Rizzoli And Isles - Life As We Know It

27 Capítulo 27 - Descomplique a vida


Notas iniciais
E o capítulo saiu bem mais rápido do que eu imaginei e eu to bem feliz com isso. Ótima leitura!

“A vida é bela, nós que complicamos ela.”

Não existe frase mais verdadeira que essa. Quando paramos de colocar pedras no caminho e de nos preocupar com as coisas mais sem importância, nem que seja somente por alguns minutos, a vida já tem um sentido completamente diferente, da mais gosto de viver nesse mundo e curtir as coisas maravilhosas que só a vida nos proporciona.

Descomplique a vida fazendo uma pipoca e assistindo uma comédia romântica, que depois do romance, é um dos É um gêneros favoritos do amor da sua vida. Deite no chão da sala cheio de almofadas para que assim seu filho de 1 ano e 27 dias possa ficar com vocês também, mesmo que ele esteja totalmente alheio do que está acontecendo porque está muito ocupado brincando com seus brinquedos. Distraía-se um pouco dele e preste mesmo atenção no filme para ser surpreendido com ele dando os primeiros passos bem na frente da televisão deixando você e o amor da sua vida bobas procurando por um celular para gravar aquele momento, ficando tão desesperadas fazendo com que a criança começasse a rir descontroladamente mesmo não entendendo muito bem o que estava acontecendo em sua frente. Mande o vídeo para todos os seus conhecidos e deixe-os surtando sozinhos enquanto você e o amor da sua vida ficam brincando de andar de um lado para o outro aproveitando o momento de ter um filho que agora anda. Beijo e abrace a criança. Beije, abrace e diga o quanto ama o amor da sua vida.

Descomplique a vida. Curta os pequenos momentos e perdoe o momento autoajuda. Depois disso complique a vida novamente, pois por mais que a vida seja bela sem as complicações, ela fica mil vezes mais interessante quando está complicada.

– Eu consigo pegar seriais killers, mas não consigo achar uma babá para o TJ. Isso não é normal! Na nossa época tinha três babás pra cada criança. Ninguém precisa mais economizar dinheiro para a faculdade? Comprar um carro? Ir ao shopping?

Não, isso não era para ser um monólogo. Jane estava na delegacia conversando com Beth ou pelo menos pensou que estava até ouvir uma gargalhada vinda da amiga e perceber que ela estava no celular e provavelmente não deveria ter ouvido uma única interrogação do que ela disse.

– Será que você pode parar de incentivar as pessoas a criarem memes com a luva de faxineira da Lady Gaga e prestar atenção no que eu estou dizendo?

– O que? — perguntou Beth realmente avulsa de tudo o que Jane dizia. — Meme da Gaga faxineira? Em que mundo você vive, Jane? Esse meme é passado, eu hem.

Jane ia abrir a boca para contar seu dilema todo novamente, mas de novo pegou Elisabeth gargalhando para o celular.

– Qual é a graça? Espero que não esteja fazendo bullying com os fãs de 50 tons de cinza de novo.

– Eu nem to no twitter! E os fãs de 50 tons de cinza fazem bullying em si próprios por gostarem disso. — pousou o celular em cima da mesa dando a esperança de que Jane ia ter um pouco de atenção. — Liga para aquelas meninas lá que você deu calote e não pagou o conserto do computador.

– Princess Nai e Buu? — Beth fez um afirmativo com a cabeça pegando o celular novamente. — Elas são minha opção número um, mas elas não me atendem e a Maura disse que a Nai tem cara de alguém que você seria melhor amiga.

– Isso era ela querendo dizer que eu só tenho amigas de 18 anos ou que ela era mau caráter que nem você? Por que você é minha melhor amiga. — mandou um sorriso cínico que fez com que Jane revirasse os olhos. — Eu gosto da Karol Buu Fantasminha camarada, bem 4:20 ela, meu tipo de gente pra ser amiga.

– Ou meu tipo de gente pra ser amiga já que ela é brisada que nem você.

Jane já esperava por uma resposta mais debochada do que ela tinha acabado de dar, mas novamente tinha voltado a falar sozinha já que Elisabeth voltou a gargalhar para o celular. Cansada de não saber qual era a piada, Jane puxou o celular da mão da ruiva.

