Rizzoli And Isles - Life As We Know It

32 Capítulo 32 - Life As We Know It


Notas iniciais
Antes de mais nada gostaria de agradecer a todas as leitoras que acompanharam essa fic. Acredito que deve ter sido a fic que demorei mais tempo para terminar, e mesmo desanimada, dando uns hiatus eternos nas postagem, vocês não desistiram da fic e graças a isso, aos comentários que vocês deixavam, as mensagens que vocês mandavam, tive a motivação para não abandonar a fic e ir até o final. Obrigada mesmo a todas vocês. Farofa obrigada a vocês também que vivam me cobrando postagem também, ainda mais quando tinham vocês citadas. Esse capítulo foi mais pra não terminar a fic no capítulo 31, pois vários tocs, então nem ficou tão grande assim, mas acredito que deve encerrar bem toda a história. Capítulo dedicado a todas vocês que chegaram até aqui comigo. Ótima leitura!

Cinco anos se passaram e muitas coisas aconteceram...

Aconteceu o casamento de Maura e Jane. No começo era para ser uma pequena cerimônia, até mesmo na casa das duas, mas Maura era filha única, nunca que Constance deixaria com que ela se cassasse e convidasse no máximo 10 pessoas, assim como Angela também não deixaria que o casamento de Jane passasse despercebido. Pensou que a filha nunca se casaria depois que Maura tinha ido para a Inglaterra, tinha que celebrar o milagroso momento. Depois de muitas discussões e ideias sem fundamentos de Elisabeth, elas finalmente concordaram em casar no clube que Constance costuma se encontrar com suas amigas. O casamento até que foi simples em vista do que as mães queriam, só que no final das contas prevaleceu o que Maura queria e não deixou de ser perfeito, as duas não deixaram de ficar realizadas e felizes.

O casamento de Julie e Beth aconteceu no mesmo ano também, mesmo que muitos pensassem que não iria acontecer por muitos motivos, mas os principais eram:

Elas não concordavam em absolutamente nada. Desde o local que seria o casamento, até os convidados.

Ninguém conseguia imaginar aquilo dando certo porque as duas brigavam de irem embora sem se falar, entretanto Jane e Maura perceberam que em nenhuma dessas vezes elas falavam que não iam ter casamento, elas simplesmente iam embora, mas no outro dia voltavam sempre com algo decidido, sem brigas. Aquilo era simplesmente o jeito Belie de resolver sobre o casamento.

A ex-namorada de Julie apareceu.

Todos pensaram que teriam um Warren 2.0, mas por mais que Elisabeth fosse ciumenta, ela havia aprendido a se controlar e ao invés de estourar com Julie a ruiva estourou com a ex-namorada e mandou com que ela fosse procurar outra mulher para tentar uma reconciliação porque Julie era a noiva com quem ela ia ter 10 filhos e se ela não saísse de sua frente baixaria o Dexter nela. No final das contas o encontro de Julie com a ex foi sem querer e ela estava casada e tinha um filho.

Beth teria que fazer as pazes com Anna, irmã de Julie, que a jurou de morte e disse que não iria ao casamento e que não aceitaria nunca o convite de ser madrinha.

Com toda certeza se contar a história hoje em dia todos começariam a rir, pois a situação foi cômica, mas nas 30 horas que o ocorrido aconteceu, nenhum pouco. Elisabeth queria sair sozinha com Anna, pois assim poderia conversar tranquilamente com a irmã de sua noiva. Saiu, mas sumiu por 30 horas. Nenhuma das duas atendia ao celular e obviamente que todos pensaram que o pior tinha acontecido. Will provavelmente teria que visitar a mulher na cadeia nos próximos anos pelo homicídio que ela tinha cometido. Só que elas voltaram, ainda bêbadas e muito amigas. Beth levou a cunhada para o cassino que seus amigos abriram em Las Vegas, passaram a madrugada inteira bebendo e jogando, perderam um milhão e meio que não foi cobrado já que Beth nunca sacou o cheque em branco que eles lhe deram e quando amanheceu não existia mais problema nenhum entre as duas e a ruiva tinha a benção da loira para casar com sua irmã.

O casamento aconteceu em Hamptoms, foi a coisa mais perto de Salvador que Elisabeth conseguiu. Mesmo fazendo todo seu drama diário ela não ligaria se cassasse dentro de um bueiro, contanto que cassasse com Julie. Definitivamente ver Julie andando até ela foi o momento mais feliz da sua vida, melhor até do que ela havia imaginado. Dava pra perceber que por mais que elas se desentendessem elas seriam felizes e nenhuma das duas faria absolutamente nada para estragar aquilo.

