Road Trip

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Oi meu povo... Vim trazer mais um capítulo para vocês.

Eu estava sentada na sala do nosso quarto, John tinha saído para resgatar Oliver e Barry, eu tentava desativar as portas corta incêndio, por que se não o fizesse os bombeiros logo iriam aparecer no banco e os dois não conseguiriam sair de lá.

Com muito esforço eu desativei as portas e as grades, John estava no carro e me avisou que Barry tinha trazido Oliver e agora eles estavam indo para SL. Eu não podia esperar ali. Peguei um casaco e pedi por um taxi, em dez minutos eu estava no centro de pesquisa. Barry tinha dispensado Wells, Catlin e Cisco. Quando chego Oliver está desacordado e Barry está com as mãos todas ensanguentadas, sangue do Oliver, eu perdi minha cabeça.

–Você não podia ter nos ouvido? – Cheguei perto dele, eu enxergava em vermelho. – Qual o seu problema? Ninguém aqui acha que você não é capaz de lidar com os problemas, ninguém te menospreza, agora se você não acredita em você mesmo não venha colocar a culpa nos outros, por sua causa, por que você não se deu ao trabalho de nos ouvir, Oliver está ali. –Eu aponto para o home que eu amo, ferido por uma idiotice. –Foi o rei dos relógios que atirou, mas o sangue dele foi derramando por sua culpa. –Eu nem ao menos notei que estava chorando.

Vou até Oliver que continua desacordado, puxo uma cadeira e fico fazendo carinho em sua cabeça.

–Felicity. –John vem até mim. – Precisamos levar Oliver para o hotel.

–Ele está fraco John, não é bom move-lo, e como vamos entrar no hotel com ele assim? – Minha voz sai em meio ao meu choro.

–Vamos esperar mais um pouco, mas quando amanhecer não vai ser bom que Oliver Queen seja encontrado baleado aqui.

–Como vamos passar com ele desacordado pelo saguão do hotel?

– Podemos leva-lo para a minha casa. Ninguém ira notar, se sairmos antes do amanhecer. –Barry tenta se redimir, mas nem olho para o seu rosto, eu estou muito brava.

–Pode ser uma ideia. –John pondera.

–Decidam vocês, eu só quero ficar em paz cuidando dele. – Beijo a testa de Oliver segurando para não voltar a chorar.

–Felicity. –Barry chega perto com cuidado. –Eu sei que não é o suficiente, mas me perdoa, eu juro que aprendi a lição, e vou tentar deixar minha insegurança fora da equação de agora em diante. E eu te prometo que Oliver ficara bem.

Eu o olho, vejo culpa em seus olhos e não posso ficar com raiva de alguém que está tão arrependido e se culpando tanto, mesmo que a culpa seja só dele.

–Ok. Vamos nos concentrar em Oliver, está bem? – Lhe dou um sorriso triste e ele o aceita com gratidão.

As horas passam e o quadro de Oliver se estabiliza, Barry tinha saído para poder arrumar seu apartamento, em vinte minutos ele estava de volta com o seu carro (me pergunto para que ele tem um carro), coloca alguns equipamentos de monitoramento em seu carro e nos guia até onde mora.

Seu apartamento era enorme, mas simples, tinha uma cozinha e um banheiro e o resto era aberto sem divisão, havia uma claraboia no teto, e uma estante de metal cheia de tubos e vidros com produtos de cores suspeitas encostada em uma das paredes, um sofá que fazia divisão entre o quarto e a sala, poltrona, uma mesa, cadeiras, uma escrivaninha do lado da estante entulhada em papéis e uma lousa onde haviam formulas de elementos químicos que eu nem conhecia, mas basicamente era isso.

–Vamos colocar Oliver em minha cama. –Barry avisa John que ajudava a carrega-lo.

Barry instala os equipamentos de monitoração em Oliver e se afasta dando espaço para que eu fique com ele. Pego uma cadeira e me sento ao seu lado, rezando baixinho para que ele acorde.

As horas passam e quando o dia já está clareando eu vejo que o sono em fim venceu tanto Barry, que estava jogado na poltrona, quanto John, que eu podia ver sua cabeça no encosto do sofá. Olho para Oliver e acaricio sua face, dou um beijo de leve em seus lábios.

–Você disse que a sua vida era minha, eu não te dou o direito de joga-la fora. –Minha voz sai em um sussurro. –Oliver, volta para mim.

– Eu não vou a nenhum lugar, nenhum lugar me interessa sem você. –Sua voz é fraca, eu beijo sua boca com cuidado, mas Oliver segura meu rosto perto do dele e aprofunda nosso beijo. Eu me afasto, tenho medo de machuca-lo, e ele percebe o meu temor. — Você não pode me machucar com os seus beijos, com eles você me cura. – Eu sorrio e encosto minha testa na dele.

–Você vai me matar de medo qualquer dia desses.

–Não fica brava comigo. –Ele me diz com um sorriso de lateral, que me afeta mas não me deixo envolver.

–Oliver se você não se preocupa com a sua segurança eu sei que você se preocupa com a minha. Tem noção do que aconteceria comigo se você morresse? – Eu tento o fazer entender.

–Me desculpe, eu tenho que me acostumar com isso, quando eu saia antes era só a minha vida em risco, agora eu carrego um peso muito maior.

–Sim, você é responsável pela minha também. – Dou-lhe um sorriso, e ele me puxa para mais perto selando nossos lábios em um beijo terno.

–A onde estamos. – Ele tenta se localizar.

–Primeiro fomos para as S.L. mas com o dia amanhecendo, John achou melhor tirar você de lá, e ir para o hotel não era uma opção, então Barry ofereceu o apartamento dele.

–Aquele idiota. –Ele diz deixando a cabeça cair nos travesseiros.

–Fica tranquilo, eu já dei a bronca que ele merecia. –Oliver levanta a sobrancelha em choque.

–Qual é o problema? Você mais do que ninguém sabe que sou boa em fazer as pessoas enxergar seus erros. — Ele me olha e sorri.

–Verdade, você já me deu tanta bronca, já me fez despertar tantas vezes das besteiras que eu estava fazendo, me guio quando eu estava perdido. –Oliver se perde em memorias.

–Eu vou sempre fazer isso. –Beijo sua testa ternamente.

–Vem aqui, deita ao meu lado.

–Oliver, eu não posso, vou acabar te machucando.

–Felicity, eu preciso de você ao meu lado, então deita aqui. –Oliver bate no colchão, mas eu fico imóvel. –Se você me fizer levantar e te arrastar para a cama, ai sim eu vou acabar me machucando. –Eu sei que provavelmente ele faria isso.

–Ok, não precisa tomar decisões drásticas. – Retiro os meus sapatos e meu casaco, Oliver havias sido atingido no lado direito, e eu me deito com cuidado ao seu lado esquerdo, mas ele não quer distância ou cuidado, Oliver me puxa e eu estou com a cabeça em seu peito.

–Nem pense em sair daqui. – Eu sinto seu sorriso, me conformo em faze-lo feliz, por que ele me faz o mesmo, e ouvindo os batimentos dos deu coração eu adormeço.

Notas finais
E ai me digam o que acharam? A Felicity foi brava de mais com o Barry? Me contem tudo. Bjs