Road Trip
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Duas semanas haviam se passado, eu tinha ligado para Barry para fazer com que Catlin ou Cisco ficassem de olho em Palmer.
Oliver era o C.E.O. interino do Q.C. enquanto acumulava a função de Presidente da P.T.A., em outras palavras ele era o C.E.O. e eu acumulava a tarefa de sua assistente e presidente da P.T.A., não vinha sobrado muito tempo para nada durante o dia, e durante a noite depois do segundo expediente no porão, quando chegávamos em casa, estávamos exaustos, e caiamos na cama quase apagando imediatamente. Uma semana naquele ritmo e já precisávamos de férias.
Sábado de manhã, e meu corpo agradeceu por não ter que levantar no horário habitual, era por volta do meio dia quando por fim me levantei, satisfeita pelo sono revigorador, deixo um Oliver adormecido na cama e vou para o banheiro tomar um banho para começar o meu dia.
A água é uma dadiva que revigora cada parte do meu corpo, fecho os meus olhos para sentir o prazer e a refrescância que ela me traz.
Quando abro os olhos, Oliver está encostado na porta do banheiro, ele me olha, não, ele me admira a traves do box de vidro, seu olhar é uma mistura de desejo, prazer, luxuria e fascínio.
Eu pego a toalha e me cubro. Vejo o fogo do desafio em seu olhar.
–Bom dia. –Em minha voz há uma falsa inocência.
–Bom dia. –Sua voz era grave e rouca de desejo.
Passo por ele, e ele não tenta me impedir. Vou até o closet e visto uma lingerie azul royal em renda, que eu tinha comprado especialmente para ele, e saio fingindo procurar meu celular.
–Felicity, golpe baixo. – Oliver se joga de bruços na cama enfiando a cara no travesseiro.
–Qual o problema Oliver? –Finjo inocência.
–Você pensa que eu não sei o que você está fazendo?
–Olhando minha caixa de mensagens? – Volto rebolando discretamente meus quadris.
–Felicity? – Me chama antes que eu entre pela porta.
–O que você quer Oliver? – Olho para ele com cara de desentendida.
–Você sabe o que eu quero.
–Sei? –Finjo interesse no meu celular. Oliver se levanta e me joga nos ombros como se um homem das cavernas. Eu dou um grito assustada. –OLIVER!
–Eu estou a uma semana sem você. –Ele me joga na cama. –Ai você toma aquele banho toda provocante, coloca essa lingerie toda sensual, e fica se exibindo para mim. Felicity, você que me ver enfartar na sua frente?
–Eu fiz isso? –Não posso evitar de ri.
–Sim você fez. –E é ele que ri da minha cara.
Puxo ele pelo cos da calça de moletom, encaixo as suas pernas entre as minhas, faço se inclinar ainda em pé e falo perto de sua boca.
–Você sabe... eu não comprei essa lingerie para mim, não sabe?
Oliver apoia uma das mãos na cama.
–Ah... Felicity, você deveria tomar mais cuidado com quem você provoca.
–Eu estou ouvindo muito papo, mas pouca ação. –Minha voz é rouca devido a minha necessidade por ele.
Oliver começa a beija meu pescoço e desce pelo vale entre meus seios, eles estão duros, tanto que me incomoda o sutiã, beija minha barriga e aperta minhas cochas. Oliver me coloca mais no centro da cama e se ajoelha entre minhas pernas. Ele me olha com fome, não sinto vergonha, me sinto dele.
