Rizzoli And Isles - Life As We Know It

26 Capítulo 26 - O que você precisa para ser feliz?


Notas iniciais
Olar! Primeiramente queria me desculpar por mais uma vez demorar pra postar um capítulo, mas é que meu computador está desmaiado e eu só disponibilizo de uma carroça que eu nem posso usar a noite pra digitar, então fica bem difícil já que minha inspiração vem mais de madrugada, mas vou tentar postar pelo menos nem que seja de 15 em 15 dias um capítulo porque acho que já diz vocês esperarem depois não só os capítulos dessa fic, como o final dela também e se tem uma coisa que eu não gosto é de deixar coisa incompleta ainda mais quando tem gente esperando por ela, então por favor, tenham paciência comigo, eu prometi que não ia abandonar a fic e não vou mesmo. Enfim... Espero que gostem o capítulo. Capítulo dedicado a Grima pra ver se ela se situa na vida e aprenda com Queen Beth. Ótima leitura!

As pessoas tem aquela mania de pensar que precisa de muito para ser feliz.

Se tem dinheiro, quer amor. Se tem amor, quer dinheiro. Se tem os dois, ainda tem alguma coisa faltando e a pessoa não se considera necessariamente feliz.

O grande problema é que as pessoas não focam nas coisas simples da vida ou quando focam já é tarde demais.

Jane tinha tudo que ela não havia sonhado na vida e se algum dia tivesse sonhado provavelmente não estaria feliz daquela forma. Ela tinha uma namorada maravilhosa que ela amava, tinha um filho que a cada pequena coisa enchia seus dias de alegrias, tinha um emprego que ela não trocaria por nada no mundo e tinha grandes amigos e uma excelente família que fazia a diferença da melhor forma possível em seus dias. A única coisa que a preocupava um pouco era Maura ainda recusando seus pedidos de casamento.

Com a alta de TJ a morena resolveu pedir mais uma vez a namorada em casamento e em resposta ganhou um "vamos esperar mais um pouco", mesmo Jane não sabendo o que elas estavam esperando, não quis tornar aquilo maior do que realmente era, se a loira queria esperar sabe-se Deus lá o que, ela esperaria, casadas ou não casadas elas já eram mesmo uma família, moravam juntas, criavam um filho juntas e nunca estiveram tão bem como estavam naquele momento, criar caso por causa de uma recusa de casamento não estavam em seus planos de felicidade, ainda mais que com o passar dos dias tinham coisas mais importantes para se preocupar.

– Frozen! O tema do aniversário pode ser Frozen e eu vou ser a Anna, já falei logo. Única ruiva daqui!

– Você quer que o tema do aniversário do meu filho seja Frozen? — Perguntou Jane um pouco ainda em dúvida se Beth estava realmente falando sério, mesmo já sabendo a resposta obvia que veio em seguida com um sorriso e um balançar de cabeça afirmando que sim. — E TJ seria quem? O Olaf?

– Qual o problema? É bom que assim posso até fazer uma apresentação musical. — Cantarolando. — Você quer brincar na neve?

– Que isso?

– A versão em português da música ué...

– Amor, lerigou... O aniversário do TJ não vai ser Frozen.

– Ta com inveja por que não pode ser a Elsa já que eu vou ser a Anna... Não ia ter como explicar para as crianças caso a gente acabasse se beijando na festa. Mas você podia se fantasiar de Kristoff, Julie!

– A festa de aniversário do TJ não será de Frozen! — Responde Maura. — Quando você tiver uma filha você faz uma festa de Frozen pra ela!

– Se não queria minha ajuda pra que me chamaram? — Jane ia responder que elas não haviam chamado, mas resolveu deixar pra lá porque ia começar uma discussão sem necessidade. — Escolham então os clichês de aniversários de super-heróis enquanto eu vou ali na cozinha fazer alguma coisa pra eu comer porque vocês não merecem falar comigo nem com minhas grandes ideias para tema de festa de aniversário. — Beth se encaminhou até a cozinha e quando elas pensaram que poderiam voltar para a conversa sobre o aniversário de TJ a ruiva gritou da cozinha. — E minha filha terá muita sorte por eu organizar o aniversário dela. Só escolherei temas do pop pra festa não ser uma flopação só como será essa do TJ. Bando de gente ingrata!

– O que você fez? — Perguntou Jane a Julie.

– O que eu fiz o que? — Pergunta sem entender a insinuação da amiga de sua noiva. — Você é amiga da Beth tem milhares de anos e ainda pensa que eu tenho que fazer alguma coisa pra ela ta assim? É o normal dela.

– Não... Não é!

– E a festa será na minha casa! — Beth ainda não tinha terminado, obviamente. — Por que nós vamos viver em casas separadas!

