Rivalidade
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Depois de vários sorrisos, apresentações e confirmações de identidades perfeitamente falsificadas, os detetives foram levados a uma das salas VIP`s da boite de Maleki. O personagem de Electra era uma roqueira descontraída e falante. Sentados no sofá, ela colocou as pernas sobre o colo de Sherlock que a fuzilava com os olhos:
_ Está tudo bem, irmãozinho! Maleki é um cara legal... Você vai gostar dele!
Uma das garçonetes chegou trazendo bebidas e aperitivos. Um homem grande e negro, usando camisa desabotoada, joias e um terno de grife, chega logo depois:
_ Estou tendo um vislumbre do paraíso...
_ Como vai Maleki? Electra sorriu simulando o máximo de descontração. _ Soube que você estaria de passagem por Londres e vim apresentar meu irmão gêmeo, Heitor, e saber se gostaria de contratar meu show?!
_ Elly, que surpresa agradável... Você nunca me falou de um irmão!
Sherlock deduzia sobre o homem a sua frente, sem tirar o sorriso dos lábios e entrou no papel de irmão recentemente reconciliado com a família.
_ É sempre um grande prazer conhecer um apreciador de boa música!
_ Vocês são incrivelmente parecidos, um verdadeiro deleite para os olhos... Maleki se derretia em elogios aos músicos, afastou as pernas de Electra e se sentou entre os dois, colocando os braços em seus ombros.
_ Elly, como você veio parar em Londres e como soube que eu estaria aqui?
_ Sabe como é, Maleki?! Músicos são fofoqueiros, as notícias se espalham rápido em nosso meio!... Então cá estamos nós!
_ Estou ansioso para ouvir sua música! E você, Heitor? Seu sotaque é inglês?!
_ Vivo a muitos anos em Londres. Acabei por imitar os ingleses...
_ Você também canta? Seria um desperdício não usar esta linda voz de barítono!
_ Heitor é um ótimo baixista e canta muito bem... Interrompeu Electra!
_ Minha irmã está sendo gentil... Nunca estarei a altura do talento dela!
Electra contou como havia reencontrado o irmão que havia saído de casa depois de discutir com os pais sobre a carreira que havia deixado para se tornar músico... Blá... Blá...Blá...
Sherlock concluiu que a conversa já havia se prolongado além do necessário e esperava a oportunidade para explorar os escritórios da boite.
Depois dos efusivos cumprimentos, Maleki ordenou que o palco fosse preparado para os seus convidados. E a oportunidade surgiu. Com a desculpa de procurar o camarim para se preparar para o show, Sherlock, se esgueirou pelos bastidores e escritórios. Descobriu números de telefones internacionais, endereços de empresas e instituições governamentais. Pontos de partida para finalizar as investigações sobre as conexões da rede terrorista de maleki. Quase foi surpreendido por um dos seguranças, mas conseguiu chegar ao palco sem problemas.
Como haviam ensaiado, tocaram e cantaram www.youtube.com/watch?v=3YxaaGgTQYM e foram aplaudidos, principalmente pelo público feminino. Muitas moças não perderam a oportunidade de acariciar o traseiro do constrangido detetive.
Quando se preparavam para deixar a boite, Sherlock e Electra viram um casal sendo arrastado por três brutamontes para os fundos da boite. Para a surpresa dos dois, eram John e Ja`net. Electra foi para perto dos dois com o pretexto de procurar o casaco esquecido e ouviu os homens discutindo sobre o que fariam com os intrusos:
_ Pegamos estes dois próximos do portão. Esta aqui é africana e o inglês é militar aposentado...Muito suspeitos...
John se justiçava sua permanência no local:
_ Minha namorada está de passagem pelo país e procurávamos um bom lugar para jantar quando soubemos desta ótima boite próximo do hotel!
Ja`net sorria nervosamente e concordava com o namorado.
_ Isto tudo não passa de um mal entendido, senhores! Se o senhor nos permitir usar o telefone, ligo para meu contato no consulado e ele confirmará que somos pessoas de bem!
Quando terminou de falar, Ja`net viu Electra se aproximar para pedir que alguém buscasse seu casaco. Electra deixou claro para os amigos sua preocupação com sua segurança. Sherlock via de longe e torcia para a parceira não tomar nenhuma atitude impensada. Ele viu que John o olhava, mas não demonstrava estar com medo.
