Rizzoli And Isles - Life As We Know It

29 Capítulo 29 - O Sequestro de TJ I


Notas iniciais
Olar! Demorei, mas cheguei com capítulo novo e também cheguei pra avisar que é a reta final da fic já, tirando esse capítulo deve ter no máximo só mais uns 3. Logo mais vocês vão poder descansar de mim pra sempre :P Olha... Capítulo com um dos crossovers mais pops do mundo e que esperei esse tempo todinho para fazê-lo. Espero que gostem

– Amor... Ma, Jane e Frank já chegaram, estão esperando para ver o TJ.

Tommy disse ao entrar no quarto. Lydia tinha acabado de desligar o Skype que estava com Maura, mas mesmo assim não tinha descido. Estava pensativa com o que tinha ouvido.

– A Maura disse que está voltando para Boston.

– Oh meu Deus! Isso é horrível! – Lydia o encarou. – Não é horrível?

– Claro que não! – respondeu animada. — Podemos aproveitar essa volta da Maura e fazer com que ela e Jane reatem.

– Lydia, amor... Em que mundo colocar as duas em um mesmo cômodo é uma boa ideia? Não contamos para a Jane que sua melhor amiga da Inglaterra é a Maura por motivos óbvios.

– Não contamos porque eu achei que Jane não merecia a Maura, mas Tommy sua irmã está sem futuro demais desde que a Maura foi embora. Vive só pro trabalho e para fazer com que as mulheres a odeiem, tenho certeza que se Maura voltasse para a vida dela ia dar um jeito nisso.

– Sim... Ia dar um jeito de acontecer a Terceira Guerra Mundial. E a Maura não é casada?

– Pra ela falar que já está voltando o casamento deve ter terminado já. Graças a Deus porque Ian até que é boa gente, mas Maura não o ama e sim a sua irmã que não é gente.

– Tudo bem... – Tommy sentou na beirada da cama. – Se vamos fazer isso... Como vamos fazer isso?

– Simples. – Lydia deu TJ para Tommy segurar. – Nós vamos deixar o TJ com as duas um fim de semana. Elas já não são guardiãs do nosso filho caso alguma coisa aconteça com a gente? – Lydia pega um bloco de papel em cima da mesa do computador. – Vamos fazer um ensaio. Inventamos uma viagem de fim de semana só nós dois e deixamos as duas cuidando do TJ. – pegou uma caneta, sentou ao lado de Tommy e abriu o bloco. – Ainda vamos deixar um bilhetinho fazendo com que elas se situem na vida.

– Espero que quando voltarmos nosso filho não esteja em uma poça de sangue porque essas duas se mataram. Começa assim...

– Pelo amor de Deus! – exclamou Jane em tom de tédio. — Você vem chamar a Lydia e fica aqui com ela? Eu to com fome. – abriu um sorriso assim que viu o sobrinho no colo de Tommy. – Quem é o sobrinho mais lindo do mundo inteiro? – pegou o garoto do colo do irmão. – Quem é? – deu um beijo na testa dele. – O que vocês estão fazendo? – os dois se entreolharam e nada responderam. – Vamos descer logo! – mudando a voz para aquela típica voz de adulto que conversa com criança. – Que bebê mais lindo da tia. – colocou seu dedo indicador no meio da mão do garoto fazendo com que ele o segurasse. – Que vontade de te apertar e nunca mais soltar. – sem nem ver se Tommy e Lydia a acompanha, Jane deixou o quarto carregando o TJ.

O plano ficaria para depois do almoço. Lydia sentia que era um ótimo plano. Sabia que tanto Jane quanto Maura colocariam qualquer briga de lado porque o bem estar de TJ seria algo mais importante do que qualquer passado que as duas tinham.

Até que ponto ela estava certa?

– Juro que foi questão de segundos. – Ian passava tudo que se lembrava sobre os segundos antes do sumiço de TJ para Elisabeth. – Ele estava ali! – apontou, ainda sem acreditar que isso tinha acontecido. – Eu só fui pegar a bola das crianças e nesse mesmo segundo a Maura voltou...