– Warren? — perguntou surpresa ao ver a janela do whatsapp de Beth aberta em uma conversa com o ex-marido. — Desde quando você anda conversando com o seu ex?

– Ele está resolvendo um caso na cidade, disse que quer se encontrar comigo.

– Até uns dias atrás ele só faltava pedir uma ordem de restrição contra você.

– Por que estava magoado, mas ele superou e vamos ser amigos.

– Ele superou ou você está dando pra trás com seu noivado com a Julie?

– O que? — perguntou indignada com a suposição. — Eu virei gente agora, ta bom? Por mim eu e Julie já estaríamos casadas, não é nada disso!

– Não? — Jane cruzou os braços erguendo uma sobrancelha. — Julie sabe que você vai se encontrar com seu ex-marido?

– Não... — Jane ia gritar um "eu sabia", mas Elisabeth não deixou. — Eu vou contar, mas eu ainda preciso saber como. Julie que ta louca pensando que eu vou dar pra trás, vou magoá-la porque está tudo sério demais. Obviamente que ela não diz com essas palavras, mas eu sei.

– E você não contando para ela que vai jantar com o seu ex ajuda como nisso?

– Não ajuda, mas eu também não queria destruir o dia dela hoje contando isso. Mer, Amelia e Charlotte estão na cidade, ela vai sair para jantar com elas, está toda feliz por rever as amigas e queria até que eu fosse junto, mas nenhuma das 3 são muito minhas amigas sabe. Addison conseguiu fazer mesmo a cabeça delas. — disse fazendo uma careta revirando os olhos. — Odeio ruivas.

– Em que momento dessa sua separação com a Julie vocês duas conheceram as mesmas pessoas mesmo estando em cidades totalmente diferentes e sem nenhuma comunicação?

Jane perguntou realmente séria. Essa história Bellie estava mais confusa que a sequência de episódios de Firefly.

– Jane essa minha história com a Julie tem mais crossovers do que você imagina. — pegou seu celular da mão da amiga. — Não tenho tempo pra isso agora. — magicamente o celular de Beth começa a tocar naquele mesmo instante. — Oi amor! -...- Não. Está tudo bem. -...- Elas me odeiam. -...- Odeiam sim! -...- Não se preocupe comigo. Jane está precisando achar uma babá para o TJ, vamos sair pra jantar e eu vou ajudá-la. -...- Pode deixar que eu não vou deixar com que a Jane me leve para o mal caminho. -...- Divirta-se. Te amo. — desligou o celular.

– Vamos sair pra jantar? — Jane perguntou surpresa. Não tinham combinado nada, mas estava precisando mesmo ficar um pouco longe do assunto babá. — Você às vezes é uma ótima amiga, sabia?

– Eu sei, mas não hoje! — Jane a encarou sem entender. — Eu vou jantar com o Warren, você só vai me encobrir nisso até eu achar um jeito de contar pra Julie que eu sai para jantar com meu ex-marido.

Jane soltou um riso incrédula pelo que tinha acabado de ouvir. Pelo jeito Elisabeth não tinha mudado absolutamente nada ou tinha, mas nem tanto ou esse era o jeito dela mesmo e não tinha como mudar e ela não fazia nada disso por mal. Difícil saber a resposta certa.

– Eu não vou mentir pra Julie por você! Eu não vou ajudar você a destruir esse noivado.

– Eu não estou destruindo noivado nenhum, deixa de ser ridícula! Eu amo a Julie. Só não quero ela paranoica a toa.

– E você ajuda fazendo...

– Beth?

Obviamente que o sermão que Jane ia dar em Beth foi interrompido por um homem, vestindo social, mas não era qualquer roupa social. Parecia que a roupa tinha sido feita a medida para ele. A camisa social azul bem clara deixava o homem com mais corpo do que ele aparentava mesmo ter, entretanto não era de uma forma bombada, mas sim sexy e se não bastasse a roupa que o deixava totalmente irresistível, o homem ainda tinha uma barba rala e um sorriso de deixar qualquer mulher suspirando por horas.

– Warren. — disse Beth com um sorriso.