–Oliver, por mais que eu goste de ser desejada por você, eu tenho algumas necessidades no momento. — Seu sorriso é lascivo, mordo o canto inferior da minha boca tentando me controlar, mas isso parece fazer com que Oliver perca o controle, enquanto nos beijamos apaixonadamente, ele solta o fecho do meu sutiã, nossas bocas se separam, e as dele só fica distante tempo o suficiente para que respirar, sua boca desce beijos pelo meu pescoço enquanto suas mãos se livrão de vez do meu sutiã. Sinto seus beijos pelos meus seios, suas mãos apertão minha cintura, enquanto as minhas estão em suas costas o prendendo a mim, seus lábios roçam o meu mamilo, em um movimento alheio a minha consciência, meu corpo se arqueia a sua boca, eu sinto o seu sorriso de vitória. Oliver lambe meu mamilo e quando eu penso que ele não pode me afetar mais ali, ele me afeta, Oliver dá uma leve mordida, o que me faz soltar um urro de desejo e prazer -Oliver. –Minha voz é chorosa.
–Quem mandou você me provocar. — Beija minha barriga e desce com seus beijos até o início da minha calcinha. Ele aperta meu ponto de prazer mesmo sobre o leve tecido.
–Você está me provocando Oliver?
–Quem será que começou com isso? – Seu sorriso é de menino.
Eu me viro sobre ele. -Dois podem jogar esse jogo. –Digo isso enquanto ele fica parado sem ação.
Abaixo a sua calça e a sua cueca em um único movimento, ele está pronto para mim. Eu o tenho nu a minha mercê. Beijo sua boca e vou beijando seu pescoço e traço um caminho até o início dos seus pelos pubianos, eu o olho daquela posição, em minha boca um sorriso quase cruel, Oliver joga a cabeça entre os travesseiros como se não aguentasse o que está por vir. Mas eu não continuo, e ele me olha sem entender. -Você me provocou Oliver.
–Felicity? –Eu começo a massagear seu falo, o que o pega totalmente de surpresa. -Felicity!
Eu aumento o ritmo, e vejo ele quase se perdendo, é uma sensação incrível, ver o poder que eu tenho sobre esse homem maravilhoso e meu. -Você ainda vai me provocar Oliver?
–Sempre. –Seu sorriso é perverso. Ele se vira sobre mim e me tira a calcinha, sua boca vai direto em meu clitóris, sua boca é habilidosa, Oliver sabe exatamente o que fazer, e não demora para eu sentir os espasmos se espalhando por todo o meu corpo. Oliver me olha como se admirasse o meu prazer.
Mas aquilo não era o que eu queria, eu tinha sentindo falta de ser dele, de ter ele dentro de mim. Eu me levanto decidida a matar o meu desejo, ele me olha com admiração, Oliver está sentado, eu me posiciono sobre ele e por fim mato minha saudade unindo os nossos corpos, primeiro em movimentos leves, depois ele começa a ditar o ritmo. Fazemos amor nos olhando e nos beijando.
–Como eu posso ser tão dependente de você? – Pergunto mais para mim do que para ele, quando me encontro deitada em seu peito depois de fazermos amor repetidas vezes.
–Você diz isso só por que não quer feri meus sentimentos. –Ele diz com um sorriso de menino nos lábios.
Oliver
Estávamos estrando no clube quando ouço o meu telefone tocar, vejo o visor e fico alarmado.
–Barry? Algum problema?
‘Eu diria que sim.’ — Ouço sua voz alarmada. – ‘Aonde vocês está? ‘
–No clube.
‘Que bom, olhem para trás.’
Eu me viro e sou imitado por Felicity, uma rajada de vento e Barry está a nossa frente usando o seu uniforme.
–O que está acontecendo? — Felicity pergunta algo que também me questiono.
–Precisamos conversar lá em baixo. –Sua voz é séria.
Descemos as pressas, não entendia o que estava acontecendo mas não podia ser bom.
–Ok, agora dá para dizer o que está acontecendo? –Felicity está impaciente ao meu lado.
–Palmer, sumiu. – Barry tira a mascará, sua feição é cansada.
–Como assim sumiu? As pessoas não somem, elas são sequestradas, sofrem acidentes, são assassinadas, se escondem, mas pessoas não somem. –Felicity está atordoada ao meu lado.
–Eu sei, mas não tem outra explicação. – Barry anda de um lado para o outro.
–A onde ele foi visto pela última vez? – Eu tentava montar uma linha de raciocino logico, mas estava complicado.
