Road Trip
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Volto para a empresa e o dia passa lento, resolvo tudo para que quando ela entrasse eu também já estivesse liberado, o que não acontece, as vinte para as quatro da tarde surge um imprevisto que me obriga a ficar ali até as cinco, quando por fim estou liberado, eu a vejo, e parece que levei um soco no estomago de uma maneira positiva, eu fico sem ar, ela é tão linda que eu não sei se um dia vou me acostumar com ela.
–Pronto? – Me pergunta sentando a minha frente.
–Sim, mas Felicity surgiu um problema e precisamos viajar hoje para resolver. – Faço cara de irritado.
–Hoje? Eu sei que amanhã é sábado, mas pensei que iriamos ficar... – Ela fica vermelha e eu gosto disso. –Ok, que horas vamos sair? –Pergunta já conformada.
–Eu descobri no almoço, então aproveitei e passei em casa e fiz uma mala para mim e outra para você. –Faço pouco caso, tentando não lembrar do jogo de lingerie branco que eu coloquei na mala. – Então vamos sair direto. – Me levanto e vou em sentido a porta, abro e espero por uma Felicity que não parece muito feliz.
–Para onde vamos? – Me pergunta quando já estamos no carro.
–Seattle, Amanda me deu uma pista sobre um antigo caso que eu investigava antes de eu voltar para Starlling. – Minto olhando para frente, por que sei que ela me pegaria na mentira facilmente.
–Nossa, um caso antigo. – Se espanta.
–Sim, mas só recentemente pude dedicar a atenção que ele merecia. –Essa parte era verdade. –Viajamos em silencio por um tempo, a viagem não era longa, três horas no máximo e quando paramos na frente do hotel ela ficou espantada.
–Oliver, você não precisa ir para um hotel sem tanta visibilidade caso o Arqueiro precise dar as caras na cidade. – Diz olhando a fachada do hotel cinco estrelas no centro da cidade.
–Isso é uma coisa que Oliver Queen tem que cuidar, não o Arqueiro. – Saio do carro deixando ela sem entender. Faço o chequem e escolho o melhor quarto do hotel.
–Ok Oliver, agora você pode me explicar o que estamos fazendo aqui? – Felicity me pergunta assim que passa atrás de mim pela porta do nosso quarto, ela é a coisa mais linda mesmo assim, demonstrando impaciência com as mãos na cintura.
–Eu já te disse. — Entro no banheiro e a deixo na entrada do quarto sozinha, eu tinha que ganhar tempo para fazer o que tinha em mente.
–Oliver você mexeu na minha gaveta de roupa intima? – Ela entra no banheiro e eu posso ver o quanto ela está vermelha, e tenho para mim que não é de raiva.
–Você queria viajar sem calcinhas? –Pergunto fazendo cara de inocente, era só mesmo a cara, eu tinha que me concentrar em qualquer coisa por que lembrar das roupas intimas de Felicity só iria fazer com que o meu plano falhasse miseravelmente. Me enrolo na toalha e vou me trocar. – Se eu fosse você se apreçava por que temos uma reserva no Obelisco Espacial em uma hora. — Me olha espantada.
–Oliver o que você está aprontando?
–Felicity no momento eu estou com fome, e você está atrasando o meu jantar. – Finjo estar bravo, ela entra no banheiro sem entender o que está acontecendo. Em meia hora ela está pronta, usava um vestido branco longo que delineava o seu corpo perfeito, tive que usar todo o meu alto controle para não pegar Felicity no colo e joga-la na cama, se eu fizesse isso o plano estaria arruinado. –Pronta?
–Oliver o que você tem? – Ela pega algumas coisas e coloca em um mine bolsa de mão.
–Eu nunca vou entender por que vocês mulheres usam essas bolsas que não cabem nada em festas. – Tento desconversar. – Sendo que no dia a dia, a bolsa de vocês deve ter até um extintor dentro. –Felicity bufa de impaciência e me segue.
[...]
– Oliver esse restaurante é lindo. -Diz quando chegamos ao alto do obelisco. — Eu sempre imaginei que aqui fosse lindo mas nunca imaginei que fosse tanto. – Ela admira a beleza da cidade sempre chuvosa, uma parte do plano tinha dado certo, ela já estava maravilhada.