– Oh meu Deus! — Julie faz um negativo com a cabeça desacreditada pela discussão que talvez iria começar. — De novo isso não, Beth! Nós já conversamos sobre isso... POR HORAS!

– Eu disse que você tinha feito algo.

– O que está acontecendo que eu ainda não entendi?

– Beth perguntou se não era uma boa ideia irmos morar juntas, eu respondi que não.

Jane se segurou para não cair na gargalhada. Tinha que aguentar Beth lhe importunando todo santo dia com piadas por Maura não ter aceitado seu pedido de casamento, saber que um pedido recuso de Julie para morar junto com a Beth ia fazer uma semana valer muito a pena.

– Não basta nunca ter dito sim para meu pedido de casamento, mas mesmo assim ficar exibindo a aliança por ai, ainda recusa meu pedido de morarmos juntas. Como pode dar certo um relacionamento assim?

– Beth... — Julie pensou que a noiva tinha entendido tudo que conversaram na noite passada, mas pelo jeito não. Contou até 10 mentalmente e ia começar a dizer tudo de novo, mas foi atrapalhada com a ruiva colocando um prato com um sanduíche em sua frente e lhe dando um beijo na bochecha. — Você ta passando bem? Resolveu ser bipolar agora ou o que?

– Nem... Só não podia perder a oportunidade de fazer um pouco de drama sobre isso. Entendi que não é hora de morarmos juntas ainda porque ficamos noivas rápido e acabaríamos nos matando antes do casamento. Eu entendi... Pelo menos estamos noivas.

Beth mandou um sorriso maligno para Jane. Era mais um dos seus momentos de tirar uma com a cara da amiga pela recusa de Maura sobre o pedido de casamento.

– Você não será convidada para o aniversário.

Jane respondeu tranquilamente, mas o que queria mesmo era arrastar a cara de Beth no asfalto, mas a amiga nem se importou, deu uma mordida em seu sanduíche e continuou dizendo suas ideias sobre o tema do aniversário de TJ como se nada tivesse acontecido, sem medo de morrer.

***

– Você tem certeza que Lydia não era rica? Certeza absoluta mesmo? De colocar sua mão no fogo?

Essas foram as perguntas que Beth fez assim que entraram no escritório de Gavin, o advogado que estava cuidando de todo o processo de custódia de TJ. Ela já queria fazer desde que viu o imenso prédio em que o advogado trabalhava, mas esperou até que entrasse na sala e tivesse certeza que estava em um escritório de advocacia de luxo, assim como era o do Warren em Los Angeles.

– Lydia trabalhou aqui por pouco tempo, não deu para ficar rica.

– Ela morreu antes de receber o bônus dos funcionários? Por que podíamos ver isso e... — Jane encarou Beth com um olhar de repreensão. — Tudo bem... Só estava querendo que você não saísse assim tão no prejuízo com as fraldas, mas... — Deu de ombros. — Você é a mãe...

– Desculpem fazer vocês esperarem... — Disse Gavin entrando na sala e cumprimentando ambas. — Está tudo bem, Jane?

– Não poderia estar melhor. — Disse a morena com um sorriso. — Mas para ficar melhor eu gostaria de pedir algo para você.

– Tudo que estiver ao meu alcance.

– Eu sei que provavelmente a Janice não deve ter falado maravilhas da gente e que não passou o um ano ainda, mas eu queria saber se tem como eu e Maura termos a guarda oficial do TJ.

– Vocês duas vão criar o garoto juntas?

– Mesmo que a Maura não tenha aceitado o pedido de casamento dela nas duzentas vezes que ela pediu, acho que foi isso que ela quis dizer mesmo, não seja lesado.

Jane fuzilou a Beth com o olhar. Achava inacreditável a forma que ela sempre encontrava de incluir a recusa da Maura em toda conversa, mesmo nas mais distantes do assunto.

– Vocês vão casar?

– Não porque a Maura não aceitou.

– Eu acho que ele já entendeu, Beth. — respondeu sem paciência. — Queria fazer uma surpresa pra Maura.

– Vai precisar da assinatura de ambas, mas acho que posso agilizar isso sim. Na verdade eu já estava com a papelada encaminha por que Janice fala maravilhas de vocês.

– A Janice fala maravilhas da gente? — Gavin fez um afirmativo com a cabeça. — Estamos falando da mesma assistente social? — Gavin soltou um riso.

– Vocês serão ótimas mães.

E todas as piadas que Beth havia feito desde que saíram de casa até chegarem ao prédio ficaram em segundo plano após Jane ouvir aquilo.

