Notas iniciais
Chegamos ao fim da nossa jornada

O movimento havia diminuído. Os amigos tinham ido embora um a um, e o silêncio agora era pontuado apenas pelos sons ritmados dos aparelhos médicos. A luz suave do abajur dava um tom dourado ao quarto, e a brisa da janela entreaberta trazia o perfume leve da noite.

Grissom estava deitado, agora mais confortável. Estava de camisola hospitalar, com uma coberta fina sobre o corpo, e os cabelos bagunçados. Sara, deitada ao seu lado, segurava a mão dele como se não quisesse nunca mais soltar.

GG (em voz baixa, quebrando o silêncio):

— Eu lembro de tudo agora, Sar. De você... de nós... de cada detalhe do nosso amor.

SS (rindo com os olhos marejados): É tão bom ouvir isso.

GG (virando-se um pouco pra ela): Estou aqui com o coração inteiro. E ele só bate por você.

Sara se aproximou e apoiou o rosto no peito dele, ouvindo as batidas compassadas. Grissom passou os dedos suavemente pelos cabelos dela, sentindo o calor da pele, o cheiro familiar que tanto amava.

SS (sussurrando): Tive tanto medo de te perder… primeiro pro esquecimento... depois pra loucura de tudo isso.

GG: Você nunca me perdeu. Eu estava em algum lugar… e você me trouxe de volta. Com sua voz, com sua força... com aquele temperamento que assusta até o Lurie.

Eles riram juntos, baixinho. Grissom levantou um pouco o queixo dela e a encarou. Os olhos trocavam segredos antigos, reencontros silenciosos, promessas sem palavras. Então, ele a beijou.

Foi um beijo lento, profundo, cheio de saudade e ternura. Como se quisessem se lembrar um do outro com todos os sentidos.

GG (após o beijo, roçando o nariz no dela):

— Eu te amo, Sara Sidle Grissom. Desde sempre. Mesmo quando não me lembrava… meu corpo lembrava. Meu coração, com certeza, lembrava.

SS (emocionada):

— Eu também te amo. Mais ainda agora... porque quase te perdi. E não quero mais perder nenhum segundo ao seu lado.

Grissom puxou-a com cuidado para junto dele na estreita cama do hospital. Ela se aconchegou ali, com a cabeça no ombro dele, as pernas entrelaçadas por baixo da coberta, como se pertencessem um ao outro desde sempre — e pertenciam.

Ficaram assim, em silêncio, só respirando juntos. A guerra havia passado. O amor, esse tinha vencido mais uma vez.

Alguns dias depois

Agora com todos bem a família Grissom decidiu fazer uma confraternização convidando os amigos e o pessoal do Laboratório de Miami. Horatio, Ryan e Calleigh fizeram questão de comparecer, ainda mais que estariam aproveitando para diante da imprensa estar esclarecendo o resultado do desdobramento das investigações envolvendo o casal Thompson. Drº Lurie e o filho do Vice Presidente que desmantelou um esquema grande de corrupção, que para Ecklei foi a glória já que o Laboratório de Las Vegas também teve grande participação.

GS: Ainda bem que o chefinho marcou para hoje a festa. Aquela coletiva parecia que não acabava, estou morrendo de fome.

CW: Quando você não está com fome querido??

Arthur: Tio Greg come muito!!

Todos começaram a rir...

WB: Até o Arthur já conhece a sua fome Greg.

GS: Que deselegante!! O que posso fazer se tenho uma fominha grande?

SS: Apoiado amigo!! Esta com fome?? Vamos que o Brass já esta com a churrasqueira a todo vapor.

HC: Então vou comer churrasco feito pelo capitão Brass? Quando forem a Miami vou ter que retribuir a gentileza!

GG: Nada, não precisa!! Vocês nos ajudaram bastante, é o mínimo que podemos fazer.

Calleigh: Na verdade foi ajuda mutua!! Sem vocês não teríamos conseguido. Unidos derrotamos o povinho do mal.

Neste momento Heather e o marido chegam a casa. Logo as crianças vão brincar juntamente com dona Beth que estava extasiante por ter a harmonia de volta a sua casa com o retorno do seu filho e o relacionamento com Sara estar muito bem.

