Rivais

18 Cap. 17- Loiros são problemáticos


Notas iniciais
Como eu acabei de colocar em outra fic, não vou nem tentar me desculpar '-' Não desistam de mim, por favor. Eu amo vocês, humanos ♥ Mas ok. Esse capítulo ficou gigantesco. E olha que eu resumi bastante coisa kkkk Gostam de capítulos grandes assim? Bom, veremos. Boa leitura ^^

(...)

— Veio nos ajudar? -a garota riu, rodando a tesoura entre os dedos.

— Sabemos que você também não gosta dela. -uma outra menina, com cabelos escuros dessa vez, completou.

— Mas tem gente que gosta. -o novo indivíduo falou.

— Aqueles amigos idiotas dela? Haha! Não me faça rir! -a mesma garota de antes gargalhava.

— Mel, coitadinha dela... Não fale assim. Ela não tem culpa se nem o próprio pai dela a suporta...

(...)

— Você sabe que o Lucas nunca vai querer nada contigo... -riu.

— Seu... Eu vou matar você e essa garota! -gritou a loira, Larissa.

— Não faça isso! -esbravejou, empurrando a garota para longe de mim.

— Não me diga que você também... Gosta dela...?

— Não diga besteiras. Ela é protegida do nosso capitão, então é nossa protegida também, e por isso não quero que você encoste em um fio de cabelo de Catarine. Nunca mais!

Veio até mim, me puxando por baixo das axilas e me pondo de pé.

— Vamos embora.

(...)

— Mas obrigada mesmo assim. Como sabia que eu estava lá?

— Não sabia. Só... Fique quietinha aí, OK? Vou te levar pra casa.

— Temos que pegar meu material que ficou no banheiro...

Ele parou no lugar, me tirou do seu ombro, e me colocou sentada no chão.

— Não se mexa! É uma ordem! -saiu correndo de volta para o banheiro.

(...)

— Leo, já pode me colocar no chão. -pedi.

E ele fingiu que não me ouviu.

— Leo...

— Já mandei ficar quieta. -resmungou.

(...)

Com um gritinho de susto, eu novamente já estava sobre seu ombro.

— Estou começando a odiar essa sua mania. -bufei.

Ele riu.

(...)

E só aí eu percebi a nossa proximidade. Ele estava sentado na cama, com as pernas dobradas, de frente para mim, segurando meu rosto próximo ao seu. Leo era mais alto, então eu sentia sua respiração quente batendo em meu rosto.

— E-Eu posso fazer isso. -peguei a compressa, me afastando.

— Fique quieta. -bufou, irritado, tentando pegar de volta.

— Não.

(...)

— Você foi capaz de ficar comigo, mesmo eu estando sem os óculos. -falei abafado.

— Não entendi.

— Você não sente repulsa de mim sem os óculos? Meus olhos não são estranhos? -praticamente subi em cima dele, o encarando.

— N-Não... -seu rosto ficou vermelho.

— Sério? -perguntei.

— Sério. Eles são até... Até... Bonitos.

— Obrigada! -pulei em cima dele, agarrando seu pescoço em um abraço.

(...)

Pouco depois, Valentina e Alberto passaram feito furação pela porta.

— Pode contar tudo, mocinha. -a rosada começou.

— Por que o Leo estava aqui, por que ele saiu tão nervoso, e por que estava vermelho. -Beto contava nos dedos.

— E por que você também tá vermelha, viada!

Valentina sendo Valentina.

— Um de cada vez. –ri, os puxando para sentar.

(...)

Loiros são problemáticos

— Então você o agarrou? –Valentina sorriu.

— Não. Eu o abracei, é diferente. –suspirei, explicando pela quinta vez a mesma coisa.

Esses meus amigos não queriam colocar nessas lindas e ocas cabecinhas que eu simplesmente NÃO tinha me atirado para cima do Leo, e sim o abraçado. E foi algo totalmente espontâneo e inesperado, que provavelmente não se repetirá mais.

— Quando o Lucas chega? –meu amigo vinha da cozinha com uma bacia em mãos.

— Acho que às... Espera! Eu não estou mais na casa dele. E quem deixou você ir revirar a cozinha?

— A casa é mais nossa do que sua, Cat querida. –os dois folgados se jogaram no sofá, comendo a pipoca que estava na bacia.

— Mas são uns folgados mesmo... –bati nos dois, pegando pipoca também.

— E você acha mesmo que seu capitão não iria vir te buscar?

— Valentina, por favor, ele não viria. –revirei os olhos.

Eu já estava prestes a expulsá-los daqui com pontapés, nem que isso estrague minha perna boa.