– Voltou para um lugar que nem deveria ter saído para começo de conversa. – alfinetou Jane, possessa. Não sabia se estava mais nervosa pelo sumiço do filho ou por Maura ter saído com Ian e TJ e ter deixado o menino com o atual marido e em consequência disso ele ter sido sequestrado. – O que você estava pensando quando deixou o TJ sozinho com ele?

– Eu só fui ali pegar um sorvete, eu só...

Maura estava desorientada. Não sabia o que pensar, não sabia o que dizer. A única coisa que sabia era que tudo aquilo que estava acontecendo era sua culpa e que Jane tinha toda razão de estar nervosa. Foi irresponsabilidade ter deixado o menino sozinho com Ian, mesmo ela tendo total confiança no médico. Como poderia imaginar que comprar um sorvete ocasionaria nisso?

– Jane, para! – repreendeu Beth. – Sair acusando quem não sequestrou o seu filho não vai ajudar em nada. Ou você pega o depoimento dos pais ou vá esperar a gente na delegacia.

– Queria ver se fosse a Julie deixando seu filho com qualquer pessoa.

Elisabeth mandou um olhar para Jane e ela entendeu o recado. Sabia que a amiga era louca o suficiente para lhe tirar do caso se ela ficasse atrapalhando, mas era inevitável seu sangue não ferver com tal acontecimento. Já tinha cuidado de casos de sequestros antes e sabia como o tempo era crucial, mas antes de ser detetive ela era uma mãe e precisava culpar alguém.

– Aquelas são os brinquedos do TJ? – perguntou Warren entrando na caixa de areia. Haviam recebido a ligação de Maura quando ainda estava no apartamento de Beth com Jane tentando consolá-la, então ao saber o que tinha acontecido quis prestar ajuda no que quer que precisassem. – Às vezes pode ter alguma impressão digital de quem pegou o TJ.

Era uma pista. A única pista. Nenhum dos pais tinham visto nada, mesmo porque parecia que tinham criado uma distração para todos os pais e nenhum deles viu nada suspeito e nem o momento em que pegaram o TJ.

– Conseguimos uma digital. – disse Ian chegando ao escritório junto com Maura. Para seguir normal estavam sem legista, então ele mais a loira resolveram assumir o papel, mesmo que essa fosse realmente a profissão de Maura, mas sempre trabalhou muito bem com o marido e nesse caso não podia ser diferente. – Só que apareceu isso...

Maura mostrou no computador o que tinha aparecido quando consultaram a digital de quem possivelmente poderia ter sequestrado o TJ.

– Ótimo! – esbravejou Jane sarcasticamente. – Caso do FBI. – bufou. — Deixa eu ligar pra eles.

– Não deixa eles roubarem o caso não. Você sabe como o FBI é. Pensam que são donos do mundo esses malditos.

– Pensei que você tivesse trabalhado para o FBI. – disse Warren.

– Eu me acharia dona do mundo mesmo se morasse no lixão, meu problema não é ter trabalhado no FBI. Diferente dos agentes de lá...

Mesmo com o clima que não estava lá aquelas coisas, Elisabeth e Warren trocaram sorrisos. Estavam acostumados a ter esses momentos de descontração, mesmo nos piores casos. O advogado vivia no departamento e como sabia que a ruiva detestava esse clima, por não saber lidar com o mesmo, sempre arranjava um jeito de trazer uma pequena descontração. Pena que nem todos ficavam felizes em ver esses momentos, ainda mais por causa de um termino recente.

– Maura eu vim correndo para cá assim que soube! – Julie da um abraço na amiga. Obvio que tinha visto a interação de Beth e Warren, mas isso era o de menos nesse momento. – Alguma notícia? Suspeito?

– Ainda não. – respondeu em tom triste. Odiava a sensação de não poder fazer absolutamente nada no momento. – O caso é do FBI. Jane está no telefone com eles para ver como fica a nossa situação.