–Ele estava em uma reunião com Wells, depois disso Cisco precisou ter uma conversa sobre mim com ele, deixando Palmer sozinho. Quando Wells voltou Palmer tinha sumido. Os sistemas de monitoramento não identificaram nada anormal, então no período ninguém entrou nem saiu do prédio. –Felicity senta em sua cadeira e eu estou encostado em sua mesa ao seu lado, Barry está sentado em outra cadeira de frente a nós. – Procuramos pelas câmeras de segurança, mas no período de menos de três minutos houve uma falha de transmissão de imagens, e ninguém sabe dizer o porquê, mas é nesse período que ele desaparece.
–Eu preciso dos dados Barry. – Felicity começa a freneticamente digitar em seus computadores.
–Eu tenho acesso remoto. – Ele puxou a cadeira e começou a trabalhar ao lado de Felicity, até que o seu celular começa a tocar, ele se afasta e começa a falar baixo, e posso ver que fica tão vermelho quanto a sua roupa, desliga o telefone e volta. –Eu tenho que ir, Iris está me esperando, impaciente, diga-se de passagem, mas se precisar de qualquer coisa Felicity entra em contado com Cisco e ele te dará o acesso que você precisa, ok? – E sem esperar por resposta e sai.
–Bom agora é só eu e você. –Falo em um tom sugestivo para tentar relaxa-la, ela dá um leve sorriso, eu amo os seus sorrisos. –Vamos acha-lo.
–Essa é a questão Oliver, eu estou dentro o sistema da SL é pelo que eu estou vendo aqui a pessoa que fez acontecer a falha de transmissão foi o próprio Palmer. – Ela olha para as telas e indica para mim o momento exato onde há a queda de transmissão, e nesse momento Ray está olhando para o relógio, como se esperasse. –Eu sinceramente não acho que foi uma queda de transmissão, acho que foi uma suplantação de imagem, ele colocou o que queria que fosse visto enquanto a ele podia fazer o que bem quisesse nos laboratórios. –Ela continua digitando tentando achar uma maneira de provar a teoria.
–Qual é a maldição com o cardo de CEO da QC? –Ela me olha assustada. –Todos os que ocuparam esse cargo tinha alguma coisa para esconder, o único que salva nessa lista acabou sendo sequestrado por fazer perguntas de mais. –Felicity esboça um pequeno sorriso.
–Normalmente sou eu quem fala coisas assim. – Ela puxa minha mão para que eu abaixe e fique à frente de seu rosto e me dá um leve beijo.
–Acho que é excesso de convívio. –Sorrio com a boca perto da dela. –Mas não tenho do que reclamar. – Por mais que Felicity me acalmasse havia uma coisa que me deixava totalmente preocupado agora, e não era a segurança de Palmer. –Palmer tinha um planos, nos dois percebemos isso antes de ele ir. –Ela confirmou com a cabeça. – Felicity a QC não vai sobreviver há mais um escândalo, e por mais que pareça egoísta, aquela empresa é o legado da minha família. – Eu abaixo minha cabeça e sinto sua mão me afagar os cabelos. –Se a QC cair parte da cidade que eu tento proteger cai também. –Só de pensar em lutar essa batalha de novo me sinto exausto.
Felicity se levanta e puxa meu queixo para que meus olhos vissem os dela, tanta bondade e carinho eu pude ver ali.
–Oliver o legado da sua família está longe de ser a QC. –Sua voz é doce e suave. –Olha para o homem que você, você se esforçou para honrar a memória e o sacrifício do seu pai, sua mãe morreu com orgulho do filho que tinha, e eu por mais que não seja da sua família, me sinto honrada de lutar essas batalhas com você. –Eu não sei como ela sempre faz isso, ela sempre acha um jeito de me sacudir e me fazer entender que não importa o quão cansado eu esteja ela sempre estará ao meu lado. Felicity não é minha família, Felicity é minha luz e esperança. – A empresa não vai cair, por que vamos resolver esse problema com Palmer, juntos. -Pego sua mão e passo em meu rosto, fecho os meus olhos para apreciar o toque.