HK: Gente vou contratar Brass para fazer meus churrascos agora.

Mark: Está muito bom mesmo capitão!!

Henry, sempre observador, resolveu tirar uma dúvida que o incomodava.

Henry: Grissom, posso te fazer uma pergunta?

Grissom (curioso): Claro, Henry. Manda.

Henry: Aquele dia no hospital, quando a gente foi visitar vocês… eu estava voltando pro quarto e te vi do lado de fora, conversando com uma mulher. Quando entrei, o clima estava bem sério. Quem era ela?

Grissom (respira fundo, mas responde com serenidade):

— Aquela mulher era a Diana Thompson.

Henry: Diana? A filha dos dois psicopatas?

Grissom: Sim. Ela foi ao quarto naquele dia para pedir desculpas. Pelos pais… e pelos próprios atos. Queria deixar claro que não compactuava com nada daquilo e que estava rompendo com a família.

Henry (mais brando, quase envergonhado):

— Grissom… você não precisa me contar o que conversaram em particular. Só fiquei encucado. Mas… bom saber que ela tentou consertar um pouco.

GG: Sem problemas Henry!! Não falamos nada demais e até contei para Sara depois. Conversamos sobre as atitudes dela que de certo modo eu alimentei também, definimos nossa situação que é somente profissional, não temos nada que nos ligue já que a filha dela não é minha, enfim, rompi mais um laço mal dado.

Grissom (com um leve sorriso): Ela fez o que podia, Henry. Às vezes a coragem está em se afastar de onde você veio.

Sara : Deus me perdoe, mas fiquei mega feliz de saber que o Grissom não é o pai do bebê. Não saberia como seria conviver com ela... ver toda a situação na minha frente...

GG: Ei,ei,ei este assunto esta encerrado e de agora em diante tudo será as claras e a única mulher com a qual quero estar casado, me relacionando é você.

SS: Que ela entenda que a verdadeira força está em não repetir os erros dos outros.

O grupo assentiu em silêncio, num raro momento de reflexão compartilhada.

Greg (tentando aliviar o clima):

— Ok, mas alguém aqui tem coragem de desafiar a Heather com um chicote de novo? Porque eu ainda tenho pesadelos!

Todos riram. A tensão se dissipou. O pior já tinha passado.

CW: Chega de baixo astral e vamos dançar!!

Todos caíram na dança, incluindo as crianças. Depois de tempos tenebrosos um momento de descontração foi altamente bem vindo para distrair a mente destes profissionais que vivem sempre em alto stress. Grissom e Arthur brincaram pra caramba para grande admiração de uma morena que agora estava tranquila com o retorno do seu marido ao lar.

O céu estava pintado em tons alaranjados e o clima trazia uma brisa agradável. No gramado macio da praça, Sara e Grissom estavam sentados, abraçados, apenas sentindo o silêncio acolhedor da natureza ao redor. A cidade parecia ter pausado para eles.

SS (voz baixa, serena): Sabe... quando você ficou desaparecido, eu realmente não sei como consegui me manter em pé. Aliás, sei sim. Cada vez que sentia que ia desmoronar, eu olhava para o Arthur... e lembrava que ele precisava de mim firme. Ele precisava de mim inteira.

(Ela então se virou para ele, ficando de frente. Os olhos marejados, mas com um sorriso doce nos lábios.)

— Grissom... nós já passamos por tanta coisa juntos. Momentos difíceis, decisões difíceis... Mas tem algo que nunca, nunca mudou em mim: o amor que sinto por você. Gilbert Grissom... eu te amo. Muito.

GG (tocando delicadamente o rosto dela): Querida, se eu pudesse apagar todos os meus erros e te poupar de tudo que passou, eu faria isso sem pensar. Eu nem consigo imaginar o quanto você sofreu. Mas eu prometo — olhos firmes, voz decidida — vou passar o resto da minha vida tentando compensar cada momento perdido.

(Ele segurou as mãos dela.)

— Sara Sidle... você é a mulher da minha vida. Não existe futuro em que você não esteja comigo. Eu te amo, minha morena.

