Road Trip
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Por fim Oliver decidiu esperar mais algum tempo, não muito, para que todos descobrissem que estávamos realmente juntos, e hoje seria o dia. Um jantar onde Palmer retornaria a empresa com todas as pompas, coisa que me fazia revirar o estomago já que ele usou o nome da QC para atingir seus objetivos pessoais, podendo causar mais danos para a empresa que os bens que ele já tinha feito.
Oliver estava sentado no sofá enquanto eu terminava de me arrumar em nosso quarto, eu me sentia ridícula tendo que me prestar a esse papel. Eu usava um vestido azul marinho e branco, com alças finas, e um leve decote na frente, porem as costas eram abertas e a saia tinha uma leveza e quando eu andava parecia que estava flutuando, meu cabelo estava preso em uma traça lateral e maquiagem leve com boca marcante, brincos dourados e saltos incrivelmente altos em azul. Eu estava bonita, mas eu me sentia compelida a ficar assim por que hoje o mundo me veria ao lado de Oliver Queen e muitas pessoas não me achariam dignas de estar a onde estou, e outras acreditariam que estou apenas tomando o caminho mais fácil para conseguir subir em meu trabalho.
Eu me olhava no espelho dando o ultimo retoque no batom quando eu o vejo pelo reflexo, encostado no batente da porta ele me olha com um olhar fascinado, e eu tento não errar e me borrar toda com o batom vermelho.
–Acho que não vamos sair dessa casa hoje. –Oliver diz com naturalidade.
–Não seja exagerado, eu já estou terminando. – Faço careta para ele através do espelho, mas ele vem até mim abraça minha cintura e beija o meu ombro.
–Não estava falando por causa disso. –Seu olhar prende no meu pelo reflexo do espelho. – Você está deslumbrante. – Diz e morde meu ouvido.
–Oliver, vamos chegar atrasados. – Minha voz é um gemido rouco.
–E qual é o problema? – Ele beija as minhas costas.
–Vai amaçar o meu vestido. –Tento achar desculpas.
–Vou tomar cuidado. – Ele começa a levantar a minha saia.
–Vai borra a minha maquiagem. – Minha voz já é rouca e baixa.
–Acabaram as desculpas? – Pergunta me virando e me apoiando em minha penteadeira.
–Sim. – Arfo com o toque dele em minhas coxas.
–Ótimo. –Oliver me beija com paixão, enquanto minhas pernas envolvem seus quadris, minhas mãos procuram afoitas por alguma parte de sua pele, até que consigo tirar a camisa de dentro de suas calças e minha mão passei por aquela região tão perigosamente tentadora.
–Oliver. –Minha voz sai desejosa entre nossos beijos.
–O que eu faço com você Felicity? – Me pergunta cheio de segundas intenções.
–Você começou com isso Oliver, faça o favor de terminar. – Digo enérgica, o que só faz o sorriso de Oliver se alargar, e aquilo era quente, o inferno como aquilo era quente. – Vai me fazer entrar em combustão aqui.
–Eu já estou queimando. – E com essas palavras Oliver afasta a minha calcinha e me penetra, fazendo amor comigo, me levando ao delírio em cada estocada mais funda.
[...]
Claro que chegamos atrasados, e é claro que todos os olhares se voltaram para o braço de Oliver ao redor da minha cintura.
–Calma. –Ele diz ao meu ouvido.
–Queria que fosse você no meu lugar. – Falo enquanto vejo Palmer vindo em nossa direção.
–Não ficaria bem nesse vestido. –Debocha em um sussurro.
–Que bom que chegaram. – Sorri amigavelmente. – Eu preciso conversar com os dois em particular antes de fazer o anuncio. – Eu olho para Oliver sem entender nada. Ray nos guia até uma sala onde Clare está sentada a frente de um notebook enquanto avalia alguns papeis em uma pasta, Oliver puxa uma cadeira para mim e senta ao meu lado, enquanto Ray senta ao lado de sua assistente. –Primeiro quero parabenizar pelo trabalho que vocês fizeram a frente da empresa nesse mês, foi esplendido, e quero parabeniza-los por enfim assumir isso que vocês têm. –Diz sorrindo, mas eu não fico confortável com o seu sorriso e ele percebe. –Eu sei que tem motivos para ter desconfianças mas acreditem eu sou um dos mocinhos, e eu vim para Starlling com a intenção de fazer a diferença, mas acho que descobri um jeito de fazer a diferença em outro lugar. –Eu olho para Oliver que estava com o mesmo semblante que eu, o de confusão. – Eu estou passando à frente da empresa para você Oliver. –Termina pegando uma pasta com Clare.