–Você me enche de força, e Felicty, -Abro os meus olhos para que ela veja a intercidade do que eu estou para lhe dizer. – Com você quero criar uma família, então sim você é minha família, eu sei que tudo isso é novo, mas não me vejo na vida sem você. –Ela joga os braços em volta do meu pescoço, tem os olhos marejados, mas há um sorriso tão grande em seus lábios que eu me pergunto como poderia viver sem?
– Você me tira toda a concentração. –Não era as palavras que eu espera ouvir da sua boca, mas nunca é o que eu espero com a Felicity, sorrio feito um menino para ela. – Mas é um bom jeito de perder a concentração. — Os computadores começam a apitar freneticamente.
–Só por que eu ia te beijar? – Sorrio com meus lábios pertos do dela, e para minha surpresa é ela a tomar a iniciativa, seus lábios encostam nos meus de forma carinhosa, mas ao mesmo tempo decidida, ela abre sua boca dando passagem para minha língua e eu me dou naquele beijo. Felicity Smoak merece mais do que eu posso dar a ela, mas se ela me quer tanto quanto eu a quero sou dela. Ela separa nossos lábios e eu tenho dificuldade para respirar. – Não que eu esteja reclamando, mas o porquê disso?
–Da última vez que deixamos um assunto inacabado você levou um tiro e acabei em uma greve, então nada de deixar para depois. –Ela sorri.
–Gostei desse seu pensamento. – Ela se solta de mim e vai para os seus computadores.
– Eu estou invadindo os computadores do Palmer na QC, quem sabe tem alguma pista por lá. – Ela se concentra e sua feição vai ficando preocupada. –Eu preciso falar com Cisco. –Ela pega o telefone e coloca no viva voz.
‘SL Cisco falando.’ – A voz que mais parece de um garoto, mas mesmo sendo uma voz jovem ela parecia preocupada.
–Cisco é a Felicity. – Ela e não dá tempo para o jovem responder. – Eu preciso que vá até o laboratório ao norte de onde teve a explosão.
‘Felicity, o que você achou?’- Ele diz enquanto ouvimos o seus passos apressados.
–Cisco a SL é uma das únicas entidades não governamentais que tem um fragmento de um meteoro antigo achado na cidade do México, não é? – Felicity trazia as mãos perto dos rosto como em oração.
‘Sim Felicity, mas o por q..., você não acha que...’ –De repente a respiração de Cisco fica mais ofegante, como se ele estivesse correndo mais. Eu não estava entendendo nada. – ‘Felicity não tem uma finalidade especifica para aquela pedaço de ro.. Não está aqui!’ –Ele diz em desespero.
–Cisco eu estou te mandando um arquivo, preciso que faça alguma coisa para reverter essa tecnologia. – Ela diz enquanto digita freneticamente.
‘Felicity do que estamos falando?’ – Ele pergunta espantado.
–Você é o especialista. Eu chego ai em pouco tempo. Cisco, Palmer não pode saber que eu estou envolvida nisso, ok? –Ela diz isso olhando para mim.
Cisco suspira. ‘Ok.’
Ela desliga o telefone e eu estou olhando para ela sem entender nada.
–O que está acontecendo? – Vejo ela com as mãos estendida na mesa e a cabeça abaixada.
– Palmer estava criando uma tecnologia, eu não sei qual a finalidade dela, mas acho que seja o que for deu errado, e muito. –Ela não levanta a cabeça.
– E como você sabe disso? –Eu pergunto e ela enfim me olha.
–Os computadores da QC são ótimos, mas aqui tempos tecnologia que Lyla nos forneceu da ARGUS, e pelo que eu pude ver e pelo que os meus computadores puderam calcular o projeto de Palmer está errado, podendo causar resultado... –Ela fica muda.
–Resultados que não foram o que ele estava esperando. – Eu completo.
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