–Que bom que gostou. – Falo enquanto nos sentamos.
–Então essa viagem tem algum proposito? – Pergunta enquanto olha o cardápio, me pegando de surpresa.
–Todo esse dia com aquela secretaria, você desmarcando o nosso não almoço, me deixou cansado. – Faço pouco caso.
–O playboy ataca novamente. – Me olha sobre o seu cardápio e eu fico esperando uma explicação. – Sabe, você fica cansado e resolve tirar uns dias em uma outra cidade, em um super hotel luxuoso, frequentando restaurantes como esse. — Indica o local com as mãos.
– Mais ou menos isso. – Não posso evitar o sorriso que surge nos meus lábios. –Mas se o playboy estivesse de volta eu não estaria aqui com a minha namorada. –Sorrio de lado, e ela estreita o olhar para mim, tenho certeza que se ela pudesse teria enfiado o garfo de carne na minha mão. – E é por isso que o playboy não voltou, por que tenho um bom, não tenho o melhor motivo do mundo para que o playboy tenha ido em bora e não volte nuca mais.
–Boa tentativa. –Ela ainda tem a cara fechada para mim.
–Não deu não é? –Pergunto tentando me fazer de cério.
–Não. – O garçom vem pegar nossos pedidos e em seguida nos traz o vinho. Quando ele sai pego uma das mãos de Felicity que estava em cima da mesa e brinco com os seus dedos nos meus.
–Me sinto um bobo você sabe disso? – O sorriso não sai da minha boca. –Eu nunca me senti assim. Eu gosto disso.
–Oliver, Oliver, Oliver. – Ela balança a cabeça em negação, mas o sorriso dela é tão grande quanto o meu. Nosso jantar chega e o tempo passa de uma maneira agradável e cumplice. Já de volta no carro ela fica me olhando por um tempo longo até que eu não posso mais ignorá-la.
–Felicity, encarar é feio. – Brinco com ela.
–Estava lembrando da nossa viagem para L.A....
–Eu nunca esqueço aquela viagem. – Digo sugestivamente.
–Serio? –Pergunta com voz inocente. – E quais são os motivos de você lembrar tanto daquela viagem?
–Eu não lembro, eu nunca esqueço, são duas coisas bem diferentes. — Fico quieto e ela continua me encarando esperando a resposta. – Não esqueço de como você dirige feito uma louca, ou uma piloto, ainda não decidi. – Ela sorri. – Como você tem uma queda por rock clássico.
–Herança da minha faze metal. –Brinca.
–Não esqueço de como você não se enxergava direito. – Balanço minha cabeça em negação. –Nunca vou acreditar no tanto de absurdos que você disse naquele almoço sobre você mesma. –Aquilo me indigna até hoje. –Não esqueço do nosso beijo no acostamento da estrada. – Pego sua mão e dou um beijo em sua palma. – Não esqueço da primeira vez que fizemos amor, ou da segunda, nem da terceira nem...
–Ok Oliver, eu já entendi. – Ela está toda vermelha. – Sabe a coisa que eu tenho mais gravada em minha memória? – Me pergunta e eu espero que me diga. – Foi como eu me senti segura quando eu deitei e adormeci em seu peito pela primeira vez. – Isso tinha sido logo depois que aquele canalha tinha tentado ataca-la, algo que me gela o sangue até hoje. – Eu senti que tinha achado o meu lar ali. – Paro o carro na frente do hotel e a puxo para um beijo apaixonado. –Não estamos no acostamento. – Sorri em meus lábios.
–Podemos fingir. –Sugiro.
–Tentador, mas sei que você teve muito trabalho fazendo a minha mala, principalmente parte especifica dela, se ficarmos aqui você não vai poder usufruir do que escolheu.
–Sempre tem razão senhorita Smoak. Eu particularmente sugiro o conjunto branco. –Digo esperançoso.
–Se você for um bom garoto. – Sai do carro e eu a sigo às pressas, mais uma vez me controlo para não a agarra-la, estávamos no elevador, e não poderia deixar uma cena dessas à solta, não por mim, mas por ela. Mas foi o tempo de fecharmos a porta do nosso quarto e já atinha em meus braços.