– Não se preocupe. Sei que eles vão fazer o impossível para encontrar o TJ.

– Bom... Acabei de falar com o FBI e o caso vai continuar com a gente – Beth ia comemorar o não envolvimento do FBI no caso, quando Jane completou — mas eles virão até a delegacia nos ajudar.

– Oh boy! – exclamou Korsak.

– Eles estarão aqui em uma hora.

– Enquanto isso vamos ficar aqui sem fazer absolutamente nada? – Perguntou Maura.

– Vocês ficaram 30 segundos sem fazer nada e fizeram meu filho ser sequestrado, então acho que uma hora esperando pelo FBI que pode nos dar detalhes sobre o caso não vai fazer diferença.

– Jane! – repreendeu Elisabeth. Ela trocou um olhar com Julie como se pedisse para tirar Maura dali e mesmo mal querendo olhar para a detetive a médica acatou seu pedido, era melhor tirar as duas um pouco de perto. – Você ao invés de culpar a Maura deveria estar lhe dando apoio porque com toda certeza ela já deve se culpar o suficiente. É o filho dela também, caramba! E se tem um culpado aqui com toda certeza não é a Maura, não é o Ian, não sou eu, não é você e sim o do infeliz que o sequestrou.

– É que... – ela não conseguiu completar, a raiva de não saber onde estava seu filho a consumia.

– Eu sei. – Elisabeth passou a mão nas costas dela. – Eu sei.

Enquanto Elisabeth tentava acalmar Jane, Julie na sala do café tentava acalmar Maura.

– Eu não deveria ter deixando ele com o Ian, eu deveria ter pedido para o Ian comprar o sorvete. – a voz embargou. – Eu...

– Maura... – Julie colocou uma xícara de café em cima da mesa. – A culpa não foi sua. Você não é vidente, não tem bola de cristal, não tinha como saber que isso aconteceria.

– Primeiro o problema no coração, agora isso. Lydia deve estar pensando que não tinha pessoa pior para ela ter confiado a guarda do filho.

– Você sabe que isso não é verdade.

– Não, eu não sei Julie e eu costumo saber de muita coisa, você sabe.

– E como sei. – a loira soltou um pequeno riso, fazendo com que Maura risse também, mesmo que lágrimas teimosas caíssem de seus olhos. – Vai ficar tudo bem.

– E com você?

– Comigo? – perguntou realmente sem entender.

– Você e a Beth. – Julie mandou um olhar como se falasse que aquela não era uma boa hora para aquele assunto. – Por favor, preciso de algo que não faça essa uma hora ser uma eternidade.

– Por que minha vida amorosa é uma ótima distração, certo? – Maura ergue os ombros. – Acho que Belie não foram feitas para ficarem juntas.

– Você acredita mesmo nisso?

Julie soltou um suspiro e sentou na cadeira de frente para Maura.

– A discussão foi horrível. É muita coisa guardada, não da para ficar em um relacionamento assim.

No momento, Maura não era a melhor pessoa para dar conselhos, pois não sabia nem como o seu relacionamento com Jane ficaria depois que tudo aquilo acabasse, mas sabia que não era o fim de Belie, não podia ser o fim de Belie e depois que elas encontrassem o TJ iria fazer com que essas duas se acertassem nem que tivesse que amarrá-las em uma sala e depois disso fosse presa por sequestro.

***

– Maura será que podemos...?

– Jane se for para... – Julie tentou intervir, mas Jane a cortou.

– Eu não vou discutir.

Maura trocou olhares com a amiga dizendo que ia ficar tudo bem. Já tinha muita experiência de Jane Rizzoli. Levantou da mesa e deixou a sala do café junto com Jane.

– Me desculpa. Eu sei que a culpa não foi sua e eu não vou citar todos os motivos por eu estar brava porque esse não é o momento e nós vamos ter muito tempo para conversar sobre isso, para passar por tudo isso, mas quando trazermos nosso filho de volta, tudo bem?