Quando tudo começou ela nunca imaginou que terminaria com ela e Maura sendo as mães de TJ. Sempre pensou que acabaria mesmo ficando com a guarda do garoto. Na época imaginava que Maura não iria se comprometer muito, mesmo porque elas não se davam nenhum pouco bem por causa do passado totalmente mal resolvido, entretanto, quase um ano depois, foi o suficiente para que não só se resolvessem, como também para que TJ não se tornasse necessariamente um órfão. Ele saberia sempre de sua história, mas sempre ao final dela teria duas pessoas para chamar de mãe e isso não podia encher o peito de Jane de mais alegria e se ela estava feliz assim, sabia que quando contasse a novidade para a namorada, a loira também ficaria irradiante.

O que você precisa para ser feliz? Que o almoço esteja pronto antes de você atingir o auge da sua fome? Que os episódios novos das suas séries favoritas não demorem para sair? Um sorriso? Pessoas que se importam? O aniversário de seu filho?

Parecia que tinha sido ontem que as duas tiveram que obrigatoriamente dividir a mesma casa para impedir que TJ, uma criança com 40 dias de nascida, fosse para o sistema porque Tommy e Lydia pareciam que não tinham pensado muito bem na hora de escrever o bendito testamento, mas eles pensaram e pensaram muito bem sim.

Dez meses e vinte dias depois, lá estavam as duas, no exterior da casa com um sorriso imenso no rosto, vendo crianças brincando na piscina de bolinha, no escorregador, no pula-pula, correndo de um lado para o outro. Os pais das crianças conversando, gargalhando, comendo, bebendo e com quase nenhuma preocupação, pois sabiam que estavam em um lugar que podiam deixar as crianças se divertirem. Não havia inimizades, todos se davam bem com todos, era até uma surpresa Jane se dar realmente bem com todos os pais das crianças ali presente, nem parecia ser aquela pessoa que sujava a criança alheia de sorvete porque tinham sujado o seu filho. O aniversário com o tema da Liga da Justiça estava como todo aniversário deveria ser: Divertido. Por mais que TJ ainda fosse menor e não entendesse muita coisa ao seu redor, ele também estava se divertindo, as avós brincando com ele na piscina de bolinha e até mesmo no escorregador fazia com o que ele soltasse aquela gostava risada de bebê que todos amam ouvir e com toda certeza esse era o som favorito de Jane e Maura.

– O brilho da festa chegou! — berrou Beth com os braços abertos como se ela fosse mesmo a sensação da festa. Quando percebeu que era mesmo. — Vocês não estão fantasiadas.

– Não mesmo. — respondeu Jane segurando o riso. — Por que isso é uma festa de criança, as crianças que eram pra vir fantasiadas.

– Mas você disse... — fez uma pausa e em seguida fuzilou Jane com o olhar. — Você é uma ridícula e não merece a minha amizade e nem toda essa produção que eu tive para vir toda do pop a essa festa que eu nem concordei com o tema.

– Beth... — Julie olhou a noiva de cima para baixo. — O que...?

– Eu sei... Eu estou maravilhosa! — abriu os braços olhando a si própria de cima a baixo. — Mas não para essa festa onde só tem crianças fantasiadas. Não se pode mais nem ser a Canário Negro em paz!

– Ah mas claro que pode! — exclamou Julie totalmente hipnotizada com a fantasia que a namorada usava. — Se quiser eu posso ser até seu Arqueiro Verde!

– Mas o que...? — Jane não conseguia formular uma frase. Nunca na vida pensou que fosse presenciar uma cena daquelas. — Vocês duas...

– Amor você não me falou que tinha crush por super-heróis!

– Por que você nunca tinha se vestido de um né...

– Beth vá se trocar porque isso aqui é uma festa de criança e não é lugar pra essas coisas não!

– A gente usa mais tarde. — Beth mandou uma piscadela para a namorada e saiu para trocar de roupa.

Jane e Maura só ouviram um suspiro de Julie enquanto Beth estava de costas ainda se distanciando. Não se aguentaram e caíram na gargalhada, nunca pensaram que as duas estariam tão bem desse jeito.

***

– Vivi se você cair dai e quebrar os dentes eu vou ficar 100% nem ai. — gritava Beth vendo a sobrinha inventando moda no pula-pula. — Se não tiver mais dente de lente nessa boca vai ficar lindíssima banguela.

– Dois desses ta bom ou vai ser muito pra você? — perguntou Julie sentando ao lado de Beth que estava sentada na entrada da piscina de bolinha.

– Dois? Eu estou querendo bem uns quatro. Dois meninos e duas meninas.

– Pra você ficar 100% nem ai?

– Você pode ficar 100% nem ai comigo também. — Julie abriu um sorriso se divertindo com o jeito espontâneo que Beth dizia as coisas e deu um beijo na noiva. — Eu te amo, sabia?