(O beijo veio intenso, carregado de saudade e entrega. Os dois se agarraram com um misto de paixão e ternura, e só se separaram pela falta de ar, rindo baixinho um para o outro.)

SS (sorrindo com malícia): Acho que precisamos ir pra casa... antes que sejamos presos por atentado ao pudor.

GG (brincando): Concordo. E acho que temos... assuntos urgentes e particulares para resolver no quarto.

O casal entra discretamente, atravessando os corredores como dois adolescentes conspirando. Sumiram no quarto sem alarde, e lá deixaram transbordar toda a paixão reprimida pelos dias de incerteza e distância.

Quando finalmente voltaram para o andar debaixo, o clima era de festa. Os amigos riam, compartilhavam histórias do resgate e se despediam. Grissom e Sara chegaram discretamente, com os cabelos levemente bagunçados e sorrisos impossíveis de disfarçar.

Cath (olhando e rindo): Hm mm... alguém aí está com cara de quem resolveu as tensões do sequestro com muito entusiasmo.

Nick: Ouvi dizer que a terapia de casal agora é feita na horizontal.

(Risos tomam conta da sala. Grissom apenas abraça Sara com carinho. Ela revira os olhos com um sorriso no canto da boca.)

SS: Tão maduros, meus colegas. Tão maduros...

CW: Vocês aproveitaram bastante a festa que notei... agora eu vou continuar a festa junto com o Henry. Tchau queridos!!!

O casal se olhou e caiu na gargalhada com o jeito que os amigos saíram abraçados.

GG: A noite vai ser longa!!

O movimento no laboratório estava intenso, mas havia uma certa perita que parecia... diferente. Não no jeito de trabalhar, claro, mas em suas pausas dramáticas para respirar, nos olhares longos para o nada e principalmente no número de vezes que visitava a sala do café (ou o banheiro).

Catherine, que não nasceu ontem, já estava observando há dias. Até que, em um intervalo entre casos, ela puxou Sara para um cantinho.

CW (de braços cruzados):

— Ok, Sara. Ou você está com uma lombriga do tamanho de um alien ou tem algo a mais acontecendo aí.

SS (sussurrando, olhando pros lados): Tá bom, tá bom… Você lembra da noite do aniversário do Arthur?

CW (arqueando a sobrancelha com aquele sorriso maroto): Lembro. Foi uma loucura maravilhosa aquele dia, eu....

SS (fazendo careta): Catherine, foco! Acontece que eu e Grissom estávamos empolgados demais... ele ainda estava naquela fase "não lembro quem sou, mas sei que te amo"... e, bom... agitamos o quarto, mas... esquecemos da proteção.

Catherine arregala os olhos, depois leva a mão à boca para conter uma risada.

CW: Ai, meu Deus! Sidle... Você está...

SS (suspira, mão na barriga): Sim... grávida. Mas shhhhhh! Ainda não contei pra ele. Quero fazer uma surpresa.

CW (quase pulando de alegria): Aaaaah, eu sabia!!! Vamos ter mais um integrante na turma! Gente, esse laboratório vai virar uma creche de gênios!

SS (apontando o dedo pra ela, firme): Catherine Willows, silêncio absoluto! E nem pense em comprar roupinha antes de eu contar pro Grissom!

CW (cruzando os dedos no ar): Prometo... Mas quando liberar, me chama pra ir às compras. Você sabe que sou ótima em gastar o dinheiro dos outros — especialmente quando é com mini macacões científicos.

SS (revirando os olhos, rindo): Ai meu Deus... O que eu fui fazer...

CW: Um bebê, querida. Você foi fazer um bebê!

As duas caem na gargalhada, tentando disfarçar quando Greg passa e olha desconfiado. Sara sai andando com a prancheta, e Catherine já está planejando as compras.

Sara havia planejado contar no café da manhã depois de levarem Arthur na creche, mas os planos foram por água abaixo quando Ecklei o chamou para uma reunião de emergência. Ela aproveitou e saiu para dar uma volta.