– Me desculpa, Jane.

A loira começou a chorar e Jane a abraçou. Precisava imensamente daquele abraço, era a única forma que ela realmente sabia que ficaria mesmo bem, mesmo sem certeza de nada. Jane deu um beijo na cabeça de Maura e ficou ali ainda abraçada com ela. Parecia que o FBI não chegaria nunca.

– Eu sei quantas colheres de açúcar são, eu fazia seu café. – disse Elisabeth a Warren antes de entrar na sala do café e dar de cara com Julie. – Desculpa, eu não sabia que você estava...

– E eu não sabia muito coisa, mas tudo bem. Isso não é sobre a gente.

– Quando tudo isso acabar, será que podemos conversar que nem duas pessoas? A discussão de mais cedo foi um tremendo desastre e nenhuma das duas quis dizer realmente aquilo e você sabe.

– Beth, por favor.

Provavelmente mais uma discussão aconteceria caso o FBI com seus equipamentos não tivessem começado a invadir o departamento. Elisabeth balançou a cabeça em negativo soltando um pequeno riso, só conhecia uma única pessoa que além de entrar em uma investigação da polícia, ainda traria todos os seus equipamentos de alta qualidade porque acreditava que isso facilitaria e muito na investigação.

– Agente Especial Jordan Shaw.

Obviamente que a encarregada do FBI tinha que ser ruiva também, assim explicaria todo o comportamento que Elisabeth passaria a ter nos próximos segundos. Tudo bem, o comportamento não era somente por ela ser ruiva.

– Detetive Jane Rizzoli. – Jane estendeu a mão para cumprimentar a ruiva. — Acredito que nos falamos pelo telefone.

– E eu só deixei vocês fazerem parte desse caso porque é o seu filho, então, por favor, façam valer a pena.

– Ah não! – exclamou Beth quase em choro. — Tanto agente do FBI para mandarem tinha que ser justo você? O que foi que eu fiz pra Deus?

– Detetive Elisabeth Miller. Primeiro Nova York, depois DC, fiquei sabendo que estava em LA, então não quis chegar nem perto de lá e agora Boston? Você está querendo trabalhar em toda a América?

– Não me diga que essa é mais uma das mulheres que você transou e que te odeia?

– Pelo amor de Deus! – Elisabeth fez uma careta de nojo. – Não! Eu não ficaria com a Jordan nem se ela fosse a última mulher da face da Terra.

– E eu não ficaria com você nem se você fosse o último homem.

– Já entendi... Ela te rejeitou.

– Ninguém rejeita Elisabeth Miller... E será que podíamos ir para o caso ou encontrar seu filho não é importante?

Com um único clique, Jordan mostrou em uma tela todo o caso que o FBI vinha trabalhando por alguns anos.

– Esse é o quinto caso que acontece em cinco anos. Todos com essa impressão digital, mas não conseguimos descobrir ainda quem é. Parece que a pessoa se apagou de todo o sistema.

– Essas crianças... – o tom de Elisabeth era de total choque. – São parecidíssimas com o TJ.

– Todas tinham 1 ano 1 mês e 8 dias quando desapareceram.

– Vocês encontraram todas elas? – perguntou Jane, mesmo tendo absoluta certeza que a resposta não seria positiva.

– Encontramos. – um suspiro de alivio foi solto por todos naquela sala. – Infelizmente nenhum com vida.

Como estava longe de Jane e assim continuaria para não atrapalhar em nada na procura de seu filho, Maura foi abraçada por Julie. Sabia o quanto ouvir aquilo tinha a deixado mais desesperada ainda.

– Aqui diz que todos morreram asfixiados. – disse Frost que não tirava os olhos da gigante tela em sua frente com todos os dados do caso.