— Vamos fingir que é verdade. Então, quando iria nos contar do namoradinho? –a garota me mostrou meu celular.

— Contar o quê? –peguei o aparelho- Ah não.

Vamos nos encontrar no Parque Norte no fim de semana, daqui duas semanas.

Se não quiser que seu belo papai volte para casa mais cedo, claro.

Não se assuste por eu ter descoberto o seu número, querida, tenho olhos por toda parte.

Até o sábado. Às 20:00. Esteja pronta para nossa noite, namorada.

— Eu não acredito! –joguei o aparelho no sofá.

Ela provavelmente só tinha lido a última mensagem.

— O que foi isso? –Beto pegou e foi ler.

— O maldito Velásquez. –grunhi.

— O QUÊ?? Por quê a gente não junta uma gangue e mata logo ele?

— Valentina, nada de violência, lembra? –o loiro a empurrou de volta para o sofá, já que ela tinha se levantado.

— Parem de me chamar de Valentina –bufou- Então vamos montar uma guarda para a Cat. –ficou de pé novamente- Isso seria perfeito!

— Pare de ter ideias tão absurdas. –falei.

— Concordo com a rosinha. Sua segurança é essencial. –Beto apertou minhas bochechas e logo os dois me ignoraram completamente enquanto discutiam mais um dos seus planos ridículos que eles consideravam infalíveis.

Peguei o celular de novo, lendo e relendo aquelas mensagens do loiro irritante, controlando a vontade imensurável que eu tinha de mandar um belo ‘’Não’’ como resposta para aquele convite que mais parece uma sentença de morte. Ai meu Deus. Ele não tentaria me matar, certo? Estupro daria cadeia, então... Droga, ele é rico, não passaria muito tempo atrás das grades. Eu devia mesmo pedir ajuda ao Lucas? Não, não. Quem sabe o Leo? Ele nunca me ajudaria. Quem sabe outra pessoa... Matheus? Gustavo?

— CATARINE!

— Oi? -me virei para os dois.

— Faz um tempo que a gente te chama. Tava pensando em quê?

— Passei tanto tempo com vocês que comecei a pensar coisas absurdas também. -desviei de um travesseiro.

— Esqueçam. Eu abro. -o loiro passou por nós, em direção à porta.

Menos de um minuto depois vejo Beto e Lucas na minha frente.

— Lucas?

— Oi -sorriu- Por quê não foi pra casa?

— Mas eu estou em casa. -cruzei os braços.

— Você entendeu. -ele fez o mesmo.

— E você também. Eu estou em casa, meu pai não está e meus amigos estão aqui, então não estou sozinha.

— Leo me contou o que aconteceu.

— Qual parte? -senti as bochechas levemente quentes.

— Como assim "qual parte? ". A parte das garotas te baterem no banheiro, claro. -revirou os olhos, visivelmente frustrado.

— Opa opa opa. Quem que fez o quê? -meus dois amigos empurraram o garoto, ficando de frente para mim.

— Ahn... Qual o assunto mesmo? -desviei o olhar.

— Quem te bateu, Catarine?

— Vamos maataar! -Vale gritou, pulando que nem doida.

— Isso não foi uma queda? -Beto segurou meu rosto com ambas as mãos.

— Eu realmente caí. Mas não bati o rosto...

— E por que não disse nada pra nós, flor? -me abraçou.

— Não queria preocupar ninguém. -retribuí o gesto.

— Pelo menos está bem, pirralha. -a outra se jogou em cima de nós e caímos no sofá.

— Leo que te ajudou? -meu amigo empurrou a outra criatura, me colocando ao seu lado no sofá.

— Ei! -ela reclamou antes de se sentar no chão, de frente para nós.

— Sim. Ele me ajudou no banheiro quando elas me pegaram, me trouxe para casa e colocou gelo para que meu rosto não ficasse todo inchado.

— Ele me disse para falar com você sobre isso mesmo. Quem foram as pessoas que fizeram isso com você? -nossa. Nem lembrava do moreno ali até ele falar.

— Nunca prestei atenção nelas até hoje. E ainda estava bem... Assustada para tal. Desculpa. -suspirei.

— Tudo bem. Ainda bem que o Leo te encontrou. E me desculpe por não ter ido atrás de você. -veio até mim, afagando meus cabelos levemente.

— Não tinha como saber o que iria acontecer, certo?

— Errado. Foi culpa minha. E eu vou consertar isso agora. -se afastou- Depois volto.

— Ei. Pra onde você vai? -Vale correu atrás dele, lá fora.