Maura finalmente aceitou o convite do Governador e se tornou a legista chefe do Estado. Passou a trabalhar na Homicídios junto com Jane e Beth e curiosamente depois que ela assumiu o cargo nunca mais teve problema nenhum com falta de legista e aparentemente eles estavam até mais dedicados. Jane não se cabia de orgulho da esposa, sabia que ela era excelente, mas vê-la trabalhando todo dia perto dela era uma felicidade imensa e parecia que os casos tinham ficado até mais fáceis de serem selecionados, mesmo com Beth vindo com umas teorias muito loucas, resultado de uma passada em Nova York que era simplesmente para acompanhar Julie em um evento, mas acabou nela ajudando Castle e Beckett a resolver um homicídio.

Finalmente, depois de todos esses anos, Elisabeth e Addison fizeram as pazes, mas não antes de Addison sentar a mão na cara da ruiva como prometido. Na verdade Elisabeth fez as pazes com todos do bonde das médicas que eram amigas de Julie, menos com a Amelia que nunca tinha ficado necessariamente brava com ela, só queria mesmo ver o circo pegar fogo.

Todo mês Angela e Constance jogavam indiretas para ver quando Jane e Maura se situaram e dariam mais um neto para as duas. Obviamente que as duas se faziam de surda, pois queriam aproveitar o momento com TJ, ainda mais depois do primeiro de um de vida do menino que foi totalmente conturbado. Dariam netos para ela, mas no momento que sentissem que estivessem prontas. Como Angela e Constance sabiam que não iam vencer essa, foram atrás de Beth e Julie, com a ajuda de Dana, mãe de Julie, pedir uma criança logo, ainda mais que a mãe da loira estava louca para que as duas cumprissem a promessa dos 4 filhos, já que aparentemente Anna tinha fechado a fábrica.

E o restante da passagem dos cinco anos da pra conferir agora...

– É por isso que temos a sensação de que parece que o cérebro está congelando quando tomamos sorvete muito rápido. – TJ terminava de explicar para um amigo.

O garoto só fez um positivo com a cabeça, pois não fazia ideia do que o menino estava falando e voltou a tomar seu sorvete.

– Qual enciclopédia da sua mãe você pegou pra saber explicar isso? – perguntou Jane ao menino.

– Nenhuma... Eu ouvi a mamãe explicando isso para a mãe da Joanna, não entendi metade da explicação, mas né... – TJ deu de ombros. – Você sabe mãe como ela fica feliz quando eu passo pra frente as explicações dela. – deu uma lambida.

– Fico mesmo. – disse Maura com um sorriso, não pôde deixar de ouvir a conversa dos dois. – Ficarei mais feliz quando você terminar de ler aqueles quadrinhos que eu comprei para você pra eu poder comprar mais.

– Falta só o último da Liga da Justiça. Vou terminar hoje a noite.

O garoto foi chamado por um de seus amigos e não pensou duas vezes antes de deixar suas mães ali e ir brincar com o menino.

– Cadê a Sophia? – perguntou Maura quando percebeu que sua filha de 8 meses recém completados não estava no colo da esposa.

– Está ali com a Princess Nai. – apontou com a cabeça para a beirada da piscina. – Não aguentava mais nossas mães brigando pra ver quem ia ficar mais com ela no colo. Princess, Buu e Kel que resolvam isso. – Maura olhou a esposa com um olhar de repreensão e depois caiu no riso. Provavelmente faria o mesmo.

– Mãe você tinha dito que a gente podia pular na piscina sem as boias, então nós vamos pular na piscina sem as boias. – A garota cruzou os braços. — Você disse que é errado voltar nas palavras.

– Eu não estou voltando na minha palavra, Lois. – Elisabeth cruzou os braços imitando o gesto da filha. — Isso foi antes da sua mãe chegar. Agora eu tenho que fingir que sou a mãe responsável e perguntar se você quer morrer afogada e mandar vocês colocarem a boia antes de irem para a piscina.

– Você que ficou enrolando a gente pra dar tempo da mamãe chegar e a gente não poder pular na piscina sem boia.

– Que absurdo é esse, Chloe? Eu jamais faria uma coisa dessas.

– Por que eu sou a mãe chata, não é verdade? – disse Julie em tom debochado. – As duas vão colocar a boia agora, senão o máximo que vão chegar perto de água será mais tarde na hora do banho.

– Ta bom mamãe. – As duas responderam juntas e saíram correndo para colocar a boia.

– SEM ATROPELAR O FILHO ALHEIO VOCÊS DUAS! – gritou Elisabeth, mas já era tarde demais. Lois tinha empurrado Constance para dentro da piscina. Provavelmente Kerolin que havia mandado. – Vou fingir que não vi e vai ficar tudo bem.

– Aquela era a minha mãe. – Maura tentou parecer séria, mas estava se segurando para não rir.

– Se minha mãe tivesse viva com toda certeza Lois teria empurrado ela também, então... – Deu de ombros. – Ainda bem que só vamos ter mais esse. – Beth passou a mão na barriga de Julie que estava somente de 6 meses, mas estava tão grande que parecia que a criança estava até para nascer.

