Rito
1 Rito
Rito
Deixe-me construir uma barreira;
Como se pudéssemos evitar supor,
Sob a miragem de uma cegueira,
Felicidade, beijos, rubor.
Caminhando para esquecer-nos, afinal,
Da questiúncula, o perecer
Fechar os olhos e inquirir:
— Amas-me?
Dever, dever de ver a luta
Tudo vermelho, um brilho candente
Enrodilhando-me em volúpia,
Fazendo o zéfiro presente.
Honraste ao quê? Princípios,
Enleadas, ritos murmurados;
Esqueceu-se de mim:
Largou-me ao silêncio, de lado.
Agora o que resta, sim?
O brilho dos olhos, sombrio,
E o resquício de lembrança
Um lugar no coração vazio.
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