— Então... Quem eram essas garotas? -Beto questionou.

— Não faço ideia. Só ouvi alguns nomes, Mel, Larissa, além do Leo dizer algo sobre o Lucas nunca querer algo com a tal Larissa. Mas não lembro de ter visto alguma delas.

— Ah sei. Deve ser o grupinho de vadias do primeiro ano. Pode deixar que vamos dar um jeito de elas nunca mais te incomodarem. -a garota falou enquanto vinha até nós, com um sorriso muito suspeito no rosto.

— Valentina, nada de violência. -Beto reclamou com ela.

— Eu não disse que ia fazer alguma coisa. -deu de ombros.

— Nem precisa. É só olhar pra esse sua cara. -falei e ela praticamente se jogou em mim- Sua doida!

— Já disse que não vou fazer nada -desdenhou- Então. Quem quer ver filme?

Passava das 2 da manhã quando eu desliguei a televisão. Beto havia ido para o quarto de hóspedes quando o terceiro filme acabou e Valentina estava jogada no sofá, babando, no seu provável quinto sono da noite. Eu me sentia cansada, exausta demais para qualquer coisa. Fui para o meu quarto e assim que me deitei, o celular tocou.

— Oi? -bocejei.

— Te acordei?

— Lucas? -murmurei, colocando o celular sobre a orelha.

— Não. Leo. -ainda consegui imaginar ele bufando de raiva do outro lado.

— Leo? O que quer -bocejei novamente- a essas horas?

— Saber se está tudo bem e se seus amigos dormiram aí.

— O quê?

— Tá surda ou o quê, garota? Tô perguntando se tá tudo bem. Ou a florzinha não consegue responder nem isso? -riu.

— Você é desprezível, sabia?

— Também odeio você. Agora seja uma boa garota e responda.

— Quer saber por quê mesmo?

— Por... Por... O... Capitão... Isso. O capitão pediu pra eu ligar e saber.

— Sério?

— Responde logo!

— Credo. Não seja chato.

— Te dou 10 segundos. 1...

— Valentina está no sofá, Beto no quarto ao lado, estou na minha cama só esperando certa pessoa me deixar dormir. -suspirei.

— OK, princesa. Isso era tudo. -riu.

— Eu não sou uma princesa!

Ele desligou antes que eu pudesse terminar de falar. Garoto grosso!

...

— Bom diiiaa! -Valentina praticamente arrombou a porta do meu quarto, gritando para a vizinhança toda ouvir.

— Você não consegue ser normal nem quando acorda, ameba cor de rosa? -um loiro sonolento entrou, se jogando ao meu lado na cama.

— Acho que vocês não se importam muito, mas o Lucas está lá em baixo a aproximadamente uma hora. Na verdade, acho que ele deve estar é dormindo, não sei, mas enfim, falei logo. Ah, ele queria te ver, Cat. -a criatura falou tudo isso antes de sair saltitante novamente.

Me arrumei rapidamente e fui ver o que ele queria tão cedo.

— Lucas? Bom dia. O que foi? -perguntei tudo de uma vez.

— Bom dia. Já que você não quer ficar lá, eu venho te acompanhar todos os dias a partir de hoje.

— Não precisa...

— Claro que precisa. -suspirou, vindo até mim- Isso me tranquiliza, então não estrague isso por enquanto. -afagou meus cabelos.

— Hmm.... Ok. Vamos só esperar as princesas se arrumarem para irmos ao colégio, pode ser?

— Se você for tomar café, pode sim.

— Você é um chato. -ele riu.

— Não reclame. Só estou cuidando um pouco de você.

— S-Sei... -foi inevitável ficar vermelha depois disso.

Lucas maldito.

...

As semanas infelizmente passaram rapidamente, e a cada dia que passava eu ficava mais e mais temerosa quanto ao meu encontro com o loiro perverso. Até que o inevitável dia chegou. Felizmente eu já estava boa do pé, senão seria um sofrimento a mais para mim.

E cá estava eu, no bendito parque, vindo escondida do Lucas e dos meus amigos, que estavam me vigiando muito ultimamente, esperando aquela criatura asquerosa chamada Thomás Velásquez.

— Oi, amorzinho. -o loiro detestável tentou me beijar, mas me afastei rapidamente.

— Nada de "amorzinho", OK? Ainda quero saber o por quê disso tudo. -mostrei minha roupa.

— Então você ainda precisa aprender seu lugar hein? -riu- Certo. Vestidos são menos complicados para fazer certas coisas à dois. -piscou para mim.

