Road Trip

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Oi meu povo lindo Estou de volta com o nosso casal lindo. Vamos nessa?

Quando acordo Oliver está tranquilamente adormecido ao meu lado, Barry está olhando os aparelhos ao seu lado.

–Bom dia. – Ele me olha com carinho.

–Bom dia. Que horas são? –Pergunto ainda atordoada do sono.

–Um pouco depois das dez, o meu expediente começa daqui a pouco, eu só vim checar a melhora dele. Parece que logo vai poder voltar a saltar pelos telhados. Felicity o meu computador tem acesso ao banco de dados da polícia e S.L. eu vou deixar na mesa e quando você decidir levantar você pode usar para tentar rastrear o Clock King. –Ele me sorri ternamente. –Eu fui um idiota ontem, mas hoje eu vou pegar esse cara, mas só vou conseguir com a ajuda de vocês.

–E você não podia ter descoberto isso ante, me pouparia muito sangue. –Eu olho para Oliver, que ainda tinha a cara de sono.

–Oliver... Cara...

–Ah... cala a boca Allen. Eu já sei o que você vai dizer. Vai pedi perdão, e tentar se redimir e tudo mais. –Oliver esta sério, mas não vejo rancor em seu olhar. –Olha aqui, você é novo nisso, quando você estava perdido com tudo isso que aconteceu, você, literalmente, correu até mim. Isso foi prova de inteligência, não por que eu sou alguma coisa, mas sim por que já estou nessa a mais tempo que você. E é assim que as coisas funcionam, não duvido da sua capacidade, mas estou nessa estrada a mais tempo, nós estamos nessa estrada a mais tempo, então confie em nós, ok? -Oliver lhe estende a mão em cumprimento e Allen a aceita de bom grado.

–Como você pegaram ele da última vez? –Barry pergunta.

–Não fui eu, foi a Felicity. – Oliver diz apertando o meu ombro onde tem uma pequena cicatriz. –Ela disse que com esse cara não adiante ser rápido, ou bem armado. Com esse cara tem que ser preciso, e a pessoa que consegue fazer isso foi a Felicity. Não que eu não tenha surtado ao ouvir que ela estava fazendo isso sem avisar ninguém. –Seu sorriso some e em sua face mostra a incredulidade ao lembrar dos fatos.

Oliver pondera por um tempo.

–Eu tenho que ir, se não vou chegar atrasado. –Barry pega a sua pasta ao lado da cama.- Felicity vê se cuida dele.

Assim que Barry nos deixa eu pego o seu computador e me sento ao lado de Olive na cama. Começo a fazer cruzamento de dados, Oliver ao meu lado apenas me observa.

–Bom dia. –Ouço a voz rouca de sono de John. –Como está o paciente?

–Já estive melhor, mas não vai ser dessa vez que vou cair. – Oliver lhe sorri.

–Bom saber. –Eu vou sair e comprar café, alguém quer alguma coisa?

–Escova de dentes. –Digo de súbito, e Diggle sorri indulgente.

–Alguma coisa de comer?

–Qualquer coisa que você escolher para mim estará bom. –Sorrio em agradecimento.

– O mesmo para mim.

John sai e nos deixa sozinhos. Eu continuo calmamente a cruzar informações, mas sei que o olhar de Oliver está em mim.

–Posso ajudá-lo? –Pergunto enquanto termino o que estava fazendo.

–Você me deve uma madrugada. –Eu consigo ver o seu sorriso mesmo ainda olhando a tela do notebook.

–Não tenho culpa se você decidiu entrar na frente de uma bala. –Termino o que estava fazendo mas continuo o ignorando fingindo estar focada.

–Nós já discutimos isso.

–Sim, mas não muda o fato de você ter ficado apagado a noite toda, então não reclame comigo sobre a noite passada, preferia ficar a noite toda acordada de outra maneira. –Digo antes mesmo de processar o que eu estava falando. Mais uns dos meus momentos de língua solta.

–Bom podemos resolver isso agora. – Não dá para evitar, eu fico chocada com Oliver.

–Você só pode estar brincando, não é? Você levou um tiro há menos de oito horas a trás, ainda tem equipamento de monitoração cardíaca em você, e você está pensando em sexo?

–Não, bem sim, eu sempre estou pensando em fazer amor com você, mas eu só queria tirar sua atenção do computador e fazer você me olhar. –Ele diz com um meio sorriso. –Felicity você é um vício para mim, um vício muito bom, que só me faz bem.

–Oliver, você não vai me convencer a usarmos a cama de Barry para outra coisa que não dormir.