–Vou ser um bom garoto, um mau garoto, por você sou tudo. – Era desesperador o que eu sentia por ela. Felicity me empurra para a cama e eu fico a admirado, enquanto deixa o vestido escorrer pelo seu corpo.
–Era o que você imaginava? –Me pergunta quando eu fico de boca aberta vendo o conjunto de lingerie branca que ela vestia, só tem uma coisa mais bonita que Felicity vestindo aquilo, e Felicity não vestindo nada.
–É mil vezes mais que eu esperava. – Eu faço menção em puxa-la para a cama, mas Felicity dá um passo para trás.
–Primeiro Oliver, o porquê de estarmos aqui? – Me pergunta com um sorriso poderoso nos lábios, o que me faz engolir em seco.
–Passar um tempo com a minha garota? – Tento.
–Você nunca consegui me enganar. – Sorri, dizendo não com a cabeça. – Eu quero a verdade.
–Felicity! – Me levanto a prendendo em meus braços.
–Oliver! –Ela me devolver, e eu não posso evitar de ri.
–Você está querendo me persuadir com sexo? – Pergunto e passo minha barba por seu pescoço e lhe causo arrepios.
–Você tem suas flechas...- Engole em seco.
–Sua arma é muito mais eficiente que a minha. – Sorrio mordendo o seu queixo.
–Não vai me convencer. – É firme, e eu sorrio, tirando o meu terno, a gravata e lentamente desabotoo um a um os botões da minha camisa.
–Não custa tentar. – Tiro meus sapatos e meias, e quando faço menção de tirar o sinto ela me joga na cama.
–O inferno com isso. – E me sinto vitoriosos vendo ela brigar com o meu cinto e com a braguilha da minha calça, quando finalmente consegue tira de uma única vez a calça e minha cueca, e eu estou nu em sua frente. – Você tem noção de quão gostoso você é? – Me pergunta mas eu não sei se saiu em seu modo único de falar ou se realmente tinha a intenção de dizer isso. Ela senta sobre mim ainda vestida, o tecido de sua calcinha me impede de senti-la como eu gostaria, passo minha mão em sua barriga lisa enquanto a outra aperta o seu seio ainda encoberto pelo sutiã. Suas mãos se apoiam em meus ombros e eu vejo todo o nosso amor, desejo, fome em seus olhos. Tiro seu sutiã e me aproveito de seus seios, fazendo com que ela se apoie em minhas pernas. –Oliver? –Me chama.
–Calma. –Digo enquanto brinco com seus mamilos. Felicity começa acariciar meu pênis que está entre suas pernas, isso me leva perto da loucura, não aguentando mais, virando e lhe rasgando a calcinha. E a penetrando com dois dedos, Felicity rebolava em minha mão enquanto eu sugava todos os gemidos que lhe sai pela boca. Ela era uma visão.
–Oliver! – Praticamente chora o meu nome, eu não aguentava mais vela assim sem me juntar a ela nesse prazer. Tiro os meus dedos, ela me olha antecipando o momento, e quando a penetro ela joga sua cabeça para trás me dando acesso ao seu pescoço. –Oliver, eu te amo tanto. – Sai rouco e apaixonado.
–Felicity? – A chamo entre minhas investidas, ela prende os olhos nos meus, as minha estocadas a deixam ainda mais sensual, eu viveria para isso, não tenho dúvidas. – Casa comigo? – Ela me sorri e busca a minha boca.
–Pensei que nunca iria perguntar? – Prende suas pernas em meu quadril e me faz a penetrar mais forte, mais fundo e logo a sinto se perdendo, me junto a ela deitando o meu peso sobre o seu corpo, não me preocupando em sair de dentro dela.
–Sua resposta. – Minha voz é ofegante, sinto suas mãos em meus cabelos.
–Sim. – Eu me levanto e a beijo com amor. Saio de dentro dela e a sinto estremecer, isso já me faz querer voltar a fazer amor com ela, com a minha futura mulher. – Agora você pode pegar aquela caixinha de veludo que vem guardado a pelo menos uma semana.- Sorri me deixando tonto.