– Asfixiados? – parecia que Elisabeth havia tido um estalo. – Eu acho que trabalhei em um caso... – A ruiva pegou o teclado e todos ficaram a observando. Pensaram que ela ia procurar por algum arquivo, mas para a surpresa ela ligou via webcam para alguém. – Olá... Você tem um minutinho para falar sobre o cancelamento de Ringer? – foi assim que Elisabeth cumprimentou a mulher que apareceu do outro lado do computador. – Não estou acreditando que contrataram alguém que sabe mesmo mexer em computador nesse departamento. – abriu um sorriso malicioso fazendo com que Julie revirasse os olhos. – Como vai a vida? Como vai o coração?

– Desculpa? Eu te conheço?

– Você não, mas o Cas... – Elisabeth viu quem ela procurava passando em frente a câmera. – Castle amor da minha vida, daqui até a eternidade, meu escritor favorito!

– Beth? – Castle adentrou a sala surpreso com a ligação. – Elisabeth Miller é você mesma?

– Não... É meu clone by Ophan Black. – fez uma careta. – Claro que sou eu!

– Beckett! – Castle gritou pela esposa, animado. – Beckett, vem aqui! Olha quem está aqui!

– Castle eu pensei que você não ia mais incomodar os autores de novelas Brasileiras... – Kate olhou para a tela em sua frente e fez uma careta. – Elisabeth?!

– Nossa, nossa hem KB! O casamento fez muito bem para você. Casamento que eu não fui convidada.

– Ninguém foi convidado para o nosso casamento.

– Para a segunda tentativa eu sei que não, mas para a primeira... Tudo bem! Estarão perdoados se me ajudarem em um caso.

– Beth eu estava falando sério quando disse que não ia te ajudar caso alguma mulher que você fez te odiar quisesse te matar. Na verdade eu até ajudo a esconder seu corpo. – mandou um sorriso debochado.

– Quanto ódio nesse coração mesmo com o passar dos anos. – Elisabeth revirou os olhos. — Foi só um beijo no elevador.

– O que você quer? – Perguntou Beckett sem paciência. Mesmo com o passar dos anos ainda detestava aquela cena.

– Lembram do nosso primeiro caso juntos? Era de uma mulher que havia sido assassinada na saída do Supermercado...

– Eu lembro. – disse Castle. – Nós prendemos o assassino da mulher e tivemos que prender junto o marido dela porque ele matou o filho. Não foi esse?

– Foi esse mesmo. – disse Beckett. – Lembro que Beth tinha ficado tão abismada que quis fechar um bar para a gente beber até esquecer como foi horrível aquele caso.

– Tem o nome do marido?

– Um minuto... – disse Castle.

– Posso saber para que você quer saber sobre isso? Nostalgia?

– O filho da Jane foi sequestrado e eu acho que ele pode ter alguma coisa a ver.

– O filho da Jane? Sua Jane? – Elisabeth fez um afirmativo com a cabeça e obviamente que ignorou todos os olhares que recebeu quando Beckett disse “sua Jane” e ainda mostrou que Jane estava de seu lado deixando Beckett completamente sem graça. – Sinto muito.

– Eu encontrei! – exclamou Castle animado. – Christopher Andrew. – o escritor lançou as fotos dele para que Beth pudesse ver também.

– Oh meu Deus! – disse Warren abismado. – Eu o conheço! – Ele não foi preso. Foi deixado em um hospício em Los Angeles. Lembro dele ter dito que estava curado do surto que teve, fiz com ele passasse por todos os exames para comprovar isso e consegui sua liberdade.

– Ele é analista de TI. – observou Frank. – Isso explica porque ele não aparece nos sistemas. Ele deve ter hackeado e apagado tudo.

– Gente... – Jane fez uma pausa. Aquilo estava ficando cada vez mais sinistro. – Essa era a esposa dele?

– Que ótimo! – disse Beth sarcasticamente. – Meu ex-marido liberta o louco e eu sou parecida com a esposa dele. – entortou a cabeça dando mais uma olhada para a foto. – Como nunca percebemos que eu era parecida com a mulher dele? Eu tava tão acabadinha assim quando fui trabalhar em Nova York? Seattle fez realmente bem para mim.