–Temos o sofá? –Seu sorriso se amplia, e eu fico vermelha em imaginar nós dois no sofá, balanço minha cabeça tentando tirar as ideias que estão me deixando ofegantes.

–Greve!

–Greve? De quê? –Ele parece não entender.

–Greve de sexo. – Tento parecer calma.

–O quê? Você só pode estar brincando? –Ouço a aparelho de monitoramento cardíaco de Oliver fazer barulhos esquisitos, eu vejo em seu rosto que ele está bravo.

–Não. –Meu semblante é tranquilo, mas se esses parelhos estivessem em mim, estariam alucinados.

–Felicity... – Ele pondera, e vê que não tem escolha. –Até quando?

–Até você melhorar e me mostrar um pouco mais de respeito com a sua vida.

Oliver joga a cabeça nos travesseiros em derrota. Isso vai ser interessante

OLIVER

Greve de sexo! Quando ela disse isso eu quase surtei. Sem sexo por tempo indeterminado, sem fazer amor com a Felicity por tempo indeterminado, sem poder tocar a mulher que eu amo por sabe se lá quanto tempo. Eu com certeza vou surtar.

Mas o que poderia fazer? Mil ideias passaram em minha cabeça até que eu bolei um plano arriscado, mas um plano. Ok o plano não estava completamente terminado, digamos que eu tinha 12% de um plano, mas eu tinha tempo para conclui-lo.

Quando John voltou com o nosso café me encontrou mal humorado e Felicity ao me lado trabalhando em sua busca.

–O que aconteceu aqui? Eu fiquei fora por quarenta minutos e quando volto vocês dois estão esquisitos. –Felicity levanta o olhar. –Ok, acho melhor não saber.

Lá pelo meio dia eu não aguentava ficar na cama, e com um olhar de reprovação de Felicity me levantei, John realmente havia nos trazido as escovas de dentes. Olhei no relógio e era uma hora da tarde.

–Achou alguma coisa?

–Sim, varias. O mais importante no momento é que temos uma reunião as quatro horas hoje com Wells na S.L.

–Felicity?

– O que foi? Esse é o nosso disfarce esqueceu? – Ela faz aquela cara que me dá vontade de beija-la. Respiro duas vezes profundamente, isso com certeza seria muito difícil de aguentar, mas eu tenho.

Voltamos para o hotel e naquele momento eu resolvi botar meu plano em pratica.

Entrei no banho e deixei a porta aberta, e minhas roupas em cima da cama.

–Felicity? –Chamei de baixo da ducha. –Pode me trazer a toalha?

Ela entra no banheiro, seus passos estão lentos e incertos, eu já estou fora do boxe e a água escorre pelo meu corpo, eu vejo o desejo em seu olhar, ela engole em seco, me passa a toalha e sai apreçada do banheiro.

Saio do banheiro com a toalha em meus quadris, ela está sentada na cama com o olhar em seu tablet, fico nu na sua frente começo a me vesti, coloco a cueca, a calça, as meias e os sapatos.

–Felicity? – Ela dá um pulo da cama, estava muito focada em não me olhar. – Você pode me ajudar com o curativo?

Felicity vem até mim, com passos incertos, suas mãos pequenas tocam a lateral esquerda do meu abdome, esse jogo era perigoso, eu tinha que colocar todo o meu alto controle para funcionar. Ela com delicadeza cuida do meu ferimento, eu beijo sua cabeça em agradecimento, ela se afasta e eu termino de me vestir.

Felicity vai tomar banho e quando finalmente sai do banheiro ela está perfeita. Sandálias salto incrivelmente altos, pernas expostas na medida certa, seu vestido que marca a sua cintura fina, um leve decote, cabelos soltos, e maquiagem leve. Vai ser difícil me controlar desse jeito, Felicity é sensual até nos pequenos detalhes, e o pior de tudo, ela não faz força nenhuma e nem se dá conta disso.

Fomos as S.L. e ela faz anotações freneticamente, Wells explica as dificuldades, e o motivo do acidente, o número de funcionários envolvidos nas frentes de pesquisa e que tiveram que ser demitidos. Eu ouço, não entendo metade do que eles falam, mas vê-la envolvida em seu ambiente é lindo. Ela se destaca em cada detalhe, suas perguntas sempre pertinentes, suas contestações. Bom era bom ela entender o que ela estava fazendo por que eu não tinha ideia, e precisava ser entregue um relatório a junta diretiva da empresa.