–Como assim, você tem parte das ações? –Oliver pergunta abismado.
–Tenho, mas agora eu tenho outros projetos que requerem muito mais do meu tempo e minha atenção do que dirigir a QC, e visto que vocês dois fizeram esse trabalho tão bem, deixo a cargo de vocês agora. – Ele sorri. –Claro deixo o cargo de CEO para o Oliver e a presidência de tecnologias avançadas para a Felicity. – Minha cara é de pura perplexidade. Ray nos passa duas pastas. –Aqui eu passo os cargos oficialmente para vocês, só precisão assinar. –Diz com a mesma naturalidade de quem pedisse para passar o sal durante uma refeição.
–E os acionistas? – Eu segurava a caneta como se ela de repente fosse virar uma cobra.
–Eu e Oliver temos a maioria das ações. –Palmer diz simplesmente. – Vai ser meu representante e conforme queira pode comprar as ações de volta. Como eu disse tenho um projeto que tomará todo o meu tempo, não seria justo prejudicar a QC por isso. – Sorri. –Por favor assinem.
Eu assino como nova presidente da PTA e Oliver como CEO, saímos da sala e eu puxo Oliver antes de seguirmos Palmer.
–Agora você vê que todos vão pensar que por que estou dormindo com você eu tenho um excelente cargo? –Minha voz é triste.
–Se fosse assim metade da população feminina de Starlling teria trabalhado como executivo aqui na empresa. –Diz sorrindo.
–Você tem certeza que isso era para me fazer sentir melhor? Por que não funcionou e ainda me deixou com uma vontade assassina de te torcer o pescoço. –Sibilo para ele que apenas ri.
–Funcionou sim, você está mais relaxada. –Oliver me abraça, eu realmente estava mais relaxada, mas não era pelo histórico dele, isso realmente me irrita as vezes, mas era por estar em seus braços. Ouvimos a voz de Ray pelo amplificador. –Vamos, ele vai fazer o anuncio. –Oliver me leva pelo salão até ficarmos de frente ao palco aonde Palmer está fazendo o seu anuncio.
–... Nesse período em que eu estive a frente da QC, eu pude ter grandes pessoas ao meu lado, pessoas que me ensinaram muito, mas o meu ciclo afrente da QC se encerra hoje e fico satisfeito em saber que a empresa ficar em excelentes mãos. Eu gostaria de lhes apresentar o mais novo, velho, CEO da QC, Oliver Queen. –E os aplausos se espalham pelo salão.
– Vem! — Oliver tenta me puxar para o palco.
–Vai você, eu prefiro te olhar de frente. – Digo sorrindo para ele.
–Eu gostaria de agradecer a Palmer pela gestão impecável... –Oliver começa a falar, mas minha atenção é desviada dele para duas mulheres que apontavam, sem nem ao menos disfarçar, para mim.
–Ela acha que Oliver Queen vai ficar com ela? – Uma delas fala para a outra, porem alto o suficiente para que eu ouça.
–Logo ele vai perceber que ela só quer subir na empresa as custas do nome Queen. – A outra complementa. Eu tento não me deixar abalar e prestar atenção ao que Oliver falava, mas elas estão atacando o meu lado profissional, aquele que eu batalhei durante muito tempo para construir.
–Não ligue para elas. –Sinto um braço se passar sobre os meus ombros, e vejo Clare ali sorrindo. – Elas queriam ter o seu deus grego para elas. –Ela aponta para Oliver que falava alheio a tudo aqui em baixo. — E só inveja, elas nem imaginam a profissional que você é.
–Mas você pensava a mesma coisa de mim. – A lembro de quão hostil ela tinha sido na ocasião.
–É, e foi preciso menos de dois minutos para você fazer pagar a minha língua. – Sorri ternamente. –Eu queria me despedir.
–Como assim se despedir? – Fico surpresa.
–Palmer me convidou para ser assistente pessoal dele, e eu aceitei. –Eu senti que tinha algo mais ali, uma pequena tristeza em sua voz, a mesma que eu carreguei comigo por muito tempo.