– Seu ex-marido? – Foi a única coisa que Castle e Beckett conseguiram perguntar.

– Longa história!

– Ele está revivendo o dia que a mulher dele foi assassinada. – disse Castle. – Pelo surto psicológico que teve com toda certeza ele está criando o dia em que a esposa foi ao mercado com a esperança dela não morrer, mas como isso não acontece acaba tendo o mesmo final, só que dessa vez ele não foi pego. Isso daria um ótimo livro!

– Se ele está recriando o dia que a esposa morreu... – Beckett colocou uma foto da casa do sequestrador para que todos pudessem ver. – Nos outros casos vocês encontraram as crianças em uma casa parecida com essa?

– A casa! – Parecia que Jordan tinha recebido uma luz. – Meu Deus! São todas iguais. – Colocou as fotos na tela também.

– Agente Shaw é você? – Castle soltou uma gargalhada. — Trabalhando com a Beth de novo?

– Por obrigação. – as duas responderam em coro.

– Pessoal... – Disse Frost. – Eu achei uma casa parecida com essa aqui em Boston.

– Não! Você não vai invadir! – Beth, Beckett e Castle falaram em coro antes mesmo que Jordan pudesse dizer algo. – Eu não sou parecida com a esposa do psico? Eu vou lá, pego o TJ e quando ele estiver seguro vocês entram e pegam o louco.

– Isso é muito arriscado, Miller.

– Tenho certeza que isso é menos arriscado do que você entrar derrubando a porta da casa do cara e fazendo com que o filho da minha melhor amiga seja morto. Eu vou como a esposa dele.

– Eu não sei...

– Shaw se tem uma coisa que eu concordo é que eu e a Beth concordamos em discordar, mas quando se trata de casos, eu, ela e Castle sempre estamos na mesma sintonia e nunca deu nada errado. Você já trabalhou com ela também, então dê esse voto de confiança.

Elisabeth ficou totalmente surpresa com tudo que ouviu, mesmo sabendo que no final das contas ela e Beckett não se detestavam, pelo contrário, até se davam muito bem quando queriam, pensou que nunca ouviria nada do tipo. Não novamente, já que a própria Beckett havia dito que ela nunca mais ouviria.

– Mas eu vou elaborar o plano.

– Não esqueça que tem que recriar a cena exatamente igual. – disse Castle. – Se tiver uma coisa mínima diferente ele vai surtar e colocar a vida de todos em perigo. – Castle soltou um suspiro. — Eu queria estar presente. Uma ótima cena para o livro que eu estou devendo inspirado em você, Beth. – Beckett encarou Castle com a cara fechada. – Nós já conversamos sobre isso, amor. Nós dois também estaremos no livro.

– Eu pensei que esse livro já tivesse virado lenda. – disse Beth.

– Eu quero que ele vire filme também, mas como ainda tenho trauma do fiasco que foi Nikki Heat, tenho que tomar todo o cuidado do mundo.

– Depois eu te dito detalhe por detalhe de como terminou o caso. – mandou um pequeno sorriso. — Obrigada pela ajuda, gente.

– Quando as coisas ficarem calmas por ai venha nos visitar. – Para surpresa de Elisabeth aquelas palavras saíram da boca de Beckett, não de Castle. A detetive estava realmente a surpreendendo demais naquele dia. – Não que eu seja uma stalker, mas acompanhei um pouco da sua carreira quando você saiu daqui e você não tem mais nada daquela pessoa que eu pensei que não ia durar muito tempo na policia. Virou gente até.

– Ah então era você mesma me seguindo no instagram? Pensei que fosse um fake. – As duas soltaram um riso. – Muito obrigada, Kate! Nos vemos qualquer dia desses senhor e senhora Castle. – com um sorriso, Beth desligou o monitor. – Será que vocês podem me arranjar uma peruca morena, por favor.

Notas finais
Aquela vontade de matar um personagem principal nesses capítulos finais que vocês não fazem ideia. Caso acontecer, peço perdão.