Quando saímos Felicity estava radiante, falava rapidamente coisas que eu não entendia, tanto pelo conteúdo quanto pela velocidade. Mas nada me impedia de sorrir com ela.

–Você ama isso não é? –A surpreendo com a minha pergunta.

–Claro, é inovação, pioneirismos. Isso é corajoso, sair a frente dos outros tentando trazer melhoria de vida. O que tem para não gostar. –Ela está a minha frente e eu a puxo pelos ombros e selo nossos lábios. Nosso beijo é quente, e quando nos separamos ambos estamos arfando. Vejo o desejo em seu olhar, isso é bom, a parte ruim que provavelmente é só um reflexo do desejo que eu sinto por ela.

Bom eu disse que era só 12% de um plano, se um plano inteiro está sujeito a falhas, imagina 12%.

Voltamos para o hotel e Barry nos esperava no saguão, ele estava impaciente.

–Vocês demoraram.

–Você deveria estar em expediente. –Felicity lembrou.

–Pedi para um colega me cobrir, agora podemos resolver isso.

Eu finjo indiferença mas quero muito que isso acabe logo, para poder voltar para casa.

–Então? –Barry olha para Felicity impaciente.

–Você sabe que eu posso errar, não sabe? – Felicity fica insegura com tanta preção. Barry arqueia a sobrancelha em descredito, eu aperto o seu ombro e digo ao seu ouvido.

–Faz o que você sempre faz, não dá para pedir mais.

–Com os dados que eu peguei em seus arquivos. –Ela começa a explicar. – Ele vem roubando locais com somas significativas, tudo na casa do bilhão, nada abaixo disso, o banco, antes uma joalheria, o museu, e o único local que restou em Central City com esse perfil é as Industrias Altertec. Eles estão desenvolvendo um protótipo de um chip, que pode desativar satélites de vigilância ou implantar bugs em drounes, esse chip no mercado negro não vale bilhão acho que chega a outra esfera.

Agora Felicity tinha pulado de nível, eu sempre soube que ela era inteligente, incrível, eu não tenho palavras para descrever o que eu achava da mulher que eu amo. Mas agora, a coisa mudou de nível, Felicity mudou todo o conceito, ela era a heroína de uma maneira que eu nunca vi ante, ela não precisava lutar, ela ganhava de todos sem nem mesmo sair da comodidade do ar condicionado.

–E como impedimos ele? –John com a feição de orgulho no rosto senta ao lado de Felicity.

–Ele deve ter implantado alguma coisa dentro do sistema de monitoramento da empresa, eu preciso saber onde foi colocado para que eu possa através desse centro rastreá-lo até onde ele está.

–Você tem alguma ideia? –Pergunto a encarando, eu sei que ela imagina alguma coisa.

–Preciso entrar no sistema de monitoramento da cidade, mas não é como Starling que tenho tudo em minhas mãos, aqui é tudo novo, tenho que começar do zero. –Ela diz isso parecendo frustrada.

–Ou você precisa de alguém com acesso.- Barry sorri.

–Você tem? –Felicity se anima.

–O que você tá brincando? –Ele sorri prepotente. –Claro que não, fala sério Felicity, eu sou da forense.

–Então?

–Conheço quem tem.

–Você vai pedir a senha de acesso, com que desculpa? –John é cético.

–Eu não vou pedir nada. Joe tem acesso, isso torna as coisas mais fáceis.

–Como? –Minha vez de ser cético.

–Ele praticamente me criou, isso vai ser fácil.

Barry pega o computador das mãos de Felicity e em dois minutos ele está dentro do sistema, ele repassa o note e Felicity que começa a fazer o seu serviço, mais rápida que Barry ela tem o que precisa.

–Barry na Sence com a seven tem um poste, lá tem um transformador e eu preciso que você coloque esse rastreador em cima do dispositivo de desvio que Clock King colocou lá. –Felicity dá o dispositivo para Barry.

–Como vou saber qual é?

–Vai por mim você vai saber. Em um local a onde só tem fios elétricos e metal, uma caixa com dispositivo de última geração vai se sobressair.

Antes que nos décimos conta ele estava de volta, e foi extremamente fácil agora, Felicity rastreou o local de origem, ela implantou uma janela de acesso imperceptível para quem não soubesse o que procurar e pronto, deixamos que ele seguisse seu plano o prendendo dentro das Industrias Altertec, depois a polícia fez o seu trabalho e uma hora da manhã eu já estava deitado na cama esperando Felicity se juntar a mim.

Notas finais
E ai o que acharam? Riram do Oliver, e os 12% dele? Será que vai dá certo? Agora é esperar para ver. Bjs