Aquele era O Warren da Elisabeth? Jane tinha visto uma ou duas fotos dele, mas pessoalmente o ex-marido da amiga era mil vezes mais bonito e charmoso. Agora entendia o receio de Beth não querer contar para Julie que sairia com seu ex, se Maura tivesse um ex-marido daquele, ela também acharia péssimo um encontro dos dois.

– Eu cheguei muito cedo? Pelas mensagens eu pensei que você já estivesse pronta para...

– Não... Não chegou cedo não. — Elisabeth estava desconsertada? Se Jane não conhecesse a ruiva absolutamente bem podia dizer que ela não estava em seu estado normal na frente de seu ex-marido. — Eu só estava falando para a Jane que como não tinha mais trabalho nenhum para fazer eu ia sair para jantar com você.

– Então você é a famosa Jane? — Warren estendeu a mão e Jane por alguns segundos não conseguiu saber o que tinha que fazer com ela. Também estava completamente perdida por causa do sorriso de Warren e olha que ela nunca teve interesse por homem nenhum em sua vida, mas tinha que admitir que Warren era o tipo de homem que balançava qualquer mulher ou pelo menos tinha o sorriso de um homem que fazia isso. Recuperada, pelo menos ao ponto de saber que tinha que cumprimenta-lo, ela o fez. — Beth sempre falou muito bem de você.

– Falou foi? — disse em um tom mais simpático que o seu normal ainda balançando a mão de Warren. — Ela também falou muito bem de você. Que você foi um ótimo marido.

– Sério? — o sorriso que até o momento era simpático se tornou um sorriso alegre. — Bom saber... — deu uma pequena olhada para Beth que desviou o olhar. — Você não quer ir jantar com a gente?

– Eu? Não! Não! Vocês tem muito para colocar em dia e eu tenho uma babá para procurar para o meu filho. Podem ir. Divirtam-se e pode deixar que eu cuido de tudo, Beth.

A ruiva sussurrou um "obrigada" para a melhor amiga e saiu com seu braço entrelaçado no braço de Warren.

Se Jane não soubesse o quanto Beth amava a Julie, mesmo com a desconfiança de que a amiga estava dando para trás com toda a história de noivado, podia dizer que o noivado estava em risco, pois não precisou de muito para Jane entender por que Elisabeth ficou cinco anos casada com ele.

Foi na delegacia que Elisabeth conheceu Warren. Estava totalmente de mau humor aquele dia e ao esbarrar com o moreno, sem nem que ele pudesse dizer uma única palavra a ruiva começou a fazer um barraco com ele, mesmo sem entender o motivo de estar ouvindo tudo aquilo, Warren deixou com que ela falasse, imaginou que Beth precisasse disso. Quando ela finalmente parou, antes do tempo normal que ela passava fazendo um barraco com alguém, finalmente ela pôde reparar em Warren e no sorriso divertido que ele estava mandando para ela. Com toda certeza, naquele momento, ela ficou toda perdida na vida e não conseguiu recusar o convite de sair para jantar com ele, mesmo sem entender o motivo de um advogado desconhecido chamá-la para sair depois de tudo que ouviu sem necessidade nenhuma.

Até hoje Elisabeth não sabia, mas ela se apaixonou por Warren. Motivo pelo qual ela ter casado com ele e ter permanecido casada durante cinco anos. Na verdade não era só esse o motivo, Warren era engraçado, fazia todas as suas vontades, aguentava todas suas piadas e suas manias. Assistia séries com ela e ainda procurava outras séries para que pudessem começar a assistir juntos, era o homem perfeito, mas não para ela. Por mais que Beth fosse apaixonada pelo Warren, depois da paixão vem o amor e a ruiva o amava, mas não da forma de viver para sempre ao seu lado como marido, o amava da maneira de se importar e querer que ele fosse feliz.

O jantar foi divertido. Elisabeth tinha esquecido como era ótimo passar um tempo com seu ex-marido. Tudo que ela conhecia e se encantava em Warren continuavam ali. O advogado continuava fazendo com que ela gargalhasse com suas histórias, continuava assistindo as séries que eles começaram juntos e ainda continuava shippando os casais errados, algo que Elisabeth sempre disse que era seu maior defeito.