–Boa sorte. –A abraço. – Seja paciente, normalmente eles não enxergão um elefante pintado de rosa com bolinha amarelas.
–Quem eles? –Oliver me abraça por traz.
–Que elefante? –Palmer fica ao lado de Clare.
–E além de tudo são curiosos. –Sorrio para ela.
–Acho que o alvo somos nós. –Oliver sorri sem se importar muito.
–Mas o que foi que eu fiz? –Palmer coça a cabeça confuso.
–Esse ai é mais lento que eu. –Oliver fala ao meu ouvido.
–O que quer dizer muita coisa. – Sorrio para Oliver que me vira para ele e me inclina para me beijar. –Oliver no meio de todos os funcionários das QC? –Digo em alarme.
–O que tem? –Ele não espera a minha resposta e me beija. Quando nosso beijo termina eu estou tonta pela privação de oxigênio. Oliver me solta e se volta para Palmer. –Ray, eu preciso te falar uma coisa antes de você sair, pode vir comigo um instante. – Ray sorri e segue Oliver até um canto.
–Estão todos olhando? – Eu pergunto a Clare.
–Não. –Ela ri para mim. –Aquele senhor. –Ela aponta para o velhinho a esquerda. – Perdeu o show, acho que acabou de vir do banheiro. — Eu balanço minha cabeça em negação. –Calma Felicity.
Vejo Oliver e Ray voltando, enquanto Oliver sorri satisfeito consigo mesmo, vejo no rosto de Ray a confusão. –Oliver? –Sussurro. – O que foi que você fez?
–De lento já basta eu. – Uma música lenta começa a tocar e Oliver me arrasta, sobre protesto, para a pitas.
–O que você fez Oliver? – Repito alarmada, enquanto ele envolve seus braços na minha cintura e começa a nos mover no ritmo da música.
–Eu tinha uma desculpa totalmente plausível para manter distância de você. –Começa.
–Você só pode estar brincando, não é? Todo aquele papo de por causa da vida que eu levo e blá, blá, blá. – Eu gesticulo com minhas mãos e reviro os meu olhar o que faz Oliver dar uma verdadeira risada.
–Depois voltamos nesse tópico, ok? –Eu reviro os olhos e ele sorri bobamente. – A quentão é que eu tinha uma desculpa para te manter afastada, mas sabia a mulher incrível que você sempre foi. – Sua voz está cheia de admiração, e eu coro mas pelo que senti do que pelo que ouvi. – Já Palmer não se deu conta que Clare e incrível e que está apaixonada por ele.
–Oliver você não disse isso para ele, não é? –Eu o acuso já querendo soca-lo.
–Claro que não. – Se espanta por eu ter chegado a essa conclusão. – Eu sou homem Felicity, não uma anta. Apena disse que uma pessoa que sai da sua cidade assim como Clare está saindo para acompanha-lo merece ser bem cuidada, e ele tem a obrigação de prestar mais atenção aos detalhes dela. –Ele sorri, e eu estou realmente comovida com o que ele fez, faço com que os meus braços envolvam o seu pescoço e o puxo para perto. –Na frente de todos? – Ele brinca com o meu constrangimento de agora a pouco.
– Você fez por merecer. – Sua boca tem o encaixe perfeito na minha. Amanhã o mundo pode me ver como uma golpista, amanhã podem achar que eu não sou bonita o suficiente para estar com ele, amanhã o mundo podia desabar, eu lidaria com todos os problemas manhã, hoje eu tinha o homem que eu amava me beijado. Os problemas poderiam esperar para depois.
–Agora os outros tópicos? — Me pergunta com um sorriso que dizia que já sabia a minha resposta. –Discutimos, depois?
–Definitivamente depois! –O puxo de novo para a minha boca, em um beijo lento e apaixonado.
–Meu Deus, como eu te amo! –Ele solta do nada, me deixando sem folego, Oliver já tinha dito que me amava, e cada vez mexia comigo como se fosse a primeira, mas agora era diferente, era tão mais, essas palavras queriam dizer tanto. Eu sorrio para ele. –Você é a mulher da minha vida.
–Você está me bajulando por que quer alguma coisa Sr. Queen? –Brinco, não contendo a minha felicidade.
–Sim, eu quero Srta. Smoak, quero você para sempre.
–Isso você já tem.
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