Só a menção dessas palavras com todo o sentido pervertido do mundo fez meu corpo arrepiar. E não foi de excitação. Não mesmo.

Talvez eu devesse ter avisado alguém sobre esse meu "encontro" totalmente forçado e contra a minha vontade com o Velásquez.

— Prefere comer ou andar primeiro, princesa? -segurou meu pulso com sua mão fria.

— Comer.

Minha grande vontade era dizer um alto "Ir para casa", mas eu não podia. Não ainda. Então tentaria enrolá-lo o máximo possível com comida.

Pedi um hambúrguer grande com refrigerante e muita batata frita, assim como talheres. Eu não conseguiria comer tudo aquilo nem se quisesse, e ainda mais com garfo e faca.

— Por quê ao talheres, amor? -perguntou.

Meu recém engolido pedaço se revirou no meu estômago, e aquilo não parecia em nada com as borboletas no estômago que tanto li as garotas descreverem em livros de romance. Aquela noite estava sendo enjoativa demais. A presença de Thomás era desprezível demais para se aproveitar.

Consegui enrolar mais de uma hora nisso, e olha que não comi nem metade de tudo.

Depois ele me arrastou para todos os lados, pagando jogos e passeios por todo o parque.

— Você não parece estar se divertindo. -comentou.

Estávamos numa trilha "animada", que era um dos caminhos para sair do parque. Graças aos céus que o encontro estava terminando, agora era só chegar em casa e pronto.

— Estou cansada. E ainda vim praticamente obrigada. -soltei.

O puxão brusco em meu pulso quase me fez gritar. O loiro me virou para si, segurando ambos os meus braços com suas mãos.

— O que... Está fazendo? -engoli em seco, temendo que o pânico se apoderasse de mim.

— Te ensinando como tratar um namorado.

— Como é?

Ele retirou meus óculos bruscamente, me empurrou até a grade de segurança, já colando sua boca na minha. Segurou meus braços atrás das minha costas com uma das mãos e passou a outra por baixo do meu vestido, da coxa até a nádega, apertando com força.

Eu estava desesperada! Em pânico! E para piorar, à mercê desse maldito corpo forte. Virei minha cabeça para o lado, não querendo sentir o gosto daquele garoto, mas isso só o fez rir e aumentar seus apertos, a mão agora subindo por minhas costas e a língua entrando na minha boca.

Já sentia as lágrimas nos cantos dos olhos, escorrendo pelas bochechas. Eu seria violada ali, no parque, em um caminho que qualquer um poderia ver se chegasse lá?

— Solte ela.

O Velásquez pareceu não se importar com a presença de mais alguém ali, e continuou o que estava fazendo.

— Eu mandei soltar ela! -meio segundo depois, o garoto estava longe de mim, finalmente- Você está bem? -os olhos verdes preocupados se fixaram nos meus, e a única coisa que eu consegui fazer foi assentir com a cabeça, chorando como uma criancinha.

— Quem diria que você viria mesmo, Leon. -o loiro falou, rindo divertido.

Vi os olhos do Leo, que ate então estavam focados nos meus, escurecerem antes dele ficar de costas para mim, entre o loiro odiável e eu.

— Eu te avisei, Thomás. Longe dela. -rosnou.

Então eles se conheciam? E ainda falavam de mim? Leon?

— Eu apenas ia contar a ela nosso parentesco, Leon. Não tenho culpa de ela estar tão saborosa hoje.

Só vi o Leo em cima do outro, em um momento de raiva insana, trocando socos.

— Leo! Para! -gritei.

— Escute a garotinha, Leon. -mesmo com o rosto vermelho de sangue, o Velásquez ainda sorria.

Vi os seguranças vindo em nossa direção. Droga, Leo!

— Leo, vamos. -comecei a puxar seu braço- Por favor, chega. -comecei a chorar, ainda o puxando.

Ele parou, me encarando com os olhos praticamente arregalados. Ficou de pé, me jogou por cima do ombro e saiu correndo.

— Me põe no chão! -bati em suas costas.

Ele parou na frente de um estabelecimento, que estava fechado por conta da hora, me encarou ofegante e me abraçou.

— Leo?

— Fica quieta, garota! -gritou- Por que veio sozinha? O que se passa nessa sua cabeça oca!? Droga! Ele podia ter feito muito mais do que isso, sabia? -ele continuou gritando comigo. Ali, no meio da rua, enquanto me apertava em seu abraço e eu retribuía, ainda chorando.

O que me pareceu ser dois minutos depois, ele se afastou, segurando meu rosto com ambas as mãos, me encarando.

— Leon? -comecei.