Ela ainda amava Warren. Não da forma de querer voltar a ser casada com ele, mas sim da forma de se importar e querer que ele fosse feliz, o mesmo amor dos cinco anos em que foram casados e que fez com que ela o traísse por achar que essa fosse a melhor saída para que seu — até aquele momento — marido fosse feliz.

Sem julgamentos! Hoje Elisabeth virou gente e terminaria tudo com uma pacífica conversa, talvez.

O propósito é que Beth não estava dando para trás em seu noivado. Podia ter omitido de Julie esse encontro, entretanto era um encontro que ela precisava, não queria seguir com sua vida e ficar brigada com o ex-marido que fez uma enorme diferença em sua vida, precisava acertar as coisas e esse jantar havia enchido seu coração de alegria por saber que tudo ficaria bem entre os dois e em especial por saber que ela amava mesmo Julie e ficaria casada com ela pra sempre sim.

– Obrigado por ter aceitado jantar comigo. — disse Warren. Os dois já estavam do lado de fora do restaurante parados na frente do carro do advogado. — Fazia tempo que estava querendo sair para jantar, conversar com você.

– Nem me fala... Estava louca pra você me desbloquear das redes sociais pra gente poder conversar. O jeito que terminamos foi tão horrível. Dormi um bom tempo com uma faca debaixo do meu travesseiro com medo da sua mãe ter contratado alguém pra me matar. — Warren soltou um riso. O humor de Beth não mudava nunca. — Me desculpa pela forma que eu terminei com a gente.

– Na época eu não entendi, mas eu sempre quis que você fosse feliz também.

– Fico aliviada em ouvir isso porque pensei até que você tinha colocado meu nome na macumba online. — Warren a encarou com um olhar de incredulidade falso. Como ela podia pensar essas coisas dele? — Então tenho uma coisa pra te contar.

– Eu posso falar primeiro? — E Elisabeth pensou que receberia uma bomba de que ele estava noivo e ia casar, mas consentiu para que ele falasse primeiro mesmo assim. — Eu passei um bom tempo com raiva, pensando em como depois de cinco anos de casado você pôde terminar com a gente daquela forma e ainda dizendo que queria que eu fosse feliz. No final das contas entendi que essa era você. Caramba! Você sempre fez as coisas do seu jeito. Uma vez minha mãe se convidou pra ir lá em casa e mandou você fazer o almoço e pra mostrar que ela não mandava em você e não podia estragar seus planos de maratona do Oscar você pediu várias pizzas e disse para ela aproveitar o banquete. — Beth soltou um riso. Sabia mesmo como irritar a mãe dele. — Depois desse jantar acho que me dei conta do que eu já desconfiava faz tempo... Você é minha felicidade, Beth. Eu sou feliz ao seu lado.

Poucas são as coisas que deixam Elisabeth sem reação, saber que Warren ainda tinha sentimentos por ela quando a ruiva pensou que ele diria que ia casar foi uma dessas poucas coisas, mas o que a deixou totalmente perplexa foi o ex-marido depois de dizer tudo aquilo a beijar. Elisabeth até tentou se desvencilhar do beijo, mas estava tão fora de si tentando entender o que estava acontecendo que não conseguiu ter reação nenhuma a não ser deixar ser beijada.

– Eu pensei que você falou que ela tinha mudado. — observou Meredith.

– Qual é gente! Com toda certeza ela perdeu alguma coisa na boca dele. — disse Amelia. — Eu sei que eu já perdi.

– Eu não vou me meter nisso mesmo. — disse Charlotte.

– Não sabia que a Jane tinha virado um homem. — Julie finalmente disse algo fazendo com que os dois se separassem, entretanto o que ela não esperava que ao ter os dois se virando para encará-la ela daria de cara com Warren. — Eu não sabia que Jane tinha virado seu ex-marido.

***

– Maura? — disse Jane entrando em casa. — Maur eu vou te contar um negócio, mas você precisa jurar pra mim que não vai contar pra Julie. — ao chegar à sala pensando que encontraria sua esposa lá, ela deu foi de cara com um homem sentado em seu sofá, segurando o seu filho. — Você não é a Maura.

– Não... — o homem se levantou. — Sou Ian, o marido da Maura. — estendeu a mão. — Você é...?

– Uma idiota!

Notas finais
Acontece nos melhores relacionamentos, não é mesmo?