Sara havia saído de casa para caminhar um pouco e espairecer. Com uma garrafinha de água na mão e o pensamento longe, ela se aproximou do banco sob a árvore onde costumava sentar com Grissom. Mas, ao chegar mais perto, viu alguém já ali. Era Diana Thompson.

A jovem relações públicas a viu se aproximar e se levantou prontamente.

DT (um pouco nervosa): Sara… eu sabia que você vinha sempre aqui. Eu só… eu precisava falar com você. Prometo que vou embora se assim você não quiser.

SS (com calma): Pode ficar. (faz um leve sorriso e se senta) — Senta, Diana.

A moça obedeceu, ajeitando a bolsa no colo, o olhar cheio de hesitação.

DT: Eu não espero que você me perdoe. Na verdade… nem sei como tenho coragem de falar com você depois de tudo.

SS (olhando o céu por um instante): Não sou do tipo que guarda mágoa. Mas confesso que por um tempo… eu quis te esganar.

As duas riem brevemente. O gelo havia começado a derreter.

DT (séria): Eu me envolvi com o Grissom num momento errado, confuso. E pior… mesmo depois de saber quem ele era, eu continuei tentando. Foi egoísta, foi errado. Eu queria me sentir importante. Mas depois de ver tudo que vocês passaram, tudo que ele sentia — e ainda sente — por você... eu só senti vergonha.

SS (com firmeza, mas sem hostilidade): Diana, eu não vou mentir. Você mexeu com meu emocional, colocou dúvidas na minha cabeça. Mas hoje... depois de tudo que superamos, não tem mais espaço pra isso. E quer saber? Se ele tivesse escolhido você, não teria sido o homem que eu amo. O Grissom é meu lar.

DT (com lágrimas nos olhos): Eu sei. Eu queria pedir perdão. Por ter me metido, por não ter enxergado o amor de vocês, por ter alimentado as mentiras e falcatruas do Teddy. Sei que o perdão talvez não venha agora… mas eu precisava tentar.

SS (a olhando nos olhos): O perdão não apaga o passado, mas pode aliviar o futuro. Você parece sinceramente arrependida. Então… está perdoada.

Diana abaixa a cabeça, emocionada. Sara se levanta e antes de sair, coloca a mão no ombro dela.

SS: Mas se tentar algo de novo… a próxima conversa vai ser com Heather e um chicote. E aí, nem eu te salvo.

DT (assustada e rindo ao mesmo tempo): Combinado. Totalmente combinado.

Sara segue seu caminho de volta para casa sorrindo, mais leve. Diana respira fundo e sorri discretamente, como quem acabou de tirar um peso enorme das costas.

A morena mal conseguiu tirar os sapatos. Só teve tempo de escovar os dentes, fazer seu ritual de cuidados e deixar — sem querer — um pequeno bastão revelador em cima da pia do banheiro. Detalhe técnico: positivo.

Horas depois, Grissom chega do laboratório, cansado, mas feliz de finalmente estar em casa. Ao entrar no quarto e ver a esposa deitada de bruços, sorriu. Ela estava tão entregue ao sono que nem ouviu o barulho da porta. Resolveu tomar um banho rápido para não incomodá-la.

Foi só ao sair do chuveiro que o universo mudou.

Parado de toalha, pronto para pegar a escova de dentes, ele viu o pequeno teste sobre a pia.

GG (paralisado, encarando o objeto):

— Isso... isso é... É? Isso é?!?

Seu cérebro processou a informação por cinco minutos inteiros. Passou por todas as fases: negação, análise técnica, hipóteses, euforia pura.

Decisão tomada: só uma pessoa podia confirmar.

Ele entrou no quarto e, sem cerimônia, deitou por cima da esposa, distribuindo beijos no pescoço, ombros e costas com a alegria de uma criança que achou um presente de Natal em julho.

SS (resmungando e sorrindo sonolenta):

— Uhumm… Demorou, amor… O que tanto o Ecklie queria? Se continuar me beijando assim, vou querer... complementação.

GG (sorrindo, segurando o teste no ar):

— Eu faço a complementação com muito gosto. Mas antes… achei isso no banheiro. É… é o que estou pensando?