Meia hora depois, Lestrade recebeu a mensagem sobre o rapto dos amigos e alertou toda a Scotland Yard. Agentes e atiradores de elite se posicionaram em pontos estratégicos em terraços de prédios vizinhos. Ele tinha que impedir que John e Ja`net fossem usados como reféns então planejaram criar uma distração. Agentes infiltrados provocariam uma briga na plateia e disparariam o alarme de incêndio para que todas as pessoas inocentes deixassem o local rapidamente. John e Ja`net seriam resgatados em meio a confusão! Mas o movimento nos prédios próximos fez com que os desconfiados seguranças externos alertassem os colegas no interior da boite.
John e Ja`net ficaram sob a guarda de apenas um homem e usaram suas experiências em combate para neutraliza-lo, tomar sua arma e recuperar seus telefones. Correram com a multidão e informaram sua posição para Sherlock, mas antes que alcançassem a saída da guarita lateral, deram de cara com Maleki e dois de seus homens se preparado para também deixar o local e novamente foram rendidos e feitos de reféns.
Maleki tomou o telefone de John e ligou para o último número chamado:
_ Estes dois vão deixar a minha boite em sacos de lixo se vocês não fizerem exatamente o que eu mandar. Se tentarem me fazer de tolo, começo a descarregar minha arma nas pernas da moça bonita.
Sherlock engoliu seco quando recebeu a ligação, mas não se deixou abalar:
_ Sr. Maleki!
_ Heitor, é você?
_ Meu nome é Sherlock Holmes e o senhor está cometendo um grande erro. Liberte os reféns e eu prometo não destruir sua organização com o senhor dentro!
_ O senhor não está em posição para me ameaçar. Vocês têm 5 minutos para nos trazer o carro blindado e liberar o caminho até o aeroporto.
Um a um, os homens de Maleki foram sendo alvejados por armas com silenciadores ou capturados restando apenas um que estavam com ele na guarita.
Sherlock mantinha Maleki falando enquanto as exigências do terrorista estavam sendo providenciadas.
Para o desespero de Lestrade, quando o carro foi estacionado a porta da guarita, Electra se esgueirou até poder ouvir a respiração dos homens entrincheirados. Ja`net foi puxada para servir de escudo entre a saída e a porta do carro, e John foi levado logo depois. Maleki estava quase entrando no carro com Ja`net, John viu um movimento pelo canto do olho e se abaixou fingindo um mal-estar. Ele ouviu um som surdo e caiu ao ser puxado pelo homem que o segurava. Um tiro certeiro havia atingido a cabeça do segurança e o sangue dele respigou nas costas e cabeça de John. Sherlock que via a cena a distância, correu para a entrada do prédio. Ja`net correu para fora do carro e foi atingida de raspão na perna por um dos tiros disparados por Maleki. Electra gritou e atirou em Maleki que se virou e encarou surpreso o rosto de sua algoz.
_ Elly?!
Maleki mirou em Electra usando suas últimas forças e recebeu mais um tiro pelas costas disparado por Lestrade. Maleki caiu morto e Electra correu, e abraçou Ja`net.
_ Sua idiota sem noção, você poderia estar morta! Por que tinha que me seguir de novo?!
_ Você é que sempre tem ideias idiotas! Você não é indestrutível... Elly...
_ O quê?!...
_ Você está ferida!
_ Droga, eu já havia me esquecido como dói levar um tiro!
Lestrade segurou Electra antes que ela caísse no chão e ela agradeceu:
_ Obrigada, Sr. Lestrade. Agradeça ao Holmes por mim... Ele manteve Maleki bem distraído... O cara foi útil.
Sherlock se certificou que John não havia sido ferido e foi ajudar Ja`net e Electra. A coragem da estrangeira o havia impressionado, apesar de mal orientada.
_ Morta você deixaria de ser útil, Wiese! Somos muito diferentes...
_ Graças aos céus! Dizendo isso, Electra perdeu os sentidos.
A bala que feriu Electra não havia atingido nenhum órgão vital e em poucos dias, ela e Ja`net tiveram alta do hospital. Lestrade a visitou várias vezes sempre levando seu sorriso e notícias sobre a investigação.
Fale com o autor