– Difícil não amar uma pediatra maravilhosa que nem eu.

– Vocês tiraram o dia pra ser ridículas, não é possível!

Julie soltou uma gargalhada e beijou a noiva novamente.

– Também te amo.

E voltaram a se beijar, mas não por muito tempo, pois os outros dois sobrinhos que estavam dentro da piscina de bolinha passaram a jogar bolinhas nas duas incentivando as outras crianças que lá dentro se encontravam a fazer o mesmo e uma guerra de bolinhas começou.

– Fala a verdade... — disse Jane observando toda a cena da guerra de bolinha de longe. — Você imaginou que ia dar certo as duas?

– Eu imaginei que nos duas íamos dar certo, então...

– Somos um casal melhor que as duas.

– Isso sem duvida alguma.

Elas trocaram um olhar sorrindo e se beijaram.

Qual o significado da felicidade? Para Jane e Maura era estar atrás de uma mesa com um bolo que tinha uma vela de um ano com todos cantando parabéns para TJ. Não tinha nada mais que importasse a não ser aquele momento da criança batendo palma junto com todos os outros, rindo. Se perguntassem para ambas o que lhe faz feliz com toda certeza a resposta seria uma foto daquele momento.

***

Fazia um tempo que a festa havia acabado, na verdade fazia muito tempo, todos os convidados já tinham ido embora, a casa estava arrumada, mesmo que se dependesse de Beth ela não estaria arrumada tão cedo, pois ela queria continuar uma festa de criança até o outro dia como se fosse as festas que ela fazia quando era adolescente, e normalmente sempre baixava a polícia e a avó da ruiva tinha que inventar um milhão de desculpas para os policias dizendo que nada daquilo ia acontecer novamente, mas obviamente acontecia porque a avó só queria ver a neta feliz e sabia que ela não era uma má pessoa e seria mais fácil se ela fosse, assim Jane não seria amiga dela e não teria que aguentar ela abrindo as bebidas todas da casa, elogiando a festa que ela não concordou com o tema e dizendo que ela queria ter vários filhos pra ter festa toda mês que iria durar até o dia seguinte, mas isso não vem ao caso porque é bem normal da Elisabeth esse tipo de coisa.

Enquanto Jane colocava TJ para dormir, Maura foi até o quarto das duas e em cima de seu travesseiro encontrou uma pasta de documentos e em cima dessa pasta encontrou a caixinha com a aliança que Jane sempre usava para lhe pedir em casamento. A loira sentou na beirada da cama e pegou a pasta de documentos para ver do que se tratava, abriu um imenso sorriso quando viu que era os papeis da guarda de TJ, não lembrava que estava tão perto assim do menino se tornar legalmente filho delas, mas uma coisa que a pegou de surpresa é que o nome dela também estava nos papeis, não lembrava de ter conversado seriamente isso com Jane, mas era sua vontade e por mais que elas estivessem bem e felizes, pensou que tudo ficaria no nome da namorada, só que Jane era cheia de surpresas e não era de hoje. Maura colocou os documentos de lado, pegou a aliança que estava dentro da caixinha e colocou em seu dedo, abriu um pequeno sorriso admirando a joia em seu dedo e soltou um suspiro, queria tanto poder tirar ela da caixinha e usar para sempre mesmo, mas no momento teria que se contentar só em experimentar. Tirou a aliança do dedo e colocou de volta na caixinha.

– Olha... – disse Jane que estava a algum tempo parada na porta e Maura nem tinha percebido. – Quando você quiser que a gente case você me peça em casamento porque eu não sei mais como fazer esse pedido não.

– Jane...

– Maur está tudo bem. – ela se aproximou da cama e sentou ao lado da namorada. – Seja lá qual for o motivo de você não aceitar o pedido de casamento, eu não me importo. Eu já tenho você, tenho o TJ, somos uma família e não precisamos de papel assinado para provar isso, tirando esses aqui. – disse Jane pegando a pasta de documentos.

– Isso é sério mesmo, Jane?

– Ainda não... Só precisa da sua assinatura para ser.

O que você precisa para ser feliz? A resposta mais simples para Jane e Maura era uma caneta. Tinham certeza que depois daquele momento nada estragaria a felicidade que estava fazendo parte da vida de ambas tinha um bom tempo.

Notas finais
Só queria dizer que o próximo capítulo é um dos que eu espero faz é tempo pra escrever e não vejo a hora, não que isso signifique que seja um capítulo lindo e maravilhoso é bem o contrário disso :P Se puderem me avisem que vocês ainda tão vivas deixando aquele comentário de bem, sensato e positivo dizendo que to desculpa pela demora ~ aquelas