–Você sabia? – Pergunto incrédulo.
–Você nunca foi um bom mentiroso quando as mentiras eram para mim, nem ao menos sabia fingir, isso não melhorou. –Sorri triunfante. –Mas se serve de consolo eu nem ao menos sei qual é a cor da caixa, muito menos como é o anel.
–Então como tem tanta certeza que eu tenho um anel para você? – Beijo o seu queixo, a ponta de seu nariz e um beijo casto em seus lábios.
–Por que é você Oliver, e sempre quer me surpreender, mesmo que raramente consiga. – Ok, essa mulher vai me matar em dois meses de casamento. E eu vou morrer feliz! Me levanto e vou até o meu terno, pego a caixinha preta e volto devagar, ela me olha e não por causa do anel.
–Felicity! Me sinto um pedaço de carne. – Me jogo sobre ela.
–Um pedaço muito gostoso de carne. – Envolve suas pernas em meus quadris. Eu abro a caixa e ela não tira os olhos dos meus, estamos como em um encanto.
–Te amo desde o dia que te vi pela primeira vez, tentei negar, tentei esconder, tentei me afastar. Mas tudo isso foi inútil e doloroso para nós dois. E se você me aceitar vou viver para te compensar por isso e tentar te fazer feliz até meu último suspiro. – Tiro o anel da caixa e coloco em seu dedo anelar esquerdo.
Felicity olha para o solitário de outro branco cravejado de diamantes. – E lindo Oliver. Mas você não precisava de nada disso. – Sinto toda a sinceridade em sua voz. –Casaria com você mesmo que o meu anel de noivado fosse um pedaço de barbante.
–Eu sei. – Sorrio puxando ela para cima de mim. – Ainda bem que as minhas condições financeiras melhoram.
[...]
Lá fora o dia amanhecia em meio a uma fina garoa, o Sol mal conseguia transpassar as nuvens densas no céu. Eu hoje eu percebo como esse é o meu clima preferido em todo mundo. Mas não é o clima que me faz ficar feliz. Eu estou sentado em uma cadeira, eu não consegui dormir à noite toda, fiquei a observando, e como aquilo me dava felicidade.
Felicity estava de bruços, o lençol de seda lhe cobria o corpo nu, cabelos sensualmente despenteados. E a única coisa que eu conseguia fazer era admirar a beleza da minha futura esposa.
–Oliver? – Ouço me chamar sonolenta, procurando por mim na cama.
–Estou aqui. – Me levanto e me deito ao se lado na cama.
–Odeio acordar sem você ao meu lado. – Felicity deita sua cabeça em meu peito, e eu não sei se ela está acordada ou dormindo.
– Eu sei que terão dias que você vai acordar sozinha, e esses serão os dias que eu acordarei sozinho também. – Beijo sua cabeça.
–Então promete voltar para mim? – Eu a sinto se apertar contra mim, eu não queria faze-la sofre, eu pensei estar falando sozinho.
–Eu sempre vou voltar para você, meu amor, não há lugar no mundo para mim que não seja ao seu lado. – Ela se levanta e me beija com paixão. – Felicity você é meu norte, você é o meu imã, não importa o quão longe eu esteja, você vai sempre me fazer pegar a estrada de volta para casa.
–Se você não voltar...
–Você vai me buscar? – Me viro sobre ela. – Não tenho a menor dúvida sobre isso.
–Oliver? – Ela nos separa e me olha. – Te amo.
–Felicity? – Sorrio. –Obrigado por não desistir de mim.
–Você um daqueles caras pelos quais vale a pena lutar, as vezes junto, as vezes contra. Depende do momento. – Ri, me encantando.
–Você sempre soube quando fazer cada um deles.
–O dia está chuvoso. – Ela olha pela a janela, mudando de assunto. – O que você tem planejando para hoje.
–Não importa se com Sol ou com chuva, eu planejei ficar nesse quarto fazendo amor com a minha noiva o dia todo. – Roço minha ereção em seu corpo. – E amanhã também. –Beijo o seu pescoço.
–Você não vai conseguir dirigir para casa. – Inverto as nossas posições e fazemos amor com ela sobre mim.
–Então você pode conduzir. –Digo sugestivamente.
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