocar rastreadores na mercadoria e assim localiza-las.
–E uma alternativa. –Ele diz, mas seu olhar é preocupado. – Mas não gosto disso, nenhum pouco.
–Eu também não.
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