– Pelo que eu sabia só tem um bebê aqui dentro.

– Nós temos gêmeas! Acho que devia contar as duas terem saído de mim já que as achei na porta da delegacia quando eram recém-nascidas.

– Eu ainda não acredito que vocês tiraram no cara ou coroa quem ia ficar grávida. – disse Jane ainda abismada. Desde que contaram que resolveram ter mais um filho e que tiraram cara ou coroa para ver quem ia carregar a criança, a morena ainda custava a acreditar. – Mas o que esperar de duas pessoas que colocam nome de personagens nas filhas, não é verdade?

– Pelo menos não tentei colocar o nome de nenhum jogador de beisebol na minha filha. – Retrucou Elisabeth. – Você não tem direito nenhum de opinar aqui não. A gente resolve ter filhos do jeito que a gente quiser, somos ótimas mães. CHLOE SE VOCÊ PULAR DA PISCINA DAÍ VOU ARRANCAR SUA PERNA FORA QUE NEM A CALLIE FEZ COM A ARIZONA!

– Você tem certeza que a Lois não é filha sua com o Warren? – Perguntou Constance. A mãe de Maura estava totalmente ensopada. – Por que ela não pode ser uma criança educada que nem o TJ?

– Jane quando aquelas meninas vão deixar a gente ficar com a Sophia? Sei que elas são as babás, mas não precisamos de babás hoje e depois elas já não estão velhas pra serem babás não?

– É o que eu vivo perguntando. – disse Constance. — Elas não vão estudar? Procurar outro emprego? Serem alguém na vida?

Como de costume, as quatro deixaram Angela e Constance discutindo entre si. Usavam essa tática sempre que as duas começavam a querer demitir as babás ou até mesmo quando Jane e Maura começavam a discutir ou Julie e Beth começavam a discutir, era bem eficaz.

***

– Como vocês sabem além de uma excelente mãe, esposa e detetive eu também sou uma ótima escritora e o churrasco na laje de hoje é por causa do lançamento do meu livro “1000 Dicas Para Escapar do Ship Errado” e como não da pra fazer churrasco na laje em uma livraria, eu resolvi fazer o lançamento aqui para ele ser o lançamento mais pop do ano. Esse livro conta algumas histórias, que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, e nelas tem alguns comentários se aquele ship é bom ou não para shippar, pois exausta de ver meio mundo reclamando por ship que só da ruim. Mesmo achando que esse livro não vai adiantar em nada porque tem gente que nasceu pra ser otário por ship errado mesmo, então só lamentos... Amigas da Farofa S.A esse livro é pra vocês!

Como de praxe nos lançamentos de livro, Elisabeth leu um pedaço de algum capítulo e com isso até foi aplaudida pelo pessoal ali convidado.

– Você sabe que o livro será um sucesso, mas as pessoas vão te odiar, não sabe? – perguntou Julie a esposa.

– Estavam me odiando de graça mesmo no twitter e nos grupos do Facebook, estava na hora de eu receber por esse ódio, não acha? – Julie só soltou um riso e deu um beijo na esposa.

– Tem algum risco de queimarem colchão na nossa casa? – perguntou Jane a Maura.

– Por que iriam invadir nossa casa e queimar nossos colchões?

– Não, Maur... – Jane soltou um riso. – É que esse livro da Beth não é uma história sobre romance.

– Claro que é. Ela fica dizendo que não tem nada a ver com a realidade, mas ela contou muitas histórias nossas. Claro que os comentários que ela faz em alguns capítulos é de deixar as pessoas bravas que nem elas ficam quando Beth faz aqueles comentários no twitter, mas é a Beth né...

– É a Beth...

As duas sorriram e se beijaram.

Ao redor das duas, com toda aquela festa, aquelas pessoas, não tinha outra coisa que elas iriam querer na vida. Estavam felizes, as pessoas que elas amavam estavam felizes.

– Até que morrer não foi tão ruim assim. – disse Lydia desligando a televisão em que estava assistindo toda a felicidade de Jane e Maura. – Eu só acho que a gente devia arrumar um jeito de avisar que Maura vai surtar e querer ficar grávida e Beth vai ficar junto com ela.

– Avisar pra que? – Tommy soltou uma gargalhada. – Não vamos interferir porque será a melhor coisa que vamos assistir.

– Elas estão fazendo um ótimo trabalho, não estão?

– Acho que até melhor do que faríamos. – Tommy deu um beijo na cabeça de Lydia. – Quer ir ao cinema? Está passando o filme Criaçãohood. Falam que o homem demorou seis dias para fazer esse filme e no sétimo ele descansou.

– Vamos... Falaram que ele tem grandes chances de ganhar a Nuvem de Ouro.

E de mãos dados, Tommy e Lydia foram andando rumo ao cinema do céu, pois sempre acreditaram no acaso e no final das contas ele só proporcionou alegria a todos.

Notas finais
Nos vemos por aí!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!