SS (virando-se de lado, rindo):

— Eu queria fazer toda uma surpresa bonitinha, com laço, jantarzinho, talvez um body do “bebê cientista”, mas… o cansaço e o Ecklie não colaboraram. Sim, meu amor. Vamos ter mais um rebento.

Grissom arregalou os olhos de novo, soltou um som que parecia um riso nervoso e um soluço ao mesmo tempo e… voltou a beijá-la como se o mundo fosse acabar.

Momentos depois, os dois exaustos na cama, sorrisos bobos estampados nos rostos.

SS (ofegante, rindo):

— Uau… você hoje foi igual àquela noite depois da festa do Arthur…

GG (rindo também): Aquela noite eu estava completamente perdido… Achava que ainda era errado tocar em você, mas queria tanto, tanto, ficar perto. E quando soube que podia… bom, digamos que a linha foi atravessada com gosto.

SS (acariciando o rosto dele): Você me deu uma família, Gil. Um filho lindo, outro a caminho, um cachorro desajeitado, uma sogra maravilhosa morando com a gente… Mas acima de tudo, me deu amor, segurança. Algo que eu nem sabia que era possível.

GG (emocionado): Você que me deu tudo, minha melhor aluna. Minha mulher. Minha vida.

SS: Preciso te contar uma coisa…

GG (sorri): Agora fiquei curioso. O que aprontou, morena?

SS: Não fui eu que aprontei dessa vez. Hoje, na praça… eu encontrei a Diana.

GG (levanta as sobrancelhas, surpreso):

— Diana Thompson?

SS : A própria. Estava sentada no nosso banco, acredita? Quase pedi pra sair, mas resolvi sentar e ouvir.

GG (mais sério):

— E... o que ela queria?

SS: Me pedir perdão. Disse que se arrependeu de tudo. Que só depois de ver o que passamos percebeu o quanto foi egoísta… e que se sentiu envergonhada.

GG (com um suspiro): Isso... parece sincero. Ela sempre foi meio impulsiva, mas acho que no fundo não é má pessoa.

SS (cutucando ele com o cotovelo): Ah, entendi. Já está defendendo?

GG (rindo): Jamais! Estou apenas analisando o comportamento humano. Cientificamente, claro.

SS: Cientificamente, né? Pois cientificamente falando, eu disse pra ela que estava perdoada… mas que se tentasse de novo, quem conversaria com ela seria a Heather — com o chicote.

GG (assustado e gargalhando): Você disse isso mesmo?

SS (orgulhosa): Palavra por palavra. Ela jurou que nunca mais se aproxima.

GG: Que bom.

Os dois riem. Grissom a puxa suavemente para um abraço, apoiando o queixo na cabeça dela.

GG: Obrigado por me contar. E por não esconder nada, nem mesmo algo que poderia te deixar desconfortável.

SS: Transparência, lembra? E sinceramente... você é meu. E depois de tudo o que passamos, nenhuma Diana no mundo me ameaça.

GG (beijando sua testa): Ainda bem que você é minha morena. Porque não sei se sobreviveria a outra “fase Diana”.

SS (bocejando): Nem eu. Agora vamos dormir antes que eu comece a filosofar sobre perdão e hormônios.

GG: Agora vem cá… vamos continuar comemorando.

A paz voltou a reinar na família Grissom.

A paz finalmente reinava na casa dos Grissom.

Dona Beth, com sua alma de artista, inaugurou uma galeria em Las Vegas que já estava virando ponto turístico local — entre uma exposição de arte moderna e outra com besouros esculpidos em metal reciclado, ela fixou residência na cidade do pecado. A pedido de Sara (com apoio discreto de Grissom, claro), a charmosa casa de Santa Barbara foi mantida como refúgio para férias. O plano do patriarca? Voltar para lá assim que pendurar o jaleco de supervisor e viver entre vinhos, livros e o som das ondas.

Enquanto isso, o laboratório de Vegas florescia.

Catherine e Henry engataram um namoro que surpreendeu a muitos, mas agora ninguém mais ousava apostar contra eles. Juntos, estavam mais afiados que qualquer dupla de detetives de série policial.

Os “meninos” do time — Nick, Greg — continuavam na ativa e, claro, bagunceiros como sempre. Em dias de café coletivo no breakroom, parecia recreio de colégio.