— É o meu nome. Leon é algo meio ridículo, não acha? -riu.

— Eu acho incrível. -sorri- Forte como um leão. Até que combina com você, Leon.

O brilho no olhar dele foi indescritível. Ele estava sorrindo, alegre, nem parecia que estava gritando comigo instantes antes.

— Vem. Vou te levar para casa. -segurou na minha mão, caminhando na frente.

A mão dele era tão quentinha.

— Meu primeiro beijo... -suspirei.

— O quê? Primeiro? -parou, se virando para mim.

— Nada... -senti as bochechas arderem. Não acredito que falei em voz alta!

— Você deixou aquele idiota pegar seu primeiro beijo? -gritou novamente- Estúpida!

— Ei! Caso não tenha percebido, eu não tive escolha! -aumentei o tom de voz também.

— Claro que tinha! Poderia não ter ido!

— Quero saber por que você estava lá!

— Acho você deveria estar me agradecendo por te salvar, não acha?

— Você é tão grosso que parece estar me contaminando!

— Ah é?

— É!

Minha vontade agora era arrancar esses fios loiros de um por um.

— Eu nem consideraria aquilo como beijo!

— Meio difícil depois dessa!

— Eu vou fazer você desconsiderar!

— Como?

— Considerando a mim.

Nem tive tempo de perguntar ou processar aquela resposta. Leon segurou na minha nuca e cintura suavemente, selando os lábios nos meus.

Cristo, o toque dele era quente e delicado. Bem contrário àquele maldito Thomás. Passei os braços suavemente por seus ombros, enquanto ele mordiscava meu lábio inferior. Começou com beijos demorados, e quando apertei sua gola ele tocou minha língua com a sua. Leo sabia o que estava fazendo e, oh droga, estava bom. Apertou minha cintura, aumentando gradativamente a intensidade dos beijos. Minha mente em um momento estava em branco e no outro preenchida pelas sensações que aquele beijo me causavam.

Aos poucos ele foi se afastando de mim. E eu não queria abrir os olhos e encará-lo, estava com muita vergonha. Afinal, o que tinha sido aquilo?

Um som de uma risada me fez abrir os olhos imediatamente.

— Droga. -resmunguei.

Leon estava de costas para mim.

— Bem... -tentei começar.

— Olha, eu... -me encarou de novo. As bochechas coradas.

— Por quê você tem que ser tão fofo?

— O quê?

— Eu pensei alto? Droga...

E ele começou a rir. Ou melhor, gargalhar. Eu estava prestes a perguntar o por quê dele estar tendo uma crise de risos quando ele se aproximou e me abraçou novamente.

— O que você tem? -não resisti e perguntei.

— Nada. Só acho que não me divirto assim a muito tempo.

— Se divertir? Não era você que estava gritando comigo dois minutos atrás?

— É. Eu estava com raiva de você por ter ido até o Thomás, e com raiva dele por ter tentado algo com você. -me soltou.

— À propósito, Leon, de onde conhece ele?

— Digamos que eu não tenho contado algumas coisinhas -suspirou- Meu nome é Leon Velásquez, e Thomás é o meu irmão mais novo. -segurou minha mão, caminhando à minha frente.

— Irmão?

— Meu pai se casou com a mãe dele quando eu tinha uns 10 anos. Ele era muito apegado ao pai biológico, mimado por ele, então quando começamos a morar juntos, ele viu que as coisas não seriam mais como antes. Meu pai... Continuou fazendo as vontades dele, mas não era a mesma coisa, ainda tinha um empecilho entre ele e o pai...

— Você. -completei, meio incerta- Ele te odeia?

— É, eu. Imagino que sim. -riu.

— Mas por quê ele está atrás de mim agora?

— Então... Eu não sei dizer. -parou, ficando de frente parque mim.

— Obrigada por confiar em mim e falar tudo isso.

—Não me importo.

— Como?

— Digo, que seja você a saber. -sorriu- Está entregue, princesa. -se virou para ir embora.

— Leon? -chamei.

— Sim?

— Me abraça uma última vez? -estendi os braços para ele.

— Obrigado por pedir. -me abraçou, segurando minha cabeça contra seu peito- Eu vou te proteger dele.

— Obrigada por tudo. E boa noite. -me soltei.

— Vou assim que você entrar.

— Certo. Até mais.

Notas finais
Gente, eu juro que não queria fazer isso '-' Agora meu coração está dividido Ç.Ç o loiro ou o moreno? Team Lucas ou Team Leo? Gzuiz Me ajudeeem. Antes que eu faça merda e.e Um abraço e até mais ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.