Em Miami, a turma seguia firme, agora também considerada parte da “família expandida”. Os laços se estreitaram tanto que os churrascos já eram intercambiáveis, com Vegas indo visitar, levando cerveja e risadas, e Miami retribuindo com sol, piadas e drama tropical.

Alguns meses depois veio ao mundo mais uma integrante para a família Grissom.

Laura Elizabeth Sidle Grissom.

Nome elegante, sorriso banguela irresistível, pulmões dignos de um tenor. A pequena nasceu cercada de amor — e de um papai babão e uma mamãe mega coruja.

No hospital, o quartinho da maternidade parecia um camarim de celebridade com tantas visitas, flores, bichinhos de pelúcia e... claro, brinquedos científicos “para estimular desde cedo”.

Arthur, o agora promovido a irmão mais velho, chegou ao hospital com cara de quem sabia que o cargo vinha com responsabilidade.

Assim que olhou a bebê, soltou:

Arthur (drama digno de Oscar):

— Ferrou. Agora chegou a menininha do papai!!

Todos caíram na gargalhada.

Catherine enxugava as lágrimas de tanto rir, e até Beth teve que sentar, rindo com uma mão no peito.

Grissom (abraçando Arthur com força):

— Só que você é o garotão do papai!

(encheu o menino de beijos enquanto Laura soltava um chorinho no berço)

Sara, emocionada, olhava os dois com os olhos marejados.

Ela tinha tudo ali: amor, filhos, uma sogra criativa, um cachorro danado e um lar construído com carinho.

A casa, enfim, estava em silêncio.

Depois de visitas, fotos, risadas, fraldas jogadas fora por engano (obrigado, Nick), a paz voltou a reinar no lar dos Grissom.

Sara estava terminando de organizar o quartinho enquanto Grissom, corajoso feito um explorador do National Geographic, encarava o maior desafio da noite: trocar a fralda de Laurinha.

GG (falando com a bebê):

— Tá tudo sob controle, princesa. Seu pai é um cientista. Doutor. Supervisor. Já fiz autópsia de escaravelhos com mais de trinta patas... isso aqui é fichinha.

Laurinha o encarava com um sorrisinho maroto.

Ele abriu a fralda.

Fez uma careta.

GG: Ok... isso definitivamente não é fichinha.

Pegou um lenço, depois outro. E mais dois.

GG (tentando se manter calmo):

— Quantas fraldas um bebê pode usar em uma hora? Isso devia estar em um manual!

Quando ia fechar a nova fralda, a princesa resolveu fazer um bis, com mira cirúrgica.

GG (pulando para trás):

— Oh, não! Isso foi um ataque deliberado!

Sara apareceu na porta com uma expressão que misturava ternura, exaustão e pura diversão.

SS (com os braços cruzados):

— Precisa de ajuda, doutor Grissom?

GG (erguendo as mãos, rendido):

— Confesso. Ela venceu. Me atingiu. Moralmente e... literalmente.

Sara pegou Laurinha no colo e deu um beijo nela.

SS: Essa é minha garota. E você, Bugman, tem 48 horas para aprender a usar aquela fralda com absorção turbo que compramos. A batalha só começou.

GG (pegando a toalha e limpando a camisa):

— Eu preferia interrogar suspeitos. Pelo menos eles não miram no meu peito.

Mais tarde, a luz do abajur lançava um brilho suave pelo quarto.

SS (sussurrando): Com a chegada da Laurinha, escrevemos mais um capítulo da nossa história.

GG (beijando a testa da esposa):

— E estaremos sempre juntos escrevendo cada capítulo com mega entusiasmo. Eu te amo, Sara Sidle Grissom!

SS (sorrindo): Eu também te amo muito, Gilbert Grissom.

Eles se beijaram, com um sorrisinho nos lábios.

Com tudo resolvido, corações em paz e a família mais completa do que nunca,

encerramos nossa história.

Mas como todo bom conto com amor, ciência, ação e fraldas...

a vida continua — página por página, dia após dia.

Até a próxima pessoal!!

FIM

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!